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segunda-feira, 29 de julho de 2013

Brasil - Por que não assinar em público um acordo para a modalidade?


Vou falar aqui, pra variar, de temas que muitos acham polêmicos mas que acho que são importantes para esclarecer ou despertar o senso crítico das pessoas sobre o futebol feminino.

Planejar e pensar em um trabalho de Seleção Brasileira sem dúvida é importante. Porém, pensar e trabalhar somente as Seleções não contribui em absolutamente nada para o desenvolvimento do futebol feminino nacional como um todo.

Tenho batido e continuarei a bater nesta tecla! Quem trabalha com esporte e acompanha o futebol feminino e até mesmo outras modalidades sabe que uma seleção nada mais é do que o reflexo de uma modalidade bem estruturada e pensada desde a sua base.

É preciso pensar em todas as atletas, em todos os estados, em todos os clubes, em todas as categorias. É preciso muito mais do que vem sendo feito.

Trabalhar só uma seleção torna o trabalho incompleto e beneficia apenas algumas atletas e alguns clubes.

Esta atitude acaba sendo vista como uma forma de maquiar a situação de uma modalidade, pois uma seleção é a forma mais fácil de mostrar que se está fazendo algo.

Como já disse o trabalho com a Seleção é importante, mas ineficaz para a modalidade no país se não é pensado de baixo para cima. E sem ofensas, mas o que muda a situação da modalidade: Convocações, seleções, ou um trabalho básico de fomentação do futebol feminino?

Fomentar é promover o progresso da modalidade, e sem pensar em atletas, base, clubes, estados, competições e outras questões o que se faz é apenas um trabalho de "tapar buracos".

Quando surge uma competição onde o país deve ser representado por sua seleção são realizadas convocações onde o que é feito acaba sendo um trabalho "emergencial" para ter um grupo pronto para disputar aquela competição.

Muitas atletas chegam à seleção sem saber posicionamento tático, sem domínio técnico satisfatório assim como sem a condição física esperada. Por isso é comum vermos, em muitos casos, as listas com aqueles mesmos nomes e isso é a mais clara evidência de que a modalidade não está desenvolvida.

Não critico a forma de convocação, mas a estrutura que faz com que no país apenas alguns clubes e algumas atletas tenham condições ou sejam vistas para vestir a camisa da seleção.

A falta de novos nomes na seleção é devida à falta de observação que é consequência dessa falta de estrutura.

Outro fator claro de que a modalidade está longe do ideal é termos atualmente seleções/peneiras estaduais realizadas pela Entidade de Administração do Desporto, que está diretamente relacionada à falta de processo claro e justo de observação de atletas. Se você não tem estrutura de base e principal, se não tem competições, você não tem como observar todas as atletas e clubes que deveria!

Essas peneiras também são muito importantes! Porém sem estrutura, não resolvem nada e beneficiam (quando beneficiam) alguns poucos clubes e talentos.

Acho que se formos ficar ligando uma coisa à outra, facilmente observaremos as situações de causa e efeito de tudo que acontece no futebol feminino do país.

O mais triste é que profissionais e atletas tem total noção disso, mas muitos fazem de conta que não veem e preocupam-se mais com "o seu próprio umbigo" do que com a modalidade. 

Em nenhum momento afirmo que o trabalho da seleção é ruim. Apenas que ajuda a seleção e só. Talvez o foco da administração do futebol brasileiro hoje seja o menos produtivo para a modalidade.

E sabendo que esta mesma entidade de administração da modalidade tem criado dificuldades em relação ao futebol feminino nos bastidores, parece que a intenção não é desenvolver o futebol feminino nacional.

Se a intenção desta instituição é realmente fazer a modalidade crescer, deve se atentar pois o futebol feminino está no caminho completamente contrário da evolução. Todos sabem que é preciso fazer diferente, mas no Brasil quem questiona e critica mesmo de forma construtiva é tido como inconveniente e visto com maus olhos e talvez por isso tantas pessoas estejam hoje nos bastidores criticando muitas situações da modalidade, mas sem coragem de falar por medo do que pode acontecer caso se fale publicamente destes assuntos.

