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quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Futebol Feminino: um texto que não precisa de título

Marta Vieira - Eleita 5 vezes a melhor jogadora de futebol do mundo.
Vanessa Pereira - Eleita pela terceira vez consecutiva a melhor jogadora de futsal do mundo.

O que elas tem em comum?
São BRASILEIRAS, e sofrem com as dificuldades do futebol feminino.

É incrível o potencial e a habilidade das atletas brasileiras. Hoje, o mundo reconhece isso, mas o Brasil, um dia chamado de "País do Futebol", nunca se importou com elas: As Mulheres!

Há décadas o futebol feminino brasileiro sofre com a falta de estruturação e planejamento. Não existe uma liga e o único campeonato nacional é a Copa do Brasil onde só os campeões estaduais participam.

No Brasil não há trabalho de base, o trabalho nos clubes é abaixo das expectativas e necessidades, salve raras exceções.

Por parte da federação nacional não há nenhum plano de ação e de desenvolvimento para o futebol feminino, nem junto aos clubes ou junto às federações estaduais. Aqui o que se espera é que os clubes se virem e desenvolvam o futebol feminino sozinhos e aí se der certo, as entidades de administração do desporto vão e então demonstram apoio e se "juntam" aos clubes.

Era para ser o contrário, não!? As entidades de administração do futebol no Brasil (confederação e federações estaduais) deveriam se esforçar para dar aos clubes condições de disputar competições, criar um trabalho, aparecer e aí fazer o futebol feminino ganhar espaço, sendo visto, sendo incentivado por empresas privadas. Mas se isso não existe, como a modalidade vai se desenvolver?

Culpar os clubes, a falta de apoio, a falta de investidores e visibilidade é muito mais fácil do que assumir o erro e reconhecer que a modalidade não se desenvolve porque quem deveria cuidar disso deixa a desejar.

Amigos, é a organização, seriedade e transparência de um trabalho que traz a visibilidade, mídia, apoio, e não o contrário, e isso requer tempo. Até quando, aqui no Brasil, os responsáveis ficarão esperando que a evolução caia do céu e do dia para a noite?

Só o trabalho e o desejo de mudar são capazes de fazer a diferença!

E aí, muitos falam que: "ah, o Brasil não tem a cultura do futebol feminino.". Mas qual a 'cultura do Brasil'? Um país onde QUALQUER ESPORTE SE TORNA POPULAR, desde de que seja feito um trabalho para isso.

O Basquete cresce e ganha novos adeptos, o vôlei já cresceu e continua no topo, o futebol ganha destaque até se organizarem um campeonato de golzinho de rua, o rugby vai ganhando espaço e mídia a cada dia, o beach soccer e o futsal também tem público e visibilidade em qualquer lugar do país, ou seja, se alguém se esforçar e realmente quiser fazer, DÁ CERTO!

Todos os dias eu recebo mensagens, ligações ou e-mails de atletas que me informam: "Edu, estou parando de jogar futebol. O Brasil não me permite jogar e muito menos viver do futebol feminino, então eu tenho que pensar em mim, no meu sustento e de alguma forma no meu futuro." e aí eu me pergunto:  Até quando o Brasil vai interromper sonhos e enterrar futuros de tantas meninas e mulheres que só querem viver do futebol feminino?

É mais fácil ganhar a vida fora do país do que aqui dentro, afinal lá fora existe o reconhecimento e o futebol feminino é tratado de uma outra forma.

No Brasil muito se cobra de "profissionalismo das atletas", mas do que adianta elas terem comprometimento se as entidades e até os 'profissionais' do meio (técnicos, dirigentes e preparadores) não tem atitudes profissionais? Como cobrar postura e ética das atletas se isso é o que nem quem administra o desporto no Brasil tem para com elas?

As periferias estão cheias de meninas que sonham em jogar futebol. São dezenas, centenas, milhares país à fora que tentam e se esforçam até onde dá, mas o que pensar de um país onde atletas que jogam há cerca de 20 anos veem a modalidade da mesma forma há anos e nada muda?

O que fazer em um país onde a atleta não pode ter voz, afinal se ela falar ela sofre represálias e pode ficar até fora de um time ou seleção? O que fazer em um país onde atletas são cortadas por lesão da seleção e a sua seleção não se preocupa em recuperá-la? 

Essa 'culpa' não é das atletas ou do futebol feminino, a culpa é de quem deveria fazer algo e não faz! Manter uma seleção é uma obrigação que um país como o Brasil possui, não é um favor!


Mas apenas 'manter' uma Seleção NÃO BASTA! Tem que planejar, tem que criar oportunidade da modalidade se desenvolver, tem que realizar um plano de ação, captar patrocinadores para O FUTEBOL FEMININO e não para a entidade de administração e aí investir parte destes recursos nas federações dando diretrizes a serem cumpridas e cobrando os resultados. Deve-se fazer parcerias com a grande mídia, jornais, revistas, emissoras de TV, sites de internet e criar um espaço para o futebol feminino aparecer!

"Ah Eduardo, você está falando besteira e não sabe de nada, na teoria é fácil quero ver na prática. Esse tal Eduardo é um piadista e quer aparecer" (e olhem que eu já ouvi muito isso). Poxa, senhores, então problema é o fato de dar trabalho fazer, de não ser tão simples como na teoria? Então se você aí acha difícil fazer algo, por favor, dê espaço pra o profissional ou pessoa que tem vontade e quer fazer!


