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sábado, 30 de março de 2013

Futebol Feminino: Definidos os semifinalistas da Copa do Brasil

Estão definidas as quatro equipes semifinalistas da Copa do Brasil de Futebol Feminino.

São elas São Francisco-BA, Vitória-PE, São José-SP e Centro Olímpico-SP.

Agora resta aguardar o sorteio que será realizado pela CBF e definirá os confrontos da semi.

Vale deixar claro aqui que a maior competição nacional está marcada, como em todo ano, pela grande dificuldade de se obter resultado das partidas, seja por rádio, facebook ou twitter.

terça-feira, 26 de março de 2013

GESTÃO ESPORTIVA - Futebol feminino: Uma modalidade deve ser pensada como um todo


Nenhum modelo de gestão esportiva é perfeito para sempre. Chega uma hora que deve ser refeito, repensado e modificado. (No caso de muitas modalidade ele chega uma hora que ele precisa ser criado, pois vemos muitas coisas que não são aceitáveis.)

A situação do Vôlei masculino hoje, onde a equipe do Campinas anunciou que encerrou suas atividade e equipes como Florianópolis, Vôlei futuro, São Bernardo e mais uma grande equipe não devem participar do próximo ano da competição ratificam isto.

O planejamento esportivo sofre interferências de diversos fatores e tudo isso deve ser levado em consideração ao pensar no presente de uma modalidade e visar seu futuro.

Espero que essa situação seja revertida, e nada melhor do que a CBV sentar com estes clubes e conversar. Entender suas dificuldades e fatores que os motivam a não dar prosseguimento em suas atividades e auxiliar os clubes e a modalidade em criar ferramentas que possibilitem a manutenção das equipes.

Claro que as equipes também não podem se acomodar e esperar só a Entidade de Administração Desportiva (EAD) fazer algo, pois vale lembrar que o comodismo dos envolvidos com esportes é um dos cânceres de muitas modalidades, e depois é fácil culpar A ou B pelo fracasso provocado pela inércia de cada um diante de situações.

Não é comum vermos a preocupação de EADs com os clubes, mas a verdade é que cada modalidade desportiva é responsabilidade de sua respectiva federação nacional que deve se preocupar em planeja-la desde a sua forma mais pura (esporte participação/lazer) até a sua forma mais complexa (alto rendimento) de forma que se pense no benefício de todos.

E o que acontece hoje no Brasil?

Vamos falar por exemplo do futebol feminino, e deixarei algumas perguntas para reflexão:

1-Existe preocupação por parte da entidade de administração com a massificação do esporte? 
2-Existe preocupação com a criação de campeonatos regionais e nacionais em diversas categorias que oportunizem aos clubes ter mais visibilidade, trabalho de base e consequentemente ter mais chances de um patrocínio?
3-Existe a preocupação em transformar o esporte atraente em todos as suas formas e transformá-lo em negócio rentável para atletas, clubes, federações e patrocinadores?
4-Existe hoje a preocupação com a formação de profissionais para trabalhar com a modalidade, através de clínicas em diversos pontos do país?
5-Existe um calendário organizado da modalidade pensando em todas as interferências de outras competições nas nossas competições nacionais e visando horários atraentes para transmissões de futebol feminino seja por TV ou internet?
6-Existe a negociação com TV, rádio e novas mídias para a cobertura do futebol feminino, onde desta negociação a entidade de administração repasse aos clubes estes valores quase em sua totalidade para que assim tenhamos projetos fortes desde a base que reflitam não só na qualidade das competições mas na qualidade das atletas que serão cedidas às seleções?
7-Existe fiscalização sobre os profissionais e cumprimento dos direitos legais e profissionais das atletas?
8-Existe a visão de que Seleção e a modalidade são coisas que se correlacionam, mas que são diferentes?

Enfim, o que quero dizer é que não adianta fingir pensar e dizer que algo se faz em uma modalidade. Não adianta querer fazer de conta que está fazendo algo e não ter, de fato, um planejamento coerente, de longo prazo, com metas de curto e médio prazo para que assim possa-se balizar e avaliar se o planejamento está sendo seguido e os objetivos estão sendo alcançados ou serão alcançados no longo prazo.

A modalidade é um todo e assim deve ser vista e pensada por nossos gestores esportivos, que pelo que vemos estão cada dia precisando de uma reciclagem, pois mesmo tendo bagagem profissional e estudo, acabam deixando a desejar.

