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sexta-feira, 31 de maio de 2013

Futebol Feminino: Uma aula de futebol com Julie Foudy e Brandi Chastain


O encontro no Museu do Futebol, no Pacaembu, foi muito importante para ouvir as experiências das ex atletas da Seleção dos EUA - Julie Foudy e Brandi Chastain, assim como foi importante para avaliar e reavaliar conceitos, conhecer pessoas, reafirmar e fortalecer pensamentos, observar pessoas e também ter novas ideias.

A participação da ex atleta brasileira Juliana Cabral e da jornalista e pesquisadora de futebol feminino Lu Castro, foram de grande importância.

Foi um bate papo, uma troca de experiências e pensamentos fantástica e que somou muita coisa. Quem não foi, perdeu!

Bacana ver o assunto de busca de igualdade de gênero na prática da educação física escolar, assim como a questão da postura de atletas e profissionais. Inclusive as americanas deram seus depoimentos de como a união das atletas e também a postura das atletas de mais peso na reivindicação do respeito, direitos e tratamento.

Foi falado também da importância da criança ter o direito de escolha sobre que esporte ela quer seguir, assim como o quanto seria importante que esporte e educação caminharem juntos.

Sobre o Futebol Feminino brasileiro, de certo é que fica claro que as atletas só terão força e suas palavras só surtirão efeito quando as jogadoras se unirem.

E destaco aqui fatores que acho que toda atleta deveria ouvir e refletir, mas infelizmente neste encontro quase não tivemos atletas para participar e presenciar o que foi uma aula de como ser, viver e fazer futebol!

Julie e Brandi contaram que o caminho da Seleção Americana não foi fácil e que elas enfrentaram muitas dificuldades mas a união das atletas americanas e a postura das mais velhas, que tomavam a frente deste grupo UNIDO e rebatiam, questionavam e cobravam melhoria ou deixavam claro os descontentamentos. Se alguma atitude ou ação não as agradava, elas simplesmente chegavam e diziam "Isso não é bom pra gente e a gente não concorda" "isso não pode ser assim..." e essa postura ajudou muito no crescimento e respeito às atletas e modalidade!

Destacaram também a importância de terem aprendido a lutar por um futebol feminino para as gerações futuras, que vinham depois delas, e não a fazer um futebol feminino só pra elas. Tudo que faziam era pensando em que legado, como estaria construído e alicerçado o futebol feminino para as meninas que jogariam depois delas!

As duas ainda disseram que até 2004 se considerava muito fácil ganhar do Brasil. Bastava fazer as jogadoras brasileiras brigarem entre si, o que era comum dentro de campo. Elas mesmas se desestabilizavam e as americanas se aproveitavam disso. Em 2004 foi diferente e afirmam que René Simões mudou a cara da Seleção Brasileira de Futebol Feminino e então a vitória delas naquela ocasião foi uma questão de 'sorte' pois o Brasil entrou diferente e foram as americanas que perderam o controle naquele jogo! 

Por estarem se aposentando, deram graças a Deus por não precisar mais enfrentar o Brasil. Pelo que o Brasil mostrou em 2004 elas acreditavam que nascia ali uma seleção imbatível e que 8 anos à frente venceriam tudo, todos e estariam no topo do mundo. Estava ali a melhor seleção do mundo: O Brasil!

E para tristeza delas, hoje, após 8 anos o Brasil não melhorou no futebol feminino e pelo que conversam com atletas daqui o que elas sabem é que o futebol que deveria estar no topo do mundo hoje está muito pior do que estava a 8 anos atrás.

Eu acho que isso retrata bem a situação que vivemos. A falta de união que todo mundo sabe que existe em diversas camadas do futebol feminino, a falta de ação, a preocupação com o eu e o hoje quando deveria ser com o todo e o amanhã da modalidade. Além claro do descaso com o futebol feminino nacional, que vem de cima mas que é também reflexo da postura (ou falta dela) por parte das atletas.

O que ficou claro do encontro, além das ideias, do aprendizado e da falta de participação das atletas brasileiras, é que precisamos mudar tudo, da forma de pensar até a forma de agir.

Uma pena que as atletas brasileiras não compareceram pra ver e ouvir tudo que lá foi falado!

Além disso foi abordada a importância de não só buscar patrocínios para a modalidade, mas ter pessoas capacitadas para fazer a gestão financeira/administrar esses valores para que não sigamos o mesmo exemplo da Liga Americana que já passou por essa situação.