Meus caros eu li isso hoje em um perfil do facebook e se encaixa super bem nessa situação: "Quer glamour? Então não seja empreendedor. Quer trabalhar pouco? Então não seja empreendedor. Não quer dar satisfação a ninguém? Então não seja empreendedor. (Geração de Valor)", e é bem isso mesmo. Dá trabalho e se você não quer ter trabalho, você está fazendo a coisa errada! Mude de área de atuação e/ou profissão!

Voltando ao foco: Como eu já falei, não adianta esperar os clubes se desenvolverem sozinhos e aí, depois que houver êxito nesse desenvolvimento querer sair na foto e posar de bom moço! Os clubes tem suas responsabilidades na formação de atletas, mas de nada adianta formar atletas se não existe espaço para mostrar o trabalho do clube e dos profissionais que ali estão.

Quem deve criar oportunidades, planejar e desenvolver o futebol feminino é a entidade de administração e hoje no Brasil tem pessoas esperando que seja da forma contrária!

Não há investimento no futebol feminino brasileiro, não há preocupação ou plano de ação. No um dia chamado de país do futebol ainda é necessário ter profissionais de verdade preocupados com a evolução do desporto e não com o desenvolvimento pessoal e individual. 

O Brasil e os responsáveis pelo futebol não se deram conta que as atletas estão ganhando cada dia mais respeito fora do Brasil, e se existe respeito à 'Seleção Brasileira' isso acontece graças ao esforço e ao futebol que nossas atletas demonstram jogando fora do país e até mesmo em outras seleções, afinal elas são valorizadas pelo mundo, mas ainda não são respeitadas aqui no país da 'camisa canarinho'.

E esse respeito que essas guerreiras conquistam lá fora, pelos 'quatro cantos do mundo', está levando o futebol feminino a um caminho de duas escolhas: Aceitar ou aceitar o poder das mulheres que jogam futebol. E em breve, por livre e espontânea pressão só restará abaixar a cabeça, engolir o orgulho e se preocupar em desenvolver o futebol das mulheres que aqui hoje é tratado como um cão sarnento que o dono não quer cuidar e abandona: Se o cão morrer, tudo bem... se o cão se salvar, tanto faz também!

O futebol feminino brasileiro deve reverenciar cada atleta pois são elas que fazem e levam o nome do Brasil, afinal se dependesse somente do que há tantos anos é feito aqui dentro pela modalidade, o futebol feminino já teria acabado e isso o mundo não sabe!

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

GOLEIRAS: PENEIRA NO CENTRO OLÍMPICO


Atenção goleiras, o COTP seleciona goleiras nascidas de 1994 a 2002, para ingressa em suas categorias (sub-13, sub-15, sub-17 e sub-19). 

As interessadas terão que comparecer munidas com o Requerimento de peneiras, que é adquirido no site http://centroolimpico.ning.com/page/documentos-1, preenche-la e trazer junto com um acompanhante maior de idade/responsável e seus materiais de treino (luvas, chuteiras, calça ou bermuda e camisa).

As goleiras 1994 e 1995 no dia 4 (segunda feira) as 09:30hs.
Local: Centro Olímpico de Treinamento e Pesquisa.
Av. Ibirapuera, 1315 - Moema, São Paulo.

As goleiras 1996 a 2002 no dia 6 (quarta feira) as 16:00hs.
Local: Centro Olímpico de Treinamento e Pesquisa.
Av. Ibirapuera, 1315 - Moema, São Paulo.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

FUTEBOL FEMININO: Com a palavra - JOSEPH BLATTER - Presidente da FIFA

Estes são trechos de falas do Presidente da FIFA em algumas entrevistas e com uma conclusão minha sobre o futebol feminino e nossa federação nacional, logo ao fim do texto!






Para o presidente da Fifa, Joseph Blatter, o interesse do público pelo futebol feminino é cada vez maior e é possível uma expansão mundial a partir das federações nacionais.

- As federações nacionais estão investindo no futebol feminino porque há interesse por parte das mulheres em todos os países do mundo - argumentou Blatter.

A próxima Copa do Mundo de futebol feminino organizada pela Fifa será disputada em 2015 - um ano após a edição do torneio masculino que realizada no Brasil. A competição das mulheres terá o Canadá como palco.

Ao ser perguntado sobre o ano de 2012, Blatter disse: "Sem dúvida, o destaque de 2012 para mim foi o futebol feminino. Tivemos duas competições no calendário da Fifa, a sub-20 e a sub-17. O ponto alto, porém, foram os Jogos Olímpicos em Londres. Quem teria previsto ?' começando por mim, preciso admitir ?' tantos espectadores e tamanho entusiasmo pelo futebol feminino? Quem teria imaginado essa imensa euforia, finalmente, em torno do futebol feminino? Foi sensacional. Ter 80 mil pessoas para um jogo em Wembley, o templo do futebol masculino, foi realmente especial. Não foi uma surpresa que pela terceira vez seguida as americanas foram campeãs olímpicas, derrotando o Japão, de quem perderam a final da Copa do Mundo Feminina da FIFA 2011" .

