Translate

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Faltam torcedores no Futebol Feminino ou faltam ações e investimento para tornar a modalidade atraente?


Os apaixonados por esportes nunca tiveram tantas opções de consumo das mais variadas modalidades esportivas. Para o esporte a busca por torcedores se transforma em peça fundamental para a sobrevivência de qualquer modalidade.

Hoje temos o pay-per-view, temos o futebol masculino nacional e internacional, basquete, rugby, tênis, judô, Fórmula 1, NASCAR, Motovelocidade. Temos a internet, temos os jogos eletrônicos e uma série de outras possibilidades de entretenimento em busca do mesmo fator: Público (e o público tem todas estas opções a apenas "1 clique").

A concorrência aumenta a cada dia e as modalidades brigam entre si por torcedores, e com este aumento de possibilidades, clubes, dirigentes e federações devem errar cada vez menos e procurar acertar cada vez mais na busca para criar uma identidade do público com a sua modalidade esportiva e com a sua marca. Vivemos em um mercado cada dia mais exigente onde é necessário conhecimento, maior avaliação e melhor visão para que este produto que é a modalidade (esporte) conquiste e se mantenha no topo.

Em todo o mundo isso já é compreendido e os clubes, ligas, federações e confederações investem cada vez mais para manter seus torcedores e atrair novos, ou ainda conquistar torcedores de outra modalidade que podem vir a torcer por ou praticar outro esporte.

No esporte é comum subestimar a decisão do torcedor aderir, se desligar ou readerira um determinado esporte, e isso pode facilmente acontecer. E será que o futebol feminino não pode ter um maior número de torcedores no Brasil?

Vamos a alguns exemplos de modalidades de sucesso no Brasil, seja no âmbito competitivo ou nos fatores torcida, participação e crescimento:

O Vôlei

Foto: Alexandre Arruda-CBV
O Vôlei , segundo esporte na preferência dos brasileiros, que com as características e emoções relacionadas ao esporte (vibração, estímulo, alegria, lazer, torcida sem violência sendo um ambiente família) conseguiu um aumento de 25% na quantidade de mulheres que gostam da modalidade. O número de jovens que gostam da modalidade também cresceu e na pesquisa qualitativa realizada em 2011, 76% dos jovens de 12 a 18 anos preferem o voleibol. 

A Confederação Brasileira de Vôlei transformou os jogos da modalidade em muito mais do que um simples jogo, transformou em um show. Isso sem falar em investimento na base, planejamento, tendo assim 15 anos de garantia de vitórias e títulos, não por achar, mas por planejar e investir para que isso aconteça e vem assim conquistando espaço e torcida constantemente. (Fonte: Planejamento CBV 2011 – Ary Graça/JoséFardin)

O Basquete

Fonte imagem: google
“Apesar da pouca idade — apenas quatro anos —, o Novo Basquete Brasil é um exemplo dessa equação bem-sucedida, tonando-se uma marca em franca expansão. O último balanço da Liga, sobre a temporada passada (2010/2011), mostra que os 15 times do campeonato conseguiram um espaço na mídia equivalente a R$186 milhões. As equipes tiveram 221 horas de exposição na tevê, 108 jogos transmitidos (63 ao vivo), 1.600 reportagens veiculadas em rede nacional e 1.108 em jornais. O fortalecimento do torneio levou a tevê aberta a se interessar em transmitir a final deste ano. Fato que ocorreu no último sábado, na decisão entre UniCeub/BRB e São José.

O dinheiro não chega só aos clubes, mas também à Liga. Hoje, o NBB conta com dois patrocinadores oficias: a Eletrobras e a Caixa Econômica Federal. Sem poder divulgar quanto cada um investe no campeonato, por questões contratuais, a LNB apenas informa que a cota mínima de cada patrocinador oficial é de R$ 1,8 milhão e de R$ 300 mil para fornecedores de material. Nesse último caso, o NBB trabalha com a Penalty e a Netshoes, mediante contrato assinado nessa última temporada. 