Uma lei voltada para o futebol feminino regulamentando a profissão, instituindo um piso e teto salarial também se fazem necessários. Mas não só criar as leis, mas ter pessoas para averiguar e cobrar seu cumprimento por clubes e instituições.

Foi falado da importância da base e que é necessário inserir o futebol feminino na educação e na socialização, além de aproveitar a lei de incentivo ao esporte para criar projetos incentivados. Mas claro que para isso precisamos de pessoas sérias e que pensem mais na modalidade e menos em si mesmos.

Enfim, de tudo que vimos, a certeza é que precisamos não só querer a mudança, mas ser a mudança que queremos ser e que as pessoas do futebol feminino precisam se unir mais, coisa que é muito difícil de ver verdadeiramente nos dias de hoje.

segunda-feira, 27 de maio de 2013

A vitória é algo que começa muito antes do jogo.


A vitória é algo que começa muito antes do jogo.

A vitória é construída em cada segundo de esforço, preparação, queda, autoavaliação. Em cada dificuldade e crítica enfrentada.

A vitória é construída na sua vontade de alcançar seu sonho, de ser aquilo que você deseja e planeja!

Logo a conquista do seu objetivo ou vitória no seu jogo nada tem a ver com sorte e sim com dedicação, superação, suor, lágrimas, abdicação, saudade, foco, determinação, treino e mais treino.

Pra vencer é preciso estar disposto a abrir mão de momentos, eventos, familia, então pra vencer, antes de tudo, deve-se estar disposto a perder!

E você: qual seu apetite para o sucesso? O que você esta disposto a perder para ser um vencedor?

Vencer é o menor detalhe do jogo. Na verdade a vitória é apenas o resultado de tudo que foi feito antes e que te permitiu chegar ao último jogo/degrau para seu objetivo!


Boa semana a todos!

domingo, 26 de maio de 2013

Santa hipocrisia no Futebol Feminino brasileiro.


Jogadoras e profissionais do meio vivem falando que a modalidade precisa mudar, que precisa de profissionalismo e tantas outras coisas.

Mas do que adianta querer ver mudança e não mudar também?

Do que adianta querer uma modalidade forte se nem jogadoras nem profissionais conseguem se unir em busca do que é melhor pro Futebol Feminino?

Enquanto cada um pensar em seu benefício próprio, em beneficiar amigos, amigas, namoradinhas, paquerinhas... Enquanto um profissional ficar tentando tomar o lugar do outro ou jogadoras fizerem várias coisas pra se beneficiar em cima de pessoas e situações, nada vai mudar.

Santa hipocrisia no futebol feminino brasileiro.

Tem a banda certinha sim, mas tem uma quantidade enorme de gente que faz errado e ainda tem a cara de pau de dizer que o sistema exige isso.

Galera, caráter e essência são algo de cada um e que só os muda quem quiser mudar.

E tem gente que se ofende quando lê isso e fala que a gente não sabe de nada, não conhece ou não entende. Não precisa se doer. Mudar é mais importante!

Querem pensar cada um no próprio umbigo? Então pensem nas merdas que andam fazendo por ai!

Cada pessoa do meio sabe muito bem o que faz, o que fez, o que deixa de fazer, onde errou, onde acertou e onde se arrepende.

Chega de "O futebol não muda", "a entidade tal não cuida", "ah, o governo não faz nada"... se a modalidade mudasse hoje, com a forma de agir e de pensar das pessoas algo mudaria?

Entendam que a mudança tem que vir de cada um e cada uma!

E eu defendo que uma renovação de pessoas vai ser necessária, tanto de profissionais quanto de atletas, porque tem gente que se preocupa só consigo e estão tão acostumados a fazer de tudo pra ganhar, vencer ou subir A QUALQUER CUSTO que esses eu acho muito difícil que mudem.

Mais uma vez... quem faz o certo CONTINUE. E os demais, reflitam bem enquanto mudar ainda é uma opção.

No futebol feminino, enquanto aceitar e se satisfizer com qualquer porcaria, qualquer migalha e com tantas coisas e comportamentos errados NÃO VAI MUDAR.

Eu sei dos prós, contras, benefícios e malefícios que podem afetar cada um. Eu penso nisso todo dia. Coloco no papel, analiso, comparo, procuro alternativas e sempre chego no mesmo lugar.

MUDAR É PRECISO!

Mudar pra ter dignidade na profissão enquanto ainda se está em atividade, mudar pra que as próximas gerações possam se beneficiar e ter aquilo que as de hoje não tiveram, mas gostariam. E também para abrir todo um novo e extenso leque profissional para as jogadoras que não tem a menor ideia do que fazer quando abandonar os gramados.