Se a FIFA apoia e incentiva o futebol feminino, o que a federação responsável está esperando pra fazer o mesmo no Brasil?

Eduardo Pontes - Ao meu ver uma confederação não pode afirmar que o futebol feminino do seu país é "pequeno" ou "que não tem espaço", ou ainda "que não é uma cultura do povo brasileiro", afinal a federação nacional é responsável pelo desenvolvimento do desporto.

Se o desporto não cresce, não se desenvolve, é porque a entidade de administração desportiva responsável não faz um trabalho de forma correta ou necessita reavaliar o que anda fazendo.

Para quem administra, questionar o desenvolvimento do futebol feminino no Brasil é "dar um tiro no próprio pé" e reconhecer, porém não aceitar, que o futebol feminino não caminha por sua própria responsabilidade ou falta dela.

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Futebol Feminino: A evolução não é impossível, apenas dá trabalho!


Dizem que o futebol feminino é algo que não está na cultura do Brasileiro!

Sinceramente, acho uma bobagem dizer isto, afinal há alguns anos ninguém dava atenção para uma copa de juniores como se dá hoje em dia, por exemplo.

A cultura é mudada a partir do momento que se acredita numa idéia e trabalha para transformá-la em realidade!

Com o vôlei foi assim, então por que com o futebol feminino não seria?

O maior problema é a falta de querer mudar que temos vinda daqueles que deveriam querer ver o FUTEBOL evoluir, sem pensar no gênero masculino ou feminino!

Como pode-se afirmar que algo não daria certo se quem deveria nunca tentou fazer, e também não tem interesse que façam?

Será que existe o medo de ver o futebol feminino se tornar mais família e mais atrativo do que o "poderoso" (e decadente) futebol masculino, ou de simplesmente crescer?

Tenho convicção de que se investirem no futebol feminino, ele vai alcançar patamares jamais imaginados! Claro que a mudança necessita vir desde a base, passando pela preparação, avaliação e escolha dos profissionais, organização e planificação, definição de objetivos, etc.

A evolução não é impossível, apenas dá trabalho, assim como tudo na vida! 

Não se constrói uma casa apenas com o pensamento e olhando para as ferramentas e materiais de construção à espera de que eles se movam! Você tem que ir lá, cavar a fundação, encher com concreto, deixar o alicerce pronto para levantar as vigas, as paredes, a laje, colocar o telhado e depois você vai arrumando as janelas, a porta, as instalações elétricas, os pisos, etc, até a casa ficar pronta!

É necessário respeitar fases, seguir o processo e depois ir dando os retoques finais, lidando com os imprevistos, com uma coisinha aqui e outra ali que você vai melhorando aos poucos! A casa não fica pronta de uma hora para a outra!

A NBA, o Vôlei Brasileiro, o Futebol bonito e bem jogado do Barcelona... nenhuma destas coisas aconteceu do dia para a noite, mas aconteceu porque tiveram pessoas dispostas a fazer dar certo, a investir na ideia, avaliar, reavaliar e chegar até onde eles queriam!

E baseado nisso e pelo que vejo de interesse que hoje existe no brasil por atletas e por pessoas, o futebol feminino tem tudo pra ir em frente e crescer, porque existem pessoas interessadas em fazer dar certo! Existem pessoas interessadas em atrapalhar? Eita, como tem! Mas não tem problema, quando existe foco e força de vontade a dificuldade se transforma em combustível para seguir em frente com mais vontade e mais dedicação do que quando se começou.

Esperança na mudança! Mais que isso: CRENÇA de que ela virá! Mas lembrem-se: Nada muda da noite para o dia!

Não falo por uma instituição, um órgão ou por pessoas... falo pelo que eu vejo, pelo que eu acredito, pelo que eu penso e pelo que eu vou lutar! Ah, e como vou! Falo por mim e tomo a liberdade de falar por uma modalidade, por milhares de mulheres de todas as raças, classes, crenças e credos. EU ACREDITO! 

E é assim que eu acordo todos os dias, agradecendo a Deus por poder ter mais um dia para passar a vocês o que eu sinto e o que eu penso, e poder fazer algo, por mais que seja pouco, mas que de alguma forma ajude no que eu acredito: O Futebol Feminino.

O humanidade não acreditava na invenção do telefone, não acreditava que um dia o homem poderiam pisar na lua, viajar pelo espaço e até duvidava-se de que seria possível falar em vídeo conferência com uma pessoa a milhares de quilômetros de distância de você. 

E tudo isso foi e hoje é possível, não é? E assim como tudo isso se tornou real,  o futebol feminino também alcançará o espaço e lugar que merece! 

E aí, para desespero de uns e alegrias de muitos, nunca mais sairá de lá! 