“A Liga Feminina de Basquete (LFB) também é patrocinada pela Eletrobras e ainda tem o banco Bradesco como parceiro. Graças ao Maranhão Basquete, a liga das mulheres tem uma média de público em torno de 1.300 pessoas. Isso porque o time nordestino impulsionou as marcas, chegando a levar 7 mil pessoas a um dos seus jogos.” (Nadia Medeiros – Correio Brasiliense)

A corrida de Rua

Fonte imagem: google
A corrida de rua, por exemplo, é um fenômeno. Só em São Paulo, segundo um levantamento realizado pelo Departamento de Corrida de Rua da Federação Paulista de Atletismo o número de mulheres participando destas provas aumentou de 69.070 em 2007 para 139.427 em 2011. Um aumento de 101,86%.

Já a participação de homens compreende um aumento de 51,07%, subindo de 214.890 para 324.630. (fonte:FPA)



O Rugby (Rúgbi)
Fonte imagem: google
Com grande crescimento no Brasil a modalidade atrai investidores. Além da Topper, que “abraçou a modalidade” e investiu atraindo atenção para este esporte através de um comercial muito bem humorado, o HSBC investirá R$ 420 milhões até 2014 no esporte e terá como rival o Bradesco, patrocinador da confederação brasileira. O Rúgbi feminino também cresce muito e observando a força das meninas e o constante crescimento, os clubes viram a necessidade de organizar um torneio especifico da modalidade.

Este crescimento é reflexo do aumento do interesse pelo esporte, dos entrevistados, 55% tem interesse pelo Rugby. Esse  interesse sobe quando falamos com jovens até 25 anos, 62% tem interesse no esporte e 49% jogaria Rugby.Isso comprova a projeção do crescimento do esporte da CBRu (Confederação Brasileira de Rugby). Segundo dados da confederação, em 2004 havia 5.400 praticantes do esporte, em 2010 este número subiu para 30 mil e a projeção é que no ano da Olimpíadas no Brasil o número ultrapasse 60 mil praticante.s” - Pesquisa Deloitte 2011.


Todas as modalidades citadas acima necessitaram de planejamento, organização e investimento de tempo e também financeiro para chegar ao nível que se encontram hoje, e elas estão se saindo muito bem. Seja a nível de alto rendimento ou a nível de participação, todas hoje tem um bom público e conquistaram um espaço no mercado esportivo Brasileiro, e a tendência é o crescimento!


E o Futebol Feminino?

Fonte imagem: Google.
No futebol feminino brasileiro, por exemplo, constantemente dirigentes e “profissionais” da modalidade dizem que faltam torcedores. Na verdade o problema não é a falta de torcedores e sim a falta de visão sobre negócios do esporte, nas formas de atrair o público e investidores e reflexo da necessidade de uma gestão adequada da modalidade no Brasil. Uma gestão adequada não é necessária apenas no nível de Confederação, mas também a nível de clubes, mas o certo é que seja em qual ponta a organização começar (clube ou confederação) com um trabalho bem feito e com resultados esta ação obriga a outra ponta a seguir os passos do sucesso.

O investimento que a modalidade recebe, de um modo geral, ou é muito pouco ou ineficaz. Ainda não há preocupação com a base e não enxergamos que, fazendo uma analogia, ninguém consegue colher bons frutos ou verduras sem antes preparar e investir no cultivo da terra, deixando-a preparada para reaver os custos e obter ainda lucro no momento da colheita.

É preciso gerar a transformação, Implantar, se conectar com os consumidores tendo a preocupação de entendê-los (atletas e público). Tudo isso, e mais um pouco, se faz necessário para que essa marca chamada Futebol Feminino Brasileiro, se torne atraente.

Se as outras modalidades encontram espaço no mercado esportivo brasileiro e conquistam novos adeptos a cada dia, o que falta realmente ao futebol feminino? Talvez, apenas a vontade de fazer dar certo.



Nossos últimos resultados na Olimpíada de Londres e também no Mundial sub-20 deixam ligados o alerta de que mudar é preciso. Não interessa quem vai fazer, mas é certo que algo deve ser feito.

terça-feira, 28 de agosto de 2012

As mulheres do esporte merecem respeito


Respeito todas as jogadoras de #FutebolFeminino e todas as atletas de esportes femininos no Brasil. Tanto aquelas que já são atletas de alto nível, quanto aquelas que ainda engatinham em busca "de um lugar ao sol". 

