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segunda-feira, 30 de julho de 2012

Com ou sem medalha o Futebol Feminino precisa de mudanças


O futebol feminino brasileiro luta, na Olimpíada de em Londres, pela tão sonhada medalha de ouro. Já batemos na trave duas vezes, e agora, será que vai?

Sinceramente, torço muito para que essa medalha venha para coroar a batalha de uma modalidade que não tem nenhum apoio. Mérito das atletas, praticamente que única e exclusivamente delas, porque mesmo que muitas tenham que trabalhar e jogar, pois não conseguem viver da sua profissão de jogadora de futebol, e apesar desses e muitos outros fatores, elas continuam de pé, seguindo em frente. A estas mulheres GUERREIRAS, meu total apoio e aplausos!

Mas vamos voltar a falar da Seleção e da nossa chance de medalha.

Caso a medalha de ouro venha, isso não muda nada na situação do futebol feminino brasileiro.  Fomos medalha de prata nos jogos olímpicos de Atenas (2004) e Pequim (2008). Fomos prata também na Copa do mundo da China (2007), e nada, absolutamente nada mudou para melhor.

As promessas existem há mais de 40 anos e não podemos viver delas.

Precisamos de planejamento a longo prazo, calendário, preocupação com a base, transparência dos investimentos e uma diretoria separada para o futebol feminino.

O voleibol brasileiro caminha bem há anos, o basquete já colhe frutos dentro e fora das quadras. Ambos são reflexos de uma gestão de qualidade em que o desporto é visto como um negócio e a confederação como uma empresa, em que todos são empregados e devem cumprir metas pré estabelecidas em prol da modalidade e seu desenvolvimento técnico, administrativo, social e de marketing, entre outros.

Esta faltando isso ao futebol feminino brasileiro, e me pergunto: Até quando?

As mudanças não se referem somente a Seleção Brasileira, mas também como é tratado por clubes e federações. O descaso e desrespeito com atletas prevalece e nada é feito.

Se é de interesse da CBF realmente apoiar a modalidade, pode acontecer, por exemplo, uma parceria com o Ministério do Esporte, a fim de desenvolver este esporte a nível profissional, social e educacional no Brasil. 

Se o trabalho é feito de forma correta e transparente por parte da CBF, uma parceria deste nível pode e deve ser um caminho a ser adotado pela Entidade de Administração do Desporto futebol, no Brasil.

domingo, 29 de julho de 2012

Duas vitórias e a classificação, mas precisamos melhorar muito.


Foto: Agência Reuters
Apesar da classificação e das duas vitórias, a primeira por 5 x 0 diante de Camarões e a segunda por 1 x 0 diante da Nova Zelândia, muito ainda precisa ser melhorado.

Até agora o grande destaque do Brasil atende pelo apelido de Formiga! A jogadora com maior desempenho nas partidas disputadas. Excelente marcação, movimentação, ajudando muito na defesa, no meio e ainda chegando até o ataque.

Cristiane também está muito bem, chamando o jogo, chutando a gol e se movimentando bem. Sua entrada deu outra cara ao ataque do Brasil. A lateral esquerda pode melhorar e a Ester precisa parar de errar tantos passes.

No mais a Seleção Brasileira não apresenta um futebol vistoso e ainda depende muito dos lampejos de Marta. Está faltando alguém que faça a ligação no meio, assim como falta tranquilidade e qualidade no toque de bola das nossas meninas.

Jogamos na base do chutão e geralmente temos um buraco no meio campo. Jogadoras “mordendo” na marcação, mas mordendo da forma errada. Às vezes vemos três ou quatro jogadoras fechando em cima de uma adversária e não conseguem roubar a bola, que acaba sendo tocada pela equipe adversária e resta às jogadoras brasileiras correr ainda mais para marcar a adversária que recebeu a bola. 

A pressão funciona em alguns casos, mas deve ser feita com inteligência e sempre ter uma jogadora na sobra pra tentar fazer a interceptação do passe e sair no contra-ataque.

Estamos correndo demais e sem necessidade, mas é um preço a pagar pela falta de organização da equipe em campo. Organização essa que não vemos desde os amistosos, e a Seleção apresenta exatamente o mesmo “padrão” de jogo.