Brasil pode ser considerado o país do futebol? - J.COCCO Sportainment strategy


Boa tarde a todos! Eu recebi este texto em meu e-mail e acho interessante replicar! O tema é importante e precisa ser repensando o quanto antes.
Grande abraço, Eduardo Pontes.
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J.Cocco Sportainment Strategy
José Estevão Cocco
Para responder a essa pergunta, é preciso conceituar futebol. Se a referência for sobre um futebol profissionalizado, com planejamento, objetivos claros, sem interesses ocultos, despolitizado (na acepção mais negativa do termo), com administração profissional moderna e dinâmica a resposta deve ser um sonoro não.
Ainda é o melhor futebol do mundo? Lógica e comprovadamente também não. Vide nossas participações internacionais, em diversas categorias, torneios, jogos amistosos e campeonatos. Nossos atletas já não são mais unanimidades no exterior. Nossos times, por diversos motivos, não realizam jogos internacionais.
Na última divulgação do ranking FIFA de seleções, o Brasil ocupa a humilhante (negocialmente falando) 18ª classificação. Estamos atrás de Espanha, Alemanha, Argentina, Itália, Colômbia, Inglaterra, Portugal, Holanda, Rússia, Croácia, Grécia, Equador, Suiça, Costa do Marfim, México, Uruguai, França...
Comparando a média de público nos estádios nos campeonatos nacionais, somos a 13ª média com apenas 14.997 espectadores por jogo, com ocupação média de meros 44% dos lugares dos estádios.
A Alemanha tem uma média de 45.000 espectadores por jogo e uma ocupação de 93% da capacidade dos estádios.
A Inglaterra tem uma média de 97%. A Holanda 90%. A segunda divisão inglesa tem a ocupação média de 70%. A segunda divisão alemã 60%.
Brasil, o falado país do futebol, tem um público total (5.700.000 espectadores) praticamente igual à segunda divisão alemã e quase a metade da segunda divisão inglesa (10.000.000 de espectadores).
Como os números não mentem, é preciso repensar urgentemente o melhor futebol do mundo. Sob todos os ângulos de visão: administrativo, organizacional, técnico, estratégico...
O futebol brasileiro precisa pensar no seu futuro. As pesquisas, levantamentos e observações mostram claramente que os jovens já não estão conectados apaixonadamente pelo futebol, sejam clubes ou seleções. O que isso significa, a médio prazo, em termos de desenvolvimento do mercado esportivo, dos clubes, das receitas, dos patrocínios.
Todos sabemos que a Copa de 2014 é "uma fada de dois legumes" (como diria o saudoso Vicente Matheus). Nesse caso, estão em jogo o desempenho da seleção e da realização da copa que, pelo que parece, não vai ser das melhores.
Nos próximos artigos, vamos analisar outros importantes aspectos como "O esporte brasileiro é público ou privado?", "Quais as razões para o Brasil não ter uma política estratégica para o desenvolvimento da indústria do futebol?" e "Qual a razão de não haver técnicos brasileiros em times importantes do exterior?".
José Estevão Cocco
Diretor-presidente da J.Cocco Sportainment Strategy
Presidente da Academia Brasileira de Marketing Esportivo – ABRAESPORTE
Membro da Academia Brasileira de Marketing – ABM
Conselheiro da Associação de Marketing Promocional – AMPRO
Idealizador e professor do Curso Sportainment Strategy – A Nova Geração do Marketing Esportivo
Consultor e palestrante sobre Maketing Esportivo e Sportainment
Mais informações:
J.Cocco Sportainment Strategy
Edison Tadayuki Ishibashi – MTB 17.666
Assessor de imprensa
11 3755 0908
edison@jcocco.com.br
www.jcoccosport.com.br

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

IMAGENS: Mais Apoio ao Futebol Feminino

Criei estas montagens para a campanha "Mais Apoio Ao Futebol Feminino", idealizado pela jovem atleta Mariah Balsini.

Estou disponibilizando pra quem quiser copiar e divulgar!

Um grande abraço a todos e uma excelente semana!





sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Vergonha no esporte: No país da Copa e Olimpíada situações como esta ainda acontecem!

Foto de espn.estadao.com.br

‎"Seis jogadores do Nacional-AM dormiram no aeroporto de Viracopos, em Campinas (SP), por dois dias, nesta semana, pois não tinham dinheiro para comprar as passagens de retorno a Manaus. Depois do abandono, o goleiro desistiu da carreira no futebol!"

E onde estão as entidades de administração desportiva do futebol brasileiro? Preocupados com esse tipo de conduta? Claro que não! 

Clube e profissionais devem responder por tais atos... Se as nossas entidades de administração do futebol realmente se preocupassem com estes casos, alguns profissionais de futebol masculino e feminino, bem como dirigentes, não atuariam no esporte no Brasil, e muitas situações seriam seriamente punidas!


Casos como este são mais comuns do que se pensa! Seja no futebol masculino ou feminino, situações como e até piores que esta acontecem sim, e o pior é que sabemos que não é algo exclusivo do futebol.


Quem tem que fiscalizar não sou eu, nem você! Onde estão as federações? e a confederação?

Não somos o país do futebol, somos o país da "pizza"...


Esse é o país de copa e olimpíada? O país do esporte?

http://espn.estadao.com.br/noticia/304254_apos-jogadores-dormirem-em-aeroporto-tecnico-revela-estar-endividado-e-promete-processar-o-nacional-am

Futebol Feminino: Americana abre testes para atletas de futsal e futebol de campo, Sub 18 e adultas

A equipe de Americana-SP está selecionando atletas de futebol feminino e futsal nas categorias sub 18 e adulta.


quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Jovem atleta faz campanha "Mais Apoio Ao Futebol Feminino" e está mobilizando as redes sociais!

