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terça-feira, 23 de agosto de 2011

Um novo projeto de futebol Feminino - Porque o esporte é uma forma de sonhar acordado!

Após o fim de nossa trajetória no projeto Cabuçu FC, onde trabalhávamos com futebol feminino, eu, Eduardo Pontes, e o técnico Alexandre Amaral, criamos um novo projeto.

Ale Amaral e Eduardo Pontes - início de um novo projeto.


Este projeto que abrange o futebol de campo feminino é algo que já planejávamos e que decidimos colocar em prática logo que nos foi possível.

Todos que trabalham com futebol feminino conhecem não só as dificuldades da modalidade, mas, principalmente, a importância que é a prática da mesma para milhares de meninas em todo o território nacional.

Para muitas meninas o futebol feminino é a forma de “sonhar acordado” com um futuro melhor.

O projeto é está localizado em nova Iguaçu, mais exatamente no Campo do Professor, sempre aos sábados das 15h às 18hs, no bairro de Cabuçu. Escolhemos este local por estar em uma região estratégica, que já conhecemos e na qual vemos meninas de grande potencial, mas também vemos uma grande necessidade de ajuda social, por ser um local ainda em desenvolvimento.
Clique na imagem para ver o mapa no Google.


Nosso projeto tem como missão, educar, socializar e gerar oportunidades através do esporte, proporcionando alegria, bem estar e qualidade de vida.

Não é um time de futebol! É um espaço onde estas meninas possam ocupar seu tempo, melhorar suas valências físicas, interagir através do esporte e manter a mente e corpo são e onde procuramos educar e ensinar a ter bons valores, bons costumes e ética.

Nosso projeto tem por visão a crença no futebol feminino como ferramenta capaz de proporcionar um futuro melhor não só através de sua prática, mas também na conquista de oportunidades de estudo dentro e fora do país.

Dentro do nosso trabalho, estaremos analisando cada menina e se possível, encaminhando-as a clubes que possam lhes oferecer uma melhor estrutura. Buscaremos também parcerias com universidades e cursos para que essas meninas possam estar estudando para que no futuro tenham uma formação acadêmica e uma profissão que poderá ou não ser exercida em prol do futebol.

Ver essas meninas bem encaminhadas e vislumbrando um futuro melhor é o maior prêmio que podemos ter, e é isso que buscamos!

Sabemos que existem milhares de mulheres no Brasil que amam o futebol feminino, mas será que todas se tornarão atletas?

Sabemos que não, mas muitas delas podem associar o amor pela modalidade aos estudos e termos assim, no futuro, técnicas, educadoras físicas, fisioterapeutas, psicólogas, gestoras e administradoras trabalhando em prol do futebol feminino.

Ou ainda podemos ter atletas com uma carreira brilhante dentro da modalidade que quando decidirem se aposentar poderão seguir trabalhando dentro do futebol ou estarão abrindo um negócio próprio e seguindo suas brilhantes carreiras fora dos campos.

Sissi, Laylla da Cruz, Alline Calandrini, Fabiane Nascimento e Kátia Cilene - Alguns dos muitos exemplos de atletas que citamos e que buscam conciliar esporte e estudo. Presente e futuro brilhantes dentro e fora de campo!









Esse projeto, apesar de ter uma identidade definida, ainda não tem um nome, mas estamos trabalhando e devemos apresenta-lo na próxima semana, bem como a faixa de idade que hoje a faixa de idade varia hoje de 15 anos à categoria adulta e provavelmente continuará sendo assim!

Esperamos conseguir fechar parcerias, pois é difícil manter o trabalho ou dar mais qualidade ao que é feito, dependendo apenas de recurso próprio, mas vamos, da mesma forma, seguindo em prol não só do futebol feminino, mas dessas meninas e também do país.

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

O Caminho não escolhido


“Dois caminhos divergiam num bosque amarelo
Triste por não poder seguir os dois
E por ser apenas um viajante, segui
Um deles o mais longe que pude com o olhar,
Até o ponto onde ele se perde no mato

Tomei o outro que me pareceu mais belo,
Oferecendo talvez a vantagem
De uma relva que se podia pisar,
Embora o estado de ambos fosse o mesmo
E naquela manhã eles fossem iguais

Ambos estavam sob relvas que nenhum passo
Enegrecera. Oh deixei
Para outra vez o primeiro!
Mas como sabia que ao caminho se juntam
Os caminhos, duvidei que um dia voltasse.

Hei de contar isto suspirando,
Daqui a muito tempo, nalgum lugar:
Dois caminhos divergiam num bosque, e eu
Segui o menos trilhado,
E foi o que fez toda a diferença.”