Se existe realmente a intenção de fazer o futebol feminino evoluir, por que não realizar a assinatura de um acordo com o Ministério do Esporte, com a presença de um representante da Conmebol e da FIFA como testemunhas de um acordo que favoreça o futebol feminino nacional?

Será que a administradora do esporte nacional teria esse ato de boa vontade em prol do futebol feminino?

Hoje qualquer ato contrário ou resistente a um acerto produtivo, qualquer briga ou queda de braço desnecessária por parte de quem administra o futebol brasileiro com o Ministério do Esporte ou com qualquer outra pessoa ou instituição que queira apenas ver a modalidade caminhando para dias melhores é a resposta clara da pergunta em questão!

Estamos estacionados há mais de 3 décadas e este é o sinal claro de que falta algo para a modalidade, seja boa vontade ou capacidade de sua administração em fazer a diferença! Temos sinais claros de que a gestão do futebol feminino precisa de ajuda, afinal não se pode acreditar que o fato de uma modalidade não se desenvolver seja intencional. Ou se pode?

A única resposta à altura para todas estas perguntas que estão sendo feitas e vão ganhando força nos bastidores é aceitar parcerias, assinar acordos em prol do futebol feminino. Não aceitar coloca a administração da modalidade em xeque.

Existe ou não o desejo da administração do esporte nacional em fazer o futebol feminino crescer? Acredito que em breve iremos descobrir!

quinta-feira, 25 de julho de 2013

FUTEBOL: Goleiras e goleiros e o tabu altura

Eu já abordei este tema e vou falar novamente!


Muitas pessoas insistem em falar sobre a altura dos goleiros e goleiras e questionar isso. 

Mas o problema é a altura ou o fato de que tornar uma goleira ou goleiro de estatura mediana bom o suficiente para a posição dá trabalho? O problema é a altura ou a qualidade do trabalho que os profissionais desenvolvem com eles?

Quantos goleiros de estatura considerada pequena para a posição se destacaram no mundo?

Acredito que o problema não seja a altura, mas a falta de capacidade de muitos profissionais em entender que cada goleiro e goleira tem uma estrutura física e valências diferentes uma das outras. 

Eu não posso trabalhar goleiros de características diferentes de forma igual. Acredito que, apesar de não ser um profissional dessa área técnica, muito precisa mudar em relação a quem trabalha com isso.

O melhor preparador é aquele que tem a capacidade de identificar em um atleta suas características únicas e trabalhá-las para tornar este atleta o melhor possível, sem esquecer claro de identificar também suas deficiências e tentar ao máximo as corrigir.

Quantos profissionais dispensam atletas porque não sabem fazer uma leitura correta do atleta? Quantos se arrependem em ver aquele atleta que esteve "nas suas mãos" se destacando e se desenvolvendo porque um outro profissional enxergou aquilo que aquele não conseguiu ver?

Acho que muito antes de falar em altura de goleiros, os profissionais devem falar sobre suas posturas, condutas, formas de avaliação e treinamentos, bem como seus focos e busca de especialização na função.



Os preparadores brasileiros estão verdadeiramente preparados? Achar que se está preparado é uma coisa, estar preparado e sempre disposto a aprender mais (afinal é necessário para tentar ser realmente bom) é outra completamente diferente.

quarta-feira, 24 de julho de 2013

FUTEBOL FEMININO: A modalidade sofre preconceito de quem administra o esporte?


Estava pensando: A CBF assinaria um acordo em prol do FUTEBOL FEMININO BRASILEIRO com o Ministério do Esporte tendo um representante da CONMEBOL e um da FIFA presentes como testemunhas?

Um acordo como este seria a prova de que a Entidade de Administração do Futebol Brasileiro realmente se preocupa e quer o crescimento do Futebol Feminino.

Até o presente momento a Entidade recusa qualquer tipo de acordo para a modalidade. Será que existe mesmo a intenção ou desejo de ver o futebol das mulheres crescer???

Será que a maior onda de preconceito contra as mulheres que jogam futebol vem de quem administra, ou deveria administrar a modalidade?

Se realmente não existe nenhum problema com a mulher que joga futebol por que não assinar publicamente um acordo claro, e logicamente justificar ao vivo e em público os motivos de anos de coincidente falta de evolução do futebol feminino nacional?

