Pular para o conteúdo principal

E o juiz apita o fim do jogo: Este blog chegou ao fim.

Futebol Feminino: Com mais de 8 milhões de mulheres praticando futebol no Brasil, por que a modalidade é deixada de lado?



O mundo busca evolução na modalidade e a cada dia federações mundo à fora informam investimento e criação de competições, trabalhos de base e afins em seus países para o desenvolvimento do esporte.


O futebol feminino se mostra cada vez mais atraente em todo o mundo e aqui, na Terra de Garrincha, Pelé e IGUALMENTE de Martas, Formigas, Suntaque, Marias, Fernandas, Mariléias, Mirians, Vanessas, Brunas, Carolinas e Cristianes e afins, não pode nem deve ser diferente. Opa, não poderia, mas é!


Para demonstrar como o mercado pode ser interessante, vamos a alguns dados:

  • A média de público no mundial feminino da Alemanha é maior do que a média de público no campeonato brasileiro de futebol masculino; 
  • As mulheres são responsáveis por 66% do consumo das famílias brasileiras, representando R$1,3 trilhões por ano (Sophia Mind); 
  • Segundo último censo do IBGE existem 3.941.819 milhões de mulheres a mais do que homens no Brasil, totalizando assim 99.941.819 milhões de mulheres (cerca de 51,9% da população); 
  • Até 2008, antes do “boom” do esporte no Brasil, 30% das mulheres praticavam alguma modalidade esportiva, representando em números atuais aproximadamente 34.876.800 mulheres no esporte, onde ¼ joga futebol (8.719.200 mulheres) (estimativa); 
  • 92,9% da população feminina tem idade entre 0 e 59 anos, idade excepcional para diversas oportunidades de marketing e comércio de serviços e produtos do esporte e outros; 
  • Apesar destes dados, no brasil temos apenas aproximadamente 9.907 jogadoras cadastradas no país (Fonte FIFA). 

Continha rápida: temos 99.941.819 milhões de mulheres no Brasil, 8.719.200 milhões aproximadamente jogando futebol e destas apenas 0,011% estão registradas (aproximadamente)!

Se esses dados não mostram que o futebol feminino pode ser um mercado super atraente e que podemos nos tornar uma potência mundial na modalidade, me desculpe, vou ali mudar de nome e já volto! 

Essas informações citadas só mostram que não há porque não investir no futebol feminino e na mulher de um modo geral. Hoje elas dominam o ranking da maioria de pesquisas, recebem salários equivalentes aos homens em muitas profissões, são as principais consumidoras e influenciadoras no que se refere a aquisição de bens, produtos e serviços. São destaque também em muitas modalidades esportivas.

O mundo evolui enquanto o Brasil vai ficando pra trás no futebol feminino. O país possui uma grande quantidade e qualidade de mulheres que jogam futebol.

Qual o problema... machismo, comodismo, incapacidade de fazer o futebol feminino crescer ou simplesmente a falta de interesse?

Se qualquer esporte que recebe investimento cresce no Brasil, como vôlei, rugby, futsal, basquete, corrida de rua... por quê será que o futebol feminino não muda?

Acho que alguém por aqui não quer se dar ao trabalho de desenvolver o futebol feminino e tornar a pedra bruta em diamante! Mas eu garanto que se já fossemos um diamante, ia ter muita gente querendo ser o pai da criança!

Comentários

  1. Este comentário foi removido por um administrador do blog.

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Deixe seu comentário, opinião, dúvida ou sugestão! Um abraço, Edu Pontes!

Postagens mais visitadas deste blog

O futebol feminino parou, mais uma vez, o país do futebol masculino

Sexta-feira, dia 12 de agosto de 2016. 
Às 22 horas, a Seleção Brasileira de Futebol Feminino entraria em campo já sabendo que as seleções de França e EUA foram eliminadas por equipes consideradas azarões.
O Brasil, começou a tarde desta sexta sabendo que, caso passasse da seleção da Austrália, encararia o vencedor de EUA x Suécia. Logo, saber que a seleção americana havia sido eliminada e não teria a chance de ser nosso algoz nas semifinais já era um peso a menos nas costas de nossas atletas.
Iniciado às 22 horas, o jogo contra a Austrália foi uma mistura de tensão e responsabilidade, fatores que aparentemente pesaram muito e que geraram um nervosismo a cada minuto que se passava e a bola não entrava para que o placar ficasse à nosso favor.
No tempo normal, nada de gols. Então que venha a prorrogação!
Ela veio, com mais nervosismo e tensão ainda. Vale destacar que precisamos clonar a Formiga, pois essa jogadora é fora de série e ninguém joga como ela.
O jogo foi rolando, brasileiros…

Pra chegar onde ninguém chegou é preciso fazer coisas que ninguém fez!

Pra chegar onde ninguém chegou é preciso fazer coisas que ninguém fez!

É preciso acreditar em você em seu sonho! É necessário ter foco!
O que diferencia o vencedor do perdedor é que o vencedor decidiu seguir em frente mesmo quando a vida lhe bateu com força e pareceu até lhe faltar chão. O vencedor caiu e levantou quantas vezes foi necessário e acreditou no seu potencial mesmo quando ninguém acreditava em seus objetivos.
É preciso saber onde se quer chegar e o que é preciso fazer para chegar até lá. 
O caminho não é fácil! A trajetória é cheia de obstáculos, mas é preciso seguir em frente, fazer ajustes no seu planejamento de como chegar até lá, mas nunca mudar seu foco. 
Eu sei o que quero, sei onde quero chegar e sei o que preciso fazer pra alcançar meus sonhos. 
As vezes é preciso estar acordado enquanto os demais dormem, é estar em casa estudando, indo a eventos e se atualizando enquanto muitos estão em festas e curtindo o fim de semana. É preciso abrir mão de muitas coisas para i…

Tabu ALTURA - Preconceito com goleiros e goleiras ou falta de visão?

Um tema tem sido frequentemente abordado no futebol, tanto no masculino quanto no feminino: Estatura dos goleiros.
Tem sido uma prática comum clubes dispensarem ou não darem a devida atenção a goleiros e goleiras considerados "baixos" para a posição sem que ao menos sejam analisadas algumas características que muitos destes possuem, mas que precisam ser trabalhadas. Um goleiro de 16 anos e 1,79m é considerado pequeno, assim como uma goleira que tem 18 anos e 1,70m por exemplo! E isso acontece com atletas de menor idade, como exigências de clubes de que goleiros devem ter 1,80m ou 1,90m com 13 anos!

E qual seria o problema: 
Preguiça associada a busca de um jogador ou jogadora prontos para o clube ganhar dinheiro "sem ter trabalho"? 
Ou a intromissão de cartolas que mal entendem sobre futebol e estão preocupados apenas com seus bolsos e seguem assim padrões de escolas internacionais, e por pouca inteligência neste quesito, perdem profissionais (goleiros e goleiras) q…