Translate

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Por amor ao Futebol Feminino


É triste que percamos atletas, jornalistas e pessoas que dedicaram a vida pelo FUTEBOL FEMININO. 

Não estou falando de morte e sim do êxodo, da saída desta sofrida modalidade para que possam viver de outra atividade profissional para que assim possam pagar as contas e alcançar parte de sua realização pessoal!

Me coloco no lugar destes e destas e entendo perfeitamente a posição de cada um.

Tapinhas nas costas, falsas promessas e farsas não pagam as contas, por isso, para muitos chega uma hora que a vida e os força a mudar.

Eu ainda estou engatinhando e embora conheça a realidade, e talvez exatamente por isso, me motivo a seguir em frente, em ajudar, em dar o meu melhor para que algo melhore!

É difícil? Bastante e torna-se um trabalho de perseverar a cada dia! 

Peço a Deus que me dê forças a cada dia para continuar em frente, não por ego, não por mim, mas por tantas jogadoras e pessoas Brasil à fora, mundo à fora. Por aqueles que continuam na luta e em memória e homenagem a aqueles que foram obrigados a abandonar ou deixar mais de lado um sonho para pensar e realizar outros!


Sei que aqueles que relmente amam o Futebol Feminino, mesmo afastados, vibrarão com toda vitória que a modalidade conquistar. Porque amor é assim, as vezes temos que abrir mão dele mas continuamos a torcer e querer seu bem!


Não sou o salvador da pátria, não sou capaz de mudar o mundo inteiro mas sei que posso fazer a minha parte. Mesmo que possa parecer pouco, mas é o que de melhor posso fazer!

Não quero os louros da vitória, não me preocupo em aparecer, não me preocupo em ser reconhecido nas ruas. Quero apenas a consciência tranquila de que fiz o meu melhor enquanto eu pude, de forma ética, transparente e honesta porque eu sou apaixonado por essa modalidade, porque EU AMO e sei do potencial que esse esporte de mulheres tem! 

Esporte de mulheres SIM e do qual, do meu jeito faço parte, e do qual me orgulho de integrar e poder, de certa forma, com o meu melhor, ajudar! 

Que Deus continue a me dar forças porque é isso que, mesmo com dificuldade AMO FAZER!

Edu Pontes

Futebol Feminino - Time de Beach Soccer do Botafogo é destaque nas areias de Copacabana


Quem passa pelo posto 3 da praia de Copacabana às segundas, quartas e sextas às 19 horas se depara com um grupo de meninas jogando futebol de areia, e apesar  das dificuldades que muitos nem imaginam, elas estão com sorriso no rosto, decididas a conquistar um "lugar ao sol" e crescer dentro do futebol feminino.

O começo foi difícil, mas mesmo assim a comissão técnica da equipe feminina de Beach Soccer do Botafogo de Futebol e Regatas não desistiu do projeto. "Treinamos por algum tempo com apenas quatro ou cinco atletas, até conseguirmos formar o grupo que temos hoje" - afirma o treinador da equipe, Carlos Dreux.

Hoje os treinos da equipe do Botafogo contam com quinze meninas sendo quatro adultas e onze jogadoras de base.

A equipe que está há 5 meses treinando nas areias da praia de uma das mais famosas praias do mundo, a de Copacabana, desperta os olhares dos que por ali passam, sejam turistas ou moradores da região e com o trabalho que vem sendo feito ficou em quarto lugar no campeonato carioca que foi disputado com 8 equipes, o que é um ótimo resultado a se observar o tempo de projeto e por trabalhar com meninas que estão ainda se familiarizando com a areia no lugar do gramado.

Meninas chama atenção ao treinar na praia de Copacabana. Foto: Eduardo Pontes

"Muitas das meninas que estão aqui são meninas que estavam sem oportunidade ou sendo mal aproveitadas em clubes e escolas de futebol de campo e encontraram na areia a possibilidade de demonstrar e aperfeiçoar os seus talentos. São meninas de muita qualidade, como você mesmo pode observar." - afirmou o supervisor da equipe.

Realmente o que se observa é que as meninas que ali estão não só possuem muita qualidade como estão na mão de profissionais que tem a didática e a sabedoria para poder retirar de cada uma das atletas o seu melhor.