A atleta de futebol feminino, Mariah Balsini, teve uma bela atitude!

Criou uma campanha simples, em que, em um vídeo simples ela conseguiu mobilizar muita gente!

A ação consiste em convidar e incentivar as pessoas a postar fotos nas redes sociais, no dia 20 de janeiro, com a frase MAIS APOIO AO FUTEBOL FEMININO.


Participe você também! E parabéns, Mariah! É de atitudes como esta que o futebol feminino brasileiro está precisando!

Atleta Mariah Balsini, idealizadora da campanha Mais Apoio Ao Futebol Feminino
Foto: Arquivo pessoal da atleta


terça-feira, 15 de janeiro de 2013

E a gestão de Riscos no Futebol? por Fernando Ferreira - Pluri Consultoria


Artigo de Fernando Ferrreira, da Pluri Consutoria! Assunto muito interessante e que vale para Futebol Masculino, Feminino e demais modalidades esportivas!

 











segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

O Esporte é o remédio para a nossa sociedade



Ontem recebi a triste notícia de que pessoas que treinaram comigo nos tempos de Judô abandonaram o esporte! E todos talentosos atletas!

Eu levanto e sempre levantarei a bandeira do Futebol Feminino, mas é fato que muitas outras modalidades precisam de ajuda.

O nosso Brasil NUNCA FOI o país do FUTEBOL! Na verdade somos O PAÍS DO ESPORTE, mas nos faltam políticas públicas e pessoas sérias para dar ao desporto a oportunidade de transformar o país e sua população!

Podemos educar, transformar, socializar, incluir, empregar e oportunizar milhares de jovens, homens e mulheres das mais variadas raças e crenças e simplesmente utilizando o desporto e suas modalidades como ferramenta!

Seríamos assim um país desenvolvido, referência olímpica e esportiva no mundo! Um país social, mais igual e mais humano! Um país de população saudável, onde a promoção de saúde começaria desde pequeno!

Nossos presídios estariam menos cheios, os hospitais mais vazios, e nossos cemitérios também!

Nossas escolas teriam jovens mais interessados e interessantes, os problemas com as drogas não acabariam, mais a nosso maior entorpecente seria a ENDORFINA. Nossa maior dificuldade seria ter que alimentar e saciar as mentes oxigenadas e sedentas por conhecer mais sobre seu corpo, administração, direito, políticas públicas e sociais, segurança, educação, formação de valores!

Teríamos os melhores atletas, os melhores profissionais de áreas médicas relacionadas ao esporte e à vida! Teríamos os melhores educadores físicos, os melhores professores e os melhores cidadãos!

Consequentemente teríamos os melhores alunos, os melhores vizinhos, as melhores crianças, jovens, adultos e idosos!

Teríamos um país mais equilibrado, mais justo, mais feliz e ainda formaríamos grandes políticos, grandes embaixadores, e seríamos então um país de primeiro mundo!

Não adianta formular políticas para conter a violência, melhorar a educação, tentar aliviar a deficiência da saúde, ou abrir CPI's contra a corrupção.

Nosso país está gravemente doente e tudo que acontece, toda violência, política suja, falta de caráter, hombridade e falta de esperança de um futuro melhor, somente será amenizado e quem sabe até quase extinto, quando a BASE DA NOSSA SOCIEDADE for o esporte e seu potencial mais do que comprovado de transformação!

Com o desporto nenhum safado precisaria brigar por dinheiro do petróleo, não nos candidataríamos para eventos esportivos e sim eles que gostariam de se candidatar ao nosso país e ninguém precisaria fazer estádios as pressas, pois eles seriam uma necessidade natural, construídos para serem realmente utilizados ao invés de virarem "elefantes brancos" sem retorno! O turismo seria ainda maior e o desporto geraria renda e emprego de forma ABSURDA, pois todos iriam querer visitar, conhecer, aprender e pagar para tentar ser como nós!

Somente o desporto, suas modalidades, suas regras e benefícios físicos, mentais e sociais será capaz de transformar tanta coisa pra melhor!

O ESPORTE É O REMÉDIO PARA A NOSSA SOCIEDADE

domingo, 13 de janeiro de 2013

O futebol feminino Sulamericano vai crescer: Andrea Peralta e Yoreli Rincon

 No ano de 2012 eu tive o grande prazer de conhecer e conviver por algum tempo com duas pessoas maravilhosas, e também duas grandes atletas colombianas: Andrea Peralta e Yoreli Rincon.

As duas atletas, que atuaram na temporada 2012 pelo clube brasileiro XV de Piracicaba, se destacaram dentro e fora dos gramados de São Paulo, não só pela grande qualidade técnica e disciplina, mas também pela humildade e simplicidade!

No dia 09 de setembro, após o jogo da semifinal do Campeonato Paulista e último jogo da equipe na competição,  eu e os parentes de algumas atletas e algumas jogadoras saímos para almoçar e para que elas pudessem relaxar após a cansativa partida e triste derrota que as eliminou da competição. 

Aproveitei a ocasião para perguntar para Peralta e Yoreli o que elas acharam de jogar no Brasil, enfrentando atletas de Seleção Brasileira, conhecendo outra cultura de treinamentos e qual o ponto de vista delas sobre o futebol brasileiro. Poderia ou não ser alcançado por outros países sulamericanos?

