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E o juiz apita o fim do jogo: Este blog chegou ao fim.

Santos perde para o Barcelona: Uma clara derrota do futebol brasileiro! Estamos no caminho errado!



Geralmente eu escrevo muito sobre Futebol Feminino, mas hoje vou abrir espaço para falar do futebol brasileiro como um todo.

A derrota do Santos para a equipe do Barcelona em amistoso realizado na última sexta-feira, 02/08, repercutiu negativamente para o Santos, mas acho que o problema é muito maior e não se resume a um clube.

Nenhum clube da elite do futebol brasileiro teria condições de vencer a equipe do Barcelona ou de jogar de igual pra igual. E por que afirmo isso?

O futebol brasileiro vive uma falsa impressão de crescimento. Clubes se gabam de ter maiores receitas com TV e patrocínios, mas também contratam  atletas à preços exorbitantes, o que pões em xeque a saúde financeira de muitos destes clubes.

Falta no Brasil uma gestão realmente revolucionaria e focada não só em ganhar dinheiro, mas principalmente em recuperar o bom futebol, formar atletas de forma adequada e gerar lucro através da venda de atletas que foram formados no próprio clube. Claro que o marketing, licenciamento de produtos, gestão de arenas esportivas e outras questões também precisam ser levadas em consideração.

Cada dia que passa vemos a qualidade dos jogadores de futebol reduzir tanto no sentido técnico como no cognitivo que está associado ao futebol como por exemplo a velocidade de raciocínio e visão de jogo.

Os clubes não se preocupam com a formação do atleta, se preocupam em ganhar dinheiro em cima de um menino! Nada além disso!

A formação do atleta vai muito além e se fosse bem feita, teríamos clubes brasileiros com no mínimo 50% de jogadores do elenco composto por jogadores criados no clube.

Já passou da hora de termos gestores realmente comprometidos com o esporte. O que se vê hoje são gestores cada dia mais preocupados com o próprio bolso e em aparecer em TV e colunas de jornais.
O trabalho do gestor é fundamental, mas quando você vê o gestor aparecendo mais do que seu trabalho, algo está errado.

O trabalho bem feito aparece primeiro e aí vem associado ao nome daquele que está à frente do clube/modalidade.

Precisamos tratar o futebol realmente como algo profissional, dos gestores aos atletas e profissionais de corpo técnico. Dizem-se profissionais? Então devem ser tratados como tal!

A derrota do Santos para o Barcelona não é a derrota de um clube, e sim a derrota do futebol brasileiro como um todo que vem se perdendo ano após ano.

Os clubes do futebol brasileiro deveriam ter:

  • Planejamento estratégico muito bem definido;
  • Piso e teto salarial;
  • Ganhos extras só por objetivos alcançados;
  • Dívidas de cada gestão diretamente associadas ao nome do administrador da época;
  • Clara distinção de direitos e deveres dos clubes para com os atletas e dos atletas para com os clubes;
  • Clara divisão e distinção da função de cada dirigente e profissional do clube na cadeia organizacional;
  • Demissão por justa causa de técnicos, gestores, atletas ou qualquer profissional do clube que tenha atitudes no caminho contrário do que preza o clube;
  • Clara distinção sobre o papel e poderes do agente do atleta não podendo o mesmo interferir em nada além do que diz respeito ao atleta e seus vínculos legais com clubes;
  • Formação de atleta de base não só como atleta, mas como ser humano, o preparando não só para o esporte, mas para 
  • Maior aproveitamento de jogadores formados na base por seus clubes;
  • Clareza e transparência nas ações do clube e suas contas;
  • Fim das contratações por nome;
  • Revisão de como são feitos os contratos e definidas as multas por rescisão, entre outros.
Estamos fazendo tudo errado e o país do futebol passou a ser o país onde alguns "espertos" se aproveitam para ganhar dinheiro em cima de clubes e atletas.

Tenho visto ex jogadores que tentaram a sorte como técnicos que apesar da qualidade na função desistem da profissão por conta da interferência de empresários e dirigentes no trabalho de diversos clubes do futebol brasileiro.

Aquela velha e bela técnica e qualidade dos atletas que orgulhavam o então chamado "país do futebol" deu lugar a ganância, desrespeito e falta de ética. O que era esporte, transformou-se em caça níquel de empresários e dirigentes que se preocupam mais em sua evolução financeira e pessoal do que a evolução de seus clubes/entidades/modalidades.

A prova clara de que estamos no caminho errado é termos como destaque do campeonato brasileiro 2013 atletas veteranos, que foram forjados nas características do futebol que estávamos acostumados a ver.

Hoje não só a qualidade dos atletas é baixa como os custos do esporte se tornaram alto para a população e fica muito difícil ter nos estádios as famílias, o povão de renda inferior que tinha no esporte o prazer e lazer do fim de semana.

Estamos elitizando o futebol com a finalidade de enriquecer alguns, mas não percebemos que o futebol brasileiro está ficando cada dia mais pobre e vive quase que exclusivamente de um passado glorioso e de um presente decadente.

Deve-se repensar o futebol como um todo, desde sua forma e gestão até a forma como se preparam os atletas lá na base dos clubes.

O velho e doente "país do futebol" está nas mãos dos empresários e dirigentes, enquanto o futebol arte que estava em nossos pés agora figura nos pés daqueles que realmente são os melhores, e estes sem dúvidas não somos mais nós brasileiros.

E a triste realidade brasileira é que este cenário não se resume apenas ao futebol, mas ao esporte como  um todo.

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