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domingo, 23 de junho de 2013

FUTEBOL FEMININO - Brasil, não é por 20 centavos


Desde o dia 11 de abril de 1983, quando foi liberada a prática do Futebol Feminino no Brasil com publicação da "deliberação CND 01/83" em Diário Oficial são aproximadamente 11.031 dias, 1.575,86 semanas e 367,7 meses em que o investimento foi nulo ou insuficiente, assim como a vontade de quem administra o esporte no país de fazer o esporte evoluir.

E não há muito para onde correr: se não faltou vontade, faltou visão e inteligência para fazer mudar!

Em todos esses aproximados 953.078.400 segundos que se passaram de lá para cá, não temos ainda noção de quantas mulheres jogam futebol no país! Não sabemos quanto é investido na modalidade por ano, quanto de patrocínio é direcionado exclusivamente para a modalidade, quanto do dinheiro que a FIFA envia para o Brasil todo ano é investido no futebol feminino. 

Não estou dizendo que este dinheiro não existe nem se foi direcionado para outros fins. Apenas questiono a transparência para sabermos se está sendo investido da forma correta, e questiono se levaremos mais aproximados 15.884.640 minutos para começarmos a ver o futebol feminino brasileiro ser tratado de forma mais justa e respeitosa.

953.078.400 segundos, 15.884.640 minutos, 264.744 horas, 11.031 dias, 1.575,86 semanas, 367,7 meses sem clara evolução estrutural da modalidade porque as atletas sabem melhor do que ninguém que muita coisa ainda precisa mudar. É tempo demais à espera de respostas.

Dizem que a vida não é feita de respostas e sim de perguntas, então farei algumas que ecoam nas redes sociais e nas rodas de atletas, profissionais e amantes do futebol feminino: Já não passou da hora de ter uma confederação cuidando somente do futebol feminino? Já não passou da hora de transparência na gestão e investimento da modalidade no país? Já não passou da hora de darem respostas?

O tempo de espera da modalidade no Brasil é progressivo e longo, mas o tempo para mudanças está em contagem regressiva, e quem já esperou tanto tempo não vai se incomodar de esperar só mais um pouco pra ver as coisas começarem a mudar!


sexta-feira, 21 de junho de 2013

A REVOLTA - O problema não é a Copa ou a Olimpíada!

Foto: O Globo - Av. Presidente Vargas - RJ
O problema não é a Copa das Confederações, a Copa do Mundo ou a realização dos Jogos Olímpicos em 2016. Nenhum destes três eventos é responsável pela revolta popular.

A revolta do povo brasileiro está ligada às promessas, quer dizer - falsas promessas, os problemas na saúde, transporte, educação.

A revolta está em casos iguais aos do governo do Rio de Janeiro, que em 2011 dizia não haver dinheiro para a saúde e educação, mas que desembolsou R$ 12 milhões de reais para dar a 3 escolas de samba que tiveram seus barracões incendiados.

A revolta está em ver políticos com um discurso como os que vemos no Rio de Janeiro como “somos um rio”, “estamos melhorando a cidade para você” e que o povo não consegue ver melhorias, afinal o transporte público é péssimo, a saúde vai de mal a pior, onde as UPAs e UPPs são meras jogadas de marketing político e não ajudam efetivamente a melhorar o estado.

O problema não é a Copa, mas a cara de pau dos governos estaduais em superfaturar obras e se utilizar dos eventos para fazer acordos comerciais, não em favor do povo, mas em benefício próprio, dos amigos e empresários, ou seria dos amigos empresários?



As manifestações são válidas sim e infelizmente existe o quebra-quebra, os conflitos, os mais exaltados e os infiltrados que estão ali só para insuflar a confusão. Mas a grande verdade é que os políticos deixaram de pensar e respeitar o povo há muito tempo e o povo também estava acomodado ouvindo falsas promessas há décadas sem nada fazer e a baderna e “quebra-pau” que vemos acabam servindo para reflexão, não só do povo acomodado, mas principalmente dos políticos do nosso país!