Temos um elenco de qualidade, porém precisamos de mais aproximação, trabalhar a posse de bola, criar espaços e fazer passes precisos. Arriscar mais nas bolas de fora da área pode ser interessante, pois apesar de ter boas finalizadoras criamos o costume de querer fazer a tabela, invadir a área adversária e marcar de dentro da pequena área.

Apesar de nossa qualidade, precisamos jogar com mais inteligência e organização, pois se enfrentarmos uma seleção de mais toque de bola passaremos por dificuldades.

Outro aspecto é a tranquilidade que nos falta. Precipitamos o passe, queremos jogar correndo o tempo todo e quem corre é a bola e ainda não mostramos que sabemos disso, e cabe ao técnico perceber todos estes pontos que estão muito claros para todos que acompanham os jogos e passar essa tranquilidade e organizar melhor a sua equipe.

O ouro é possível? Sim, mas precisamos melhorar bastante para alcançar este objetivo.

Não é cornetar. É analisar de forma sensata as nossas atuações! Todos os ligados ao futebol feminino estão na torcida pela tão sonhada medalha e principalmente por mais respeito, investimento e planejamento para o futebol feminino por parte da CBF, independente da cor da medalha. Já passou da hora!

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Não deixe para amanhã...



Não deixe pra amanhã o que vc pode fazer hoje!

Ligue pra quem você gosta e sente saudade, mande um sms, ame, se cuide, malhe, comece aquela dieta que você sempre diz que vai começar amanhã!

Lute pelo seu sonho e siga em frente, mesmo quando todos disserem o contrário!

Procure fazer o que você gosta, com quem você gosta! De atenção pra seus pais, seus filhos, seus amigos de verdade! Sorria, se divirta, ame, se apaixone, converse com DEUS, peça desculpas pelo que fez de errado! Agradeça pela sua vida, tudo que tens e tudo que passou e aprendeu...

VIVA HOJE! SE ESFORCE HOJE! FAÇA HOJE!

E amanhã, ao acordar, faça tudo novamente! E assim viva cada dia como o último!

Boa semana a todos!

sábado, 21 de julho de 2012

O futebol brasileiro está preparado para as Olimpíadas de Londres?


Eu acho que qualidade técnica nós temos, mas ainda faltam algumas coisas. 


Tanto no masculino quanto no feminino, alguns atletas exploram demais o individualismo. Não que não seja importante se aproveitar da habilidade técnica de nossos jogadores e jogadoras, mas o importante é utilizar este diferencial no momento correto.


Acho que falta tocar mais a bola, ler melhor as oportunidades de passe, lançamentos e finalizações. 

Tenho notado a falta, principalmente, de "inteligência/visão" em alguns momentos das partidas. Temos a oportunidade de finalizar de longa e média distância, afinal temos atletas que finalizam muito bem, mas tanto a equipe masculina quanto a feminina, geralmente carrega a bola, até entrar ou tentar entrar na área adversária com bola e tudo!


Existe a hora de tocar e entrar com a bola na área adversária fazendo o famoso "um-dois", mas existe a hora de não tocar e chutar à meta adversária. O ideal é mesclar essas oportunidades!


Outro quesito muito importante e que tem sido motivo de comentários negativos, principalmente no futebol masculino, é a quantidade de erros de fundamentos. Se queremos fazer bonito no futebol mundial, temos que dominar o básico.

Mas voltando a falar de Seleções Brasileiras Olímpicas, acredito que temos condição de fazer bonito, mas há muito o que trabalhar


Eu amo o futebol arte, o drible, a finta que deixa o adversário sem ação, mas entre um futebol bonito de se ver e um futebol simples e objetivo em busca da medalha, prefiro fazer o simples! Até porque não temos visto um futebol tão objetivo nos últimos anos, onde a maioria dos dribles são feitos para trás e pro lado, ao invés de pra frente.


O futebol vistoso muito me interessa, desde que tenha qualidade e seja objetivo, e pra isso precisamos mudar o modelo de preparação e o modo de ver o futebol no Brasil e isso precisa ser refeito desde a formação de atletas (base) para assim o ex "país do futebol" voltar ou alcançar (masculino e feminino, respectivamente) o topo do mundo na modalidade, precisamos fazer algo diferente do que vem sendo feito nos últimos anos.