Existe muita gente interessada no desenvolvimento da modalidade e basta a entidade que a administra concordar e assim as coisas com certeza iriam caminhar.

Outras modalidades crescem visivelmente no gênero masculino e feminino por conta da assídua intervenção e interesse de suas federações nacionais, ou entidades de administração.

Curiosamente eu pergunto: e por que o futebol feminino não cresce? Por que o futebol masculino tem campeonatos nacionais das séries A, B, C e D, e campeonatos estaduais e nacionais adultos e de base? Por que a diferença de tratamento entre futebol masculino e feminino?

Se não existem diferenças, então eu acho que assinar um acordo em prol do futebol feminino seja um caminho lógico e óbvio para quem quer ver a modalidade crescer!

Qualquer coisa que não caminhe neste sentido demonstra que, não o país, mas quem administra este esporte no Brasil ainda vive uma espécie de "ditadura esportiva" onde a mulher não podia praticar espote, afinal o não investimento impossibilita que muitas mulheres joguem futebol.

Não estou falando absolutamente nada demais neste post. Apenas analisando com coerência a situação do futebol feminino em todo o país e baseado nisso indicando o que seria uma solução produtiva para o esporte, para as mulheres e para o país.

Se eu administrasse este esporte, quisesse vê-lo crescer e quisesse também fortalecer a marca da minha entidade assim como tornar o desporto em questão em algo financeiramente produtivo para a empresa, o esporte, o país e atletas e profissionais, eu não pensaria duas vezes!

A coisa é mais simples do que parece e o primeiro passo. A Federação Nacional realmente quer?

sábado, 13 de julho de 2013

Futebol Feminino - Brasil no caminho contrário da FIFA.

Eu fico impressionado com algumas coisas que acontecem nos bastidores do futebol feminino brasileiro.

A verdade é que existem pessoas/entidades interessadas no não desenvolvimento da modalidade e fazem o possível para atrapalhar ou impedir que essa evolução aconteça.

Até onde sei a ditadura militar já acabou então as jogadoras de futebol deveriam ter o direito de falar o que pensam sem sofrer retaliações quando estão apenas querendo o melhor para o esporte, e logicamente ter o direito de jogar futebol. Simples assim!

Sei que o que irei abordar aqui, apesar de ser mais certo do que "2 + 2 = 4", será contestado por muitas pessoas que insistem em fazer de conta que está tudo bom! Senhoras e senhores, Não está nada bom!

Vamos lá... 
Estava lendo o estatuto da FIFA e a missão e objetivos da FIFA no Futebol Feminino e tive a certeza que estes são violados no Brasil a partir do momento que o futebol feminino sofre preconceito. Sim, a modalidade sofre preconceito a partir do momento que tem um tratamento diferente do futebol masculino.

A falta de investimento nestes 30 anos caracteriza claramente um pré-conceito contra a mulher e o esporte futebol, e a falta de preocupação em mudar este status pré-concebido fortalece essa afirmativa.

A MISSÃO DA FIFA no que se refere ao esporte Futebol: "O desenvolvimento do esporte, tocar o mundo, construir um futuro melhor." - Este desenvolvimento não acontece no futebol feminino brasileiro!

A MISSÃO DA FIFA no que se refere ao FUTEBOL FEMININO: "A FIFA promove o desenvolvimento do futebol feminino e se compromete a prestar apoio financeiro ao esporte, dando a jogadoras, treinadoras, árbitras e assistentes a oportunidade de participarem mais ativamente do futebol. A FIFA contribui para a popularização do esporte através de campanhas que informam e conscientizam o público e ajuda a derrubar barreiras sociais e culturais a fim de melhorar a posição das mulheres na sociedade.". - Belo papel da FIFA e belo discurso, mas o que podemos fazer com Federações Nacionais que vão totalmente contra este conceito? 

No Brasil, por exemplo, não é preciso ser um gênio para entender o que acontece no país, mesmo para aquelas pessoas que não fazem ideia do quanto de resistência o futebol feminino sofre nos bastidores por parte de quem deveria organizá-lo.

