Translate

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

O caso Diego Costa - o reflexo de um futebol nacional masculino e feminino que pouco oferece ao atleta

Muito tem se falado sobre a escolha do jogador Diego Costa por defender a Seleção da Espanha e não a Seleção Brasileira.

A CBF através de seu mandatário e o técnico da Seleção principal masculina fizeram um enorme alarde sobre a escolha do atleta. Escolha essa que eu aplaudo de pé e se fosse ele também faria, por mais patriota que eu fosse, pois se trata de uma questão de bom senso.

Diego Costa saiu do Brasil muito novo e construiu fama, carreira, oportunidades, respeito, carinho da torcida, tudo fora do país. E foi na Espanha que tudo isso aconteceu. Qual dívida teria o atleta para com o Brasil? A nacionalidade talvez, e só.

Acho que ao invés de criticar o jogador, o papel do técnico e do dirigente é de EM PRIMEIRO LUGAR, se colocar no lugar do atleta e entender quais motivos teria ele para tomar tal atitude (defender outro país). Conversar com o atleta de forma amistosa para entendê-lo também é fundamental e se ele de fato não quiser jogar pelo Brasil, deseje a ele boa sorte e sucesso e vida que segue.

Vida que segue entre aspas... aí vem o momento de reavaliação de trabalho e estrutura do futebol nacional. Se o atleta prefere jogar por outro país porque foi lá que ele despontou para o mundo do futebol, é sinal de alerta para o futebol nacional brasileiro.

Falta estrutura de base no país? Como é o trabalho das seleções e o papel da Confederação na oportunização e melhor observação de novos talentos? Os jogadores tem oportunidades no país e consequentemente na seleção? Se sim, o que falta? Se não, o que precisamos corrigir urgentemente?

Milhares de jogadores saem do país porque é mais fácil aparecer para o mundo do esporte lá fora do que aqui dentro. Ainda temos profissionais despreparados para o imprescindível trabalho de gestão de pessoas e talentos, temos clubes dominados por empresários, temos avaliações técnicas de atletas que são feitas com critérios completamente falhos para julgar o potencial de um garoto.

E se no futebol masculino é assim, imaginem no Futebol Feminino onde a Federação Nacional e seus dirigentes não se importam com a modalidade nem um pouco.

E O FUTEBOL FEMININO?


Conheço muitas atletas que defendem outras Seleções. Brasileiras que encontraram em outro país a oportunidade de fazerem o que amam, sendo absurdamente reconhecidas e valorizadas, coisa que no Brasil parecia quase impossível. E detalhe, a CBF não foi lá lutar por elas não! Na verdade, mal sabe que elas existem!

No Brasil temos uma estrutura abaixo do básico, a intervenção de uma federação nacional que é comparável a nada, e nível dos profissionais do meio muito aquém do que necessitamos para fazer um trabalho de qualidade. Claro que o baixo nível técnico dos profissionais do meio é também reflexo da falta de intervenção de uma administradora nacional do desporto que não se preocupa com a qualidade de sua matéria prima.

Eu gostaria muito de ver a CBF lutar pelo Futebol Feminino um vinte avos do que está criando caso com a situação do atleta Diego Silva.

Se o Futebol Feminino Brasileiro tem respeito no exterior ele deve muito disso às suas atletas e não a estrutura que a elas é oferecida, e olha que com a forma que é gerenciada a modalidade não podemos afirmar que são as melhores que vestem a camisa da seleção. Afirmo isso pelo fato da pouca ou nenhuma observação de atletas a nível nacional e internacional faz com que apenas uma parcela muito pequena de atletas sejam observadas e tenham a oportunidade na Seleção nacional.

Quantas meninas jogam muito e não tem oportunidades nem em clubes, quem dirá em seleções. E é assim no Brasil todo.

Tiro como exemplo o Rio de Janeiro, cidade onde sou nascido e criado e tem uma enorme quantidade de atletas com potencial e vontade, e que necessitam apenas ser trabalhadas. Precisam só da oportunidade. E é assim Brasil à fora, nas baixadas, nas periferias, nos interiores e até nas capitais.

E ainda temos a questão de que alguns clubes e profissionais realizam trabalhos medianos, isso quando chegam a ser medianos, e se acomodam por achar que o que fazem é algo fora de série, quando, tendo os pés no chão, poderiam realizar um trabalho muito melhor.