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Futebol Feminino - LONDRES 2012: O PESO DO OURO. OU MUDA, OU MUDA!


Matéria publicada em www.Voagoleiro.com

Na próxima semana a Seleção Brasileira de Futebol Feminino começa a sua jornada em busca do tão sonhado e esperado ouro olímpico. O primeiro jogo será contra a seleção de Camarões, na quarta-feira, dia 25, às 14:30h – horário de Brasília.

Mas o qual o peso, para o futebol feminino brasileiro, da conquista dessa tão sonhada medalha?


Primeiramente, a possível conquista do ouro não esconde a necessidade de mudança do modelo de gestão, do planejamento e da atenção que é dada à modalidade, no Brasil. Essa medalha seria o ponto final nas desculpas e na falta de ações, algo que é esperado há décadas.
O ouro permitirá que possamos dizer sem medo: Agora não falta mais nada para não existir apoio, e permitirá às jogadoras questionar e exigir melhorias!

“A modalidade não tem para onde correr, com o ouro ou sem o ouro, o que fica evidente é que a hora da mudança já passou, e faz tempo.”

Com o ouro a pressão será algo natural e os envolvidos na gestão do Futebol Feminino, se é que existe algum tipo de gestão da modalidade, irão se ver entre a cruz e a espada: “ou faço algo, ou faço algo. Não tenho para onde correr”.
Sei que tem pessoas do alto escalão da modalidade que ficam muito chateadas e até revoltadas comigo quando falo assim da gestão, ou da falta dela, no que se refere ao futebol feminino brasileiro. Desculpem-me, mas não digo nada demais. Não podemos fazer nada se é a situação que relatamos é exatamente o que vocês deixam transparecer. Então não fiquem chateados, apenas façam seu trabalho da melhor forma e mudem a impressão que o Brasil e o mundo têm do que é feito e de como é tratada a modalidade no “país do futebol”.
Com o ouro ou sem ele, não há mais para onde correr. Não há mais como se esquivar da responsabilidade.
O “fracasso” será a afirmação de que realmente não há cuidados com as guerreiras do futebol feminino. E guerreiras mesmo, porque aturar o que elas aturam e continuar jogando por amor ao esporte é algo digno da mais alta condecoração.
O êxito será a consagração de mulheres que, sem o devido apoio e respeito, chegaram ao lugar mais alto do pódio, e se elas têm esse potencial, por que não investir e cuidar?
Senhores, não venham bater no peito e dizer que a entidade de administração da modalidade sempre apoiou e que o ouro é resultado deste apoio! Todos sabem, e até mesmo as jogadoras que não é bem assim!
Eu torço pelo ouro olímpico! Sou brasileiro, amo meu país e amo a modalidade! Hoje, mais do que nunca é a hora da verdade! Ou vai, ou vai!

O ouro pesará como nunca nos ombros de quem “cuida” da modalidade e a sua falta pesará da mesma forma.
E o que eu mais espero é que todas as jogadoras do nosso país, que estão espalhadas mundo afora, na seleção ou não, jogando em campinhos de terra batida ou em tapetes de grama da melhor qualidade, entendam que chegou a hora de levantar a cabeça, cobrar a dignidade, o respeito, o profissionalismo para com as mulheres que jogam futebol! Seja uma Marta, seja uma Joana desconhecida. Todas têm direito e o dever de questionar, cobrar e exigir as melhorias que esperamos.
Se cada atleta, famosa ou não, fosse contar a sua história de vida e de luta para jogar futebol no Brasil, o mundo teria apenas a confirmação do que todos nós sabemos há muitos anos, e agora com ainda mais certeza: Ou muda, ou muda!

E vocês, concordam com isso? Chegou a hora da mudança?
Eu sou Eduardo Pontes! A vocês o meu abraço e até a próxima quinta-feira!

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Futebol Feminino, Marketing, Oportunidades


#CBF #FutebolFeminino vir com palavras de apoio é legal! Mas queremos atitudes, planejamento, investimento e transparência SEMPRE! Pode To Be?

