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Marta se torna maior atleta da história do futebol, mas título não significa nada no Brasil

Como projetos socioesportivos podem criar oportunidades no Brasil


O Brasil é território de incomensuráveis talentos. Uma mina repleta de matérias preciosas que podem, e devem (ou deveriam) ser trabalhadas.

Assim é com o esporte brasileiro, mas infelizmente esses talentos não são aproveitados como se deveria e assim perdemos potencial humano e consequentemente fazemos com que sonhos não sejam realizados. Essa é a nossa realidade não só no esporte, mas também em outros ramos da sociedade.

Algumas alternativas poderiam solucionar(ou amenizar) uma série de problemas sociais e educacionais no Brasil.

O esporte é sem dúvida uma forma de educar, socializar e promover saúde, além, claro, de proporcionar um futuro profissional melhor a milhares de praticantes. O esporte deveria ser visto assim.

Em um país com tantas escolas, clubes e universidades por que existe a dificuldade de dar oportunidades esportivas e educacionais a crianças e jovens?

Uma boa solução seria parcerias entre estas escolas, clubes e universidades nos estados ou regiões brasileiras, onde clubes abrissem suas portas para as crianças e jovens das comunidades próximas com projetos esportivos (incentivados pelas leis de incentivo, preferencialmente). Esta ação proporcionaria aos clubes também observar possíveis talentos.

Claro que a intenção não seria procurar talentos “prontos”, filosofia errônea adotada pela maioria dos esportes, clubes e gestores esportivos brasileiros, mas sim formar, lapidar e desenvolver... EDUCAR e CRIAR pessoas e seus talentos.

Sabe-se que estimulando a criança/jovem com conversas, carinho, atenção e respeito, dá-se ao indivíduo a força para alcançar seus sonhos e enfrentar as barreiras que a vida proporciona.

Essa parceria entre as instituições citadas acima possibilitaria uma melhor formação e visão de futuro para grande parte do povo brasileiro. Essa esperança é capaz de mudar a vida não só das crianças e jovens, mas também da sua família e da comunidade em torno do projeto.

Na parceria, os clubes observariam as crianças e em qual esporte suas capacidades físicas e motoras se encaixariam melhor. Depois desse primeiro passo, caberia ao clube e seus professores, estimular estes jovens a praticar a modalidade na qual ele melhor se encaixa com brincadeiras e jogos lúdicos que não só ajudariam a desenvolver melhor todo seu lado psicomotor, como a observar melhor cada um destes.

As escolas e Universidades ofereceriam a alguns atletas, dentro de cada faixa de idade uma bolsa de estudos ou até mesmo uma parceria onde os profissionais das instituições se cadastrassem em projetos como “Amigos da Escola” e proporcionassem aulas de reforço ou alfabetização (e afins) aos jovens do projeto e seus familiares.

As instituições de ensino superior poderiam ainda utilizar-se destes projetos para dar vivência profissional aos alunos em formação, lhes possibilitando a oportunidade do primeiro estágio, além de captar atletas para suas equipes oferecendo em contra partida bolsas integrais para os cursos escolhidos, onde o aluno seria para a instituição o marketing e visibilidade proporcionando oportunidades e captação de novos alunos e outros recursos. Seria bom para ambas as partes envolvidas.

Em alguns parágrafos se consegue ter a noção do quanto esse tipo de projeto ajudaria uma série de pessoas de diferentes níveis dentro da comunidade e obviamente do país.

Claro que não é tão simples, pois um projeto desta magnitude precisa de planejamento e estruturação prévia, além de todo um estudo dentro de cada região de atuação, montagem do projeto baseado na lei de incentivo ao esporte e ainda parcerias com instituições, patrocinadores e até o ministério da saúde, esportes e educação.

É trabalhoso e seria necessária uma fiscalização, além de possíveis incentivos fiscais aos envolvidos?

Sim, mas o resultado seria altamente gratificante e de grande importância dentro do país proporcionando oportunidades profissionais, melhoria na qualidade de vida das comunidades envolvidas, diminuição da ociosidade e da evasão escolar, diminuição da criminalidade, descoberta de novos talentos esportivos, aumento da autoestima de todos os envolvidos, a oportunidade de estudo, e em boas instituições.

Não se pode esquecer também de aproveitar o projeto para mobilizar não só o jovem, mas também sua família com palestras educacionais sobre ética e outros valores inerentes à sociedade e ao esporte. O educador deve se preocupar não só com o aluno, mas também com sua família logo o clube deve proporcionar uma interação entre clube, atleta e família (isso vale para todos os clubes e escolinhas no Brasil independente deste exemplo de projeto ou não). 

Todos os alunos se tornarão atletas de elite?

Sabemos que não, mas muitos serão bons professores, técnicos, engenheiros, arquitetos, advogados, médicos e afins.

Oportunidades existem aos montes, só cabe a cada um de nós tentar fazer o melhor para mudar a situação da sociedade brasileira!

O esporte educa e é hoje a melhor ferramenta de inclusão social e melhoria da qualidade de vida que podemos implantar no Brasil.

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