Alguns dos objetivos e propostas da FIFA para o futebol feminino: 

"Promover e desenvolver o futebol feminino adulto e juvenil nas associações filiadas ...", "Aumentar a proporção de mulheres e meninas nas divisões de base, nas escolas e nas equipes de nível amador e profissional;" - Então, por que o futebol feminino é esquecido no Brasil? Então por que a modalidade é administrada de qualquer jeito no país? 

E quem vive o dia a dia do futebol feminino (seja jogadora, seja familiar ou "profissionais") no país sabe que afirmar que a modalidade caminha bem é concordar com o fingimento de bondade de ideias ou de opiniões apreciáveis além de dizer o que não condiz com a verdade da modalidade no "país do futebol".


Outro objetivo FIFA interessante e totalmente questionável na nossa realidade "Melhorar a infra-estrutura do futebol feminino nas confederações ..." - no Brasil isso não acontece NEM DE LONGE!

Quando se trata de Futebol Feminino a certeza que temos é de que o Brasil está longe de ter o padrão de qualidade da FIFA e que vai na contra-mão do que a entidade preza para a modalidade. E a todos que estão lendo, não é uma coisa que simplesmente eu acho, é uma coisa que está clara no esporte brasileiro há tempos.

A FIFA realmente sabe o que acontece com o futebol feminino brasileiro? Ela ficaria feliz em saber o que realmente acontece por aqui?

Estou bastante curioso e interessado em descobrir a resposta para essa pergunta!

quinta-feira, 11 de julho de 2013

Futebol Feminino: Um caminho sem volta rumo à evolução

Um grande passo para a evolução do Futebol Feminino Brasileiro?!
Campeonato Brasileiro de Futebol Feminino - 


Estava a pensar sobre este tema e depois de muito analisar acredito que ele tem pontos muito positivos. 

Talvez um dos principais é que uma competição desse porte obrigará o país a organizar pela 1ª vez um calendário nacional de futebol feminino.

Esse calendário levaria em consideração todos os estaduais, Copa do brasil e competições regionais, além das competições da seleção e a própria competição nacional! As federações serão obrigadas a se organizar!

E claro que além da organização das federações, profissionais e clubes que sempre trabalharam de qualquer jeito terão que se preocupar mais com sua logística, a preparação física de suas equipes, a estrutura básica necessária.

Essa falta de organização sempre foi um fator determinante para a dificuldade na captação de patrocínio e qualquer outro tipo de negociação. Até mesmo para a TV um calendário é imprescindível.

Acaba sendo necessário naturalmente um passo da modalidade rumo à sua organização e nessa hora que veremos entre clubes, atletas, pessoas que trabalham com a modalidade e federações, quem realmente é ou não PROFISSIONAL.

Com certeza haverão muitas reclamações! Estas feitas por aquelas pessoas que em décadas de modalidade sempre criticaram qualquer ação mas que nunca mexeram um dedo em prol de uma mudança real no esporte. 

Uma pequena parte formada por atletas reclamará sim, mas porque sonham com uma modalidade forte e sem sacanagens onde todas tenham oportunidades e em um primeiro momento algumas, infelizmente, ficarão de fora.

Os homens que estão acostumados a mexer os "pauzinhos" ou que falam amar a modalidade, mas no fundo só se preocupam com o próprio umbigo e com seus clubes, também reclamarão.

O investimento traz melhorias, mas a partir do momento que o investimento ocorre e a coisa anda as cobranças passarão a ser maiores e as responsabilidades também.

A postura de todos que estão no meio terá que mudar. A competição nacional pode servir para separar o joio o trigo.

Por questão de inteligência e sobrevivência de alguns a tendência da modalidade será andar para frente, afinal depois de um grande passo dado, caminhar para trás será atestar uma falta de capacidade de conduzir o futebol feminino e independente de como for a responsabilidade cairá sobre quem é responsável por gerir a modalidade no país, e não haverá chance de se esquivar dessa responsabilidade.

Acredito que ninguém vai querer ser apontado como o pai/responsável pelo insucesso ou por uma incapacidade, então ou faz a modalidade caminhar ou faz a modalidade caminhar. É um caminho praticamente sem volta.

