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segunda-feira, 30 de setembro de 2013

FUTEBOL FEMININO: Seleção Brasileira Sub 17 fora do mundial de 2014.



A Seleção Brasileira de Futebol Feminino sub-17 não passou da primeira fase do Sul-americano sub-17 do Paraguai e assim não irá ao mundial de 2014 da categoria, na Costa Rica.

Venezuela, Paraguai e Colômbia ficaram com as vagas.

Já me questionaram algumas vezes e criticaram bastante a seleção.

Ontem me fizeram uma simples pergunta sobre o assunto: o que faltou? 

Respondi: "Planejamento, estrutura nacional, investimento... posso citar diversos pontos e nem sei por qual começar! É a responsabilidade de uma Confederação que acha que colocar meninas pra treinar juntas antes de uma competição seja o suficiente. 

Temos o talento, mas se este não for trabalhado de forma correta, de nada adianta.

Um diamante não lapidado acaba sendo apenas uma pedra.

Acho que assim é nosso futebol feminino. 

Ainda somos uma pedra, sem forma, ainda suja de terra, mas que com investimento e trabalho decente pode se tornar um magnífico diamante, uma joia da melhor qualidade!"

E complemento dizendo que:  Não adianta simplesmente convocar meninas e colocar pra treinar juntas. A fase de treinamento é para aperfeiçoar e trabalhar o conjunto, mas as meninas chegam na seleção com condicionamento físico, técnico e tático muito baixo e com isso se perde tempo da preparação com um trabalho de nivelamento. Se as atletas não tem clubes e competições para disputar em suas categorias, a coisa fica complicada.

E isso vale não só para a sub-17, mas para todas as nossas seleções femininas de futebol.

Uma seleção é reflexo da forma como o futebol de um país é conduzido. A seleção é apenas um produto!

Na Indústria, um produto é o resultado de atividades ou de processos.

Em matemática, produto é o resultado de uma multiplicação.

Então, a Seleção (e sua qualidade) é o produto de uma modalidade onde se deveria levar em consideração a qualidade de profissionais, número de atletas, número de times, número de competições oficiais, valores de investimento, oportunidades de capacitação e observação de atletas e profissionais.

São somas, multiplicações, divisões e subtrações que precisam ser feitas para que o resultado seja satisfatório e justo, mas ao que parece no Brasil não se sabe fazer contas no futebol feminino. Consequentemente, se não sabem fazer contas, não sabem administrá-lo como um todo.

fatores A + fatores B = Produto

Administrar apenas o produto, sem pensar em como os seus fatores são importantes, não altera seus resultados!

Mas só acho...

2 comentários:

  1. Concordo com quase tudo que você explanou. No entanto com toda sinceridade , não acredito que nossas adversárias sulamericanas estiveram em condições melhores que as nossas meninas. REPITO, SER ELIMINADO EM ELIMINATÓRIAS SUL-AMERICANAS NÃO DÁ, AINDA MAIS EM PRIMEIRA FASE.
    Fora que eu soube de gente que acompanha também o resto de nossas bases era que poderia sim levar um grupo melhor de garotas mais preparadas e não um monte de guria catada em peneira, que por mais talento que tenha é carente em fundamentos e traquejo tático. Fora por escolha própria treinadora ter cortado a melhor sub-14 dos EUA que é a Catarina Macário, gostaria de saber mais o porque dessa atleta exuberante ter sido cortada. Indisciplina, lesão, ou vontade da treinadora?
    Sim, o nosso futebol feminino é carente ao extremo em estrutura, preparação e tudo mais para quem deseja ser um país vencedor na modalidade. Agora vamos botar os pingos nos IS também, NÃO SÓ FALTOU TUDO O QUE SEMPRE FALTA.. Ser eliminado em primeira fase de mundial é aceitável, mas sul americano, não dá meu caro. Faltou o de sempre e algo mais. Esse algo mais, inclua , convocação ruim, escalação ruim e treinamento ruim.

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  2. Uma vergonha nao se classificar na Varzea sulamericana........inaceitavel....um Vexame!!!

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