Enfim, muitos são os fatores que interferem não só na qualidade do futebol nacional (masculino e feminino) como também interferem nas escolhas de nossos talentos em jogar dentro ou fora do Brasil, vestindo a camisa da seleção brasileira ou a camisa de quem lhe proporcionar algo além do que o desgosto e da frustração que o futebol brasileiro proporciona aos talentos de hoje.

Fazer de conta que esses fatores não existem e que nada disso acontece, se ofender ao ler um texto como esse é nada mais nada menos do que  demonstrar não entender de futebol e que se tem uma visão limitada de tudo que acontece, não sabendo se colocar nem no lugar dos atletas.

Precisamos refletir seriamente sobre o que temos e o que fazemos no futebol brasileiro. Não estamos evoluindo, muito pelo contrário e não apenas o esporte regride, mas a qualidade de nossas atletas e profissionais também cai a cada dia.

domingo, 27 de outubro de 2013

Futebol Feminino: Reflexões sobre o tema Seleção

Na noite do dia 26/10 estive refletindo bastante sobre o tema SELEÇÃO. Não iria postar aqui, mas acho importante compartilhar pensamentos e opiniões.


Seleção... Acredito que, seja em qual o esporte for, uma seleção não é simplesmente convocar ou "juntar" os melhores talentos individuais, mas montar um grupo com peças que se completem e fazer com que eles produzam um jogo coletivo onde melhores individualmente não estejam preocupados em brilhar sozinhos e sim fazer com que todos brilhem juntos, pois só assim se atingem os objetivos de um planejamento.

Uma seleção não é simplesmente a soma de vários talentos e sim, principalmente, a soma daqueles que mais tem vontade de superar seus limites, que não se acomodam, que buscam sempre mais, que conseguem manter os pés no chão e que contagiam por suas atitudes. Que motivam e desafiam os demais a serem também ainda melhores.

Uma seleção não precisa de talentosos brilhantes e sim de talentos determinados a trabalhar duro.

Uma seleção necessita ter profissionais que estimulem os melhores a serem ainda melhores, necessita de profissionais que tenham a capacidade de ler atletas individual e coletivamente para retirar deles muito mais do que eles mesmos acham que são capazes de produzir. 

Uma seleção necessita de profissionais que não se incomodem em não aparecer no palco, mas que se preocupem em trabalhar duro nos bastidores para que o espetáculo tenha o melhor resultado possível, mesmo quando ele e seu trabalho não forem lembrado por muitos.

Vejo hoje muitas pessoas na zona de conforto, satisfeitas simplesmente em estar ali e provavelmente já tendo cometido, talvez sem perceber, um dos maiores erros que se pode cometer na vida - pessoal ou profissional - que é deixar a vaidade ser maior que a ambição.

A ambição se faz necessária na vida de qualquer um e em qualquer área de atuação. Ter ambição é buscar uma coisa que se deseja, que se quer ter, é conseguir, é trabalhar por algo que se quer alcançar.

Já a vaidade é o sentimento de grande valorização que alguém tem em relação a si mesmo, onde se acaba esquecendo de detalhes essenciais como a modéstia, ou da disposição constante e consciência que nos induz a exercer o bem e evitar o mal. 

Vale ressaltar que não importa o tamanho de seu talento se você é incapaz de fazer parte de um grupo, de una comunidade, e se dá mais importância ao "EU" do que ao "NÓS".

Baseado nessas reflexões e tantas outras que ainda não consegui traduzir em palavras, questiono se temos na Seleção pessoas - entre corpo técnico e atletas - que estejam realmente dispostas a sacrificar seu EU para produzir um trabalho, alcançar resultados e objetivos muito maiores do que si mesmos, sem esperar nada em troca.