São guerreiras e vencedoras a patir do momento que decidiram construir a própria história na base do suor, da dor e das lágrimas, enfrentar o mundo, tanto o seu mundo familiar e social, quanto o mundo desigual que não respeita sonhos, vontades ou ideais. Esse mundo sujo que tenta enterrar seus sonhos mais simples e mais profundos!

Modalidades como o futebol feminino precisam de pessoas que compreendam que abortar sonhos é matar talentos e enterrar histórias de mulheres que não querem nada além de respeito e oportunidade, não de fazer aquilo que gosta, mas sim de fazer aquilo que nasceu pra fazer!

Viva ética, viva a moral viva o profissionalismo e VIVA AS MULHERES DO ESPORTE BRASILEIRO!

sábado, 25 de agosto de 2012

Com os eventos esportivos no Brasil é chegada a hora de uma mudança na gestão de modalidades como o Futebol Feminino

Lendo o livro "Marketing Esportivo - A reinvenção do esporte na busca por torcedores" me deparei com pensamentos muito semelhantes aos meus, o que mostra que estou no caminho correto dentro das perspectivas e expectativas da gestão esportiva.

O que vemos no Brasil é a necessidade das confederações, federações e clubes recobrarem a credibilidade que há muito tempo não existe.

O futebol brasileiro pode ser um grande exemplo neste sentido, principalmente quando falamos de Futebol Feminino.

Se faz necessário também profissionais que saibam trabalhar com a gestão de carreira de atletas, prestando assessoria de qualidade e não profissionais preocupados apenas em lucrar com em cima do atleta. É necessário também que as entidades de administração desportivas, clubes e profissionais que saibam criar projetos de patrocínio e campanhas de marketing eficazes,afinal os patrocinadores estão mais exigentes na hora de investir.

Vale ressaltar que SÃO NECESSÁRIAS manifestações dos atletas na tentativa de melhorar o esporte pressionando abertamente pela reestruturação das instituições e do esporte a que pertencem. Isso quase não acontece, ou acontece apenas no momento em que não se alcança o êxito em determinadas competições. No futebol feminino, infelizmente é assim. Isso quando alguém ainda tem coragem de dizer algo. A cobrança deve ser constante.

Outra afirmação corretíssima que podemos fazer é que "no Brasil ainda se utiliza a paixão por determinados esportes para abusar da inabilidade administrativa, mas esta é uma prática que está com os dias contados".

É hora dos gerentes esportivos deixarem o lado torcedor de lado e serem profissionais, agindo realmente como gestores. No Brasil já realizamos o Pan (2007), realizaremos Copa(2014) e Olimpíada(2016), eventos de extrema inportância para alavancar o esporte no Brasil, mas é preciso saber aproveitar este momento para evolução do esporte. Não podemos descuidar da base, da formação acadêmica e da capacitação dos gestores do esporte, embora a capacitação dos gestores dependa do interesse deles.

Hoje muitas modalidades esportivas, como o futebol feminino, são mal administradas e vão no caminho contrário da evolução do esporte mundial. Até quando continuaremos enfrentando essa situação? Será que com os eventos esportivos que sediaremos o modelo de gestão de modalidades como o futebol feminino continuará ineficiente? Será que a parceria entre CBF e Ministério do Esporte seria um divisor de águas para a modalidade, baseado em uma gestão clara e objetiva?

Uma coisa é certa: da forma como se trata a modalidade não pode mais ser como vemos hoje. É hora de mudar ou hora da entidade maior do futebol brasileiro explicar por qual motivo o futebol feminino nunca foi valorizado por ela, que deveria desenvolvê-lo.

Isso não vale somente para o futebol, mas também para toda a esfera do desporto brasileiro. É hora de mudança!

Não é apenas uma conclusão baseada em minha visão, mas baseada no que se desenha e fala hoje sobre a gestão do desporto brasileiro, analisando referências como Rein, Kotler, Shields, Fossati, Brunoro, Maia, Panhoca, Fardim e outros.