Os políticos sempre fizeram o que quiseram porque o povo, até então, não havia “acordado”, e sinceramente eu não acho que boa parte da população saiba analisar de forma global o porquê de tudo isso, pelo que luta e o que fez chegar ao ponto que estamos vendo. Mas agora os políticos, com toda certeza, vão pensar duas vezes antes de fazer merda e tratar o povo com descaso.

Os políticos, em sua maioria, há muito tempo, não pensam no povo, mas em acordos políticos e empresariais. No quanto vão lucrar, o quanto vão se beneficiar de qualquer forma que seja.

A violência não está no povo que quebra tudo “lutando” pelos seus direitos. Isso chama-se REVOLTA!

A violência está em matar pessoas nos hospitais pela falta de atendimento ou falta de remédios para cuidar das pessoas! 
A violência está em ficar até 6 horas por dia dentro de um ônibus lotado na ida e volta para o trabalho, ou 3 a 4 horas dentro do trem cheio!
A violência está em superfaturar obras descaradamente enquanto tanta coisa precisa mudar!
A violência está na remoção de famílias de comunidades para criar uma limpeza “étnica/social” para fazer de conta que está tudo bonito!
A violência está em uma educação pública vergonhosa, onde jovens e adolescentes saem da escola sem saber ler, escrever e fazer contas matemáticas simples!
A violência está em ter jovens que não conseguem o primeiro emprego porque até pra isso é cobrada experiência!
A violência está em ter a cara de pau de dizer que o estado ou o país está ficando melhor quando no fundo tudo piora a cada dia!



A violência está em todo ato que prejudica o povo há tantos anos e é o verdadeiro responsável pelo quebra-quebra que estamos vendo que refletem nada mais nada menos do que a REVOLTA de um povo violentado há décadas!



Não sou a favor da violência, mas tenho total certeza que agora os políticos estão pensando em tudo que tem sido feito contra o povo!

O vandalismo é condenável e eu repito que NÃO CONCORDO, mas na atual situação e cara de pau dos nossos políticos talvez sirva para fazê-los refletir na quantidade de safadeza que eles fazem há tanto tempo contra o povo.

quinta-feira, 20 de junho de 2013

Cartão Vermelho para a Confederação: Futebol Feminino é deixado de lado nas redes sociais


Cartão vermelho - CBF que ignorou a Seleção Feminina nas redes sociais.
O Brasil conquistou um grande resultado! Não, não estou falando do futebol masculino na Copa das Confederações, embora tenham conquistado a vitória!

Me refiro à Seleção Brasileira de FUTEBOL FEMININO que empatou diante da forte Suécia, pelo placar de 1 x 1, em amistoso realizado na tarde desta última quarta-feira (19/06).

Lamentavelmente a Confederação Brasileira de Futebol em nenhum momento nos últimos dias se utilizou de seus canais nas mídias sociais como twitter e facebook para divulgar os amistosos da Seleção Feminina!


No twitter, a última postagem que menciona a Seleção feminina é do dia 30 de abril, e no facebook é do dia 22 de maio. 



Uma vez que a mesma instituição se utilize de suas redes sociais para falar constantemente de futebol masculino, não há justificativa para não abordar ou ceder espaço para o futebol feminino, até por se tratar de uma OBRIGAÇÃO da instituição e não um favor à modalidade.

Menos pior que das 6 notícias no site oficial postadas neste dia 19, uma foi sobre o amistoso da seleção feminina e as outras 5 sobre a seleção masculina na Copa das Confederações.

Esta diferença de tratamento tem gerado diversos comentários que 'ferem' e questionam a imagem e papel da entidade no que diz respeito a uma possível discriminação ou inferiorização de gênero, uma vez que este comportamento é bem comum e acontece há décadas.

O Brasil também é país do futebol feminino e cabe à entidade de administração desportiva da modalidade realizar ações para que não haja essa diferença de visão por parte do público e investidores! 

Que a entidade de administração passe a prestar mais atenção e dar maior assistência ao futebol feminino! 

Se a modalidade não cresce a responsabilidade é de quem administra e nessas horas detalhes como estes explicam motivos e fazem toda a diferença! Fica a dica! 

sexta-feira, 14 de junho de 2013

O futebol feminino brasileiro não precisa mudar e sim COMEÇAR DO ZERO!