Tanto Andrea Peralta quanto Yoreli Rincon concordaram em todos os pontos!

"Jogar no Brasil foi a realização de um sonho. Tínhamos medo de como seríamos recebidas pelas jogadoras daqui, mas fomos super bem acolhidas e fizemos aqui grandes amigas desde o primeiro momento!". - Peralta e Yoreli.

"Já tinha jogado contra atletas da Seleção brasileira em outras competições onde representei a Seleção da minha amada Colômbia e jogando contra elas aqui no Brasil pude ver que não é algo difícil e temos total condição de enfrentá-las de igual para igual!" - disse Peralta.

Yoreli também completou: "Com treinamento e dedicação não deixamos nada a desejar em relação às atletas da Seleção do Brasil. Temos na Colômbia muitas jogadoras com potencial. Só precisamos trabalhar!".

"Os treinos são um pouco diferentes e seria muito bom poder contar na Colômbia como é feito aqui." - Yoreli e Peralta.

No meu ponto de vista, o Brasil está estacionado, parado no tempo, enquanto outros países da América do Sul e de outras partes do mundo estão evoluindo e também acho que países como a Colômbia tem tudo para evoluir nos próximos anos.

Pude ver em Andrea e Yoreli o talento e o orgulho de representar as cores da Colômbia. Ao meu ver, estas atletas são exemplos a serem seguidos e ainda tem muito potencial para dar muitas alegrias ao seu país!

Todos sabem que eu, Eduardo Pontes, adoraria ver o futebol feminino da América do Sul se tornar ainda mais forte e crescer. Aqui no Brasil e nos nossos países vizinhos precisamos buscar sempre melhorar, conversar com as atletas, ouvir mais, pesquisar mais, observar, estudar e trocar experiências e informações com outros profissionais!

Imaginem um técnico brasileiro dando um curso na Colômbia, a Venezuela fazendo intercâmbio de atletas e competições contra uma Bolívia, Argentina e quem sabe até mesmo clínicas promovidas por federações nacionais em que convidam outras seleções, atletas ou profissionais para conhecer e trocar idéias e informações sobre o futebol feminino. Eu gostaria muito de ver isso!

Espero que as Seleções aqui da América do Sul possam crescer e mostrar ao mundo que não temos nada a temer, pelo contrário, temos que ser temidos!

Assim como Andrea Peralta e Yoreli Rincon perceberam que não há nenhum "bicho de 7 cabeças" para que a Colômbia faça frente com o Brasil, nada impede que nossas seleções enfrentem de igual pra igual e vençam grandes seleções como Canadá, Alemanha, EUA, Japão e outros.

Vamos trabalhar a base e preparar o futuro do nosso futebol feminino!

E para finalizar, Yoreli e Peralta, com a experiência que tiveram no Brasil, tem muito para acrescentar ao futebol feminino Colombiano.

Neste ano de 2013, Yoreli Rincon irá jogar pelo Malmo da Suécia. Ainda não se sabe sobre Andrea Peralta (confirmado dia 14/01 que ela continua no XV de Piracicaba, jogando no Brasil), mas o que esperamos é ver essas duas jogando por muito e muito tempo e dando alegria ao futebol mundial, afinal é bonito de ver atletas que sabem dar um espetáculo com a bola nos pés!

sábado, 12 de janeiro de 2013

Futebol Feminino: ADI Foz promove peneira no Rio de Janeiro nos dias 16 e 17 de janeiro

Boa notícia para meninas a partir de 16 anos que sonham em jogar em um dos grandes clubes de futebol feminino do país. O FOZ está com inscrições abertas para a peneira que será realizada no Rio de Janeiro, nos dias 16 e 17, das 15h às 18hs, no Clube de Futebol Zico (CFZ).


sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Atlético MG encerra suas atividades da equipe de Futebol Feminino


FUTEBOL FEMININO - MAIS UM CLUBE FECHA AS PORTAS

Segundo informações o Clube Atlético MG deu por encerradas suas atividades no Futebol Feminino.

No clube, ao perguntar sobre, fui transferido para um ramal que chama e ninguém atende, porém em contato com ex profissionais do clube, o que se sabe é que as atletas foram comunicadas oficialmente de que o Galo Mineiro não manterá sua equipe feminina para a temporada 2013.

Uma infelicidade para o futebol feminino que perde mais um time de camisa e tradição na modalidade!

A goleira Dida, deixou uma mensagem em sua página do Facebook (https://www.facebook.com/goleira.dida) pedindo ajuda às atletas que como ela estavam no Atlético:

"Aos técnicos que tem no meu face de times de futebol feminino no brasil, gostaria de pedir uma ajuda a vcs pra apoiar as meninas do clube Atlético mineiro q hj acabaram de receber uma noticia que acabou o futebol feminino do Atlético mineiro e tem muita menina com talento e triste sem saber oq fazer pra onde ir, não deixe o sonho dessas meninas acabar, der um apoio a elas de emprega elas na equipe... são meninas guerreiras q ama oque faz... só amor mesmo pra continuar sustendo esse sonho e ter aguenta muita humilhação"

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Futebol Feminino 2013 - e pra quem ainda não me conhece, muito prazer, sou Eduardo Pontes



Eu sei que no fundo, talvez não conte muito acreditar em mim, afinal aos olhos de alguns sou apenas um pontinho d'água no meio do oceano!