Já falei muitas vezes e continuarei repetindo que 'planejar errado e não planejar acabam tendo o mesmo resultado', e que 'não importa a sua bagagem e conhecimento se você não souber ou não quiser transformar o saber em algo concreto que beneficie a modalidade como um todo e não somente uma meia dúzia de indivíduos'.

No caso do futebol feminino, estamos muito longe de uma ação concreta e não sou eu que falo, são as situações que acontecem à cerca de 30 ou mais anos, e que se repetem até hoje que comprovam e reafirmam tudo isso.

Claro que existe o comodismo de muitas pessoas que se preocupam mais com o próprio umbigo do que com a modalidade e este comportamento, que é um fardo, reflete diretamente no que vemos do futebol feminino hoje.

É óbvio que não dá pra fazer futebol feminino pensando apenas no próprio umbigo. O que está em jogo é o interesse de todos e por isso deve haver união para que a situação mude. 

Assim como não adianta pensar no próprio umbigo, não adianta pensar somente em seleção, não adianta pensar em lucro para apenas uma parte. Ou se pensa na modalidade como um todo ou o que vai acontecer é que por décadas e mais décadas continuaremos passando pelas mesmas situações e nada mudará.

Temos potencial, temos material humano de qualidade, temos a habilidade, temos a superação, mas nos falta  planejamento, ações e foco no todo e isso todo mundo sabe. O que espero é que mudanças comecem a acontecer e a modalidade cresça e que nossas meninas possam viver do desporto, estudar, visar um futuro melhor.

Se a coisa for feita da forma correta, todo mundo sai ganhando.

domingo, 24 de março de 2013

Futebol Feminino: Copa do Brasil - Resultados da Rodada do fim de semana

Resultados de partidas da Copa do Brasil válidas pelas oitavas de final.

O São Francisco-BA é o primeiro classificado para as quartas de final. Empatou o primeiro jogo em casa (1 x 1) e empatou o segundo fora de casa (2 x 2), eliminando assim o Internacional-MA pelos gols feitos fora de casa.

No jogo deste sábado, o São José-SP viajou ao Rio de Janeiro onde enfrentou o Duque de Caxias-RJ e venceu por 3 x 2 e agora fará o jogo de volta no próximo dia 30/03, sábado, às 16hs, em São José dos Campos.

O Vitória de Santo Antão-PE recebeu o Sport Recife-PE, em casa, e venceu pelo placar de 1 x 0. Agora farão o jogo de volta no dia 30/03, às 15:00h. Segundo informações o Sport pode solicitar alteração deste jogo para o horário das 21hs.

O Centro Olímpico-SP viajou para Caçador-SC, onde enfrentou a equipe do Kindermann. O jogo acabou com o placar de Kindermann 1 x 3 COTP. O Centro Olímpico venceu o primeiro jogo por 6 x 0.

Centro Olímpico-SP e São Francisco-BA são as primeiras equipes classificadas para as semi-finais da Copa do Brasil.

segunda-feira, 18 de março de 2013

A gestão do esporte e o futebol feminino


Qualquer pessoa que entenda de gestão esportiva sabe que amistosos da Seleção não mudam a situação do futebol brasileiro. Incluo nisso também o futebol feminino, lógico. (e vale também para outras modalidades)

A gestão à nível de seleção é importante, mas é incompleta se não houver uma gestão da modalidade como um todo.

É necessário pensar nos clubes, na base, nas atletas, nas competições, na formação, na massificação e popularização do esporte, em fazê-lo atraente e consequentemente lucrativo para as partes envolvidas.

É importante planejar, traçar metas, pensar e executar ações para alcançá-las e tornar a modalidade forte.

Se a modalidade não for forte desde sua base, sua seleção não será forte o suficiente para se manter no topo. 

Uma base forte representa "peças de reposição" para uma seleção, mantendo ela forte mesmo quando ocorrer a transição de atletas entre categorias e até mesmo a "aposentadoria" de atletas numa seleção principal.

Chegar ao topo é difícil, porém ainda mais difícil é manter-se nele, e sem uma modalidade forte podemos até alcançar o topo, mas se manter nele será complicado afinal diversos países estão se planejando e procurando melhorar como Gana, Colômbia, Canadá, EUA, Japão, Alemanha, Portugal, Guiné Equatorial, Austrália, Suécia, Venezuela e muitas outras.

Infelizmente não vejo a nossa entidade de administração desportiva (EAD) tendo essa preocupação com a modalidade. 