Profissionalismo e conduta são questões de ESCOLHA.
O futebol feminino e os seus problemas é um mundo complexo, com problemas que são culpas das atletas e vão até problemas das camadas superiores. É gestor, é dirigente, é entidade de administração... é muita coisa pra mudar, mas isso tudo só me deixa mais animado ainda pra continuar de alguma forma fazendo diferença.

No futebol feminino tem muita gente que fala em mudança, mas continua com modos antigos. 

É a falsidade, é a mentira, é fazer qualquer coisa pra vencer, fazer qualquer coisa pra ser titular, é coagir e seduzir com propostas baseadas em posição que a pessoa possui... dentre muitas outras coisas (muitas mesmo)! 

E as pessoas colocam a culpa para suas atitudes totalmente reprováveis no fato que SE EU NÃO FIZER ISSO EU NÃO CONQUISTO MEU ESPAÇO,  NA MODALIDADE TEM QUE SER ASSIM, etc e etc...

Me desculpem vocês aí que vivem fazendo besteira, mas falta de vergonha na cara, ética, profissionalismo e valores não é culpa da modalidade não... isso tudo é questão de ESCOLHA!

Tem que ser construída uma modalidade do zero e riscar muita gente, de todas as camadas, do modelo, mas não uma coisa forçada e sim fazer um modelo que naturalmente faça essa 'seleção natural' pela forma como será instituído e gerido e ai amigos quem quiser fazer do jeito errado vai saber muito bem o preço a pagar! 

Depois não vai adiantar pedir favor, implorar... muda enquanto a possibilidade de mudar existe.

Muita gente por ai não sabe nem o que significa ser profissional... só se cuidem pra não aprender da forma mais dura e sem volta.

Chega de jogo com "ajudinha" de arbitragem! Não dá pra você ficar sabendo que um julgamento na justiça desportiva não vai dar em nada e que o clube tal pediu pro árbitro pra dar uma aliviada na súmula e você antes do julgamento ser marcado já sabe que não vai dar em nada! Não dá pra você ficar sabendo onde vai ser a final de uma grande competição, que deveria sair por um sorteio, três ou quatro dias antes e depois o sorteio sair com o resultado que já havia chegado aos seus ouvidos!

É, a coisa é tão ridícula que a gente fica sabendo SIM! É uma vergonha que exista isso!

Enfim, tem muita atleta e muitos pseudo profissionais aí precisando acordar.

E nem espero que acreditem em mim não.... continua fazendo o que quiser e acreditando no que quiser... mas amigos EU acredito numa modalidade decente, acredito nos meus ideiais e sei muito bem o que eu quero. 

É trabalhar pautado de moral e bons costumes, de ética e bom senso, com respeito e da forma mais correta pensando num todo e não no próprio umbigo. 

Eu vou ser assim até o fim da vida e camaradas, água mole em pedra dura tanto bate até que fura.

E anotem aí: Eu ainda vou "colocar fogo" no circo!

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Futebol Brasileiro: No masculino e no feminino, o problema é a falta de profissionalismo

O futebol brasileiro, e que hoje vive de um passado glorioso, a meu ver está muito abaixo do que pode apresentar.

Acho que o grande problema da modalidade é que o atleta e o esporte em si são a última coisa na qual dirigentes, diretores e empresários pensam. O grande foco desse esporte hoje é GANHAR DINHEIRO, e não estou falando de receber seu salário e bonificações por um trabalho bem feito e por resultados alcançados, afinal isso parece até piada e se eu sentar em uma roda de pseudo profissionais do meio 90% deles vai rir da minha cara e vão pedir pra eu contar mais uma engraçada.

Por que clubes vivem endividados? - a resposta é bem simples! Os clubes vivem endividados porque contratam atletas a preço de ouro para que diretores das próprias instituições, dirigentes, técnicos e empresários tirem seu lucro em cima daquele valor, e o atleta acaba sendo o que fica com a menor fatia. Porque não são racionais e não aproveitam nem 20% da sua base, preferindo contratar jogadores de "peso" e salários que pesam de forma violenta na folha e balanço dos clubes.

