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Marta se torna maior atleta da história do futebol, mas título não significa nada no Brasil

Futebol Feminino brasileiro - Uma comparação com o sistema e a visão empresarial


É comum receber mensagens de pais de atletas ou de atletas da América do Sul que desejam vir jogar no Brasil.

Enquanto isso, mais comum ainda é receber mensagens e conversar com atletas brasileiras que desejam tentar a sorte fora no futebol feminino fora do Brasil.

Atletas mundo à fora vêem o Brasil como uma potência no futebol feminino. Pena que essa não seja a realidade aqui dentro.

A modalidade é deixada de lado, não existe planejamento, não existe preocupação com importantes detalhes que, se cuidados, interfeririam de forma positiva na Seleção, por exemplo.

Por isso que eu estou dizendo que O MUNDO PRECISA CONHECER A REALIDADE DO FUTEBOL FEMININO BRASILEIRO.

De tudo que falta aqui, talvez o mais necessário seja o reconhecimento por quem se diz autoridade e administradora da modalidade no Brasil, de que muito precisa melhorar.

O futebol feminino brasileiro não tem uma identidade, não tem foco no desenvolvimento e manutenção.

Por isso que, como qualquer empresa (sim, o esporte precisa ser visto e tratado como negócio), é necessário planejar, estudar, traçar metas e cobrar os resultados, além de ter uma missão e visão bem definidas, assim como um modelo de trabalho definido.

Nos negócios existem as empresas que nascem e vão a falência. Existem aquelas que apenas buscam se manter no mercado, e existem aquelas que querem chegar ao topo da pirâmide e se manter lá.

O Brasil é a empresa que apenas deseja se manter no mercado. Pouco se esforça, não investe e depende do esforço de seus funcionários (atletas) para se manter lá. Se cobra muito dos funcionários. Estes tem que ser perfeitos, não podem questionar o que acontece e como a empresa é conduzida... faça o seu, ou eu te mando embora e coloco em seu lugar alguém que quer fazer a sua função, pra ganhar menos que você! A coação neste tipo de empresa é constante!

Mas no meio empresarial, toda empresa com esse perfil, em um determinado momento chega a uma bifurcação, uma divisão de caminhos onde ela deve decidir se ruma para a falência de seu sistema, ou se reconhece o erro e muda sua forma de gerir o negócio e então caminha para o crescimento e alcance da excelência dos negócios.

O Futebol feminino brasileiro chega cada dia mais perto desta bifurcação de caminhos e a escolha terá que ser tomada.

A modalidade sobrevive no Brasil apenas pelo esforço de suas atletas e elas já estão cansando de tudo que está acontecendo e como em qualquer empresa quando o funcionário começa a cansar do trabalho ou como ele é conduzido por seus chefes, o rendimento do funcionário cai. Ele finge que trabalha, assim como a empresa sempre fingiu que fez algo por ele.

O futebol feminino brasileiro (termo que eu já tanto repeti neste texto) está deixando de andar pra frente e somente caminha para trás, sendo ultrapassado por outras "empresas"(seleções) e no caso de empresas quem administra sempre sabe que algo está acontecendo, e ou já percebeu e não está nem aí, ou já percebeu e não tem habilidade suficiente para mudar o caso (qualquer pessoa que trabalha em qualquer empresa sabe exatamente como é).

E quando quem administra não se sabe o que fazer, ou contrata alguém para assumir um cargo e fazer aquilo, ou então abre espaço e deixa seu cargo à disposição para alguém que terá condições de fazer o que você até então não fez!

E por que não se faz algo nessa empresa no Brasil?


Comentários

  1. Grande apoio ao esporte Edu...Parabens!!!Se quiser conhecer meu projeto, gostaria muito de compartilhar...LinkedIn.com - Aldo Petrolino ou nosso site:
    www.ferassc.com.br
    24 anos fora do Brasil...20 nos Estados Unidos, 2 Espanha e 2 no Mexico, sempre aprendendo para poder ensinar o Feminino

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