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Entrevista para o site Rugby Spirit

www.rugbyspirit.com
Nome: Eduardo Pontes. Entrevista: E-mail. Assuntos: Administração financeira, lei de incentivo, início de atividades e tendências até 2016.
Rugby Spirit: Uma má gestão financeira é o principal responsável pelo fechamento de um clube, ou outros fatores podem interferir?
Eduardo Pontes: Uma má gestão financeira é o principal fator que pode levar um clube a fechar suas portas, afinal é responsável pelo planejamento, organização, direção, controle de captação e aplicação de recursos e de esforços, buscando alcançar objetivos. Logo é fundamental para o clube.

RS: Para clubes que estão iniciando suas atividades, o que você recomenda que seja feito, inclusive no que se refere á atribuição de funções e liderança?
Eduardo: É necessário que o clube tenha Planejamento, Organização, Direção e Controle. Além disso, trabalhar com pessoas de confiança, mas principalmente que sejam bons profissionais. Nada de contratar o “fulano” somente por ele ser seu amigo. O começo é difícil e por isso devemos ter pessoas para somar às atividades e não para ser apenas mais um na equipe.
Para que todos entendam o seu dever e atividades, o clube deve definir qual a sua missão e visão. Estas precisam ser claras. Missão é finalidade da existência do clube, já a visão é como ele quer ser visto pelo mercado e pelos clientes. Sabendo isso, todos terão certeza do que estão fazendo e o que isso irá agregar na busca pelos objetivos.
O planejamento define objetivo, atividades e recursos necessários à realização das tarefas. É fundamental também analisar o ambiente em que o clube está inserido, quais as vantagens que esse ambiente exerce sobre o clube e avaliar quais são as forças e fraquezas.
Depois vem a organização, que é a definição do que precisa ser feito e de quem é a responsabilidade pela realização de cada tarefa.
Na atribuição de funções e lideranças, cabe a pessoa, ou as pessoas envolvidas na criação do clube (direção) em sentar e avaliar qual o perfil necessário para cada função. Vamos exemplificar: Não adianta eu colocar o “João”, que é ótimo com administração de empresas para ser o supervisor técnico se ele não conhece bem, ou se não possui características inerentes à função. As pessoas devem ser colocadas onde elas poderão render o melhor de si em prol do clube.
Por último deve-se controlar tudo isso, que nada mais é do que assegurar que os objetivos irão ser realizados por cada um, identificar a necessidade de modifica-los, se isso for necessário para garantir o sucesso do clube.

RS: De que forma clubes com menos de 2 anos de atividade podem ser beneficiados pela lei de incentivo ao esporte?
Eduardo: Os clubes necessitam ter pelo menos um ano de atividade para poder assim criar, apresentar e aprovar, se cumprir todos os quesitos necessários, um projeto baseado na lei de incentivo ao esporte. Esta lei visa possibilitar a captação de recursos da iniciativa privada para aplicar em projetos que visem o desenvolvimento da atividade desportiva no Brasil.
A lei é muito ampla e permite que sejam apoiados projetos de construção (de quadras, campos, ginásios, etc), projetos de alto rendimento, participação e de desporto educacional. Não é possível se utilizar dela para financiamento de equipes profissionais, competições e pagamento de salário de atletas profissionais. No Futebol, por exemplo, mantem-se a divisão de base, onde não existe o vínculo profissional, com recursos da lei de incentivo. Vale ressaltar que no Brasil, pela Lei Pelé, são considerados atletas/esporte profissional aquele em que o clube possui um vínculo profissional, por contrato de trabalho firmado entre o clube e o atleta onde é prevista a remuneração.
Aos interessados em montar um projeto de lei de incentivo, recomendo que acesse o portal do Ministério do Esporte (http://www.esporte.gov.br/leiIncentivoEsporte/) e se inteire sobre o assunto, pois existem muitas coisas que podem ser feitas, em benefício ao desporto, através da Lei de incentivo.

RS: Até 2016, poderemos ver algumas tendências em crescimento, como clubes que fecham apoio com faculdades ou prefeituras?
Eduardo: Sim, essas parcerias são uma tendência. É algo que deveria acontecer com maior frequência, mas ainda não observamos muitas prefeituras e instituições de ensino que tenham o esporte como um foco. Mas comos grandes eventos como a Olimpíada de 2016 acredito que buscarão aproveitar essa visibilidade e oportunidade.
Essa associação entre faculdade, prefeituras e o desporto é uma oportunidade de associar o esporte e a educação e possibilitar aos atletas ter uma formação acadêmica para que possam pensar na carreira e também no pós-carreira.
Contato: 21 6960 1246 /  www.EduPontes.com

terça-feira, 21 de agosto de 2012

O Administrador/gestor no desporto


Administrar/gerir significa liderar pessoas e gerir recursos visando a melhor utilização destes para que sejam alcançados objetivos.