Pensar na Seleção e pensar na modalidade são coisas diferentes. Pensar na Seleção não muda a modalidade, mas pensar na modalidade pode mudar de uma vez por todas o presente e o futuro de nossa seleção nacional.

sábado, 16 de março de 2013

Estrutura no Futebol Feminino brasileiro


Venho aqui expressar meu ponto de vista sobre a questão de estrutura de clubes de futebol feminino no Brasil.

Pra começar, todo clube deve ter um setor/profissional responsável por divulgar as coisas que acontecem como parcerias, patrocínios e estrutura. Acho que isso é básico para qualquer clube que quer ter uma visibilidade nesse sentido, afinal não adianta querer aparecer sem trabalhar isso. 

É uma iniciativa que deve sempre vir do clube.

Quanto a elogios de sobre a estrutura, sou bem crítico, pois acho que não temos que enaltecer ou super valorizar aqueles que fazem apenas aquilo que é necessário e todo clube deveria POR OBRIGAÇÃO fazer.

Um dos problemas do futebol feminino é que as pessoas fazem muito pouco, deixam muito a desejar e acham que estão fazendo algo surpreendente.

É o famoso comportamento amador que vem de pessoas que muitas vezes tem estudo e bagagem profissional, mas se acomodaram em algum ponto da caminhada e passam a fazer o que todos os outros fazem. 

No Brasil temos que parar de achar que fazemos algo diferenciado quando estamos fazendo só o que é necessário, e muitas vezes muito menos do que o necessário.

Cada um sabe o que pode fazer, o que não tem condições de fazer, e se faz ou não tudo que realmente poderia.

sexta-feira, 15 de março de 2013

Até quando vamos achar que o futebol brasileiro está evoluindo?

Fonte: Google.com (busca)

O futebol Brasileiro é mesmo digno de riso zombeteiro. Um time ganha sete partidas seguidas e na sequência perde dois jogos (são 7 vitórias em 9 jogos), já se fala em pressão, demissão.

Enquanto colocarem resultados à frente do planejamento continuará a dança das cadeiras e técnicos cairão mesmo com pouco tempo de trabalho.

Será que não sabem que o resultado é advindo de um planejamento bem feito? Será que não entendem que o planejamento não depende só do técnico, mas do que o clube oferece ao grupo, ao profissional, o apoio e tudo mais?

Talvez essas questões reflitam o amadorismo dos dirigentes do futebol brasileiro. Amadorismo presente nos clubes, nas federações estaduais e até na federação nacional!

Dirigentes não são considerados amadores pela falta de estudo, afinal a maioria tem uma bagagem educacional e até profissional, mas sim por suas atitudes e pela falta bom senso.

Hoje o futebol brasileiro, a meu ver, está muito abaixo do nível que pode oferecer e como disse outro dia o grande professor Valdir Espinosa em uma análise sobre o futebol jogado: "deixamos de jogar nosso jogo e estudar como parar os adversários e isso faz diferença nos resultados", ou seja, estamos involuindo dentro e fora dos gramados.

Precisamos mudar o pensamento, precisamos mudar de atitude e principalmente precisamos de novos nomes e perfis à frente de vários esportes, não somente o futebol!

O futebol brasileiro pode ser muito melhor, pode ser mais povão e ao mesmo tempo mais lucrativo, os clubes podem ser mais competitivos, a paixão das torcidas recheadas de famílias, mas pra isso acontecer é necessário que o planejamento aconteça afinal a torcida não planeja nada, ela é apenas resultado do que os dirigentes fazem ou não dentro de seus clubes ou instituições e nossa média de público deixa claro que planejamento não é algo que vem sendo feito, pelo menos não da forma correta.



Ainda falando de futebol e evolução...


E o futebol brasileiro continua achando que está evoluindo?

Ainda na pegada do texto acima, uma reportagem que vi hoje mostra que de fato há muito o que mudar e melhorar. 

Será que nossa confederação não enxerga estes problemas ou será que enquanto está sendo lucrativo para seus cofres (mesmo que isso signifique manter o futebol brasileiro,masculino e feminino, na mediocridade) o restante não importa?

Várias situações no futebol masculino e feminino nos mostram que não precisamos nem questionar a competência da nossa entidade de administração desportiva. Essa competência já foi posta à prova faz muito tempo!

Olhem esta reportagem: 

Após bater público do Brasileirão, liga dos EUA prevê superar europeus em 10 anos



terça-feira, 12 de março de 2013

Minha declaração de amor...


Você entrou na minha vida quando eu menos esperava.

Aos poucos fui te entendendo melhor, te admirando mais.