"As dificuldades existem seja no campo, na quadra ou na areia. Sabemos como é o futebol feminino, mas estamos aqui com um trabalho sério visando a formação dessas meninas e esperamos conquistar nosso espaço para poder fazer um trabalho de ainda mais qualidade" - explica o preparador de goleiras. Lucas Reis.

Apesar de bonito de se ver e do futuro promissor pelo trabalho que se observa por parte de toda comissão técnica, a equipe ainda busca patrocínios e parcerias que possam viabilizar uma melhor estrutura para as meninas.

Como os uniformes não são específicos do Beach Soccer feminino, as atletas utilizam uniformes iguais aos do time masculino, fato que pode causar a impressão de que o time feminino é patrocinado quanto na verdade não é! Os novos uniformes, específicos da equipe feminina, chegarão em breve.

Muitas moram distantes e tem poucas condições de arcar com seu deslocamento e esse dinheiro sai do bolso da comissão técnica, desde o Coordenador Silvio Marchetti ao preparador de goleiras. - "O Botafogo nos ajuda da forma que pode, mas sabemos da dificuldade de encontrar investidores" -  afirma Carlinhos.

Coordenador Silvio, Treinador Carlinhos, Supervisor Anderson e o Preparador de goleiras, Lucas. - Os homens responsáveis pelo sucesso e evolução das meninas.  Foto: Eduardo Pontes

"Procuramos jogar limpo com elas, deixando claro que no momento temos poucas condições, mas que com o esforço de todos, nosso e delas, conseguiremos mudar esta situação e essas meninas ganharão o merecido reconhecimento e apoio" - concluiu Anderson.

Dentre as atletas que compõe o grupo de Beach Soccer, estão a goleira de futebol de campo da Seleção Brasileira Sub-17 e do Vasco da Gama, Ana Beatriz e Ágatha, também goleira do Vasco e filhas de Anderson Gomes, o Supervisor. Por serem modalidades diferentes não há nenhum problema e o clube (vasco) autorizou que elas jogassem o futebol de areia.

Vale ressaltar que ainda não existe Seleção Brasileira Feminina de Beach Soccer.

Ana Beatriz,( de verde), Anderson e Ágatha (de branco). Foto: Eduardo Pontes

A quem quiser assistir e tiver interesse de saber um pouco mais sobre o projeto do clube carioca, basta ir até a Avenida Atlântica, altura do número 2056, no Posto 3. Os treinos acontecem nas segundas, quartas e sextas, das 19hs às 20:30hs.

Vale a pena conferir e prestigiar esse belo trabalho! Parabéns e sucesso nessa caminhada que com certeza renderá muitos frutos.

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Futebol Feminino: Sonhos interrompidos!



Todos os dias chega ao meu conhecimento que mais uma jogadora está abandonando ou pensando seriamente em abandonar os gramados. É a infeliz realidade de uma modalidade, onde ela não é o problema, e sim uma série de 'técnicos', pseudo 'gestores' e dirigentes que colocam o ego à frente de tudo e todos.

O problema da modalidade nunca foi visibilidade, patrocínio, espaço... tudo isso se arruma, desde que haja seriedade por parte dos envolvidos.

Mas no lugar da seriedade temos muitas falsas promessas, muitas estórias, muitas mentiras e muitos "profissionais" que se preocupam apenas em receber elogios e ganhar massagem no ego. E a modalidade, vai ficando de lado!

Muitos profissionais questionam a falta de estrutura e seriedade, apoio, visibilidade e muitas outras coisas, mas se esquecem de olhar pro espelho e assim não percebem que o problema existe também por culpa, omissão e má conduta de muitos destes!

Cada vez que uma jogadora vem falar comigo que está desistindo dói em minha alma como se um pedaço de mim estivesse sendo retirado! A sensação de impotência me consome, e o que posso fazer é FALAR, QUESTIONAR, EXPÔR este tipo de situação, quer muitos gostem ou não!

Como podemos viver no que um dia foi chamado país do futebol e enterrarmos sonhos, esperanças e futuros do futebol feminino brasileiro?

Há que ponto chega a nossa hipocrisia? Há que ponto chega a desonestidade e o interesse de muitos?

Como podemos dormir tranquilos enquanto tantas meninas e mulheres passam dias e noites chorando por ter que escolher entre abandonar ou não um sonho? Desistir ou seguir em frente? 