O administrador é peça fundamental para qualquer organização e para se manter e sobreviver no mercado competitivo precisa saber administrar não só nos momentos tranquilos e estáveis, mas principalmente nos momentos de incerteza, instabilidade e imprevisibilidade.

Administrar é planejar, coordenar, realizar e controlar! 

Dentro do desporto precisamos de pessoas que saibam isso e principalmente que saibam utilizar estes conhecimentos e conceitos para fazer a diferença!

No esporte este perfil de profissional é raridade. Um gestor que trabalhe de forma correta tanto no conhecimento técnico, conceitual e humano, que não aceite trabalhar de forma "errada" e saiba como cobrar para que as coisas aconteçam da melhor forma por parte da instituição, visando que o objetivo maior seja alcançado.

O administrador/gestor deve saber tirar o melhor dos recursos que tem a sua disposição, sejam tecnológicos, humanos ou financeiros, e para isso, muitas vezes deve não só se utilizar de conhecimentos acadêmicos, mas também se pautar pelo bom senso. Deve saber motivar, deve saber compreender e se colocar na posição do outro antes de falar qualquer coisa. Deve saber a hora de conversar, como a hora de cobrar resultados.

Como já disse por muitas vezes em textos e comentários, um gestor depende não apenas do conhecimento educacional/intelectual. Embora este seja importante a ética e moral são ainda mais necessários e são os fatores que permeiam um grande gestor, seja ele diretor de clube, presidente de confederação, técnico de basquete ou técnico de futebol feminino.



terça-feira, 14 de agosto de 2012

Botafogo-SP apresenta nova equipe de futebol feminino


O Botafogo-SP anunciou, na última quinta-feira, a parceria com a equipe de futebol feminino da Secretaria Municipal de Esportes de Ribeirão Preto, que, a partir de agora, começará a disputar as competições levando as cores da equipe.
"O objetivo deste convênio é que o Botafogo-SP represente Ribeirão e os esforços que a Secretária de Esportes vem fazendo para a manutenção desta equipe. Para o Botafogo-SP é um orgulho receber esta equipe, que nos representará no Campeonato Paulista", declarou o presidente Gustavo Assed.
 "O Botafogo-SP é um clube que tem história na modalidade e, com certeza, será bastante produtivo para as meninas, para a cidade. E que esta equipe seja um orgulho para Ribeirão", disse o secretário municipal de Esportes, Edmilson Dezordo, que preferiu não falar sobre os valores que serão investidos na equipe.
Durante a entrevista foi apresentado também o técnico da equipe, Galdino Machado Júnior, e quatro jogadoras: as volantes Janaína e Carina, que já foi campeã paulista, a meia Marcelinha, que já jogou na Liga dos Estados Unidos, e a atacante Daiane, 16 anos, formada nas categorias de base do próprio time.
Segundo o treinador, a equipe possui cerca de 50 jogadoras, com média de idade de 19 anos. A primeira competição oficial serão os Jogos Abertos do Interior, em novembro deste ano, na cidade de Bauru. Pensando no Campeonato Paulista de 2013, Machado antecipou que já corre atrás de reforços.
"Entramos em contato com algumas atletas pensando no Paulista do ano que vem. Nosso primeiro contato foi com a goleira Vanessa, que jogou na Seleção, e que é uma das nossas carências", explicou o técnico, que elencou XV de Piracicaba, Pindamonhangaba e São José como as principais forças do esporte no estado de São Paulo.

Terra/LancePress

domingo, 12 de agosto de 2012

Futebol do Brasil: antes temido, hoje apenas mais um.