Fiquei encantado porque mesmo com todas as dificuldades você se mantinha ali, querendo crescer, dando tudo que tinha, mesmo que muitos lhe falassem que isso não era nada, que você não iria conseguir.

Você ali, linda, charmosa. Um pouco sofrida é verdade, mas linda aos olhos de que sabia ver que você era diferente, que era especial e só precisava ser cuidada.

Comecei a comprar suas brigas, passei noites em claro buscando uma forma de te ajudar, de te fazer feliz. Fomos ficando cada dia mais próximos, mais íntimos.

Foi aí que percebi que já estava apaixonado, que tinha encontrado meu rumo, meu porto seguro e que não seria capaz de ser realmente feliz sem ter você na minha vida.

Um dia então te abracei e perguntei se você me aceitaria na alegria ou na tristeza, na saúde ou na doença, na vitória e na derrora. Perguntei se eu era realmente digno de fazer parte da sua história.

Você se aninhou em meu peito e disse que haveriam muitas barreiras e dificuldades a vencer, pessoas que iriam criticar e questionar, que meu sentimento seria posto à prova... E com sorriso nos lábios e brilho nos olhos eu falei que nada disso importava, afinal foi vendo sua luta que por ti me apaixonei e com você que queria ficar por toda minha vida.

Você sorriu, eu te abracei ainda mais apertado e me declarei: 

EU TE AMO, FUTEBOL FEMININO!!!

Estamos juntos até hoje e temos a certeza de que nada pode nos separar.

Eduardo Pontes

segunda-feira, 11 de março de 2013

Futebol Feminino: Não adianta apenas pensar à nível de Seleção.

Muito se fala em renovação na Seleção Brasileira de Futebol Feminino no sentido de possibilitar que  atletas menos conhecidas tenham a oportunidade de vestir a camisa e servir à seleção nacional.

Porém, muitos outros fatores necessitam ser observados e levados em consideração caso se queira realmente fazer uma seleção forte.

No Brasil não temos a cultura de observação de atletas em todo território nacional. Técnicos da Seleção geralmente convocam atletas dos times mais conhecidos e até pedem opinião para atletas de sua confiança sobre que atleta teria condições de servir à seleção.

Falta planejamento à nível estadual, regional e nacional para o futebol feminino, que deveria ser feito pela entidade de administração do desporto no país, o que dificulta a formação de novas atletas e o desenvolvimento da modalidade pois é a base e os clubes que formam atletas e lapidam os talentos para que cheguem à seleção com qualidade. 

Falta também um processo de observação eficaz, ou diria que falta de fato OBSERVAR e se não somos capazes de observar clubes e competições em todo país, além de não estimularmos os clubes e dirigentes a fazer um trabalho mais sério e de qualidade, nunca oportunizaremos de verdade uma renovação plena e assim, sem observar perdemos talentos que tem grande potencial e talvez nunca poderão mostrar isso ao país e ao mundo.

Ainda falando de renovação e observação, acredito que não possamos deixar de observar atletas brasileiras que atuam no exterior, como nas Ligas Universitárias dos Estados Unidos. Toda atleta brasileira deve ter ao menos a esperança de jogar pela seleção afinal todas tem este direito, porém se não forem vistas porque no país falta uma política de observação bem definida, estaremos tirando delas algo que lhes pertence e mantendo a visão de que o futebol feminino brasileiro não tem jeito.

A não observação de atletas à nível nacional e internacional são reflexo da falta de um planejamento global para a modalidade.

Não adianta apenas pensar à nível de Seleção. Se quisermos chegar ao topo do mundo, precisamos pensar na base base, nas atletas, seus direitos trabalhistas, nos clubes (direitos, deveres, benefícios,etc), nas papel das federações estaduais, nos estados, nas regiões do país, no país como um todo e aí sim criar critérios, formas de trabalho, pensar e criar campeonatos de base, calendário nacional, observação dos profissionais dos clubes (conduta, trabalho, resultados,etc), objetivos do planejamento, cobranças e períodos de avaliação e reavaliação do planejamento e só aí poder pensar em Seleção Nacional.

Chegar ao topo não depende apenas de como se pensa no nível de seleção, pois focar em um "trabalho temporário" para competição A ou B em nada muda a situação do futebol nacional e é sem um futebol nacional forte não se pode ter uma seleção realmente forte, seja na base ou na principal. 