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Notícias sobre Futebol Feminino

BRASILEIRÃO FEMININO: Tiradentes-PI 4 x 6 Rio Preto-SP- http://jottareporter.blogspot.com.br/2013/10/futebol-feminino-tiradentes-4-x-6-ri.html


BRASILEIRÃO FEMININO: Foz Futebol Feminino vence mais uma no Campeonato Brasileiro - Foz-PR 2 x 0 Vitória-PE http://www.cbnfoz.com.br/noticias-de-foz-do-iguacu/editorial/foz-do-iguacu/25102013-43787-foz-futebol-feminino-vence-mais-uma-no-campeonato-brasileiro


BRASILEIRÃO FEMININO: Técnico do Tiradentes divide vida nos campos com farda da polícia http://www.foxsports.com.br/noticias/126401-tecnico-do-tiradentes-divide-vida-nos-campos-com-farda-da-policia


Em busca do hexa, Marta é indicada ao prêmio de melhor do mundo pela 11ª vez http://temporeal.espn.com.br/noticia/364930_em-busca-do-hexa-marta-e-indicada-ao-premio-de-melhor-do-mundo-pela-11-vez 


BAHIA: 1º Festival de FUTEBOL FEMININO é atração em Condeúba http://ddez.com.br/2013/10/24/1-festival-futebol-feminino-atracao-condeuba/ 




MATO GROSSO DO SUL - FFMS realiza mais uma ação do Projeto FUTEBOL FEMININO do MS http://www.gazetams.com.br/noticias/futebol-profissional/ffms-realiza-mais-uma-acao-do-projeto-futebol-feminino-do-ms 




FUTEBOL FEMININO: As dez candidatas ao grande prêmio de melhor do mundo http://pt.fifa.com/ballondor/news/newsid=2205246/index.html 


Vitória-ES recebe etapa do Circuito Capixaba FEMININO de FUTEBOL de areia que contará com Seleção Carioca http://globoesporte.globo.com/es/noticia/2013/10/vitoria-recebe-primeira-etapa-do-capixaba-feminino-de-futebol-de-areia.html 

ESTADUAL SC -  RUmo ao Hexa - Kindermann/Uniarp fará final do estadual de futebol no domingo http://www.cacador.net/portal/Noticias.aspx?cdNoticia=24409&cdNoticiaDivisao=1 

25 de outubro - "ORANGE DAY" - Dia contra o Assédio a mulheres em locais públicos


Em julho do ano passado (2012) o secretário-geral da ONU proclamou o dia 25 de cada mês como o "Orange Day" ou Dia Laranja. 

Iniciado e liderado pela campanha na Rede Global Youth Unite, atividades implementadas em todo o mundo neste dia por escritórios nacionais da ONU e organizações da sociedade civil se esforçam para destacar questões relevantes para a prevenção e eliminação da violência contra mulheres e meninas, não cobrando isso só uma vez por ano, no dia 25 de novembro (Dia Internacional para a Eliminação da Violência contra as Mulheres), mas sim a cada mês do ano. 

A Violência contra a mulher acontece de várias formas: do assédio moral, assédio sexual, da agressão física e violência sexual até o homicídio.


Neste dia 25 de outubro de 2013 a campanha tem como foco o "Assédio Sexual contra mulheres e meninas em locais públicos".



O site da ONU destaca que - "Assédio sexual e outras formas de violência sexual em espaços públicos é uma ocorrência diária para mulheres e meninas em todo o mundo e é uma violação dos direitos humanos das mulheres. Mulheres e meninas experimentam vários tipos de violência sexual em espaços públicos, incluindo o assédio sexual, estupro e assassinato de mulheres. Essa violência pode acontecer na rua, nos transportes públicos, nos parques, e em torno de escolas, locais de trabalho e outros espaços públicos em áreas urbanas e rurais. Alguns casos são divulgados e receber atenção da mídia e do público, enquanto a maioria dos casos não são notificados e sem solução.

O medo da violência reduz a liberdade das mulheres de circulação e os direitos de acesso à educação, trabalho, recreação e serviços essenciais, e pode restringir a sua participação na vida política. Ela também afeta negativamente a sua saúde e bem-estar. Apesar dessas conseqüências de grande alcance, a violência contra mulheres e meninas em espaços públicos continua a ser uma área negligenciada, com poucas leis ou políticas em vigor para prevenir e lidar com ele."
De São Paulo, a jornalista Juliana de Faria, que criou uma campanha contra o assédio nas ruas, falou a Rádio ONU sobre a importância de não banalizar o assunto.



"Segundo Juliana, a campanha "Chega de Fiu Fiu" busca manter o debate sobre o assédio sexual, reforçando que "as mulheres têm o direito de andar na rua sem medo de serem intimidadas".