Ah, mas o clube tal é um clube renomado, de história vitoriosa e PRECISA DE JOGADORES DE NOME E PESO no elenco. Tudo bem, eu até acho importante você ter bons atletas, jogadores com experiência para somar ao grupo em todos os sentidos, mas por que não definir um piso e um teto salarial nos clubes?

Aqui o minimo é X e o máximo é 5X. Se quiser ganhar mais, aqui está a tabela de METAS! Se o time chegar na final do estadual ganha um bônus assim, se chegar até essa fase da Copa do Brasil ganha um bônus assado, se chegar entre os 8 do Brasileiro ganha mais um bônus, e assim vai de acordo com a colocação em cada competição dentro das metas traçadas!

Outra coisa é o profissionalismo: Filho, quer jogar aqui no clube? Seu horário de entrada e saída é tal, você tem que cumprir a carga de treinos X. Indisciplina, atrasos e demais atos que prejudiquem o clubes (todos claros nas clausulas aditivas do contrato) são passíveis de DEMISSÃO POR JUSTA CAUSA! Se você não levar a sério, está na RUA! Simples assim, e o camarada demitido por justa causa ainda paga sua multa contratual!

Mas não vemos isso acontecer nos clubes, por quê? Simples! Porque tem gente demais querendo ganhar dinheiro às custas do operário! É, aquele que se arrebenta, que tem o talento e que parece um garoto que entrou no brejo e sai cheio de sangue-sugas pendurados pelo corpo querendo tirar um pouquinho de $angue do garoto!

E aí entramos no mérito do Futebol Feminino.... clubes não investem, dirigentes não apoiam, federações e outros não estão NEM AÍ PARA A MODALIDADE. E por que será?

Em alguns casos esse descaso com o futebol feminino é sim um problema cultural do indivíduo que pensa que mulher não poe jogar bola, mas para uma grande maioria o problema é que eles não veem como ganhar dinheiro em cima da modalidade e das atletas. Ganhar dinheiro em cima de futebol feminino só se o clube pegar o dinheiro que era destinado à modalidade e desviar para "investir" no masculino ou para encher o bolso de alguém aqui ou acolá... Relatos como esse não são incomuns e todo mundo sabe bem!

Ah, que isso, esse cara está falando besteira! 

Quem é do meio sabe como funciona, sabe o que acontece! Vai dizer que não tem clube aí que superfatura o valor de uma contratação para que todos os envolvidos ganhem um dinheirinho em cima? E no fim das contas você fica com um jogador com um nível de futebol que mereceria ganhar 10 mil por mês (o que já é MUITO DINHEIRO), mas apesar do baixo índice técnico o rapaz recebe 250 mil para errar passes de meio metro!

Entendam, não estou desmerecendo o atleta ou a modalidade! O profissional, se é que podemos chamar assim, tem que receber pelo seu trabalho, mas se é considerado profissional DEVE SER TRATADO E COBRADO COMO TAL.

Eu citei o futebol feminino porque todos sabem que é a minha área, é meu foco e é onde me dedico e é um ótimo exemplo no comparativo ao que acontece no "país do futebol". Será que existe tanta diferença entre o futebol masculino e o feminino no Brasil?

Talvez a estrutura, os salários, as regalias e claro o nível de futebol, porque tem muita mulher ganhando 500 reais por mês que joga mais que alguns marmanjos aí que recebem 50 mil. Mas tirando essa estrutura, a gestão em si é tão antiprofissional quanto!

Nosso futebol está evoluindo? PORCARIA NENHUMA!

O futebol só vai evoluir quando clubes e dirigentes forem realmente profissionais, se preocupem mais com o material humano e com a entidade que representam. Hoje a maioria só quer ganhar dinheiro e pronto! Que se dane o menino ou a menina que sonha em jogar! Se eu consigo ganhar dinheiro em cima, eu to colado, se não, saio fora!