Robert Frost, 1916.

Robert Frost quis nos dizer que nem sempre o caminho mais fácil ou mais belo é o melhor!
Devemos encarar o caminho que ninguém nunca tentou, arriscar.

Muitos querem dizer que não devemos seguir este ou aquele caminho, querem dizer o que devemos fazer, m
as seguir o seu próprio caminho e batalhar para chegar onde você deseja fará toda a diferença na sua vida e nas suas conquistas!


Desistir dos sonhos? Nunca! 


Sonhos existem para que possamos alcançá-los e um dia dizer: Eu consegui porque acreditei que eu era capaz mesmo quando o mundo parecia conspirar contra mim!

Quando você busca seus sonhos, as coisas acontecem por si só!



Boa tarde e boa semana a todos!

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Seleção Brasileira: Um trabalho para recuperar a hegemonia


Baseado no sensacional texto da grande amiga @Lu_dCastro do blog O Laço da Chuteira, onde ela menciona a busca desesperada da CBF por um amistoso contra adversários inferiores para tentar sustentar uma hegemonia que foi perdida há anos. (Leiam o texto da Lu pois está muito bom)

Após a derrota para a Alemanha foi anunciada a lista de amistosos da Seleção para 2011 onde enfrentará adversários tecnicamente inferiores como Egito, Costa Rica, México e Gabão.

Isso é visto como uma válvula de escape para tentar mostrar força ao grupo brasileiro após derrotas para seleções mais fortes e organizadas?

Acho que daqui para 2014 vai ser complicado para o Brasil. Talvez o planejamento adotado não seja o mais adequado, mas quem sou eu pra julgar, temos que esperar e rezar pra ver no que vai dar.

Eu, particularmente faria diferente.

Buscando o melhor para a Copa do mundo FIFA de 2014, o primeiro objetivo seria escolher o técnico que comandaria até o fim da copa. Feito isso, escolha de comissão técnica e ainda a escolha de esquema tático, planificação de treinamentos para gerar uma normatização dos treinos e do estilo de jogo, jogadas ensaiadas e afins.

Beleza. Mas Edu, por que criar uma padronização de treinos?
Muito simples amigos. Porque trabalharíamos dois grupos distintos: uma seleção apenas de jogadores que atuam no Brasil e outra de jogadores que atuam no exterior.

Parece loucura, mas dá pra fazer SIM e só vou esboçar a ideia porque se eu fosse explicar detalhe por detalhe esse texto ia virar livro.

No planejamento dos 4 anos (contando de 2011 a 2014), analisaria as janelas de amistosos, os períodos de pausa dos campeonatos europeus (onde a grande maioria dos nossos “estrangeiros” atuam) e também as pausas aqui no Brasil. Claro, além das competições internacionais como Copa américa e Copa das Confederações.

Ia dar um trabalho do cão, mas seria muito bacana.

- Quando tivesse amistosos da Seleção em janela FIFA contra times europeus, os jogadores da Europa atuariam e o selecionado que atua aqui, iria para a Granja Comary treinar;
- Quando o amistoso em janela FIFA fosse contra adversários Latinos e de “menor” expressão, os jogadores do Brasil que iriam jogar e os europeus treinar em algum canto da Europa;
- Copa América seria disputada com 70% de atletas que atuam no Brasil;
-Copa das Confederações com 50% de atletas que atuam no Brasil e 50% que atuam no exterior;
- Nos períodos de pausa de campeonatos europeus, Granja Comary em treinos e coletivos contra alguns dos jogadores que atuam no Brasil;
- Nos períodos de pausa dos campeonatos envolvendo os times brasileiros, treinos e amistosos na Europa com 70 a 80% de atletas que atuam no Brasil, enfrentando seleções fortes.

Ganharíamos identidade em campo, padronização de esquema e estilo de jogo, valorização dos atletas que atuam no Brasil e oportunidades para os que jogam no exterior e são esquecidos, maior visibilidade E RESPEITO do futebol mundial. Sem falar na competitividade dentro da Seleção, pois ninguém teria vaga certa.

Um ano antes da Copa, amistosos realizados no Brasil e até mesmo jogos nos estádios para a copa entre Seleção do Brasil Nacional X Seleção do Brasil Internacional. De todo este trabalho sairia os selecionados para a Copa de 2014.


Posso queimar a língua, mas duvido que o Brasil não levaria a copa de 2014 e recuperaria assim, com um trabalho bem feito, o respeito do futebol mundial.

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Como projetos socioesportivos podem criar oportunidades no Brasil


O Brasil é território de incomensuráveis talentos. Uma mina repleta de matérias preciosas que podem, e devem (ou deveriam) ser trabalhadas.