A ONU Mulheres afirma que "o medo da violência reduz a liberdade de movimento e o acesso à educação, trabalho e lazer". Segundo a entidade, o assédio em espaços públicos é muitas vezes negligenciado.

Por isso, está sendo encorajada a discussão sobre o tema em comunidades e nas redes sociais. No Twitter, a UNite promove nesta sexta-feira uma conversa sobre o tema e os usuários podem participar usando a hashtag #orangeday." - (fonte: http://www.unmultimedia.org/radio/portuguese/2013/10/onu-mulheres-faz-campanha-contra-assedio-em-lugares-publicos/)

O que você acha que pode garantir a segurança da mulher em locais públicos?



quarta-feira, 23 de outubro de 2013

FUTEBOL FEMININO - Humildade para escutar mais. As pessoas só escutam o que lhes convém.


As pessoas precisam compreender que, quando qualquer pessoas faz um questionamento sobre o nosso futebol feminino ou um trabalho muitas vezes a intenção não é prejudicar, mas sim pra ver se as coisas melhoram e as pessoas dão mais atenção a detalhes que nem sempre quem está dentro consegue ver!

Porém, no Brasil, infelizmente, quem comenta qualquer coisa que questione a ou aponte fraquezas em trabalhos realizados é visto como um mero opositor, corneteiro, pouco entendido, pessoa de palavras vazias e nada construído.

Isso é triste, muito triste! 

Antes de qualquer coisa é necessário humildade de aceitar críticas e sugestões. Seja positivo ou seja negativo, ESCUTAR o que outras pessoas tem a dizer é sempre importante para uma auto-avaliação do seu trabalho.

Vale lembrar que ESCUTAR requer que a pessoa preste atenção ao assunto, entenda do que se trata, perceba o que foi dito, sinta as palavras, memorize o assunto, opine, leve em consideração e aja ou não em conformidade

Se a pessoa que falou, comentou, questionou está errada, então tudo bem. Ao menos a críticas serviram para reavaliar e ver que está tudo bem. Ao fim da análise, desconsidere!

Se a pessoa que falou, comentou, questionou tiver uma ponta de razão, muito bom! Ela viu algo que você pode ter deixado passar, então considere e trabalhe para aperfeiçoar esse algo que pode ser melhor.

Essa é uma das mentalidades que precisam ser mudadas! ESCUTAR mais se faz necessário, mas as pessoas hoje querem ouvir apenas aquilo que lhes convém. 

Os elogios são absorvidos, e as críticas descartadas como um barulho qualquer sem o menor sentido. 

Esse é o perfil que temos hoje! Infelizmente!

Mas, como sempre... só acho...


terça-feira, 22 de outubro de 2013

FUTEBOL FEMININO: BRASIL x EUA - Um amistoso que preocupa, mas que será um bom termômetro

O amistoso entre Brasil x EUA é um clássico do futebol feminino mundial e sempre expectativa de grande jogo, mas o amistoso que será realizado no dia 10 de novembro me preocupa.

Até onde me consta não houve nenhuma observação dos jogos da Seleção Americana que está em um processo de renovação com atletas em ótima condição geral de jogo (técnica, física e tática) e alguns dos antigos e tarimbados nomes da Seleção, que já jogavam muito, jogando ainda mais. Provavelmente faremos um amistoso às cegas.

A importância das convocadas que atuam nos EUA pode ser muito mais fundamental do que simplesmente dentro das quatro linhas. Talvez elas que tenham a função de passar informações sobre a atual situação e padrão de jogo da Seleção America e atletas.

Outro fator é que, apesar de embarcar com jogadoras de qualidade e algumas bem experientes internacionalmente a seleção brasileira não deve treinar antes da viagem. A equipe se apresenta e embarca para os EUA  no dia 6 (se não me engano) e provavelmente faz trabalhos nos dias 8 e 9  e só.

Vencer ou perder?


Todo mundo quer vencer um jogo desse nível, mas não sei se vencer é nossa melhor opção. A vitória quando não existe uma organização que esteja fluindo no mínimo bem dá aquela falsa impressão de que estamos no caminho certo quando alguns fatores deixam claro que não estamos.