Vocês se dão conta que se vocês começarem a mudar a tendência é que mude para todos e pra melhor? Ou será que ainda estão só preocupadas em mudar pra melhor pra si?

Cadê a união? Cadê a vontade de fazer a modalidade crescer? Cadê o que lhes motiva à ação?

Estou falando de união de verdade e não dessas rodas de falsa amizade onde na frente diz que ama e está junto e pelas costas fala mal, critica, mente e prejudica!

Isso ai não é união nem amizade!

Está mais do que na hora de acordar, de fazer e DE SER DIFERENTE. Dizer que quer mudança, não se mexer e não mudar as suas atitudes não significa medo do que pode acontecer e sim hipocrisia de querer e não fazer nada.

Mentir pra si mesmo é sempre a pior mentira.

Está na hora de acordar e principalmente de mudar de comportamento. Na hora não! Já passou e muito da hora!

E que fique claro que não estou dizendo em nenhum momento que tudo isso é moleza de mudar, porque não adianta que 30 anos de comportamento inapropriado não serão corrigidos em 30 dias. Mas se o comportamento não começar a mudar agora, vai mudar quando?

Querem esperar mais 30 anos?

Eu sinceramente não quero esperar!

sábado, 18 de maio de 2013

O Centro de Excelência de Futebol Feminino

Ontem tive uma longa e produtiva conversa com a coordenadora de futebol feminino do Ministério do Esporte referente ao Centro de Excelência de Futebol Feminino.

A ideia de o futebol feminino brasileiro ter uma casa independente e de primeiro mundo já estava nos planos do Ministério do Esporte e de sua coordenadora-geral de Futebol Feminino, a ex atleta e goleadora Marileia "Michael Jakson" dos Santos desde que tomou posse em sua função junto ao Ministério.

O Centro de Excelência de Futebol Feminino, inciativa do Ministério do Esporte, será construído em Foz do Iguaçu, em espaço do Parque Tecnológico de Itaípu (PTI) contará com estrutura de qualidade com dois campos de futebol nos padrões de qualidade internacional, vestiários, alojamento, duas piscinas e ginásio. O local já conta com refeitórios de qualidade e com uma academia que será ampliada.

Acompanhada pelo assessor do Departamento de Incentivo e Fomento ao Esporte, Paulo Vieira, Mariléia avaliou as instalações do Parque  juntamente com o diretor-superintendente da Fundação PTI, Juan Carlos Sotuyo, que colocou o Parque à disposição para tocar o projeto e esse interesse e disposição demonstrada a deixou muito feliz e confiante.

O Centro de Excelência será um local onde toda e qualquer equipe de futebol feminino do país poderá se preparar para competições, realizar treinamentos e que pode até vir a receber seleções de outros países, a exemplo do que acontece com o Centro de Treinamento da Confederação Brasileira de Vôlei, em Saquarema-RJ. 

A engenheira responsável pelo projeto irá visitar dois grandes centros de treinamento de qualidade e referência no Brasil para observar e ter outras idéias pois o Centro de Excelência deverá ter qualidade no mínimo igual ou superior. Futebol Feminino é coisa séria, então este centro deve ter o melhor.

A intenção é que o centro seja inaugurado ainda em 2013, com a primeira etapa das obras concluídas (a entrega do vestiário, academia e campo de futebol concluídos), uma vez que todas as documentações necessárias já estão organizadas e já existe verba disponibilizada não só para esta, mas para outras ações relacionadas ao desenvolvimento do futebol feminino brasileiro por parte do Ministério do Esporte.

O futebol feminino vem tendo forte apoio do Ministro do Esporte, Aldo Rebelo, bem como do Secretário Nacional de Futebol, Toninho Nascimento e da Presidente da República, Dilma Rousseff. 

Essa é apenas uma das conquistas do futebol feminino brasileiro. Muita coisa ainda está por vir e  o Ministro Aldo Rebelo, Secretário Toninho Nascimento, Coordenadora Marileia dos Santos, e os membros do Grupo de Trabalho de Desenvolvimento do Futebol Feminino esperam ter novas conquistas divulgadas em breve.

Muitos não fazem ideia do que acontece nos bastidores, mas aos poucos verão as coisas acontecerem. O trabalho de todos consiste em falar sobre assuntos quando eles estão definidos e resolvidos, como é o caso do projeto do Centro de Excelência de Futebol Feminino que já é realidade. 

Não existe especulação por parte dos envolvidos, pois o foco é falar o mínimo possível e mostrar resultados.