É nos clubes que se formam e lapidam as jogadoras, seu caráter, seu conhecimento e entendimento de situações, formas de trabalho, disciplina dentro e fora dos gramados, qual a função de cada posição de jogo e esquemas táticos, movimentação, etc, fatores que já precisam chegar amadurecidos à nível de seleção. E quando esse amadurecimento não ocorre se perde tempo para corrigir fatores que deveriam ter sido trabalhados durante toda formação da atleta que deveria ocorrer a partir dos 14 anos, pelo menos.

Vale lembrar que a culpa de não chegar com qualidade à Seleção não é culpa da atleta e sim da falta de planejamento nacional do futebol feminino como um todo. Temos atletas muito habilidosas, mas que precisam aprender muitas outras questões.

Não planejar é "dar um tiro no pé" ou apenas confirmar uma falsa demonstração de preocupação com a modalidade onde se diz preocupar, mas no fundo pouco se faz para que a medalha de ouro se torne realidade.

E mesmo que planejar a seleção dê certo e consigamos a tão sonhada medalha de ouro, dentro de alguns anos teremos uma queda natural de rendimento e aí teremos que repensar novamente a seleção. 

Não é melhor planejar a modalidade como um todo e ter um ciclo contínuo de atletas talentosas, de peças que possamos utilizar na seleção sem que o rendimento seja reduzido e na verdade até mesmo proporcionando que o rendimento somente cresça, afinal trabalhamos atletas desde jovens para servir à seleção?

Como falei antes, de nada adianta pensar apenas em seleção! O que abastece nosso selecionado nacional são clubes, é a base e sem desenvolver isso, estaremos apenas entre as melhores do mundo, mas nunca seremos de fato as melhores do mundo, estando no topo e sendo reconhecidas como exemplo a ser seguido.

Exemplo a ser seguido é exatamente o que não somos hoje.

quinta-feira, 7 de março de 2013

Futebol Feminino:Talento brasileiro que é sucesso no exterior - Mariana Brito Neves, a Mary Person.

Foto: Arquivo pessoal da atleta
Ela é natural de Mogi Guaçu, município da cidade de São Paulo. Conhecida em sua cidade natal, mas uma "desconhecida" para o futebol feminino brasileiro, Mariana Brito Neves, a Mary Person é conhecida, admirada e respeitada no futebol feminino dos Estados Unidos.

Jogadora de habilidade, inteligência e personalidade, faz bom uso das palavras, das ideias e de seu futebol, e decidiu assim como outras brasileiras em conciliar o esporte com o estudo de qualidade fora do país, uma vez que aqui não existe muitas oportunidades em um cenário onde o futebol feminino ainda caminha e luta por reconhecimento e aceitação até mesmo da entidade de administração de futebol do país.

Tive o prazer de fazer algumas perguntas à ela, Mary Person, para saber um pouco mais sobre ela, o que pensa e o que vive no mundo do futebol.


EP (Edu Pontes) - Como o futebol aconteceu na sua vida?
Mariana - Minha família sempre incentivou a prática esportiva. Minha mãe sempre gostou muito de futebol e meu pai foi goleiro. Mas comecei a gostar mesmo quando assisti a minha primeira Copa do Mundo (1990) e ali me apaixonei pelo Maradona.
EP - Quais os clubes onde passou e onde está jogando atualmente? 
Mariana - No Brasil posso dizer que me fiz jogando futebol de salão e aí fui meio que cigana da bola. Joguei em times pelo interior de São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Paraná. Tive uma breve passagem no futebol de campo pela equipe AJA- Jaguariúna e em seguida já me transferi pros States. Aqui estou indo pra minha 5° temporada,no meu terceiro time. (2009-2010 Cochise College, 2010-2012 NMHU e desde agosto de 2012 até o presente momento no Goshen College).


EP - Pra você qual a importância dos estudos na vida de uma jogadora de futebol?
Mariana - O estudo é válido e importante na vida de qualquer pessoa,independente do segmento de vida dela. Acho que na condição de atleta é ainda mais importante,porque os atletas estão ainda mais vulneráveis em questão de direitos como FGTS, aposentadoria. Infelizmente hoje é normal saber de jogadores de futebol que dedicaram uma vida inteira ao esporte e que hoje passam dificuldades, porque não estudaram ou não se deram conta que uma hora o corpo pede arrego. O futebol será algo que vai permanecer comigo a vida toda,mas eu tenho consciência de que não serei jogadora pra sempre. É preciso ter algo que te dê uma segurança no futuro e o estudo é chave pra isso.

