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Marta se torna maior atleta da história do futebol, mas título não significa nada no Brasil

Nsekera é a primeira mulher eleita para o Comitê Executivo da FIFA

(FIFA.com) Sexta-feira 31 de maio de 2013Nsekera é a primeira mulher eleita para o Comitê Executivo

© Getty Images
Comitê Executivo da FIFA deu as boas-vindas a três mulheres após a histórica votação realizada no Congresso da FIFA nas Ilhas Maurício nesta sexta-feira, 31 de maio de 2013. Lydia Nsekera foi escolhida para o cargo ao receber o maior número de votos (95) na primeira eleição de uma candidata do sexo feminino para a função e estará no cargo por quatro anos. Já Moya Dodd (70 votos) e Sonia Bien-Aimé (38) participarão do principal órgão decisório da FIFA como convidadas durante o período de um ano.
A eleição se segue a uma proposta feita pelo presidente da instituição, Joseph S. Blatter, apoiada pelos atuais membros do Comitê Executivo, de contar com mais mulheres em cargos decisórios no futebol. Este é um importante passo no processo de reformulação da FIFA, planejado para durar dois anos.
A presidenta da Federação Burundinesa de Futebol, Lydia Nsekera, entrou para a história no ano passado, na 62ª edição do Congresso da FIFA, realizada em Budapeste, na Hungria, ao ser convidada e se tornar a primeira mulher a participar do Comitê Executivo. Seu mandato era provisório e tinha a duração de um ano.
Agora, o 63º Congresso da FIFA é outro marco da representação feminina na comunidade do futebol, já que as 209 federações afiliadas mostraram uma enorme aprovação (99%) aos Estatutos da FIFA 2013, cujo Artigo 24º, Alínea 3ª propõe a escolha de uma candidata para ocupar o cargo de integrante feminina do Comitê Executivo.
Lydia Nsekera será a 25ª integrante do Comitê Executivo da FIFA, que era composto por 24 membros até agora. Seu mandato, conforme aprovado pelo Congresso, será de quatro anos e tem vigor imediato. Caso ela deixe suas funções oficiais antes desse prazo, os recém-aprovados Estatutos da FIFA estipulam que o Comitê Executivo pode designar outra mulher para a posição até o Congresso seguinte.
Nsekera, que já fora a primeira mulher a fazer parte do Comitê Executivo como convidada, em decisão do 62° Congresso da FIFA, no ano passado, falou sobre como irá "inspirar mulheres a acreditarem que podem liderar". "Irei fazer de tudo para que se deixe as garotas jogarem futebol, porque o esporte é uma verdadeira escola da vida. E vou apoiar o futebol feminino nas federações associadas."
Conforme proposta do Comitê Executivo da FIFA do último dia 28 de maio, Lydia Nsekera será acompanhada por duas das outras candidatas, que integrarão o órgão como convidadas: Moya Dodd (da AFC) e Sonia Bien-Aimé (da CONCACAF). Com isso, o número de mulheres participantes doComitê Executivo será de três.
As outras duas candidatas, Dodd e Bien-Aimé, indicadas por suas respectivas confederações para a função e também têm grande experiência no futebol.
Dodd é uma ex-jogadora de destaque da seleção australiana, na qual esteve durante nove anos. Foi a primeira mulher a ser eleita para o comitê executivo da federação de seu país e, mais tarde, foi subindo no organograma da Confederação Asiática de Futebol – foi recentemente reeleita vice-presidenta da instituição. "É um dia histórico para o futebol e um grande dia para as mulheres. Gostaria de contribuir da melhor forma possível para a governança do esporte, lutando contra a manipulação e a discriminação. O futebol é o esporte que todos amam, e ninguém deve ser excluído dele. Devemos não só proteger o jogo, mas também lutar contra a discriminação", diz Dodd.
Já Bien-Aimé, secretária-geral da Federação de Futebol das Ilhas Turcas e Caícos, já disse antes da eleição que acreditava que a decisão da FIFA de incluir as mulheres em seu Comitê Executivorepresentava uma clara mensagem para as federações afiliadas. "É um ato ótimo e muito bem-vindo. Agradeço a oportunidade de ser eleita, de ser uma voz que dá sua opinião, uma voz disposta a falar e ouvir e uma voz que, por acaso, é a voz de uma mulher."

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