#Cosmeticos #ModaFeminina Milhares de empresas do segmento no país sequer olham para o #futFem e esportes Femininos em geral!
Existem profissionais de #Mkting e publicidade/propaganda precisando acordar! 2014 e 2016 está aí!Tudo agora é esporte! #FutFeminino #esporteFeminino

Em tudo que vemos existem possibilidades e oportunidades!Cabe ao profissional aproveita-las ou ate cria-las! Baseado nisso, creio que temos muitos profissionais de #Mkt com preguiça, falta de criatividade ou conformado em ser apenas mais um no mercado. E não são apenas os profissionais de #Mkt, mas também as empresas onde estes trabalham!

O #FutebolFeminino, por exemplo, é um poço de oportunidades que não é explorado nem mesmo pelas empresas de material esportivo atuantes no Brasil! E desculpem empresas e profissionais do #Mkt, mas se vocês acham o mercado fraco isto é reflexo também da falta de ação e interesse de vocês! E convenhamos, falta de visão!

Existe o nicho de mercado do #Fitness, mas mulher pratica #ESPORTES sabiam? E está faltando muita atenção a essas fatias de mercado!

Se o gênero feminino é comprovadamente o que mais consome/compra no mundo, por que deixam a relação mulher e esporte fora dos planos? 


O que falta hoje nas pessoas é a capacidade e coragem de arriscar-se e investir naquilo que se acredita! E em todas as áreas profissionais!

Hoje não temos tantos profissionais com diferencial no mercado! Raramente alguém se destaca, pois a grande maioria prefere “dançar conforme a música"!

Eu, sinceramente, prefiro ousar, pensar, criar e dançar conforme a minha música! E fica a dica: Nunca se acomodem !!!

Mesmo que você tenha alcançado um determinado nível profissional, continue ousando, tentando, criando, descobrindo. Sempre haverá algo novo!

sábado, 7 de julho de 2012

REFLEXÃO: Um meio ou uma desculpa


"Não conheço ninguém que conseguiu realizar seu sonho, sem sacrificar feriados e domingos pelo menos uma centena de vezes.
Da mesma forma, se você quiser construir uma relação amiga com seus filhos, terá que se dedicar a isso, superar o cansaço, arrumar tempo para ficar com eles, deixar de lado o orgulho e o comodismo.
Se quiser um casamento gratificante, terá que investir tempo, energia e sentimentos nesse objetivo.
O sucesso é construído à noite!
Durante o dia você faz o que todos fazem.
Mas, para obter um resultado diferente da maioria, você tem que ser especial.
Se fizer igual a todo mundo, obterá os mesmos resultados.
Não se compare à maioria, pois, infelizmente ela não é modelo de sucesso.
Se você quiser atingir uma meta especial, terá que estudar no horário em que os outros estão tomando chope com batatas fritas.
Terá de planejar, enquanto os outros permanecem à frente da televisão.
Terá de trabalhar enquanto os outros tomam sol à beira da piscina.
A realização de um sonho depende de dedicação, há muita gente que espera que o sonho se realize por mágica, mas toda mágica é ilusão, e a ilusão não tira ninguém de onde está, em verdade a ilusão é combustível dos perdedores pois...
Quem quer fazer alguma coisa, encontra um MEIO.
Quem não quer fazer nada, encontra uma DESCULPA."Roberto Shinyashiki

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Futebol Feminino e Gestão


[texto publicado dia 05/07 no site voagoleiro.com]
Olá amigos e amigas do Voagoleiro.com!

O texto de hoje foca no tema Gestão! São muitas coisas que podemos abordar e observar do futebol feminino brasileiro que são relacionadas à sua gestão, ou a falta dela, então hoje o foco é a gestão, o papel de um gestor, o que é gestão esportiva e como é a gestão do futebol feminino no Brasil!

Então vamos lá!

O que é gestão?
Gestão significa gerenciar/administrar uma instituição, empresa, pessoa ou negócios com o objetivo de fazer este crescer com um objetivo e de forma organizada.

E o que seria Gestão Esportiva?
O conceito de gestão esportiva não é muito diferente do conceito de gestão e compreende funções de planejamento, organização, direção e controle no contexto de uma organização com o objetivo de prover atividades esportivas e de fitness, bem como produtos e serviços. Isso envolve a gestão de pessoas, arenas, eventos, clubes, academias, entidades de administração esportiva como federações e confederações, e afins.

No Brasil quem é responsável em cuidar da gestão do Futebol Feminino nacional?
A Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Esta é a entidade máxima de administração do desporto no “país do futebol”.