Bom para a modalidade, bom para as atletas e bom para todo um "mundo" que hoje não gira em torno da modalidade, mas que deveria girar. O marketing, a gestão, o licenciamento de produtos, as promoções, a publicidade, a propaganda, o patrocínio, as premiações e tantas outras coisas.

Em uma primeira edição, logicamente que quem não jogar vai reclamar! Mil e um "defeitos" serão apontados. Mas isso também mostrará quem está pensando com a razão e analisando antes de falar, pois pensa no futebol feminino, e mostrará também quem está mais preocupado com o próprio umbigo, com o ego e com o "EU".

Não devemos pensar que benefício o esporte trará pra "eu" ou para "ele(a)" e sim que benefício passa a ter a modalidade e essa, acredito eu, que só tem a ganhar.

Que realmente seja o primeiro passo de muitos de uma modalidade que está há muitos anos engatinhando.

segunda-feira, 8 de julho de 2013

Campeonato Brasileiro de Futebol Feminino

Imagem meramente ilustrativa.
Está para ser anunciado o 1° Campeonato Brasileiro de Futebol Feminino com realização do Ministério do Esporte e da Caixa Econômica. A CBF apenas dá a chancela para que a competição aconteça.

Este é o primeiro passo para uma reformulação de como é visto e tratado o futebol feminino no cenário nacional. A intenção do Ministério do Esporte é tornar a modalidade um desporto de excelência e planeja diversas ações nos bastidores que serão divulgadas quando estiverem sendo de fato implementadas.

Não é de hoje que se espera uma modalidade forte, justa e respeitada, sendo cuidada desde sua base até o alto rendimento, assim como não era de hoje que o Ministério do Esporte buscava um entendimento com a federação nacional de futebol que vinha relutando para aceitar qualquer tipo de acordo no que dizia respeito ao esporte feminino.

Depois de muitas tentativas de negociação a CBF deu a chancela para esta competição e o que se espera é que seja o primeiro passo de uma parceria amistosa onde o principal objetivo seja o futebol feminino brasileiro. Para isso a administradora do futebol nacional precisará ser mais maleável e muito mais bem intencionada em desenvolver a modalidade.

Após a declaração de Joseph Blatter de que o Brasil "precisa se dedicar mais ao seu futebol feminino" a CBF tomou a decisão de dar a chancela para a competição nacional, chancela essa que já vinha sendo solicitada há alguns meses por parte do governo federal. Durante a coletiva de Blatter o Ministro do Esporte declarou que já havia conversado com a FIFA sobre a modalidade.

Ministro do Esporte Aldo Rebelo e Blatter já conversaram sobre a modalidade
na última reunião na sede da FIFA.

Hoje, apesar dos muitos patrocinadores oficiais da Seleção Brasileira, não há um plano de transparência que indique o quanto destes valores é destinado ao futebol feminino, assim como os direitos de transmissão das competições, e a impressão que se tem é de que o futebol feminino é uma peça de "brinde" para os patrocinadores e de que nenhum ou quase nenhum dinheiro acaba sendo revertido para ações de desenvolvimento da modalidade.

Todas as pessoas interessadas no crescimento e respeito do futebol feminino no Brasil esperam que mais novidades possam surgir e que a Entidade de Administração do Futebol brasileiro passe a investir financeiramente na modalidade, pois a mesma assim como seus patrocinadores até o momento não investirão nenhum centavo no Campeonato Brasileiro e outras competições.

Seria interessante também ter uma gerencia específica para o futebol feminino brasileiro.

Sobre a fórmula de disputa, clubes participantes, data e detalhes da competição, só entrarei em detalhes após o anúncio oficial da competição por parte dos organizadores: Ministério do Esporte e Caixa.

quarta-feira, 3 de julho de 2013

FUTEBOL FEMININO: Entidade de administração do futebol brasileiro "nas cordas"!

Como vemos de costume nas lutas de boxe quando um adversário é posto contra as cordas e o adversário vai para cima afim de nocauteá-lo!

Essa é uma cena que resume bem a situação do Futebol Feminino Brasileiro e a entidade que o administra.