EP - No Brasil você ainda é pouco conhecida, mas nos EUA você é referencia. Como é isso pra você?
Mariana - Eu nunca tive a pretensão de ser famosa ou qualquer coisa desse gênero. É até um pouco estranho pra mim quando me abordam com esse tema de "que eu sou referência". Mas inegavelmente hoje eu percebo um interesse maior das pessoas para comigo e eu acho bacana. É legal saber que eu consegui me tornar a mulher que eu queria ser quando criança.

EP - Gostaria de jogar na Seleção Brasileira?
Mariana - Muito,quem não?! A verdade é que se você tem amor pelo o que você faz, você sonha com isso todos os dias. Poder ter a chance de chegar à esse momento seria a cereja do meu sundae. Mas eu sei que preciso trabalhar muito pra conseguir alcançar essa meta.

EP - O que levaria do futebol feminino dos EUA para o Brasil?
Mariana - Eu não vou me isentar dessa resposta.Levaria tudo. Mas é preciso esclarecer que esse tudo diz respeito a organização,a estrutura, o respeito, a disciplina e ao trabalho que é desenvolvido aqui. Em relação à jogadoras eu acredito que o Brasil ainda dispõe das melhores. O que falta é essa soma de fatores que citei à cima.

EP - As pessoas falam que você está sempre bem vestida. O que você tem a dizer sobre isso?
Mariana - risos (tímida) Ah eu fico feliz, e acho engraçado na maioria das vezes. Não sei porque as pessoas tendem a achar que só porque eu sou jogadora de futebol, eu irei aparecer de calção e chuteiras em todo lugar. Nunca vi as pessoas acharem isso de uma bailarina por exemplo. 

EP - Quais são seus ídolos na vida e no esporte?
Mariana - Eu me sinto uma privilegiada de poder dizer que a minha maior inspiração é a minha mãe. Pessoa de suma importância na minha vida, tudo o que eu vou fazer ou decidir eu penso se seria do agrado dela ou não que eu fizesse. Dentro do esporte gosto muito da Daiane dos Santos, vibrei muito com o Guga mas ainda acho o Senna imbatível nesse quesito idolatria. Como figura pública na minha opinião o maior de todos é o Mandela,acho que dificilmente alguém deixará uma história tão bonita quanto a dele.

EP - Como você espera ver o futebol feminino no Brasil dentro de alguns anos?
Mariana - Espero que em breve o futebol feminino deixe de ser promessa, e que realmente seja aceito e praticado com dignidade no Brasil. Mas acredito que essa mudança só será possível com a mudança de postura das próprias jogadoras. Nós jogadoras que estamos na ativa agora, temos por obrigação lutar e reivindicar por um espaço maior. Para que as próximas gerações de jogadoras não precisem passar pelas mesmas dificuldade e descaso que a grande maioria de nós sofreu.

EP - Você tem uma agência de intercâmbio esportivo para atletas que queiram jogar e estudar no exterior - a Step Up Sports Management. Como surgiu esta ideia?
Mariana - Surgiu da minha própria história dentro do futebol. Da dificuldade em se conseguir um time, do descaso alheio e da minha vontade em tentar mudar isso ao me redor. Fico feliz em saber que hoje posso usar a minha própria bagagem de vida pra ajudar a realizar o sonho de terceiros.

EP - O que tem a dizer sobre a experiência de jogar e estudar fora do Brasil? Você recomenda?
Mariana - Foi sem dúvida nenhuma a decisão mais acertada da minha vida. Sou muito agradecida a oportunidade que eu tive de poder vivenciar isso. São quase 5 anos de uma experiência de vida sensacional. Poder jogar e estudar aqui, estar diariamente em contato com pessoas de outras nacionalidades e culturas me despertou pra novos horizontes. É uma experiência realmente riquíssima e que vale muito a pena.

EP - Se não fosse jogadora de futebol, o que seria?
Mariana - Com toda convicção do mundo:  seria esquizofrênica (risos). Eu nunca tive um plano B. Sempre me vi como jogadora de futebol, nunca me imaginei sendo outra coisa. Fico realmente feliz em saber que consegui chegar aonde sempre sonhei.