Imagem: CupinBrazil2014.blogspot.com

O Brasil viveu anos e anos a hegemonia esportiva no futebol mundial. Até mesmo no feminino, sem apoio e sem planejamento, éramos considerados uns dos melhores do mundo, sempre temido por todos devido aos talentos individuais que sempre tivemos em grande quantidade.
Os recentes acontecimentos na Olimpíada de Londres nos situam da real condição do futebol brasileiro, como somos vistos e como trabalhamos dentro da modalidade.
Segundo o último ranking da FIFA, o futebol masculino ocupa a 13ª posição e o futebol feminino ocupa a 5ª colocação.
Está sendo provado, a cada dia, que talento somente não basta! É necessário planejar, estruturar, criar metas e trabalhar para que estas aconteçam. O Brasil acomodou-se com o título de melhor do mundo, de “país do futebol” e a realidade é que o mundo do futebol evoluiu, os países e suas seleções vêm crescendo, aprimorando a forma de jogar, melhorando esquemas táticos e jogando cada vez mais de forma coletiva.
Não estou dizendo que o Brasil está regredindo. Apenas afirmo que estamos parados na mesma posição de décadas atrás. Relaxamos, “tiramos o pé” e a vantagem que tínhamos não se manteve. Fomos ultrapassados e agora precisamos voltar a, como um carro, desenvolver bem para que voltemos a ocupar a primeira posição.
No feminino, nunca chegamos ao topo, mas sempre fomos uma pedra no sapato das adversárias. Sempre fomos não, éramos, pois hoje somos apenas uma seleção que não desperta medo, assim como no masculino.
O que é necessário fazer para entender que: "Talento não ganha jogo. Planejamento, sim!" ?
Hoje o futebol brasileiro não só foi ultrapassado por seus adversários futebolísticos, como também já tem sua hegemonia na preferência dos brasileiros ameaçada e “ofuscada” pelo voleibol.
No voleibol se planeja, organiza suas ações, as direciona e realiza um controle de tudo isso para que os resultados sejam alcançados. Isto é o básico da gestão.
Ontem, em entrevista a um programa de televisão comandado pelo apresentador e comentarista Galvão Bueno, Ary Graça Filho, presidente da Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) disse que a CBV mede o desempenho e resultados mensalmente e os entrega aos patrocinadores. Isso é reflexo de que a cobrança e a busca pela excelência vêm de cima pra baixo.
Disse ainda que a confederação de vôlei não chega a ser metade do que é a CBF até mesmo em relação a patrocínio, mas o planejamento é o que traz tantos resultados.
A CBV, ao contrário de outras confederações, sabe que talentos não ganham jogos! Sabem que apesar do talento é necessário que sejam feitas uma série de coisas para que se alcance o resultado final.
Para 2014, 2015 e 2016 (Copa do mundo, Mundial de Futebol Feminino e Olimpíadas do Brasil) precisaremos de muito mais do que vem sendo feito e apresentado. 
Não há tempo para lamentar! É como estar lesionado e saber que só teremos condições de chegar à próxima competição recuperados se começarmos a trabalhar para curar a lesão já no dia seguinte ao ocorrido! Então, de forma comparativa, Londres acabou hoje e amanhã já é dia de começar a ver o dia como o primeiro dia da recuperação! 
Nosso futebol está lesionado e não assusta ninguém, e precisamos recuperar ao menos o respeito que hoje não temos mais!

Planejamento, Organização, Direção e Controle - é disso que precisamos! E não estou criticando o que é feito hoje, e sim mostrando que precisamos mudar, porque assim como eu, muitos se preocupam com o futebol brasileiro! Não importa o passado! O que importa é quais ações serão tomadas daqui pra frente para o bem do desporto!

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Para Refletir: "Porque Deus quis assim"


Deus sempre está ao nosso lado, nos apoiando, dando forças e abençoando nossos passos. Mas isso não basta para que as coisas deem certo!

Precisamos lutar, nos esforçar, esgotar as possibilidades, tentar fazer dar certo de milhares de formas diferentes, afinal não é só esperar do CÉU e sim fazer por onde que a graça aconteça.

E quando, mesmo depois de todo esforço, o que você deseja não acontecer, é sinal de que realmente Deus tem algo melhor para você, porque nem tudo que queremos é o melhor para nós. Só Deus sabe o que é realmente bom pra gente!


Então, se esforce sempre para fazer com que seus planos deem certo, mas com sabedoria suficiente para assimilar e compreender os motivos daquilo que você deseja não acontecer na hora que você queria. 