E no que pensamos no Brasil quando falamos em gestão do futebol feminino?
Vemos a falta de organização, falta de preocupação com o bem estar do ser humano (atletas), falta de apoio, falta de preocupação com a formação da base, falta de preocupação com a profissionalização da modalidade, falta de cumprimento dos direitos trabalhistas e vínculos empregatícios. Enfim, são muitas faltas que poderiam ser enumeradas e discutidas aqui, uma a uma, mas estamos aqui para exemplificar e fazer compreender o universo da gestão envolvendo o Futebol Feminino brasileiro, de uma forma simples e objetiva. Logo podemos definir a gestão do futebol feminino brasileiro como inexistente ou insuficiente.
E quais as qualidades necessárias a um gestor esportivo?
Um gestor esportivo deve saber agir, o que fazer e como fazer, saber mobilizar recursos, ser comunicativo e saber se expressar, saber aprender com os outros e com as circunstâncias do dia a dia, saber escutar, saber empreender, assumir riscos e responsabilidades, ter visão estratégica conhecendo o negócio, o ambiente, reconhecendo oportunidades e alternativas e buscando sempre a evolução do seu negócio/modalidade sem pensar em benefício próprio. Alguém que entenda não só de negócios, mas também de pessoas!

Qual a formação de um gestor esportivo? O que é necessário?
Um dos principais aspectos para ser um gestor esportivo é conhecer e entender do desporto com o qual pretende trabalhar, ter o conhecimento acadêmico, mas principalmente saber guiar-se pela ética, bom senso e pelo saber ouvir, compreender e se colocar no lugar das pessoas analisando todas as situações antes de tomar uma decisão.
Além das graduações que se encaixam nos negócios do esporte como administração, educação física, marketing e outros, existe uma série de cursos de especialização e Pós-graduação em Gestão Esportiva, muito interessante e válidos para quem quer ingressar ou já está neste ramo, afinal aprender e se atualizar é sempre importante. Porém, a formação acadêmica é importante sim, porém a formação ética e moral do gestor fala ainda mais alto.

E o que esperar de um gestor esportivo?
As atletas e profissionais do futebol feminino devem esperar sensatez, cobranças de rendimento, desempenho e objetivos a serem alcançados. Deve-se esperar também o cumprimento de contratos e da PALAVRA do gestor. Cabe a este também instruir as atletas sobre seus direitos e deveres, fato que não ocorreu e não ocorre no Brasil. Jogadoras não sabem seus direitos e não sabem a força que tem. Estando instruídas podem e devem ser devidamente cobradas por suas atitudes, afinal são profissionais. Não adianta um gestor cobrar algo que as jogadoras não têm conhecimento ou algo que o clube/entidade ou gestor também não cumprem. “Só posso cobrar aquilo que eu também faço!”.

Temos hoje no Brasil gestores qualificados ou com este perfil no futebol feminino?
Hoje este perfil de gestor moderno ainda é algo raro no mercado, seja no futebol ou em outras modalidades desportivas, porém uma tendência. Ou os gestores acompanham a evolução do mercado e crescem junto com ele ou abrem espaço para novos gestores que estão se enquadrando neste perfil.

E a idade do gestor, influencia na qualidade de seu trabalho ou isso é mito?
A vivência dentro do desporto e o conhecimento do mesmo total ou parcialmente se fazem necessários, mas isso não quer dizer que um gestor considerado “novo” por questões de idade e vivência na área da gestão esportiva não possa fazer um bom trabalho. Se idade e tempo de trabalho no meio fosse sinal de competência e qualificação, o futebol feminino brasileiro não estaria estagnado há mais de três décadas. Então, idade não tem a ver com competência.

E qual é o erro mais comum cometido pelos gestores esportivos no Brasil?
Um erro muito comum é pensar pequeno ou ainda pensar em si mesmo! Um gestor não está em uma entidade para pensar em si, mas para fazer o seu trabalho da melhor forma a fim de atingir metas qualitativas e quantitativas que façam seu negócio evoluir. A evolução financeira e pessoal de um gestor deve ser única e exclusivamente o reflexo do seu trabalho sendo bem feito. O foco não é ele gestor, e sim a modalidade/entidade esportiva na qual ele trabalha.