Como os ditos profissionais do futebol feminino podem se gabar do seu trabalho enquanto tanta coisa ainda precisa mudar?

Como podemos sorrir enquanto uma jogadora profissional de futebol feminino mal consegue viver com a ajuda de custo que recebe nos clubes? E quando recebe algo!

O problema nunca foi a modalidade... o problema são as pessoas que nela estão e suas atitudes ou a falta delas. 

Falo em primeira pessoa do plural sim! Me refiro a NÓS, TODOS NÓS que de alguma forma estamos envolvidos com a modalidade.

Cada um de nós pode fazer um pouco para mudar este quadro. Pode se esforçar um pouco mais, fazer um trabalho um pouco melhor, ter uma conduta mais profissional, se preocupar mais com as atletas e com a modalidade!

Podemos e devemos fazer o nosso melhor! Cada treinador, dirigente, preparador, fisioterapeuta, roupeiro, gerente, tem nas mãos sonhos de dezenas, centenas, milhares e milhões de meninas e se uma delas fracassa ou desiste é porque um de nós deixou de fazer aquele pouquinho a mais que para a atleta poderia ser a diferença entre desistir ou seguir em frente.

Vamos fazer o nosso melhor, sem esperar tapinhas nas costas, elogios ou qualquer tipo de prêmio por nossa conduta! Vamos fazer o melhor pela consciência tranquila do dever cumprido!

Somos formigas de um formigueiro, onde cada um tem uma função importante, onde um pouco mais de esforço ou a falta deste empenho faz a diferença!

Um grande abraço a todos!

Eduardo Pontes

domingo, 21 de outubro de 2012

O sucesso não é construído pelas conquistas, mas pelas pedras com as quais você se deparou na caminhada


Um dia, quando contar a minha história muitos irão dizer que ela é bonita e parabenizar pelo sucesso!


O sucesso não é construído pelas vitórias e sim pelas pedras com as quais você se deparou durante a caminhada! Alguns passam por algumas pedras, mas ao se depararem com pedras realmente grandes acabam desistindo de continuar em frente!


Porém, se observarem atentamente verão que são capazes de transpassar mais esta pedra, por maior que seja, afinal sempre há uma forma de escalar e está na própria pedra que se faz de obstáculo! A pedra é um dos professores da vida e na grande maioria das vezes ela mesma te dá a dica, o ensinamento de como a escalar para chegar ao outro lado e seguir em frente.


Uns utilizam estas pedras como desculpa para a desistência. Já eu as utilizo como ferramentas de fortalecimento e aprendizado rumo ao sucesso.


Você pode usar a pedra como escada ou como barreira, e eu decidi utilizá-las na construção não de uma parede que me impeça de avançar, e sim na construção de degraus para seguir em frente e mais alto a cada passo!!!

Eduardo Pontes

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Torneio Internacional Cidade de São Paulo 2012

Saiu a tabela do Torneio Internacional Cidade de São Paulo que será realizado dos dias 9 a 19 de dezembro de 2012 e contará com a presença das equipe do Brasil, Portugal, México e Dinamarca.


Marketing Esportivo: As tendências dos próximos anos no Brasil


Com a palavra: os especialistas (Via Mundo do Marketing Esportivo)