Já a derrota liga o sinal de alerta e obriga atletas e principalmente profissionais a saírem da zona de conforto e obriga, querendo ou não, a analisar e reavaliar uma série de questões.


De qualquer forma, independente do resultado, o amistoso serve principalmente como termômetro para mostrar se nos aproximamos dos EUA na organização e vontade de chegar ao topo (no caso delas, de se manter) ou se elas estão ainda mais distantes de nós. 

2015 está aí. 2016 também não está longe e diariamente circulam notícias de ações concretas de Federações mundo à fora que estão investindo e buscando melhorar no futebol feminino.

Hoje temos o campeonato brasileiro, mas isso não muda muita coisa para a modalidade e para o futebol feminino nacional. Até mesmo à nível de seleção brasileira nada muda se a observação de novos talentos e acima de tudo a preparação dessas não acontece de forma adequada.

Clubes ainda não tem estrutura, a maioria dos campeonatos estaduais tem pouca ou nenhuma representatividade e só agora clubes começam a demonstrar mais interesse afinal a mídia encima do Brasileirão Feminino está bem forte.

Enquanto isso, em outros países, profissionais da seleção e de clubes tem forte ligação e trabalham em sintonia visando a seleção. A observação acontece em todo ou grande parte do país e não apenas em dois ou três estados, sem falar que muitos países fazem um trabalho de base que não começou ontem, e isso faz diferença.

O amistoso me preocupa, posturas me preocupam, mas a situação da modalidade e a visão que se tem no país me preocupam ainda mais. Não vou nem entrar no mérito do que é feito na seleção, mas não posso deixar de entrar no mérito da condição atual (e já antiga né...) da modalidade e da harmonia entre futebol nacional e seleção nacional, que são coisas bem diferentes, porém estão (ou deveriam estar) interligadas.

Muita coisa não depende nem de estudo, diploma ou experiência, e sim de bom senso. Se pensamos em chegar em algum lugar em 2015 e 2016 precisamos mudar e pra melhor.

Vale lembrar que 2016 é uma grande oportunidade de mostrar o futebol feminino brasileiro para o mundo, mas principalmente para o país, para investidores, mídia e afins. Um título não garante apenas a sonhada medalha de ouro, mas uma outra visibilidade para o esporte. Vamos pensar nisso?!

Que venha o amistoso!

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

FUTEBOL FEMININO: Ética é fundamental na vida e no esporte!


As vezes me pergunto se os problemas do FUTEBOL FEMININO está atitude dos profissionais ou das atletas.


Muitas atletas questionam quando eu digo que a culpa de muita coisa que acontece é das atletas. Ficam chateadas, revoltadas, dizem até que não me coloco no lugar e que não entendo como as coisas funcionam.

Pra minha felicidade ou infelicidade as situações que passei na vida me fizeram aprender a me colocar no lugar do próximo para tentar compreender o que se passa antes de argumentar e até mesmo para tentar ajudar as pessoas em determinadas situações e assim faço no futebol feminino, me colocando no lugar das atletas, por exemplo.

Eu entendo todos os fatores que levam as atletas a não falar, não cobrar, não questionar, a aceitar muita coisa. Porém eu não entendo porque muitas atletas gostam de puxar o tapete umas das outras, procuram situações para colocar em xeque a imagem e credibilidade de outras jogadoras, fazem questão de se aproximar de profissionais de comissão técnica para tirar proveito de situações e até para ter influência sobre questões relacionadas a outras jogadoras onde entra o "disse me disse", a calúnia, a fofoca, etc.

Tudo bem que o profissional que se presta a aceitar esse tipo de coisa é uma pessoa totalmente despreparada! Então convenhamos que temos muitos profissionais e atletas despreparadas então porque isso é uma constante em clubes e até em seleções.

Sabemos muito bem que isso existe há anos, décadas, e ex atletas já falavam disso há 20 anos atrás. E hoje, 20 anos depois, o quadro é o mesmo ou até piorou.

Atletas precisam rever suas posturas, assim como profissionais do futebol feminino também precisam URGENTEMENTE. E não falo de postura apenas como profissionais do esporte, se é que podem assim ser rotulados. Falo de postura como ser humano, como homens e mulheres dignos.

A coisa está feia!