As vezes pode vir depois, em um momento que você está mais bem preparado!

O que não podemos é simplesmente "culpar" ou creditar um insucesso a Deus com o jargão de que "Ele quis assim"!

Muitas vezes não nos esforçamos nem metade do que podemos, deixamos a desejar em nossas atitudes, nossa vontade e na nossa fé e aí, realmente não espere que o êxito aconteça.

Antes de dizer que Deus quis assim, pare, pense, analise de forma crítica se você fez tudo que era possível para que aquilo que você queria desse certo.

E depois dessa análise, se você tiver um por cento de dúvida de que deu o seu melhor, se você ver que poderia ter se esforçado mais, não diga que DEUS quis assim. 

Diga: Senhor, me desculpe por não ter dado o meu melhor! Sei que poderia ter feito mais do que fiz e a responsabilidade de não ter dado certo é minha!

E aí, bola pra frente, mais foco, mais força, mais fé! Lembre-se que Deus sempre quer o melhor para seus filhos, mas nos deu o livre-arbítrio onde podemos escolher, onde tomamos atitudes. Algumas delas podem nos levar ao êxito, outras ao erro.

Deus nos dá as opções, mas somos nós quem fazemos as escolhas. 

Então, vamos pensar melhor antes de afirmar que foi DEUS quem quis assim! As vezes usamos ELE como desculpa para nossos erros e isso não é certo!

Bom dia e boa semana a todos!

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Futebol Feminino não é brincadeira! Ou muda, ou muda!


Na tarde desta sexta-feira, o futebol Feminino do Brasil deu adeus ao sonho do ouro olímpico, e também à chance de medalha.

A Seleção já não vinha jogando bem, desde os jogos preparatórios. Havia a expectativa de que o time melhorasse durante a competição, mas este desejo não se realizou.

Poderia aqui enumerar e discursar por horas e horas, por linhas e mais linhas deste texto sobre os fatores que levaram ao trágico resultado. Acho que não é necessário falar muito. A CBF é questionada há anos pela falta de apoio ou gestão inadequada da modalidade, já o técnico Jorge Barcellos, não escalou o que tínhamos de melhor e não foi feliz na escolha do esquema de jogo, um somado ao outro e pronto.

E vejo muita gente preocupada, muita atleta assustada e perguntas surgindo dos 4 cantos da face da terra: "E agora, irá a modalidade se perder de vez?", "O apoio que já é pouco irá ser menor ainda?", "O futebol feminino no Brasil vai acabar?".

Acho que chegou a hora da CBF reconhecer que precisa de ajuda, pois até o momento não acertou o modelo de gestão que seja eficaz para o desenvolvimento do futebol feminino brasileiro. Não há escolha! Ou faz algo, ou faz algo! A escolha de uma gestão ineficiente ou de um planejamento errado fora dos campos tem reflexo direto nos resultados obtidos dentro das quatro linhas, isso é básico ao falar de gestão.

Não estou criando caso, fazendo a revolução, e sim dizendo o que muitos sabem e não tem coragem: A VERDADE! Eu não tenho medo de falar, até porque quando queremos o bem, mesmo que aquele "alguém" não queira nos ouvir e fique chateado, nós falamos, pois geralmente quem está de fora vê melhor as situações. E a análise é simples: DA FORMA QUE ESTÁ, NÃO DÁ MAIS!

O Ministério do Esporte, por ordem da Presidente Dilma, e representado pela figura do Ministro Aldo Rebelo, criou um grupo de trabalho que já apresentou um projeto para os próximos 20 anos do futebol feminino no Brasil. 

Melhor momento que este, creio que não exista, mas quem deve decidir isso não sou eu, nem você leitor, nem você atleta. Cabe a ela, Confederação Brasileira de Futebol, definir qual o passo será dado.

Sinceramente, não importa o que não foi feito, o que faltou e sim o que pode e o que será feito!

O que importa é que estamos unidos por um ideal maior do que cada um de nós e vamos assim, sem ego, sem vaidade, sem arrogância, fazer o que podemos e devemos! É uma obrigação e ou vai pra frente, ou vai pra frente!