Por Daniel D\'amelio, em 05/10/2012
De olho nos Jogos Olímpicos de 2016, pedimos para três dos maiores especialistas em marketing esportivo do país para avaliar o estágio atual e as tendências para os próximos anos.  
Fabio Wolff, é palestrante e sócio-diretor da Wolff Sports. João H. Areias, consultor e professor de marketing esportivo. E também Rafael Zanette, vice-presidente do Instituto Brasileiro de Marketing Esportivo.
Confira as declarações feitas por cada um deles.
Onde as marcas falham e poderiam melhorar para realizar campanhas mais assertivas de marketing esportivo?
F. Wolff: Algumas marcas não possuem departamentos específicos para esportes ou não tem suporte de agências com know how para isso, e, muitas vezes, quando chegam aos eventos elas patinam na hora de ativar.  
JH Areias: Nos Estados Unidos, é comum as grandes empresas terem estruturas dedicadas ao marketing esportivo. São conscientes do poder do esporte como produto e veiculação de comunicação. No Brasil, isso será vital. Devido ao amadorismo das entidades esportivas em geral, esses grandes eventos podem deixar uma contribuição ao país. Podemos ter uma mudança de modelo de gestão do nosso esporte em busca do profissionalismo e transparência destas entidades.  
R. Zanette: Falham na base em não utilizar informações de pesquisas, esse é o principal erro cometido pelas agências do Brasil. Com certeza, você atirar no escuro é muito mais difícil de acertar o alvo.
Como as Olimpíadas no Rio podem contribuir para a imagem do Brasil?
F. Wolff: Teremos dois grandes eventos que se bem organizados trarão ao Brasil benefícios intangíveis à sua imagem.  
JH Areias: Jogos Olímpicos bem organizados e legados bem planejados podem recuperar a imagem do Rio. Se tivermos sucesso nestes dois itens, o Brasil será o maior beneficiado, tanto internamente quanto no exterior.   
R. Zanette: Função muito importante para a imagem do país, quebrar aquele paradigma de associação apenas com “mulata e futebol”. Mostrar para o mundo a capacidade que temos de nos organizar. Acredito que pode ser um grande motivador para o Rio se reerguer como uma nova cidade mais segura. O COI tem regras rígidas para utilização da marca das Olimpíadas, qual a sua opinião sobre essas imposições? 
F. Wolff: O COI está muito correto em proibir qualquer tipo de ativação de empresas que não são patrocinadoras oficiais do evento, pois assim garantem a exclusividade e justificam o alto investimento feito pelos patrocinadores oficiais. Essa ação ‘pirata’ é conhecida como “Marketing de emboscada”.  
JH Areias: O marketing de emboscada (ambush marketing) afeta a imagem dos Jogos Olímpicos e prejudica os seus patrocinadores oficiais. Desde 1984, a primeira Olimpíada a dar lucro, empresas tentam se beneficiar do evento, sem pagar nada aos organizadores. Tivemos ações de marketing bem sucedidas de marcas que se aproveitaram e criaram situações embaraçosas para o COI. Isso gerou grandes problemas. Por exemplo: em 1994, Fuji Film x Kodak; em 1992, Nike x Adidas; em 1996, Nike x Reebok. Em alguns casos, foram comprados espaços nas transmissões esportivas, outros comprando espaços publicitários próximos aos Parques Olímpicos. O que confundiu o público.
R. Zanette: Precisamos analisar alguns pontos nesta questão. O primeiro é que o COI tem uma filosofia de resguardar a história dos Jogos Olímpicos. Nisso, existe a preservação dos valores Olímpicos que restringem - e muito - a exposição das marcas. Outro ponto é o fato de o patrocinador oficial investir um alto valor pela cota de patrocínio. O COI preserva e valoriza quem investiu pesado para estar ali, ou seja, o seu cliente. Porém, é válido salientar que essa preservação deve ser feita com bom senso, sem agredir pessoas que não tem relação com isso. Resumindo, é importante para preservar "quem paga a conta", mantendo bom senso.
Quais tipos de ativações poderão ser vistas no Rio em 2016?
F. Wolff: Patrocínio, relacionamento, promoção, uso das redes sociais e de novas tecnologias.  
JH Areias: O esporte é uma completa ferramenta de comunicação e marketing, possibilitando a publicidade das marcas em primeira instância e permitindo ativações com eventos, promoções, relações públicas e endomarketing associadas aos Jogos Olímpicos.
R. Zanette: É muito difícil prever o que irá ocorrer no Rio. Porém, imagino encontrar ativações que se utilizem de eventos na rua, aproveitando as belezas naturais do Rio de Janeiro.
O que é tendência hoje e poderá ser usado nas estratégias de marketing em 2016?
F. Wolff: Ativar com inteligência e fazer ativação com estratégia. Hoje e amanhã, isso será o diferencial no patrocínio.  
JH Areias: As empresas e as entidades esportivas estão conscientes da necessidade de ativações dos patrocínios e o resultado de market share será priorizado como resultado destas ações.  
R. Zanette: A tendência é uso das redes sociais, com ações inusitadas que serão viralizadas nessas ferramentas interativas. Enfim, o marketing esportivo no Rio de Janeiro será realizado muitas vezes por players internacionais, o que pode servir como uma escola para o mercado nacional. Podemos começar a olhar mais para o marketing 360 graus e em trabalhar de maneira mais completa com os programas de marketing esportivo.