EP - Que frase leva com você pra toda vida?
Mariana - Eu acho que depende muito do momento em que eu estou vivendo. Difícil pensar em uma única frase. Existem duas que eu acabo repetindo sempre e viraram uma espécie de mantra. A 1° é :  "A criança que você foi,se orgulharia do adulto que você se tornou?" e uma passagem bíblica que diz:" Porque nós sabemos, que o sofrimento produz perseverança, a perseverança o caráter, e o caráter esperança." Romanos 5:3-4

EP - O que tem a dizer aos seus fãs e seguidores da sua página oficial no facebook?
Mariana - Eu quero aproveitar o espaço e realmente agradecer de coração a todas as pessoas que me deixam mensagens de carinho,conforto e admiração seja por todas as redes sociais que eu costumo usar. Realmente faz a diferença, descansa meu coração saber que existem pessoas que realmente torcem e se importam conosco, sem contar que essa vibe toda dá aquele gás que falta em muitos momentos.


Foto: Arquivo pessoal da atleta


Aos interessados segue os links da página oficial da atleta no facebook e a página da sua empresa:


Página oficial no Facebook:  www.facebook.com/MarianaBritoNeves

Página de sua empresa de intercâmbio esportivo: www.facebook.com/pages/Step-Up-Sports-Management/394372960637876?fref=ts

quarta-feira, 6 de março de 2013

Futebol Feminino - Vídeo de FRANÇA 2 x 2 BRASIL


Replay France Brésil por ffftv

O Rio de Janeiro - Cidade Olímpica. Legado pra quem?


blogs.lancenet.com.br / (Foto: Álvaro Rosa) 
O Rio de Janeiro - Cidade Olímpica.

Como os governantes de um estado como o Rio de Janeiro podem se gabar de Copa e Olimpíada se não conseguem lidar nem com a chuva?

Essa foi a pergunta que eu me fiz novamente ao ver a situação do estado com alguns minutos de chuva forte que castigou diversos pontos da cidade ontem, terça-feira.

O Rio de Janeiro não consegue lidar com uma chuva. Nossas vias urbanas não conseguem lidar com uma colisão de veículos, um carro enguiçado, ou simplesmente com o fluxo de veículos e com isso os congestionamentos são comuns.

Nossa saúde tem hospitais sempre lotados, Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) em que você demora horas para ser atendido, onde faltam médicos e que custam caríssimo para serem mantidas.

Nossas escolas públicas não formam ou preparam os jovens. Parecem apenas terras do faz de conta. Faz de conta que ensinamos algo, mas o jovem sai da escola demonstrando toda sua capacidade de falar um português errado, a capacidade de errar contas simples de matemática e a capacidade reduzida de leitura.  E a culpa não é dos professores, que quase apanham de alunos e são agredidos de diversas formas todos os dias.

Nossa segurança tem a polícia tomando conta dos morros e dando entrevistas na TV em que um coronel, delegado ou afim diz "olha, ocupamos a comunidade X e no próximo dia 9 estaremos ocupando a comunidade Y" parecendo deixar claro que é um recadinho para os indivíduos saírem de lá e quando a ocupação ocorre informam que "tomamos a comunidade sem dar um só tiro" mas também sem prender nenhum traficante, certo!? Enquanto isso, outros pontos da cidade vão "recebendo" a ilustre visita de meliantes e perdendo a antes tão glamorosa tranquilidade.

Temos cracolândias à céu aberto! Temos jovens cheirando cola e solventes à poucos metros do prédio da Prefeitura do Estado do Rio de Janeiro, os mesmos jovens que assaltam pessoas nos pontos de ônibus também próximos à prefeitura! Temos transportes públicos deficientes assim como saúde, segurança, esporte, educação, cultura.

Isso tudo é visível ao carioca que sofre com estes problemas cotidianos, e aí faço outra reflexão pra tentar esclarecer e finalizar essas questões:

Os problemas são comuns, cotidianos eu diria, e acontecem há décadas. Estes problemas tão claros não teriam solução ou na cidade olímpica é mais importante lucrar com obras onde nossos políticos tem a cara de pau de dizer que são "melhorias para o povo" ou ainda "legado para a população"? Que legado é esse? O do medo de pegar um ônibus sem saber se hoje terá assalto ou não? O legado de andar agarrado à sua bolsa prestando atenção em tudo e todos por que um jovem drogado pode lhe abordar no centro do Rio de Janeiro?

Eu não jogo golfe, não me hospedarei em nenhum resort no estado, não receberei nenhum centavo dos Royalties do Petróleo, não entrarei na Copa e na Olimpíada de graça, não disputarei a concessão do "novo" Maracanã e não terei lucro por ter auxiliado o estado com financiamento nas obras.