Assim é com o esporte brasileiro, mas infelizmente esses talentos não são aproveitados como se deveria e assim perdemos potencial humano e consequentemente fazemos com que sonhos não sejam realizados. Essa é a nossa realidade não só no esporte, mas também em outros ramos da sociedade.

Algumas alternativas poderiam solucionar(ou amenizar) uma série de problemas sociais e educacionais no Brasil.

O esporte é sem dúvida uma forma de educar, socializar e promover saúde, além, claro, de proporcionar um futuro profissional melhor a milhares de praticantes. O esporte deveria ser visto assim.

Em um país com tantas escolas, clubes e universidades por que existe a dificuldade de dar oportunidades esportivas e educacionais a crianças e jovens?

Uma boa solução seria parcerias entre estas escolas, clubes e universidades nos estados ou regiões brasileiras, onde clubes abrissem suas portas para as crianças e jovens das comunidades próximas com projetos esportivos (incentivados pelas leis de incentivo, preferencialmente). Esta ação proporcionaria aos clubes também observar possíveis talentos.

Claro que a intenção não seria procurar talentos “prontos”, filosofia errônea adotada pela maioria dos esportes, clubes e gestores esportivos brasileiros, mas sim formar, lapidar e desenvolver... EDUCAR e CRIAR pessoas e seus talentos.

Sabe-se que estimulando a criança/jovem com conversas, carinho, atenção e respeito, dá-se ao indivíduo a força para alcançar seus sonhos e enfrentar as barreiras que a vida proporciona.

Essa parceria entre as instituições citadas acima possibilitaria uma melhor formação e visão de futuro para grande parte do povo brasileiro. Essa esperança é capaz de mudar a vida não só das crianças e jovens, mas também da sua família e da comunidade em torno do projeto.

Na parceria, os clubes observariam as crianças e em qual esporte suas capacidades físicas e motoras se encaixariam melhor. Depois desse primeiro passo, caberia ao clube e seus professores, estimular estes jovens a praticar a modalidade na qual ele melhor se encaixa com brincadeiras e jogos lúdicos que não só ajudariam a desenvolver melhor todo seu lado psicomotor, como a observar melhor cada um destes.

As escolas e Universidades ofereceriam a alguns atletas, dentro de cada faixa de idade uma bolsa de estudos ou até mesmo uma parceria onde os profissionais das instituições se cadastrassem em projetos como “Amigos da Escola” e proporcionassem aulas de reforço ou alfabetização (e afins) aos jovens do projeto e seus familiares.

As instituições de ensino superior poderiam ainda utilizar-se destes projetos para dar vivência profissional aos alunos em formação, lhes possibilitando a oportunidade do primeiro estágio, além de captar atletas para suas equipes oferecendo em contra partida bolsas integrais para os cursos escolhidos, onde o aluno seria para a instituição o marketing e visibilidade proporcionando oportunidades e captação de novos alunos e outros recursos. Seria bom para ambas as partes envolvidas.

Em alguns parágrafos se consegue ter a noção do quanto esse tipo de projeto ajudaria uma série de pessoas de diferentes níveis dentro da comunidade e obviamente do país.

Claro que não é tão simples, pois um projeto desta magnitude precisa de planejamento e estruturação prévia, além de todo um estudo dentro de cada região de atuação, montagem do projeto baseado na lei de incentivo ao esporte e ainda parcerias com instituições, patrocinadores e até o ministério da saúde, esportes e educação.

É trabalhoso e seria necessária uma fiscalização, além de possíveis incentivos fiscais aos envolvidos?

Sim, mas o resultado seria altamente gratificante e de grande importância dentro do país proporcionando oportunidades profissionais, melhoria na qualidade de vida das comunidades envolvidas, diminuição da ociosidade e da evasão escolar, diminuição da criminalidade, descoberta de novos talentos esportivos, aumento da autoestima de todos os envolvidos, a oportunidade de estudo, e em boas instituições.

Não se pode esquecer também de aproveitar o projeto para mobilizar não só o jovem, mas também sua família com palestras educacionais sobre ética e outros valores inerentes à sociedade e ao esporte. O educador deve se preocupar não só com o aluno, mas também com sua família logo o clube deve proporcionar uma interação entre clube, atleta e família (isso vale para todos os clubes e escolinhas no Brasil independente deste exemplo de projeto ou não). 

Todos os alunos se tornarão atletas de elite?

Sabemos que não, mas muitos serão bons professores, técnicos, engenheiros, arquitetos, advogados, médicos e afins.

