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sábado, 25 de julho de 2009

ADMINISTRAÇÃO DO FUTEBOL BRASILEIRO & A "DANÇA DAS CADEIRAS"

O futebol brasileiro passa por uma série de problemas administrativos. Como se não bastassem estes problemas, outro fato que prejudica este esporte é a famosa DANÇA DAS CADEIRAS.

É normal ver clubes dispensando técnicos quando os resultados não saem, como recentemente ocorreu no futebol carioca com a saída dos técnicos Cuca e Parreira, de Flamengo e Fluminense respectivamente.

Neste esporte mais amado e praticado no Brasil, infelizmente, cultua-se que: "É mais fácil demitir um do que demitir onze".

Por mais que algumas pessoas não achem, a má administração e a dança das cadeiras estão, na grande maioria das vezes, diretamente relacionadas.

Raros são os clubes brasileiros que tem em seu comando verdadeiros administradores, como é o caso do Botafogo de Futebol e Regatas.

Desde que Maurício Assumpção assumiu a diretoria do clube, todas as categorias tem dado sequência em um trabalho visando objetivos concretos, pelo menos é o que se vê nas declarações dos profissionais que lá estão. Metas são definidas e trabalhadas para serem alcançadas sem fazer exageros que prejudiquem toda a estrutura do clube.

Há muito tempo não se via este tipo de postura, principalmente em clubes cariocas.

É necessário aos clubes de futebol brasileiro dar sequência e credibilidade ao trabalho dos técnicos que estão à frente de suas equipes. Treinos em dois turnos, respeito ao técnico e profissional que ali se encontra além de punições severas aos "fanfarrões" que estão acostumados a ver o futebol como "um momento de recreação" e não como sua profissão, dentre muitas outras coisas que podem e devem se feitas.

Como qualquer profissional, o jogador de futebol deve ser cobrado e seguir o que é determinado pelo seu patrão, o clube. Caso isso não ocorra, deve ser devidamente cobrado e, se necessário, punido.

Os resultados só sairão se os jogadores respeitarem o profissional que comanda a equipe. O técnico tem papel fundamental, porém seus comandos só serão aceitos se a diretoria do clube apoiá-lo.

O futebol só mudará de cenário no dia em que empresários e cartolas exercerem suas funções em prol dos resultados para o clube e não para si mesmos, empregarem os patrocínios de forma correta e se tornarem de fato ADMINSTRADORES!

Administrar consiste em: Planejar, organizar, liderar, controlar e coordenar. Conhecer e solucionar problemas, organizar e alocar recursos (sejam eles pessoas, recursos financeiros e/ou tecnológicos), tudo isso com o objetivo de alcançar um resultado eficaz e retorno financeiro de forma sustentável e com responsabilidade social.

Então, gostaria de parabenizar o Botafogo de Futebol e Regatas, porque hoje é um exemplo de administração esportiva a ser seguido em todo o país.

quarta-feira, 22 de julho de 2009

O MARKETING ESPORTIVO NO BRASIL - FALTA DE VISÃO?

O esporte é uma das grandes paixões de milhares de pessoas em todo o mundo e desperta o interesse de vários segmentos do mercado.

O esporte envolve mídia e é visto pelo "consumidor" como uma ferramenta de entretenimento, saúde e lazer. Por esta visibilidade, empresas querem utilizar o esporte como veículo de comunicação entre a empresa e o consumidor de seus produtos: torcedor, telespectador, esportistas, leitores e afins.

Infelizmente no mercado brasileiro de Marketing esportivo a maioria das empresas tem "receio" de investir neste tal segmento, por medo de ter a marca associada a polêmicas, pela falta de conhecimento de seus profissionais de marketing e desinteresse em disponibilizar uma parte do seu poder publicitário ao esporte. Sendo assim essas empresas apoaim-se apenas em esportes que já estão no topo.

"Onde está então o empreendedorismo e de fato o profissional que tem a capacidade criar oportunidades e não apenas de apoiar-se nelas?"

Temos uma série de clubes e atletas no Brasil que estão em busca de algum patrocínio, como exemplo do Botafogo F.R. no estado do Rio de Janeiro.

O Clube começou uma "nova era", uma reestruturação a sete meses e já colhe os frutos de tal empenho conforme entrevista publicada no próprio site do Botafogo, onde Miguel Ângelo da Luz - Diretor de Esportes Olímpicos quando foi perguntado sobre a evolução do Clube respondeu:

"Evolução do clube:
“Estamos brigando pelas primeiras posições em todos os esportes que disputamos e em quase todas as modalidades. Nos campeonatos estaduais em todas as categorias, estamos brigando pelo título. Além disso, já conquistamos um Carioca sub-21 de polo aquático e fomos vice no Troféu Brasil. Vamos agora disputar o Sul-Americano de basquete nas categorias de base e podemos conquistar esse título importante tanto no feminino, onde somos tricampeões, quanto no masculino. A natação tem ganho tudo no Infantil e já melhorou o desempenho no mirim e petiz. Só não temos a melhor equipe no júnior, em todas as outras, inclusive o sênior, ganhamos tudo no estadual e tivemos bom desempenho no Maria Lenk. Todos os esportes estão bem, mas os aquáticos, sediados no Mourisco Mar, estão realmente de parabéns, não tenho do que reclamar”."

