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Marta se torna maior atleta da história do futebol, mas título não significa nada no Brasil

FUTEBOL BRASILEIRO - Estamos realmente evoluindo?


O que escrevo aqui é o resultado de um ESTUDO da Pluri Consultoria, o qual posto partes e dou meu parecer sobre isso tudo e faço uma comparação para o FUTEBOL FEMININO.




"Nos últimos 3 anos, 80 clubes "pequenos" fecharam as portas, e não é um reflexo de clubes que não conseguiram se manter, mas de por uma inércia de campeonatos que minguam nas mãos de suas federações.

Dos 654 clubes que "restaram" no Brasil, 554 deles ficam sem calendário o ano todo.

Além disso, a média de público nos estádios vem diminuindo a cada dia.

No mundo onde a organização e a estrutura do futebol funcionam, os clubes menores possuem papel importante na cadeia da indústria, coexistindo com os clubes grandes.

Não é um ambiente de perde-perde como no Brasil.

E aqui entra a maior crítica às Federações, que frequentemente usam um discurso que tenta traduzir vício em virtude, ao justificarem a não melhoria do calendário justamente por se alegarem defensoras dos interesses dos clubes menores. Nada mais falso, pois se o calendário ruim machuca os clubes grandes, mata os pequenos, uma vez que os primeiros ainda tem a capacidade de suportar algum nível de prejuízo, luxo a que os menores não podem se dar...

... Tivemos no último Brasileirão um público médio de 12.971 torcedores por jogo. A última vez que a Primeira divisão da Inglaterra teve um público tão baixo foi em 1904 (12.917). Sim, 1904, 109 anos atrás!

Quer mais? 
As segundas divisões da Inglaterra e da Alemanha apresentam público médio superior ao do Brasileirão Série A, e a 4ª divisão inglesa supera a 2ª do Brasil. Se no Brasileirão é assim, o que dizer dos Estaduais, com média inferior a 2 mil pessoas. E enquanto estamos brincando de futebol por 4 meses (1/3 do ano), os grandes clubes Europeus disputam seus fortes campeonatos nacionais além de Europa League, UEFA Champions, etc.

Como podemos almejar ter clubes competitivos em escala internacional assim? Por que nos contentar com esta mediocridade?É possível estancar e reverter o processo. Como em qualquer setor em crise, a melhor alternativa para se superar o problema é entendê-lo em profundidade (a partir de estudos e pesquisas), levantar possíveis alternativas, avaliar o impacto de cada uma delas e implantar com eficiência aquilo que melhor se apresentar. "



E onde está a FEDERAÇÃO NACIONAL? Ela não observa estes fatos? Números demonstram, assim como o nível do futebol que os clubes apresentam, além dos altíssimos valores que os clubes pagam para atletas com pouco talento e habilidade ferindo a saúde financeira dos clubes, que estamos caminhando na contra-mão da evolução! Não é preciso ser um estudioso graduado, pós graduado, doutorado e mestrado pra saber e perceber isso.



Então, me respondam: Se o futebol masculino não vai bem, se o futebol feminino está quase que deixado ao relento e caminhando com suas próprias e poucas forças, se os números e pesquisas demonstram que o problema é a gestão da modalidade, DE QUEM É A CULPA PELO NÃO DESENVOLVIMENTO DO FUTEBOL FEMININO NO BRASIL?



Minha que não é! Precisamos parar de aceitar as coisas como elas são, não podemos aceitar aquilo que nos prejudica simplesmente por medo de falar! Devemos cobrar, questionar, procurar entender e nos posicionar. Lembrem-se que quem fica em cima do muro já escolheu o seu lado!

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