É necessário um modelo de gestão que tenha piso e teto salarial PARA TODOS, metas a serem cumpridas, horários a serem cumpridos. Onde cada um responda por seus atos, ou pela falta deles, e que sejam bonificados por seus méritos, assim como que sejam demitidos por suas falhas. Se não trabalha bem, um abraço pra você! Olho da rua e passar bem! Alcançou metas? Bônus! Não está fazendo seu trabalho corretamente? Cuidado porque seu caminho provavelmente será a fila dos desempregados porque aqui você não trabalha!

Muita gente vai ler isso aqui e falar: QUE LOUCURA! E sei que dirigentes e outros irão ler isso aqui porque meu blog, facebook e twitter são mais observados que a casa do Big Brother, e esses também ficarão indignados! Mas não estou aqui falando asneiras! Só estou falando que é preciso PROFISSIONALISMO dentro do esporte, e muitos se doem simplesmente porque se as coisas no esporte fossem corretas ia ter muito empresário, dirigente, técnico, presidente, jogador e outros que dificilmente arrumariam ou ficariam tempo suficiente nos empregos se dependesse da forma como eles estão acostumados a agir hoje em dia!

O esporte no Brasil não evolui! O problema não é a falta de base, não é a falta de investimento, não é o mercado competitivo... o problema do futebol masculino, ASSIM COMO DO FEMININO e de tantas outras modalidades, é simplesmente A FALTA DE PROFISSIONALISMO e a gestão "a lá qualquer jeito" que é feito!

Ainda precisamos melhorar muito e principalmente precisamos começar a fazer uma mudança de comportamento e começar a fazer uma limpeza e renovação dessas pessoas que hoje são o grande problema do esporte brasileiro!

Mas como costumo dizer, só acho...

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Futebol: As aulas de marketing em Londres - O Brasil precisa aprender!


A grande decisão da Liga dos Campeões da Europa entre Bayern de Munique e Borussia Dortmund trouxe também diversas lições para quem deseja conhecer um pouco mais sobre marketing esportivo. Atualmente, a final da Liga dos Campeões tornou-se o principal evento de futebol para as marcas trabalharem ações de ativação do patrocínio no mercado da Europa.
E as próprias marcas já estão tendo de pensar em novas alternativas de como aproveitar isso.
Mas, num mercado carente como o brasileiro, acaba sendo riquíssima a experiência de acompanhar de perto como as empresas e a Uefa exploram ao máximo o potencial de geração de uma vivência única para o torcedor no evento.
Nos próximos dias o blog vai trazer, em três diferentes análises, essas diferentes perspectivas. O que é trabalhar o marketing do evento na visão de quem o organiza, o que é trabalhar do ponto de vista do patrocinador e, por fim, do ponto de vista do torcedor.
Para pegar um gancho com o assunto do dia, ou o esporte no Brasil aprende a se ver como um produto que precisa trabalhar a comunicação, ou será engolido pelos projetos vindos do exterior. O melhor exemplo disso veio da transmissão ao vivo, por tudo que é meio, da apresentação de Neymar com a camisa do Barcelona. Mais uma vez o esporte brasileiro foi sufocado pela estratégia de expansão de mercado dos clubes do exterior.
Ou o país acorda para isso, ou entrará numa grave crise nas próximas décadas.