O Clube também tem projetos para o futuro mas esbarra na questão: PATROCÍNIO.
Estudos comprovam que o Marketing Esportivo é uma ótima plataforma para alcançar o público e proporciona um ótimo retorno aos seus investidores além de rejuvenescer e dar prestígio a imagem corporativa.
Conforme matéria publicada no site do IBME ( Institudo Brasileiro de Marketinhg Esportivo) referente ao rejuvenescimento provocado pelo MKT Esportivo: "Um dos grandes institutos de pesquisa do mercado e opinião pública realizou um estudo sobre a eficiência do patrocínio esportivo no Brasil e neste estudo a maioria dos entrevistados (63%) reconhece a importância do Marketing Esportivo e não a vê como desperdício de verba de marketing pelas companhias."
Então o que falta para este tipo de investimento no Brasil? Profissionais com capacidade de criar oportunidades e não apenas de apoiar-se nelas? Ou empresas mais informadas e com espírito empreendedor?
CONCLUSÃO: O marketing esportivo no Brasil é um enorme bolo que tem fatias saborosas que podem ser deliciadas pelas empresas. Cabe a estas empresas abrir os olhos pois muitas oportunidades são buscadas por elas e seus "limitados" profissionais do marketing no horizonte, enquanto se estas empresas olhassem para os lados, veriam uma série de possibilidades para seu crescimento e investimento.

Por Eduardo Duarte de Pontes

segunda-feira, 6 de julho de 2009

A CULPA NÃO É DO CAMPO OU DA BOLA - SEU ESPORTE DEPENDE DE SUA INTEGRAÇÃO COM O OBJETO DE JOGO

Estou repetindo um texto já publicado, mas este assunto muito me encomoda e com certeza, encomoda também a muitos outros brasileiros do ramo esportivou ou não. Vale a pena reler!

Sempre vemos atletas reclamarem ou melhor, justificarem uma má atuação com uma desculpa esfarrapada.

O mais incrível de tudo é que depois você escuta na "rodinha" de amigos as afirmações veementes e convictas como: "Realmente, viu que campo horrível?", "essa nova bola realmente atrapalha o jogador por ser mais leve"...

Eu me pergunto: Será que as pessoas não param pra pensar, analisar tudo aquilo de forma crítica? E olha que nem é difícil...

O atleta é um "ser" privilegiado que recebe pelo menos 15 mil por mês para treinar e jogar. Sua profissão é o lazer, e mesmo assim ele consegue fazê-lo mal?!

É ridículo ver um jogador que começou a carreira em um campo em péssimas condições e jogando com bolas que mais pareciam um ovo de páscoa por causa do formato, dizer que o campo ruim, a bola ou a chuteira fizeram a diferença entre o gol e o chute pra fora.

Isso vale para o basquete ou qualquer outro esporte.

Todo esporte tem seus fundamentos e são esses fundamentos que fazem a diferença, seja no esporte coletivo ou no individual.

Um passe, arremesso, uma levantada, bloqueio, chute a gol, uma finta, um lançamento, um salto, um drible. Eu poderia enumerar uma série de situações para descrever esses movimentos ou técnicas fundamentais para o atleta do esporte, mas prefiro concluir de uma vez.

A diferença entre o 'craque', ou 'estrela', como é chamado o jogador ou atleta que se destaca em sua modalidade esportiva, está em uma coisa simples e primária chamada TREINAMENTO.

O Treinamento consiste em aprimorar ou adquirir qualidades necessárias à pratica de determinada função ou atividade. Cabe aos atletas de hoje treinar mais e se desculpar menos. O treinamento é a melhor forma de fazê-lo chegar ao apogeu de sua forma e técnica.

A culpa não é do campo ou da bola, a culpa é do jogador que não atentou ao tempo da bola ou ao local onde seu pé deveria atingir a bola no momento do chute. Se o atleta, seja qual for a modalidade, treinasse e fizesse isso com gosto, com alegria e amor ao esporte que ele pratica, ele saberia como e quando bater na bola, como arremessar uma bola em direção à cesta para obter o ponto, o movimento a ser feito para passar a bola com perfeição ao seu companheiro seja com as mãos ou com os pés.

Então senhores, não culpem os objetos integrantes do seu esporte, os acessórios ou o local de jogo, pois por mais que eles influenciem pouquíssimo no "resultado final" do que você atleta quer fazer, se você treinar irá saber como lidar com cada situação, afinal, só assim você aprenderá que o seu esporte depende da sua integração com o objeto de jogo, e você só terá isso TREINANDO.