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Marta se torna maior atleta da história do futebol, mas título não significa nada no Brasil

Com os eventos esportivos no Brasil é chegada a hora de uma mudança na gestão de modalidades como o Futebol Feminino

Lendo o livro "Marketing Esportivo - A reinvenção do esporte na busca por torcedores" me deparei com pensamentos muito semelhantes aos meus, o que mostra que estou no caminho correto dentro das perspectivas e expectativas da gestão esportiva.

O que vemos no Brasil é a necessidade das confederações, federações e clubes recobrarem a credibilidade que há muito tempo não existe.

O futebol brasileiro pode ser um grande exemplo neste sentido, principalmente quando falamos de Futebol Feminino.

Se faz necessário também profissionais que saibam trabalhar com a gestão de carreira de atletas, prestando assessoria de qualidade e não profissionais preocupados apenas em lucrar com em cima do atleta. É necessário também que as entidades de administração desportivas, clubes e profissionais que saibam criar projetos de patrocínio e campanhas de marketing eficazes,afinal os patrocinadores estão mais exigentes na hora de investir.

Vale ressaltar que SÃO NECESSÁRIAS manifestações dos atletas na tentativa de melhorar o esporte pressionando abertamente pela reestruturação das instituições e do esporte a que pertencem. Isso quase não acontece, ou acontece apenas no momento em que não se alcança o êxito em determinadas competições. No futebol feminino, infelizmente é assim. Isso quando alguém ainda tem coragem de dizer algo. A cobrança deve ser constante.

Outra afirmação corretíssima que podemos fazer é que "no Brasil ainda se utiliza a paixão por determinados esportes para abusar da inabilidade administrativa, mas esta é uma prática que está com os dias contados".

É hora dos gerentes esportivos deixarem o lado torcedor de lado e serem profissionais, agindo realmente como gestores. No Brasil já realizamos o Pan (2007), realizaremos Copa(2014) e Olimpíada(2016), eventos de extrema inportância para alavancar o esporte no Brasil, mas é preciso saber aproveitar este momento para evolução do esporte. Não podemos descuidar da base, da formação acadêmica e da capacitação dos gestores do esporte, embora a capacitação dos gestores dependa do interesse deles.

Hoje muitas modalidades esportivas, como o futebol feminino, são mal administradas e vão no caminho contrário da evolução do esporte mundial. Até quando continuaremos enfrentando essa situação? Será que com os eventos esportivos que sediaremos o modelo de gestão de modalidades como o futebol feminino continuará ineficiente? Será que a parceria entre CBF e Ministério do Esporte seria um divisor de águas para a modalidade, baseado em uma gestão clara e objetiva?

Uma coisa é certa: da forma como se trata a modalidade não pode mais ser como vemos hoje. É hora de mudar ou hora da entidade maior do futebol brasileiro explicar por qual motivo o futebol feminino nunca foi valorizado por ela, que deveria desenvolvê-lo.

Isso não vale somente para o futebol, mas também para toda a esfera do desporto brasileiro. É hora de mudança!

Não é apenas uma conclusão baseada em minha visão, mas baseada no que se desenha e fala hoje sobre a gestão do desporto brasileiro, analisando referências como Rein, Kotler, Shields, Fossati, Brunoro, Maia, Panhoca, Fardim e outros.

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