Futebol Feminino: EUA e Suécia dominam rivais

(FIFA.com) Terça-feira 4 de junho de 2013EUA e Suécia dominam rivais

© Getty Images
Os clubes cederam espaço às seleções numa semana em que diversas participantes da próxima Eurocopa deram início à preparação para o torneio que será disputado na Suécia no mês que vem. A França impressionou com uma goleada sobre a Finlândia, encerrando um longo período sem vitórias. Vale lembrar que as francesas estão entre as favoritas ao título continental
Já o país-sede segue em clima de otimismo depois que a seleção sueca venceu a Noruega de virada. Para os torcedores da Islândia, porém, as notícias não são muito boas: a equipe voltou a perder, desta vez contra a EscóciaDo outro lado do Atlântico, as americanas levaram a melhor no mais recente capítulo da rivalidade com as vizinhas do Canadá. O FIFA.com resume as novidades do mundo do futebol feminino.
Campeãs olímpicas derrotam arquirrivais
Com dois gols de Alex Morgan na etapa complementar e um de Sydney Leroux nos acréscimos, os EUAvenceram o Canadá por 3 a 0 no sempre acirradíssimo clássico norte-americano. Diante dos 22 mil torcedores que lotaram o estádio em Toronto, as anfitriãs da Copa do Mundo Feminina da FIFA 2015 jogaram de igual para igual com as americanas até a metade do segundo tempo. Este foi o primeiro encontro entre os dois países desde a épica semifinal do Torneio Olímpico de Futebol Feminino dos Jogos de Londres 2012, vencida no sufoco pelos EUA. A atacante Abby Wambach, atual Jogadora do Ano da FIFA, comemorou 33 anos de vida dando o passe para dois gols no amistoso, que foi disputado no quadro das celebrações do centenário da Federação Americana de Futebol.
Virada sueca no dérbi escandinavo
Suécia conquistou uma importante vitória por 2 a 1 diante da Noruega, enchendo-se de moral para sediar a Euro 2013 em julho. As donas da casa foram surpreendidas na cidade de Linkoping pela jovem Ada Hegerberg, que abriu o placar para as norueguesas no início da partida, mas Lotta Schelin e Marie Hammarstrom garantiram a virada. O resultado agradou as suecas, que haviam perdido da equipe escandinava na decisão do terceiro lugar da Copa Algarve, em março. "Está ficando cada vez melhor e muito interessante no ataque, independentemente de quem joga no setor", comentou a sorridente treinadora da seleção sueca, Pia Sundhage.
Francesas se reconciliam com a vitória França encerrou uma inesperada série de sete empates consecutivos goleando a Finlândia por 3 a 0 na cidade de Valenciennes. Marie-Laure Delie balançou as redes duas vezes e Gaetane Thiney anotou o terceiro das francesas, que, a exemplo das adversárias escandinavas, estão entre as principais candidatas à taça na próxima Eurocopa. O técnico da equipe gaulesa, Bruno Bini, foi o primeiro a anunciar a lista de convocadas para a Suécia 2013. A experiente capitã Sandrine Soubeyrand disputará o torneio continental pela quinta vez, enquanto 12 das 23 jogadoras atuam pelo Lyon, atual campeão nacional.
Islândia tropeça outra vezOutra seleção do norte da Europa que se decepcionou foi a Islândia, derrotada por 3 a 2 ao receber aEscócia na capital Reykjavik. As comandadas do técnico Sigurdur Eyjolfsson amargaram diversas derrotas ao longo dos últimos meses da preparação para a próxima Eurocopa. As escocesas, que por muito pouco não garantiram presença no torneio continental, abriram 3 a 1 nos primeiros 33 minutos de jogo. A jogadora que acabou selando a vitória foi Emily Thomson, que comemorou o seu primeiro gol pela seleção escocesa.

Nsekera é a primeira mulher eleita para o Comitê Executivo da FIFA

(FIFA.com) Sexta-feira 31 de maio de 2013Nsekera é a primeira mulher eleita para o Comitê Executivo