Vai ter gente que vai reclamar, vai ter gente que vai chiar, vai ter gente engolindo seco, mas infelizmente situações como esta precisam ser faladas e acho que muita gente, ao invés de reclamar quando eu escrevo algo assim, deveria na verdade agradecer por eu apenas citar situações ou um quadro da modalidade.

Não dá pra generalizar porque ainda existe um bom número de pessoas decentes dentro do futebol feminino, mas a fatia de fruta podre dentro da modalidade tá grande eihn!

A postura das pessoas, a conduta e o caráter é sem dúvida um dos grandes problemas do futebol feminino e talvez por isso as coisas tenham tanta dificuldade de acontecer para a modalidade. Dirigentes, atletas, profissionais de corpo técnico/operacional (treinadores, preparadores, auxiliares, etc) sempre fizeram e ainda fazem muitas coisas totalmente questionáveis e diria até inaceitáveis.

O engraçado é que depois estes mesmos que fazem as merdas por aí reclamam que a modalidade não se desenvolve.

Por que será que a modalidade não cresce eihn?!

Tenham todos um bom dia!

terça-feira, 15 de outubro de 2013

ESPORTES: Por que as coisas não mudam para melhor?

Hoje (14/10) cheguei no bairro onde moro às 23 horas. E tive o prazer de encontrar um amigo com quem passei cerca de uma hora em uma conversa sobre futebol, oportunidades e problemas.

Jogamos muitas peladas juntos. Ele, mais novo que eu e muito mais habilidoso. 

Eu era apenas um cara esforçado que se empenhou para aprender a jogar e ser um cara mediano, enquanto ele sem muito esforço se destacava facilmente onde fosse.

Ele teve muitas oportunidades, mas assim como muitos garotos Brasil à fora precisaria colocar seu nome, documentos e a vida na mão de pessoas que estavam mais preocupadas com elas mesmas do que com o futuro do atleta.

Ele desistiu de jogar futebol, casou, teve filhos e agora com 24 anos de idade está acima daquele peso dos tempos de garoto, mas continua com a mesma habilidade. A diferença é que aqueles sonhos de jogar futebol e ser feliz fazendo aquilo já não existem mais.

E ele falou algo que eu sempre escrevo: O problema do futebol é que os técnicos, empresários e dirigentes se preocupam mais com eles mesmos do que com os atletas.

Muitos querem resultados sem dar nada em troca. Pouco fazem, ou pior, mais prejudicam o atleta e as atletas do que ajudam. Essa é a realidade do esporte masculino e feminino.

Sempre leio, vejo e escuto pessoas que falam de si, do que seu trabalho fez o clube ganhar, no que ele transformou a atleta... sempre TUDO é graças ao trabalho do profissional, que vem sempre em primeiro lugar, sempre na primeira pessoa do singular.

É tão difícil ver alguém falar A MODALIDADE, NÓS PODEMOS FAZER, VAMOS NOS UNIR, PODEMOS FAZER ISSO, PODEMOS FAZER AQUILO.

Quantos clubes estão em situações ruins e quantos profissionais estão a reclamar das suas condições de trabalho, mas não são capazes de se unir a outros profissionais de outros clubes ou de outras instituições para fazer algo coletivo em prol do todo e não do eu?

Os profissionais olham uns para os outros como rivais mortais. Se unir pelo esporte? JAMAIS!

São tentativas de puxar os tapetes uns dos outros.

E os atletas? Estes, meninos e meninas, homens e mulheres, sofrem nas mãos de profissionais que apenas lapidam suas qualidades, mas que enchem a boca para dizer que ensinaram ao atleta tudo que ele sabe. Profissionais que escolhem e trabalham o atleta, muitas vezes apenas pelo interesse de poder dizer que o sucesso daquele ser humano se deu por conta do SEU TRABALHO.

É triste, é muito triste!

E muita gente ainda acha que está fazendo um bom trabalho, quando no fundo não está acrescentando e oportunizando nada na vida do atleta. As vezes, no máximo, consegue inflar o ego daquela jogadora, ou daquele jogador, por algum tempo.

Mas o que constrói-se de fato no esporte? Qual o legado que o trabalho que você faz deixa na sociedade e na vida daquele ser humano em que você acha que fez algo?