E que venham novidades e mudanças!

Para todos os envolvidos, o Futebol Feminino é coisa séria!

sexta-feira, 17 de maio de 2013

FUTEBOL FEMININO: Bate papo GRATUITO com ex atletas da Seleção dos EUA no Museu do Futebol, em SP.



Dia 23 de maio, a partir das 19:00 horas no Auditório do Museu do Futebol, em pareceria com o Consulado dos EUA, acontecerá um bate papo com as ex-atletas da Seleção Americana de Futebol Feminino Julie Foudy e  Brandi Chastain!

Como  moderadora do evento, a jornalista e pesquisadora de Futebol Feminino, Lu Castro.


Quem puder, compareça!

A presença das pessoas da comunidade do Futebol Feminino, interessados no assunto, atletas, ex-atletas, dirigentes e quem mais tiver ideias para contribuir com o desenvolvimento DA MODALIDADE no Brasil, será super bem vindo.

É um momento para um produtivo bate papo e troca de experiências com duas grandes atletas da história do futebol feminino americano, e mundial.

A entrada é GRATUITA e o evento contará com TRADUÇÃO SIMULTÂNEA para os participantes.


Endereço: Praça Charles Miller, s/n, Estádio do Pacaembu-SP!


Não fiquem de fora dessa!


terça-feira, 14 de maio de 2013

FUTEBOL FEMININO: Ações devem ser sempre pensadas e bem pensadas

Tenho visto notas sobre peneiras de futebol onde integrantes da CBF estarão presentes olhando atletas e convidando as selecionadas para um período de treinamento na Granja Comary e até indicando estas atletas para clubes.

A CBF tenta mostrar preocupação com a modalidade, porém as atletas que disputaram competições sub-20 em 2012 ainda não receberam a premiação prometida nem o direito de imagem que lhes é de direito.

Muitos devem estar se perguntando o que a peneira tem a ver com o não pagamento da sub-20, então vamos lá!

A peneira a nível de observação é importante, mas não se constrói uma casa do teto para a fundação e sim da fundação para o teto!

Como eu posso observar atletas e até convocá-las ou indicar para um clube se não existe estrutura na maior parte do país para suportar essa demanda que vai aparecer? Indicar uma atleta para clubes onde a situação de alojamento é precária e onde ela não ganhará nada além de promessas?

Promessas não colocam comida na mesa assim como não pagam as contas!

Para indicar atletas deve-se ter uma estrutura forte EM CADA ESTADO pois o correto e ético é distribuir estas meninas em seus estados e regiões e não beneficiar e fortalecer alguns poucos e seletos clubes.

No começo de uma mudança devemos identificar os problemas e discutir soluções para eles. Em seguida devemos colocar em prática todo o planejamento estratégico com a finalidade de sanar os problemas identificados.

Se eu não pensar no todo eu sempre terei retrabalho. Quem vive de apagar incêndio é bombeiro!

Planejar errado e não planejar acaba dando no mesmo.

Não se pode afirmar que o foco é a modalidade se jogadoras ficam sem receber direitos de imagem. Direitos estes que elas nem sabem como são calculados!

E aquelas atletas que jogam e estudam no exterior? Por quê não tem oportunidade?

E a falta de competições estaduais e regionais? E a falta de incentivo e fiscalização nos clubes e federações?

E a quantidade de equipes que fecham as portas por falta de patrocínio todos os anos? E os 30 anos de Futebol Feminino sem mudanças no país?

E quanto a FIFA injeta no Brasil para desenvolvimento da modalidade?

São muitas perguntas, poucas respostas e quase nenhuma ação que de fato mostre que existe algo concreto e diferente do tradicional "vamos fazer de conta que algo está sendo feito"!

Eu adoraria queimar a língua e falar que estou enganado, mas não estou aqui fofocando ou supondo e sim colocando no papel os problemas, soluções, forças, fraquezas, dificuldades e ligando isso tudo a fatos.

Quem trabalha e está inserido no Futebol Feminino, muitos há bem mais tempo do que eu, sabe muito bem dos problemas e possíveis soluções, sejam estas difíceis ou mais simples.

Existe a necessidade de serem todos mais críticos, de pararem de falar só em off ali escondidinho.

É preciso parar de aceitar migalhas, é necessário parar de fazer de conta que está bom!

Bom não está nem nunca esteve. Hoje a situação está péssima e enquanto ações vazias continuarem sendo postas a mesa a barriga da modalidade continuará vazia.