© Getty Images
Comitê Executivo da FIFA deu as boas-vindas a três mulheres após a histórica votação realizada no Congresso da FIFA nas Ilhas Maurício nesta sexta-feira, 31 de maio de 2013. Lydia Nsekera foi escolhida para o cargo ao receber o maior número de votos (95) na primeira eleição de uma candidata do sexo feminino para a função e estará no cargo por quatro anos. Já Moya Dodd (70 votos) e Sonia Bien-Aimé (38) participarão do principal órgão decisório da FIFA como convidadas durante o período de um ano.
A eleição se segue a uma proposta feita pelo presidente da instituição, Joseph S. Blatter, apoiada pelos atuais membros do Comitê Executivo, de contar com mais mulheres em cargos decisórios no futebol. Este é um importante passo no processo de reformulação da FIFA, planejado para durar dois anos.
A presidenta da Federação Burundinesa de Futebol, Lydia Nsekera, entrou para a história no ano passado, na 62ª edição do Congresso da FIFA, realizada em Budapeste, na Hungria, ao ser convidada e se tornar a primeira mulher a participar do Comitê Executivo. Seu mandato era provisório e tinha a duração de um ano.
Agora, o 63º Congresso da FIFA é outro marco da representação feminina na comunidade do futebol, já que as 209 federações afiliadas mostraram uma enorme aprovação (99%) aos Estatutos da FIFA 2013, cujo Artigo 24º, Alínea 3ª propõe a escolha de uma candidata para ocupar o cargo de integrante feminina do Comitê Executivo.
Lydia Nsekera será a 25ª integrante do Comitê Executivo da FIFA, que era composto por 24 membros até agora. Seu mandato, conforme aprovado pelo Congresso, será de quatro anos e tem vigor imediato. Caso ela deixe suas funções oficiais antes desse prazo, os recém-aprovados Estatutos da FIFA estipulam que o Comitê Executivo pode designar outra mulher para a posição até o Congresso seguinte.
Nsekera, que já fora a primeira mulher a fazer parte do Comitê Executivo como convidada, em decisão do 62° Congresso da FIFA, no ano passado, falou sobre como irá "inspirar mulheres a acreditarem que podem liderar". "Irei fazer de tudo para que se deixe as garotas jogarem futebol, porque o esporte é uma verdadeira escola da vida. E vou apoiar o futebol feminino nas federações associadas."
Conforme proposta do Comitê Executivo da FIFA do último dia 28 de maio, Lydia Nsekera será acompanhada por duas das outras candidatas, que integrarão o órgão como convidadas: Moya Dodd (da AFC) e Sonia Bien-Aimé (da CONCACAF). Com isso, o número de mulheres participantes doComitê Executivo será de três.
As outras duas candidatas, Dodd e Bien-Aimé, indicadas por suas respectivas confederações para a função e também têm grande experiência no futebol.
Dodd é uma ex-jogadora de destaque da seleção australiana, na qual esteve durante nove anos. Foi a primeira mulher a ser eleita para o comitê executivo da federação de seu país e, mais tarde, foi subindo no organograma da Confederação Asiática de Futebol – foi recentemente reeleita vice-presidenta da instituição. "É um dia histórico para o futebol e um grande dia para as mulheres. Gostaria de contribuir da melhor forma possível para a governança do esporte, lutando contra a manipulação e a discriminação. O futebol é o esporte que todos amam, e ninguém deve ser excluído dele. Devemos não só proteger o jogo, mas também lutar contra a discriminação", diz Dodd.
Já Bien-Aimé, secretária-geral da Federação de Futebol das Ilhas Turcas e Caícos, já disse antes da eleição que acreditava que a decisão da FIFA de incluir as mulheres em seu Comitê Executivorepresentava uma clara mensagem para as federações afiliadas. "É um ato ótimo e muito bem-vindo. Agradeço a oportunidade de ser eleita, de ser uma voz que dá sua opinião, uma voz disposta a falar e ouvir e uma voz que, por acaso, é a voz de uma mulher."

quarta-feira, 5 de junho de 2013

A IGUALDADE DE GÊNERO – Precisamos ensinar desde pequenos que meninas podem e devem jogar Futebol


Foto Getty Image
Matéria publicada no site VoaGoleiro.com na quinta-feira, 30/05.

Olá amigos do VoaGoleiro.com! Hoje é quinta e é mais um dia para falarmos sobre Futebol Feminino.

Muito se fala do preconceito sobre mulheres que jogam futebol, mas essa questão é apenas um problema cultural onde é pré-concebido, pré-definido que menina brinca de boneca e menino joga bola, ou ainda que menina que joga futebol fica masculinizada.


Não seria importante estimular uma mudança quanto a este tipo de pensamento utilizando o esporte como ferramenta?

Acredito que seja primordial mudar essa visão e isso pode e deve começar a ser feito na infância

A criança cresce e se desenvolve com o que ela aprende durante esse período da sua vida que nada mais nada menos é do que um período da educação/formação psicológica e motora, formação de caráter, compreensão de valores, e outros. Logo quanto mais cedo aprenderem também sobre a igualdade de gênero e meninos e meninas dividirem espaço em campos e quadras de futebol/esportes o pré-conceito sobre mulheres no futebol e no esporte de um modo geral vai se desfazer gradativamente.