É, chego à conclusão de que não somos uma cidade olímpica e sim uma cidade hipócrita, afinal nossas praças estão sem projetos esportivos/sociais, os centros esportivos de qualidade e boa estrutura encontram-se abandonados, não formamos mais talentos como antes e se meninos e meninas seguem em frente e se tornam alguém na vida é mais pelo esforço de seus pais e determinação pessoal do que pelo que o governo nos oferece.

Na verdade, o que o governo nos oferece? Alguém que não é capaz de resolver alguns "simples" problemas de décadas pode se gabar de estar criando um legado para o povo e seu estado?

Acho que está bem claro que o legado não vai ficar pra mim, nem para você que está lendo. 

O legado existe? O Rio de Janeiro está melhorando? Os eventos esportivos farão diferença nos serviços e necessidades básicas do cidadão?

Acho que sem muito esforço todos nós já sabemos as respostas!

terça-feira, 5 de março de 2013

Pra chegar onde ninguém chegou é preciso fazer coisas que ninguém fez!

Pra chegar onde ninguém chegou é preciso fazer coisas que ninguém fez!

É preciso acreditar em você em seu sonho! É necessário ter foco!

O que diferencia o vencedor do perdedor é que o vencedor decidiu seguir em frente mesmo quando a vida lhe bateu com força e pareceu até lhe faltar chão. O vencedor caiu e levantou quantas vezes foi necessário e acreditou no seu potencial mesmo quando ninguém acreditava em seus objetivos.

É preciso saber onde se quer chegar e o que é preciso fazer para chegar até lá. 

O caminho não é fácil! A trajetória é cheia de obstáculos, mas é preciso seguir em frente, fazer ajustes no seu planejamento de como chegar até lá, mas nunca mudar seu foco. 

Eu sei o que quero, sei onde quero chegar e sei o que preciso fazer pra alcançar meus sonhos. 

As vezes é preciso estar acordado enquanto os demais dormem, é estar em casa estudando, indo a eventos e se atualizando enquanto muitos estão em festas e curtindo o fim de semana. É preciso abrir mão de muitas coisas para ir onde muitos não conseguiram e onde você deseja chegar. 

Abrir mão de tantas coisas é o que vai definir qual o tamanho do seu apetite para o sucesso. O quanto você está disposto a se empenhar para chegar lá? O que você está disposto a enfrentar para alcançar seus objetivos? 

Lembre-se que o vencedor só tem um concorrente: Ele mesmo! E é preciso se superar a cada dia, fazer o seu melhor, reconhecer seus erros e buscar acertar na próxima tentativa e na próxima, e na próxima e na próxima. 

É preciso seguir em frente mesmo quando se está cansado e com vontade de abandonar tudo! Afinal, olhe para trás e veja tudo que já percorreu ... vai desistir para ter que recomeçar um algo novo? construir um sonho que talvez nem seja o seu? 

Dedique-se, arrisque, tente, levante quantas vezes for necessário e aí, vai alcançar o sucesso e verá que depois dele ainda há muito o que conquistar! Não se acomode, não descanse, não desista! 

E então, qual o tamanho do seu apetite para o sucesso? 

domingo, 3 de março de 2013

Seleção Feminina - Amistoso Brasil x França (desconvocação)

A Seleção Feminina viaja neste domingo, 3 de março, no voo AF 443, para a França, onde enfrentará as donas da casa duas vezes, nos dias 6 e 9, em Nancy e Rouen, respectivamente. (info em www.cbf.com.br)

Os jogos acontecem às 14:30h e 16:50h (horário de Brasília).

As atletas Nicole, Auinã, Ludmila(Pepe) e a lateral Giovanna foram desconvocadas e não viajam com o grupo.

sábado, 2 de março de 2013

FUTEBOL FEMININO - Resultados de sábado da Copa do Brasil


Jogos de sábado encerrados (jogos de volta das oitavas de final):

São Francisco-BA* 6 x 0 Força e Luz-RN 

ADI Foz-PR 0 x 0 Duque de Caxias-RJ*

Internacional-MA* 2 x 0 Esmac-PA 

Vitória-PE* 2 x 2 Caucaia-CE 


obs: *times classificados para as quartas de final

Amanhã, domingo, dois jogos completam a rodada:

15:30h - Kindermann-SC x Vasco-RJ
16:00h - Iranduba-AM x Sport-PE 



O único jogo que ficará pendente é o do São José-SP x CRESSPOM-DF, jogo que ocorre dia 16/03 às 17horas.

Lembrando ainda que a equipe do Centro Olímpico-SP já está classificada para as quartas de final pois venceu a Portuguesa-SP no jogo de ida pelo placar de 6 x 0.