Reafirmo aqui que as peneiras e observações são válidas e necessárias, porém se não pensar em todos os fatores que cercam e refletem diretamente em cada ação ainda estaremos distantes do que seria o mínimo do certo e eficaz!

Lembrem que aplicar o remédio errado não faz o paciente melhorar. Pode não surtir efeito algum, pode fazer este paciente piorar e as vezes até morrer e exatamente por isso deve-se pensar em cada detalhe de tudo aquilo que se faz ou que não se faz, porque não cuidar do paciente também pode o matar!

segunda-feira, 6 de maio de 2013

PESQUISA: Jogador brasileiro admite geração "cai-cai" e iludida com o sucesso. Culpa de quem forma o/a atleta.



"Uma pesquisa do UOL Esporte com 105 jogadores em atividade em grandes clubes do país revela uma reflexão crítica sobre a identidade atual do boleiro brasileiro. Os atletas que responderam o questionário em condição de anonimato dizem ver uma geração "cai-cai", com pouca educação esportiva e iludida com a fama.

Questionados pela reportagem sobre qual a pior característica do jogador brasileiro, 28% afirmaram que é a mania do "cai-cai", da catimba e simulação de faltas. Esta foi a resposta mais comum entre os entrevistados.

Em segundo lugar aparece a ilusão com o sucesso, presente nas respostas de 12% dos jogadores ouvidos. A seguir, 10% apontam a falta de respeito como um problema para a geração atual do futebol brasileiro. Para completar o pacote, 7% dizem ver a classe como arrogante, com mania de querer tirar vantagem em qualquer situação. - Fonte: Uol"

MEU PONTO DE VISTA: A meu ver clubes e profissionais são diretamente responsáveis pela formação desse perfil de atletas de futebol, masculino e feminino, que abusam dos dribles e se acham estrelas até por como são tratadas por diversos profissionais.

Vejos jogadores e jogadoras que são paparicados em excesso por profissionais e são incitados a cair por qualquer lance, simular, driblar sem necessidade em muitos momentos, e que escutam destes que são os melhores, são diferenciados, são espetaculares e que tem que bagunçar todo mundo mesmo.

Meninos e meninas que são comparados a Martas, Messis, Neymares e Formigas, mas quando se perdem acabam sendo deixado de lado pelos mesmos profissionais que os enalteciam e que a partir deste momento se omitem de suas responsabilidades!

Quem faz isso não é amigo do atleta, muito menos profissional. É como escalar um jogador ou jogadora mais pela amizade do que pelo momento ou qualidade apresentada, é como incentivar o atleta a mentir e simular e depois dizer nos bastidores que não tem culpa de nada.

Profissional de verdade e amigo de verdade é aquele que incentiva quando preciso, e critica quando é necessário! É aquele que realmente se preocupa não só com o atleta, mas com a pessoa que é, acima de tudo, aquele ou aquela atleta.

Os profissionais do futebol brasileiro, masculino e feminino, precisam entender que eles tem um papel fundamental na formação da pessoa e atleta, assim como é diretamente responsável pela ascensão ou decadência deles.

Os profissionais do futebol não são apenas treinadores, preparadores... mas sim educadores, espelho para os atletas, formadores de caráter e opinião, logo devem ter mais cuidado não só com seu trabalho mas também com o que passam no dia a dia para os jogadores e jogadoras que com eles convivem por dias, meses e anos.

O reflexo dos atletas que temos hoje e dessa cultura feia dos jogadores e jogadoras de futebol é espelho de como são e agem a maioria dos profissionais do futebol brasileiro.

sexta-feira, 3 de maio de 2013

FUTEBOL FEMININO: Final da Copa do Brasil entre São José-SP e Vitória-PE

Imagem: www.CBF.com.br
 Neste sábado, dia 4, São José (SP) e Vitória de Santo Antão (PE) que acontece às 10 horas, com transmissão da SporTV, Rádio Tabocas FM (www.tabocasfm.com.br) e Rádio Premium Esportes (www.rdpremiumesportes.com).

Nessa final ficará definido qual será a equipe campeã brasileira 2013.

Os ingressos para o jogo custam 2 r$ (inteira) e 1 r$ (meia). Além do valor simbólico, o torcedor que quiser ajudar com o ingresso solidário, poderá doar 1kg de alimento não perecível, ou um agasalho em bom estado de conservação, que serão recebidos por soldados do Tiro de Guerra que estarão postados na entrada do estádio Martins Pereira. Toda a renda da partida, os alimentos e agasalhos arrecadados serão repassados ao Fundo Social de Solidariedade da Prefeitura Municipal, que presta assistências a famílias carentes do município.