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Meu ponto de vista: O Futebol Brasileiro



Imagem: Google imagens
Vejo comentários de que Seedorf terá que se adaptar ao futebol do Brasil. Na verdade não seria o futebol brasileiro que deveria melhorar de nível?

Hoje não vemos mais bons atletas como antigamente porque não existe preocupação com a formação de talentos. Não é o melhor jogador que chega ao clube "X" e sim o seu empresário que o coloca lá!

Essa banalização e queda na qualidade do futebol brasileiro se dá pela falta de profissionalismo dos gestores dos clubes e dos empresários que agenciam e negociam atletas. A preocupação maior é ganhar dinheiro, tirar proveito e se o garoto não vingar, se for um fiasco porque não foi preparado para aquilo... PROBLEMA, eu ganhei o meu dinheiro!

O futebol brasileiro ainda está longe do ideal! Temos a falsa impressão de evolução, quando na verdade o que temos são clubes arriscando cada dia mais sua saúde financeira por não ter um planejamento de longo prazo, não ter a preocupação com a formação de atletas e por viver a mercê de agentes/empresários.

Conheço e vejo por aí milhares de garotos que poderia estar em qualquer clube de primeira divisão rendendo muito mais do que alguns ditos 'profissionais'. 'Profissionais' estes que em muitos momentos envergonham até mesmo os jogadores de várzea. Não desmerecendo o jogador de várzea, pelo contrário! Os jogadores de várzea tem mais qualidade técnica, raça e amor a camisa mesmo não ganhando nada para fazer o que gosta, enquanto jogadores que ganha valores altíssimos em clubes de expressão parecem ter se esquecido de como e quais são os fundamentos básicos do seu esporte.

Não é por acaso que hoje o Brasil ocupe a 14ª posição no ranking de seleções da FIFA. Este é o reflexo de nossa regressão, da falta de cuidado e preocupação com a modalidade.

Está tudo errado! O Futebol Brasileiro precisa evoluir!

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Se tentam te desmotivar é porque estás no caminho do sucesso


Muitas pessoas irão te desmotivar, te colocar para baixo, dizer que és um sonhador, um louco! Que não alcançarás teus sonhos e tentarão de tudo para ver você desistir dos seus ideais!

Quando isto ocorrer tenha a certeza de que é porque estás no caminho certo!

Estas armas e tentativas de fazê-lo desistir dos teus sonhos são as únicas armas que estes ofensores tem contra pessoas que tem a coragem de fazer aquilo que eles também sonharam mas nunca ousaram tentar: Ser feliz realizando o seu sonho!

Sabemos que realizar um sonho não é fácil, que a estrada é longa e os percalços(transtornos/dificuldades) serão muitos, mas a história nos mostra diversos nomes que alcançaram seus objetivos e sonhos mesmo quando ninguém acreditou neles além deles mesmos.

Acredite em você, acredite nos teus sonhos, tenha fé em Deus e siga em frente! 

A vitória pode demorar, mas ela chega!

Bom dia e boa semana a todos!!!

sábado, 6 de outubro de 2012

Futebol Feminino: Falta proximidade entre profissionais das Seleções e clubes, e quem paga são as atletas.

No futebol feminino brasileiro falta um contato mais próximo entre a Seleção Brasileira e os clubes, mas principalmente entre os profissionais das seleções de base e principal com os clubes que mantém equipes de futebol feminino nos quatro cantos do país.

Outra questão é que se torna cada vez mais comum vermos atletas sendo convocadas por serem polivalentes, ou seja, por atuarem em mais de uma posição. Isso é algo interessante por possibilitar a improvisação de uma atleta em caso de necessidade durante uma competição, porém chega a ser ridículo você convocar uma jogadora para atuar fora de sua posição.

Ao meu ver, as atletas devem se convocadas pelo que rendem em seus clubes nas suas posições de origem e devem ser improvisadas apenas em casos de necessidade, ou seja, em última instância, até porque não é toda atleta que tem a capacidade de atuar em mais de uma posição com qualidade, mesmo sendo tecnicamente boa.