Temos modelos de gestão do desporto no Brasil que poderiam ser exemplos para o futebol feminino?
A Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) é o melhor exemplo a ser seguido. Uma gestão tão perfeita que é exemplo para o mundo todo no desporto voleibol e que gera elogios na Federação Internacional (FIVB) e é o sonho de diversas potências no vôlei mundial. No Brasil a Confederação Brasileira de Basquetebol (CBB) já copia este exemplo e vemos a força que o Novo Basquete Brasil (NBB) e toda a modalidade (tanto no masculino quanto no feminino) vêm ganhando.  A CBF poderia copiar este exemplo de gestão e administração de negócios do esporte da CBV. O sucesso no futebol masculino e feminino seria garantido, bem como os retornos de imagem, formação de base e financeiros para a entidade e a modalidade de uma forma geral.

A gestão esportiva ensina que todo desporto deve ser tratado pelo gestor como um negócio e é o que a CBV faz com o vôlei. E como eu, Eduardo Pontes, vejo o negócio futebol feminino brasileiro?
O futebol feminino brasileiro é um celeiro de talentos. Hoje o país deveria ser a excelência mundial da modalidade, mas ainda encontra-se muito abaixo do necessário. Não temos campeonato brasileiro de futebol feminino, não temos produtos esportivos para consumo nas lojas, não exploramos a imagem das nossas atletas. Não criamos ídolos e não introduzimos a prática e cativamos os jovens desde a infância a ver, compreender e gostar da modalidade.
Se hoje acham que o futebol feminino não dá retorno é porque ainda não investiram e planejaram o desenvolvimento da modalidade! Não adianta eu ter uma terra fértil e querer lucrar plantando, colhendo e vendendo café se eu não plantar antes. E antes da plantação se faz necessário cuidar da terra e prepara-la para receber as sementes.
A mesma coisa com o futebol feminino: Não posso colher frutos, se não cuido e invisto para que modalidade cresça e me possibilite colher. Raros são as pessoas e entidades esportivas que trabalham para que as coisas aconteçam! Não adianta querer, tem que fazer e de forma planejada!

As idéias, produtos e possibilidades, e oportunidades para o futebol feminino são vastas! Falta apenas uma coisa: QUERER FAZER DIFERENTE!
Eu sou Eduardo Pontes! Aquele abraço e até a próxima matéria! Deixem seus comentários, críticas e sugestões! Serão sempre bem vindos!

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Não é por acaso... Brasil cai para 11° no Ranking da Fifa

Nesta quarta-feira, em lista divulgada pela FIFA, Brasil amarga a pior posição da história no ranking da Entidade máxima de Administração Desportiva do futebol mundial.

Um acaso? Analisando de forma crítica, não!

Vivemos em uma era onde o futebol mundial evoluiu! Sua gestão, planejamento, preocupação em formação de novos nomes e jovens atletas para renovar clubes e as seleções com qualidade!

Já no Brasil, vivemos à sombra da história! Vivemos de hegemonia que ocorreu no passado, pois tínhamos grandes nomes! Uma geração que nasceu com o talento e, pra nossa sorte, nasceram na mesma época.

E você, acha mesmo que o futebol brasileiro tem evoluído nos últimos anos? Sinceramente, o masculino é tão mal gerido quanto o feminino! Não se deixe enganar por cifra$, números e contas que em nada beneficiam a modalidade e beneficiam sim apenas pessoas.

Neste vasto celeiro de atletas, a corrupção e a preocupação em ganhar dinheiro em cima de jovens atletas visando o interesse próprio se tornam maior do que a preocupação com a renovação, crescimento e busca da excelência da modalidade!

E assim, o futebol masculino acaba gerando um lucro e visibilidade muito menor do que a sua capacidade real! E eu me pergunto: Até quando o futebol brasileiro aguentará viver nessa situação? Até quando a gestão passará longe do ideal?

Não sei dizer, até porque enquanto o dinheiro está indo para o bolso de cartolas e empresários, pra eles está tudo bem!

O Brasil está muito aquém do que pode render, criar e oferecer! Hoje o "País do Futebol masculino" vai ganhando uma nova cara e o Voleibol e o basquete, com uma gestão empresarial e estratégica, vai ganhando cada vez mais a preferência dos brasileiros!