Oportunidades existem aos montes, só cabe a cada um de nós tentar fazer o melhor para mudar a situação da sociedade brasileira!

O esporte educa e é hoje a melhor ferramenta de inclusão social e melhoria da qualidade de vida que podemos implantar no Brasil.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

II Encontro de Futebol Feminino - O que foi abordado?

No último sábado, dia 06/08, ocorreu no Clube de Regatas Vasco da Gama, o II Encontro de Futebol Feminino do Rio de Janeiro.

O encontro visava debater e expor os pontos do relatório que foi gerado a partir do primeiro encontro, realizado no dia 26/03, também pelo Vasco da Gama.

Vamos a alguns destes pontos abordados.

Desde a década de 90, quando o Vasco começou o trabalho com futebol feminino, se mostraram os primeiros problemas da modalidade: A falta de equipes de base.


Esse é um dos problemas que assola a modalidade até hoje. Clubes montam equipes profissionais e esquecem as categorias menores.

Sem categorias de base não há renovação e mesmo que se mantenha uma equipe profissional, dentro de um período de 5 anos, cerca de 50% da equipe apresentará algum tipo de problema físico/contusão.


Essa falta de renovação se deve a uma filosofia que é utilizada até hoje por muitos clubes: A busca de talentos prontos, quando na verdade deveriam formar talentos.

Uma das intenções do relatório que será encaminhado ao Ministério dos Esportes, bem como às federações e confederação brasileira (CBF) é a regulamentação de uma lei que incentive de forma fiscal/financeira o clube que tiver equipes de futebol feminino. Os clubes deveriam ter uma equipe feminina de futebol para cada equipe masculina de futebol de base e também profissional.

Foi questionada também a forma de convocação de atletas para a Seleção Brasileira. Em muitos casos a CBF entra em contato direto com a atleta, sem contatar o clube ao qual esta está prestando serviços. Essa atitude dificulta o crescimento da modalidade, pois é uma força completamente diferente quando o presidente do clube recebe o ofício da Confederação e estando informado pode declarar em eventos ou em uma coletiva de imprensa que teve uma atleta convocada. Isso vale também para os patrocinadores, e consequentemente a modalidade sai ganhando!

Quanto às convocações, a deficiência/falta de organização/criação de campeonatos estaduais resulta em uma dificuldade de visão do nível das atletas por parte da CBF e dos técnicos das seleções femininas (principal e de base). Logo sabe-se que com esse problema não se pode afirmar que as melhores atletas são convocadas.

Pensando nisto, outra proposta do relatório é a elaboração de um calendário anual de competições. Isso facilitaria a organização das competições por parte das federações estaduais, não ocorrendo um conflito de datas e também a necessidade de clubes cederem atletas à CBF nos momentos decisivos das competições de cada estado.

No Rio de Janeiro, a intenção é normatizar e organizar o calendário de competições de todas as modalidades futebol feminino, logo pretende-se reunir a federação de futsal, society, areia e campo para que todos tenham tabelas em datas pré definidas, evitando também problemas com atletas disputando mais de uma modalidade no mesmo período e diminuindo assim a sobrecarga sobre as atletas.

Dentre outros pontos, foi informada por conselheiros do Clube de Regatas Vasco da Gama que estará sendo criada pela presidente Dilma, nos próximos dias, a Secretaria de Futebol Feminino que deverá ser comandada pelo secretário Alcindo Reis. Esta será mais uma vitória para a modalidade.

Outra questão muito comentada e questionada: Buscar ou não buscar a profissionalização da modalidade?

Essa resposta é um pouco complexa. Para a modalidade e para os profissionais e atletas será ótimo, mas para os clubes serão gerados mais encargos trabalhistas, taxas federativas e afins. Para que os clubes queiram e possam arcar com estas despesas primeiramente é necessária uma organização.

E agora, organizar-se primeiro e depois profissionalizar-se ou deve ser feito o contrário?

O mais correto é afirmar que o primeiro passo deve ser a organização. Esta organização irá gerar o interesse e investimento por parte de empresas/patrocinadores e os clubes irão ver a necessidade de ser cada dia mais profissionais no que diz respeito ao futebol feminino. Será uma reação em cadeia!

Outro assunto abordado foi a possibilidade de criar uma piso salarial para a modalidade, o que evitaria o problema de endividamento, que é algo comum no futebol masculino.

O encontro foi muito produtivo e contou com representantes de diversos estados e clubes do Brasil. Em breve o relatório corrigido será disponibilizado para visualização. O recolhimento de assinaturas também deve ocorrer para reforçar o documento que irá ser entregue à CBF, ao Ministério dos Esportes e à presidente Dilma.