Mas o que eu posso fazer é me esforçar de alguma forma e acreditar em mim. Vou dando o melhor de mim e uma hora algo acontece, mesmo que eu saiba que as vezes pareço um sonhador.

Sei que o caminho não é fácil, mas vou seguindo em frente, afinal tudo tem a sua hora!

Eu me sinto na responsabilidade de ajudar na mudança, de recuperar a credibilidade e confiança das atletas no futebol feminino.

E eu me cobro todo dia , eu me revolto, eu me chateio por fazer "tão pouco"! Eu não quero atletas rindo quando se fala em melhorias, eu quero transformar a revolta em esperança!

Me sinto impotente várias vezes, fico mal, recebo umas notícias que se eu pudesse chegaria com o pé na porta e jogaria toda a sujeira com nomes e sobrenomes no ventilador! Posso até estar exagerando, mas talvez poucas pessoas queiram tanto a mudança hoje como ou quanto eu!

Eu não quero que a realidade da modalidade mude por mim, mas por me colocar no lugar de atletas e me preocupar com elas! Por saber o quanto é importante!

E se morrer fizesse tudo mudar do dia para a noite, se este tivesse que ser o preço a pagar, eu não me importaria não!

Não sou tão político quanto deveria, gosto de mão na massa, de fazer, mas se hoje a minha arma é a palavra e a formação de opinião, usarei estas da melhor forma para de algum modo ajudar! E mesmo que seja pouco, vou fazendo a minha parte da melhor forma que eu posso com os recursos que eu tenho, porque não aguento mais ver o "país do futebol" assassinando sonhos e enterrando futuros de tantas meninas e mulheres que só queriam o direito de viver jogando um esporte que no mundo inteiro é respeitado, menos aqui dentro. O futebol das mulheres!

Hoje elas mal sobrevivem e recebo mensagens todo santo dia de atletas que desistiram da luta, não por serem fracas, mas por terem que optar em determinado momento entre o sonho e a sobrevivência, em pagar contas, em ajudar seus pais e constituir família, ou viver quebrando a cara, recebendo pouco, sendo desrespeitadas e vivendo de falsas promessas de pessoas que há anos estão no futebol feminino e nunca mudarão a conduta.

Mas como viver de Futebol Feminino se no Brasil isso não se permite? Por isso eu às entendo e respeito as decisões por elas tomadas, até mesmo quando preferem ficar de boca fechada quando certas coisas acontecem! Não concordo com a postura, mas respeito e compreendo!

Na verdade respeito e admiro cada atleta, das mais jovens às mais experientes que decidiram lutar contra as dificuldades e tentar sobreviver duramente do futebol e do que a modalidade pode oferecer no Brasil!

E nossa entidade de administração desportiva? Essa até então demonstra não se importar com o futebol feminino!

Queria que apenas uma pequena parte dos homens que controlam o futebol no Brasil fossem tão homens quanto nossas "meninas" são mulheres de encarar a dificuldade e continuar lutando mesmo quando, ao que parece, no Brasil desejam que elas desistam de tudo!

O caminho é longo, as dificuldades existe, mas eu NUNCA abaixarei a cabeça e eu NUNCA vou deixar de falar, escrever, ajudar, aconselhar e fazer o que eu puder para mudar! E se eu fizer com que as atletas passem ao menos a se questionar mais e saber o que é certo, o que é errado e o que pode ser feito por elas afim de que algo mude, que seja! Ficarei feliz!

Mas sinceramente não sou conformista, não sou daqueles que aceitam dançar conforme a música! Não sou ganancioso... mas sou AMBICIOSO e se vejo pessoas incomodadas com o que escrevo é sinal de que estou no caminho certo, afinal só se incomoda quem sabe que as coisas estão erradas e que provavelmente estão fazendo as coisas de forma errada!

2013 está apenas começando e pra quem ainda não me conhece, muito prazer, sou Eduardo Pontes e estou aqui para falar sobre e cobrar respeito ao futebol feminino brasileiro!

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Uniformes sensuais trariam benefícios pro Futebol Feminino?


Constantemente me perguntam se o Futebol Feminino mais sensual seria benéfico para a modalidade, se atrairia público, geraria salários melhores para as atletas e prestígio para a modalidade.

Desculpem, mas um futebol no estilo "Lingerie League" não pode ser chamado de FUTEBOL FEMININO!

Acho sim que os uniformes dos times precisam ser mais apropriados e voltados para o sexo feminino, afinal muitos uniformes parecem aquela roupa grande do time masculino que sobrou e foi "empurrado" pro time feminino, mas sensualizar em excesso não.

As jogadoras precisam ser valorizadas como mulheres, como atletas e respeitadas! Não é apelando pra sensualidade que isso irá acontecer, muito pelo contrário!

Acho que existem outras formas e outras preocupações a ser tomadas para melhorar a situação da modalidade. Público, salários e prestigio vem de uma organização, planejamento e investimento bem feitos! 

O problema no Brasil é que queremos que as melhorias venham antes da organização, e assim não funciona! 