Não estamos lidando com a minha vida, não é a vida de quem faz parte do grupo de trabalho que importa, muito menos a vida de dirigentes e pseudo gestores. Estamos lidando com a vida de milhares de mulheres, com milhares de sonhos, com a profissão e a experança de muitas e por isso, não estamos aqui pra brincar ou falar! Estamos aqui pra fazer!

Viva o Futebol Feminino!!!

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Qual o tamanho do seu apetite para o sucesso?

As perguntas para quem quer vencer


Voce quer vencer? Qual o tamanho do seu apetite para o sucesso? Onde quer chegar? Como pretende chegar? O que está fazendo para alcançar seu objetivo?

Estas perguntas se fazem necessárias se você pretende alcançar o sucesso! 

Apesar das perguntas moverem o mundo, mais importante do que elas, é a sua capacidade de interpretá-las e de as responder.

Se planejar, pôr o plano em prática e reavaliá-lo, e assim mudar alguns pontos se necessário for, desde que estas mudanças sirvam ou sejam necessárias para que você possa continuar na caminhada ao seu objetivo!


Qual seu sonho? O que tem feito para o alcançar?

O seu sucesso só depende de você e de qual o tamanho do seu apetite para chegar até ele!
 
Lembre-se também que o sucesso só acontece se você estiver preparado quando a oportunidade aparecer. E também que você não precisa tentar ser melhor que os outros, apenas seja melhor que você mesmo a cada dia,  e seu trabalho e esforço serão recompensados!

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Futebol Feminino - Não se pode mais errar


Ontem a Seleção Brasileira de Futebol Feminino encontrou a derrota em Londres!

O time repetiu a mesma atuação de partidas anteriores. Um futebol pouco coletivo, com falta de proximidade entre as jogadoras e falta de tranquilidade. 

Atuando desta forma irreconhecível, a avaliar pelo que realmente podemos render e pela qualidade do elenco, a derrota era apenas questão de tempo, E VEIO 
NA HORA CERTA.

Perdemos no momento que podíamos, onde ainda podemos aprender e corrigir os muitos e primários erros que vem sendo cometidos.

Não é momento de ser hipócrita e dizer que estamos bem! Não, não estamos bem! Vivemos na esperança da criação e definição de jogadas por parte de Marta e Cristiane, e em um grupo que tem qualidades que somadas podem fazer a diferença, esperar só isso é muito pouco. 

Neste momento cabe a todos (jogadoras e comissão) avaliarem de forma sensata como estamos atuando, o que está faltando e o que pode e precisa melhorar. Depois desta auto análise todas as jogadoras e comissão devem sentar e TODOS, um a um, expor suas opiniões e ideias pra melhorar. Em alguns momentos, se é para melhorar, decisões devem ser tomadas em conjunto.

Essa é a hora de deixar nome, cargo, história, conquistas individuais e tudo mais, de lado. É hora de lembrar de todas as dificuldades que cada uma enfrentou pra chegar até onde estão hoje. Tudo que se ouviu nessa caminhada, todas as vitórias já alcançadas, as derrotas sofridas as reviravoltas e pensar que estar em Londres já é um marco na carreira de todas elas que foram discriminadas pelos próprios "amigos" e familiares, e por uma sociedade e um mundo do futebol que sempre foi e ainda é bastante machista! 

É hora de vencer mais uma barreira! Transformar as dificuldades em união e força pra tentar o tão sonhado ouro olímpico.

Vamos tocar a bola, vamos correr na hora certa, deixar o individualismo de lado e utilizá-lo pra decidir somente em algumas jogadas. Vamos fazer o simples, tocar a bola, aproximar e jogar de forma objetiva.

Vamos cadenciar o jogo, movimentar a bola até abrir o espaço necessário pra penetrar na zaga adversária ou ter a oportunidade de finalizar de fora da área.

Erramos até onde ainda era permitido! Errar agora é dar adeus ao sonho, então é hora de botar a cabeça no lugar e dar o melhor em prol de um objetivo chamado FUTEBOL FEMININO! Objetivo este que não mudará com ou sem o ouro, mas que terá nesta medalha um gás a mais para quem deve realmente cobrar melhorias, e que eles, 90% das atletas e profissionais da modalidade não tem feito!

E neste aspecto também não se pode mais errar!