FIFA, CONMEBOL, Governo Federal (Ministério do Esporte e Presidente da República) e atletas querem mudanças e existe um forte trabalho para isso!

O tom não é de guerra e sim de união por parte das demais partes que tentam de forma amistosa transformar e dar dignidade ao futebol feminino Brasileiro e suas praticantes. 

Agora, a Entidade de Administração Do Desporto no Brasil tem que escolher se continua resistindo às investidas ou se joga a toalha e finalmente firmar parcerias para desenvolver o esporte no país.

É simples solucionar as questões do futebol feminino. Trabalhoso sim, mas simples!

Agora é esperar para ver o que vai acontecer, mas é fato que o adversário mais cansado, por mais que resista nas cordas e tente lutar, ou é nocauteado ou perde por pontos no final.

Ter humildade e jogar a toalha ou manter a resistência ao assunto Futebol Feminino e ser nocauteado?

A escolha agora depende só de quem está nas cordas, porque quem está do outro lado só quer a vitória da modalidade e não vai mudar a postura, afinal é uma causa simples, justa e merecida de ser defendida.

terça-feira, 2 de julho de 2013

Brasil: O Mercado Esportivo e o Futebol Feminino


Vocês sabiam que é possível fazer marketing com qualquer coisa e transformar qualquer coisa em produto?

Todo produto, mesmo aquele mais improvável pode ter um mercado ou pode ter um mercado criado em função dele.

Você pode desenvolver um produto, realizar um plano de marketing e torná-lo interessante ao mercado consumidor de alguma forma! SEMPRE!

O Futebol Feminino no Brasil, por exemplo, pode conquistar espaço de forma simples porém de médio a longo prazo,com pequenas metas de curto prazo.

O mercado do futebol no Brasil é grande e forte, indo da negociação de atletas, transmissões de jogos, patrocínios, até a venda de produtos e artigos esportivos.

O futebol feminino faz parte do mundo do futebol e do marketing esportivo brasileiro, porém é mal aproveitado e precisa ser trabalhado!

Se existe espaço para caneta com lanterna embutida ou para o chaveiro que pisca, existe espaço para o Futebol Feminino e outros esportes. Faltam apenas pessoas com a capacidade de cuidar do esporte como um negócio! 

Futebol Feminino é um negócio capaz de gerar retorno financeiro e social!

Mulher e esporte: A dificuldade delas em comprar materiais esportivos

Eu amo esportes e sempre pratiquei, logo sempre comprei muitos itens de roupas e materiais esportivos e confesso que me sinto uma criança em um parque de diversões quando entro em uma loja de esportes!

Recentemente estive em uma grande loja de material esportivo aqui no Rio de Janeiro e me surpreendeu que apesar de toda a variedade de produtos para o público masculino, a quantidade de artigos femininos era muito pequeno.

Será que as lojas acham que mulher não compra artigos, roupas e calçados esportivos? 

Amigos, mulher não vai só a academia! Mulher joga basquete, futebol, tênis, Badminton, skate, boxe, e uma série de outras modalidades esportivas.

E onde estão as chuteiras, shorts, blusas, calças, caneleiras, luvas, munhequeiras, testeiras, etc?

A mulher não usa só calça leg e top! Mulher não usa só roupa para academia!

Existe uma dificuldade de encontrar até mesmo produtos como camisas de clubes de futebol femininas!

Nessa minha última visita à loja de esportes, minha irmã que está se formando designer estava comigo e  também questionou essa dificuldade de encontrar mais produtos voltados para o público feminino. 

E não adianta as lojas afirmarem que o público é pequeno, que não há procura, que não há mercado! O mercado é a empresa que faz! Se ele não existe, a empresa cria! E eu garanto que se no Rio de Janeiro, São Paulo e outros locais forem criadas lojas que tenham espaço e maior variedade de produtos voltados para mulheres, elas lojas irão terão boa procura.

Mulher pratica e compra produtos esportivos! O mercado está precisando se adequar a essa realidade!
E olhem que eu entro em MUITAS lojas de produtos esportivos e afirmo que em cada 10 que eu entro, 10 delas estão deixando a desejar!

Qual será a primeira empresa a se atentar a essa questão?