Qual a lógica de você convocar uma jogadora que sempre atuou como lateral esquerda e então colocar ela para atuar na posição de meia direita ou volante, ou ainda colocar uma zagueira para jogar de lateral? Claro que para a atleta o que vale é jogar e então ela acaba "abaixando a cabeça" e, mesmo não se sentindo bem na posição, joga como lhe foi solicitado ou imposto! Não é correto aceitar isto, mas é compreensível quando nos colocamos no lugar das jogadoras para analisar este tipo de atitude onde há muita coisa envolvida.

Quanto a esta questão de posição é bem diferente você olhar uma atleta no clube ou escola de futebol e ver que tem talento para jogar em outra função e aí propor a ela um teste de jogar em uma outra posição mostrando a ela que realmente pode fazer aquilo ou que terá um rendimento melhor, desenvolvendo assim em parceria com a atleta as habilidades que são necessárias e que com certeza ela já tem e precisa apenas aperfeiçoar. No clube/escola você tem tempo para isso, já numa Seleção não é o melhor momento ou lugar para realizar estes tipos de teste!

Essa falta de contato entre os profissionais da Seleção com os clubes de futebol feminino é um fator que acaba estando diretamente relacionado a essa 'falta de noção' e a ideia de fazer 'testes' com as atletas no momento errado. Se os profissionais das Seleções realmente conhecessem as jogadoras que estão sendo convocadas e o trabalho em seus clubes isso não seria necessário. 

Isso talvez ocorra pela falta de uma política eficaz de observação de atletas em território nacional e internacional, mas em alguns muitos outros casos essa 'falha' se dá pela falta de preocupação dos profissionais envolvidos, e em outras vezes a falha ocorre pela famosa 'panelinha' que é comum mas não vamos falar desta infeliz prática.

Então, vamos voltar a falar da falta de proximidade de profissionais de seleções e clubes!

Quantos técnicos de Seleções femininas ligam para os clubes e sondam situações de atletas, comenta sobre perfil que está sendo procurado para uma futura convocação? Quantos preparadores de Seleções entram em contato com os preparadores físicos de clubes para saber como está sendo feito o trabalho e como está o rendimento físico e características de possíveis convocadas? A mesma coisa vale para os preparadores de goleiras, que não entram em contato com os respectivos profissionais dos clubes para assim inteirar-se de como estão as goleiras, quem são as promessas, quem está dentro de um perfil e até quem tem trabalho de goleira ou não!


Muitas vezes os expectadores julgam as atletas e criticam individualmente os rendimentos delas, quando na verdade a culpa é dos profissionais envolvidos! Existe a necessidade de mudança, de ver a modalidade e se importar com o futebol feminino e com as atletas de uma forma diferente, principalmente quando falamos de base, mas isso também aplica-se a equipe principal.

O que custa a um técnico, preparador de goleiras, preparador físico, nutricionista ou fisiologista visitar clubes famosos ou clubes de menor expressão e disseminar mais conhecimento de forma gratuita e assim também poder observar novos ou 'antigos' e ainda não observados talentos?

Claro que por não existir uma política eficaz de observação isso acaba sendo dificultado, mas por que não gastar um pouco de combustível para ganhar umas horinhas em prol do futebol feminino brasileiro? Por que não realizar algumas ligações para profissionais de clubes e se inteirar de como andam as coisas? Se não dá pra ir até o clube, não custa pedir para receber um vídeo de treinos para poder fazer alguma consideração!  Fazer isto não é perder tempo, é ganhar! 

É necessário observar mais, é necessário deixar o ego de lado e pensar mais na modalidade, é necessário buscar aprender sempre pois nenhum profissional da modalidade sabe tudo, é preciso conhecer melhor as jogadoras, seus clubes, suas posições e suas formas de jogar.

É necessário convocar por méritos e rendimento na posição de origem, se preocupar em retirar das atletas o seu máximo potencial na posição que ela atua no clube e, acima de tudo, se preocupar em preservar as atletas para que não fiquem ouvindo críticas duras quanto a seus rendimentos, quando isto na verdade deveria ser cobrado dos seus 'comandantes'.

O futebol feminino sofre com isso nas seleções de base e na principal! Ao meu ver trabalhamos de uma forma pouco eficaz e quem perde é o futebol feminino brasileiro.