Para tal é fundamental a participação dos profissionais de Educação Física nesse sentido, assim como uma intervenção do Conselho Nacional de Educação Física, Ministério da Educação e Ministério do Esporte.

É preciso agir hoje para evoluir e mudar o amanhã! Então compreende-se que quanto antes começarmos uma mudança mais rapidamente virão seus resultados.

Mas somente na interação entre os órgãos competentes que algo começará a mudar?

Não! Conforme eu disse acima, o educador físico (professor) tem um papel fundamental neste sentido e muito pode fazer, de forma simples, para mudar o quadro e consequentemente até abrir novas oportunidades para a sua classe profissional no mercado desportivo nacional. Quanto mais oportunidades de mulheres no esporte como o futebol, mais a necessidade de profissionais no meio e logo é uma nova gama de oportunidades para o mercado da educação física seja no esporte como prática de lazer, esporte educacional ou ainda no esporte de alto rendimento.

É fato analisado e debatido entre diversas pessoas do meio esportivo que essa igualdade de gênero, empregada desde a iniciação esportiva/educação escolar, é fundamental para o desenvolvimento de esportes como o Futebol Feminino e para mudança de outras questões associadas ao que durante anos foi tido como “um padrão” na sociedade que desde seus início sempre foi machista!

Os professores de Educação Física tem papel fundamental na quebra do estigma sobre gênero no esporte. Meninas podem e devem jogar Futebol.

Nesse sentido vejo que os profissionais da educação e do desporto devem começar a mudar, desde já, este pensamento de que na escola as meninas jogam queimado e meninos jogam futebol. Ou meninas jogam vôlei e meninos jogam futebol.

A interação entre gêneros na escola, através do esporte, tem o poder e papel de educar, pregar o respeito e diminuir também a violência contra a mulher, afinal estas crianças crescerão respeitando umas às outras e compreendendo que homens e mulheres tem direitos iguais e saberão através do esporte, suas regras e através da conduta do seu professor o que é certo e o que é errado.

Além disso o estímulo à prática do esporte ensina sobre a manutenção do corpo e da mente, da saúde e até mesmo tem o poder de despertar nestes meninos e meninas o interesse pelo alto rendimento. Embora despertar as mulheres para a prática do esporte e almejo do alto rendimento não seja tão importante quanto o despertar a cerca do respeito e a noção de igual capacidade entre homens e mulheres que serão levados para toda a vida não apenas se falando de esporte, mas se falando de sociedade.

E ter meninos e meninas dividindo a mesma quadra, jogando futebol, queimado, vôlei, ou seja o esporte que for não educa apenas estes jovens! Educa também pais, mães, professores de educação física e todos que passam a ver e compreender que mulher pode e deve praticar esporte/jogar futebol. A interação de meninos e meninas interfere e ensina a tudo que os cerca!

Meninas podem jogar futebol, meninos podem jogar handebol!

O esporte escolhido não torna a menina mais ou menos feminina, assim como não torna o menino mais ou menos masculino. E é isso que podemos e devemos ensinar desde cedo, desde a escola, durante a infância.

Devemos repensar o que é o pré-conceito e quem é responsável por ele.

Muitas vezes muitos criticam a atitude preconceituosa, mas não seriam os pais e os professores incentivadores do pré-conceito a partir do momento que ensinam que menino joga bola e menina brinca de boneca?

A percepção das crianças de hoje sobre o que é a igualdade de gênero, mesmo que de forma inconsciente, é de extrema importância para mudanças sociais e, além disso, para formar uma sociedade melhor e com melhores cidadãos dentro de alguns anos.

Que professores, pais, profissionais e instituições entendam que são diretamente responsáveis por alimentar um conceito ultrapassado e que não agrega e sim agride meninas simplesmente porque elas gostam de jogar futebol.

A melhor forma de mudar isso é começar desde a infância! E que tomemos mais cuidado, pois atitudes que parecem “bobas” também são uma forma de ensinar de uma forma errada e inconsciente que o preconceito é o certo!

Não dê uma boneca pra uma menina, dê uma bola de futebol!

Boa quinta a todos!

Eduardo Pontes.