Não acho difícil trabalhar do jeito certo, pensando no todo, buscando muito mais do que uma massagem no próprio ego.

Pra muitos o trabalho por amor, por um objetivo maior, não passa de uma utopia, um sonho, uma loucura afinal amor não enche barriga de ninguém conforme tantos dizem.

Mas será que se fizéssemos o esporte mais preocupado com os resultados que a modalidade teria a médio e longo prazo e como isso iria interferir positivamente na nossa vida profissional, na vida dos e das atletas, e na sociedade de um modo geral, o esporte não seria maior e melhor do que vemos hoje?

O maior problema é que as pessoas querem ser maiores do que o esporte. Querem lucros, querem um ego inflado, querem status de dizer que estão em algum lugar, mesmo quando este lugar não representa nada de positivo ou de importante de fato.

Falando bem no popular, a realidade é que NINGUÉM GANHA MERDA NENHUMA trabalhando errado. Não existe perspectiva de futuro para profissionais e para a modalidade em um esporte desestruturado.

Atletas perdem, profissionais perdem, o esporte perde!

É chato, é repetitivo, mas não tem como ser diferente. Não dá pra fazer de conta que está tudo maravilhoso quando não está!

Não adianta querer tapar o sol com a peneira, varrer a sujeira para debaixo do carpete e fazer de conta que estamos fazendo muitas coisas, pois não estamos.

As coisas não mudam porque as pessoas não mudam de atitude! 

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Resultados da 4ª do Brasileirão Feminino Caixa

Com a realização da quarta rodada da primeira fase da competição, o Brasileirão Feminino Caixa já tem as primeiras equipes garantidas na segunda fase da competição. São elas: Centro Olímpico, Foz Cataratas, São Francisco e Vitória. A equipe da Tuna Luso garante a classificação se vencer a equipe de Tiradentes.

BRASILEIRÃO FEMININO CAIXA 2013 - resultados da 4ª rodada

Foz 1 x 2 Vasco 
Vitória 1 x 1 São Francisco 
Pinheirense 3 x 0 Iranduba 
Kindermann 2 x 2 São José 
Aliança 0 x 5 Centro Olímpico 
Francana 1 x 1 Duque de Caxias 
Botafogo 2 x 0 Mixto

Completando a rodada:
Tiradentes x Tuna Luso - Sábado (12) às 16h


quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Futebol Feminino: Resultados BRASILEIRÃO FEMININO CAIXA 2013 e Final do Paulista


Nesta quinta-feira um jogo fechou  a 3ª rodada do Brasileirão Feminino Caixa 2013.

Mesmo jogando fora de casa a equipe do Caucaia-CE foi até Mato Grosso e venceu o Mixto-MT pelo placar de 3 x 2.



Confiram os resultados os demais resultados dos jogos de ontem:

TUNA LUSO-PA 2 X 1 PINHEIRENSE-PA
CENTRO OLIMPICO-SP 3 x 2 RIO PRETO-SP *
SÃO FRANCISCO-BA 2 x 0 BOTAFOGO-PB
IRANDUBA-AM 5 X 1 VIANA-MA
DUQUE DE CAXIAS-RJ 2 X 1 ALIANÇA F.C. - GO
ASCOOP-DF 0 X 4 KINDERMAN-SC


*Assista o vídeo do jogo Centro Olímpico 3 x 2 Rio Preto - http://www.foxsports.com.br/videos/51829827831-centro-olimpico-leva-golaco-do-meiocampo-mas-vence-rio-preto-de-virada


CAMPEONATO PAULISTA 

No primeiro jogo da final na disputa pelo título do campeonato Paulista 2013 São José dos Campos recebeu a equipe da Ferroviária.

O jogo terminou com placar de 1x1, com um gol de falta da goleira Kaka (São José) aos 48 minutos do 2° tempo. (veja os lances em http://globoesporte.globo.com/sp/vale-do-paraiba-regiao/noticia/2013/10/goleira-faz-de-falta-e-sao-jose-empata-com-ferroviaria-na-final-do-paulista.html)

O jogo de volta acontece no próximo dia 06 de outubro, domingo, às 10 horas, no estádio Fonte Luminosa, em Araraquara.

A equipe da Ferroviária joga pelo empate pois teve a melhor campanha na competição.