Além disso, devemos aprender, profissionais, atletas e afins (que querem algo realmente sério) a cobrar e questionar seus direitos e dar idéias de como podemos melhorar! E fazer o trabalho de cada um da melhor forma possível e com seriedade e respeito.

O futebol feminino precisa de RESPEITO, e não é apelando pra sensualidade que isso vai acontecer.

Só acho..

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Futebol Feminino: A formação da base é a base

O futebol feminino brasileiro teve um ano de 2012 não muito bom! Nossas Seleções não apresentaram o futebol que estamos acostumados a ver e ficamos fora do pódio no Mundial sub-17 do Azerbaijão, Mundial sub-20 do Japão, e nos Jogos Olímpicos de Londres.

E quais seriam os motivos desses insucessos?

Muitas podem ser as respostas: A gestão, a organização (ou falta dela), a falta de investimento, falta de sorte, trabalho de base, entre outros. Todas estas questões estão interligadas, mas como eu estou acostumado a falar muito de gestão, hoje falarei de outro aspecto: A BASE!

E qual a importância da formação de atletas, da criação da base?

Foto ilustrativa: Universidade da California Greensboro
É na base que lapidamos o atleta e que promovemos a melhoria do seu desempenho motor e de suas valências físicas e técnicas. Essas chamadas habilidades motoras uma vez aprendidas podem ser influenciadas por fatores psicológicos, fisiológicos ou ambientais (Magill). É através da base e da prática orientada que o atleta vai conhecendo melhor seu corpo, seus limites, aprende como "bater na boa", qual a melhor forma de se posicionar, etc. 

Claro que com a prática do futebol, das brincadeiras da fase de infância, dos piques, golzinhos e afins o atleta já chega à uma equipe sub-15, por exemplo, com uma carga de aprendizagem motora, porém, como dizia Piaget "o conhecimento já vem de dentro, mas pode ter a interferência de fora", e aí entra o trabalho de base, que se bem feito, irá influenciar aquilo que já foi aprendido de forma positiva e auxiliando no aperfeiçoamento e aquisição dessas habilidades.

A base serve também para a observação e aperfeiçoamento dos profissionais que trabalham com o desporto. Esses devem ser escolhidos a dedo pelo clube ou entidade de prática/administração desportiva prezando a formação, trabalhos realizados, desempenho de trabalhos anteriores e acompanhamento deste trabalho anterior de perto para que se possa tirar conclusões e se defina a contratação ou não dos profissionais que serão os responsáveis pelo aprimoramento destes atletas.

Muitas jogadoras conhecidas não tiveram a oportunidade de desenvolver-se ciclo a ciclo, passando pelas categorias de base em seu tempo certo e caminhando assim até chegar a uma seleção principal. Na verdade, a grande maioria das mulheres que jogam futebol no Brasil não tem esta oportunidade, exatamente pela falta de clubes e até de uma política de desenvolvimento e massificação da modalidade no país. Com isso, jogadoras de 17 anos de idade chegam até a Seleção sem dominar os fundamentos básicos necessários e aí, o profissional que está à frente da Seleção necessita "perder tempo" e ensinar estes fundamentos quando na verdade esta carga de habilidades deveriam chegar prontas (ou o mais perto disso) e o treinador deveria apenas fazer um "ajuste fino"! Isso vale não só para as habilidades técnicas/táticas, mas também as questões físicas.

Em países como Canadá, EUA, Japão, entre outros, temos uma preocupação com a formação de base, ou pelo menos um trabalho realizado em escolas e ligas que possibilitam as atletas ter essa vivência necessária para a sua evolução. 

A base não é responsável apenas pela formação física, técnica e tática do atleta, mas também é responsável por sua formação moral e psicológica! Se você é cercado de pessoas que são exemplos de conduta, moral e bons costumes, você consequentemente e naturalmente adquiri estas características.

Não se pode ter uma equipe adulta vencedora se você não tem uma base qualificada e preparada para suprir as necessidades e aguentar as responsabilidades de chegar a uma equipe principal. Uma base bem preparada proporciona anos de gerações vencedoras, proporciona peças de reposição e aumenta a qualidade e a competitividade (que é algo saudável) para a evolução de qualquer equipe.

Por exemplo: O que faremos quando a jogadora Formiga se aposentar? Teremos alguma jogadora com característica para suprir não as habilidades, mas o papel que esta atleta exerce no clube onde atua e na Seleção Brasileira?

E quando a meio campista Sissi parou de jogar, tivemos alguma atleta com suas características e a qualidade/domínio dos fundamentos que ela apresentava?

Sem base não há renovação e sem renovação criamos lacunas no nosso futebol feminino, e de tempos em tempos teremos naturalmente uma queda de rendimento comparado aos demais do mundo do futebol feminino.

Precisamos pensar na base a médio e longo prazo se realmente quisermos um dia alcançar a medalha de ouro olímpica e alcançar o topo do futebol feminino mundial. Existe alguns poucos clubes que realizam este trabalho, porém nestes que já trabalham pensando na base muita coisa ainda pode ser melhorada, muita mesmo!

E como sempre, este não é um problema isolado do futebol feminino. Sempre cito a modalidade por ser meu foco, mas este texto, como muitos outros, são válidos para diversas modalidades do desporto brasileiro.