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terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Feliz Ano Novo!


Obrigado a todos que acompanharam o blog em toda a temporada 2013 e ajudaram a ultrapassar a marca de 100.000 acessos!

Que em 2014 tenhamos um ano ainda mais proveitoso!

Feliz Ano Novo!

domingo, 29 de dezembro de 2013

FUTEBOL FEMININO: Ausência de mercado aqui ...

“Um dos maiores fabricantes de sapatos do mundo enviou dois pesquisadores de mercado, separados um do outro, a uma nação subdesenvolvida para descobrir se aquele país era um mercado viável para eles ou não. O primeiro pesquisador enviou um telegrama ao escritório central dizendo: "Ausência de mercado aqui. Ninguém usa sapatos". O segundo pesquisador enviou um telegrama ao escritório central dizendo:"Potencial ilimitado aqui - Ninguém usa sapatos!" - trecho do livro 'Pensamentos Poderosos' de Joyce Meyer.

Esse trecho de texto me foi enviado pelo treinador Ricardo Silva, que sempre compartilha e expõe algumas questões e pensamentos relacionados ao futebol feminino, e este texto é um deles.


Em um país apaixonado por todos os esporte e principalmente futebol,
falta oportunidade para o futebol feminino?
Este é excelente para exemplificar o que acontece no Brasil em relação a diversos esportes, e principalmente ao Futebol Feminino.

Temos um potencial limitado porque ninguém dá atenção ao futebol feminino, ou temos um potencial ilimitado exatamente porque ninguém dá atenção ao futebol feminino?

Nos negócios sempre existe oportunidade onde para muitos só existe a dificuldade, depende do ponto de vista e de quem observa. Uns tem mais visão que outros e esses são os que se destacam.

É possível tornar o futebol feminino uma referência nacional e mundial? Sim, desde que se tenha interesse e a capacidade de enxergar isso. Temos talentos de sobra que precisam ser lapidados. Uma jazida de diamantes brutos, talento tipo exportação como disse em meu texto anterior.


Se exportamos talentos e treinadores em todo mundo desejam ter atletas com a habilidade brasileira em seus times, por que o Brasil não dá estrutura e trabalha o futebol feminino nacional para ser o maior do mundo na modalidade?

O mercado nacional não favorece a modalidade, ou será que não se sabe criar oportunidades favoráveis no cenário nacional?

O problema é que futebol feminino não dá dinheiro, ou o problema está no fato de que é preciso planejar e investir em médio a longo prazo para que a modalidade se solidifique e gere um retorno mais expressivo?

Se existe no país mercado para futebol masculino nacional de série A, B, C e D, mercado para o futsal, mercado para o futebol de areia, espaço para competições de base, e tudo isso gera retorno, patrocínio, investimento e planejamento, qual o problema do futebol feminino não ser olhado da mesma maneira, com a mesma atenção?

O futebol brasileiro começou sua prática discriminado e marginalizado pela sociedade, continuou sendo trabalhado e hoje é uma mina de ouro que movimenta milhões e milhões todo ano. 

Sendo assim, o problema do futebol feminino não é o esporte em si, a falta de oportunidades, a falta de espaço ou a falta de investimento. O problema real é que a falta de oportunidade, espaço e investimento é apenas reflexo da falta de visão daqueles que se acham os grandes dos negócios e da gestão do esporte no país.

O fato de ninguém usar sapatos em uma nação subdesenvolvida pode ser uma dificuldade ou uma grande oportunidade comercial, só depende do olhar de quem observa.

O Futebol Feminino é a oportunidade, o Brasil e o mundo são o mercado da modalidade, e nossos dirigentes e entidades de administração são aquele vendedor que manou o telegrama dizendo “Ausência de mercado aqui. Ninguém usa sapatos”.

FUTEBOL FEMININO: Temos qualidade de sobra - Talento tipo exportação!

Foto: Mariah Balsini
O talento brasileiro no futebol é tão evidente que jogadora de futebol se tornou produto de exportação! 

Não se trata somente de oportunidades que as atletas buscam de jogar fora do país para estudar ou simplesmente jogar em um time. Na verdade se trata de talento reconhecido por profissionais do exterior e seus expectadores/público e por isso eles buscam nossas brasileiras para aprender com suas qualidades e reforçar seus times e universidades.

Se temos atletas boas o suficiente para atuar em qualquer lugar do mundo, não temos condições de ter o Brasil como grande potência mundial da modalidade? 

Não nos falta talento, muito menos visibilidade. Talvez só falte trabalhar o esporte da forma correta, gerenciá-lo como se deve e fazer a coisa organizada!

Nossos talentos são exportados e sentem esta necessidade de sair do país exatamente pela falta de oportunidade que se tem aqui dentro. Simplesmente porque aqui não aproveitamos o que temos em nossas mãos, ou por não saber enxergar ou por não querer enxergar.

Acredito que isso pode e vai mudar! 

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

FUTEBOL FEMININO: Brasil - Campeão do Torneio Internacional de Brasília


Foi realizado em Brasília do dia 12 a 22 de dezembro o Torneio Internacional de Futebol Feminino, que costumeiramente era realizado em São Paulo.

O Brasil se consagrou tetra campeão da competição ao bater a equipe do Chile na tarde do último domingo pelo placar de 5 x 0, com gols de Formiga, Marta, Darlene, Cristiane e Debinha.

Também participaram da competição as seleções do Canadá e Escócia.

Existem pontos positivos na competição como a possibilidade de utilizá-la como teste pensando em avaliação de novas convocadas. 

Esse ano por exemplo tivemos uma ação de aproximação do futebol feminino ao público levando a competição para outro estado, e tendo uma "boa" resposta do público. 

Importante destacar também o apoio do Governo Federal a modalidade e a confirmação da intenção de trazer o Mundia Feminino de 2019 para o país, além da busca por incentivo e melhorias.

Outro ponto que vale ser observado é a utilização de atletas como comentaristas, que foi o caso da jogadora Erika que comentou os jogos pela Bandeirantes, e isso pode virar um mercado de trabalho para ex atletas, por exemplo, e elas tem total condição fazer bonito e de deixar muito marmanjo que pouco entende no chinelo.

Claro que para ser comentarista a atleta precisa ser articulada, saber se expressar, falar bem e ter postura. Por isso aproveito para deixar o recado: Jogadoras, preocupem-se com seu pós carreira sempre!

Torcida compareceu na final, mas o público durante a competição poderia ser melhor.
Porém acredito que não podemos nos animar muito com o título dessa competição que é apenas mais um número que pouco agrega a seleção brasileira e o Futebol Feminino brasileiro.

Que em 2014 o futebol feminino brasileiro tenha êxitos e um planejamento bem feito visando o Mundial Feminino de 2015 no Canadá.

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

OS PAIS E OS FILHOS - A "PROTEÇÃO" QUE MACHUCA E DESTRÓI SONHOS

As vezes os pais se preocupam tanto em "proteger" seus filhos do "mundo cruel" que machucam seus filhos mais do que o mundo.

Os filhos esperam dos pais apoio, força na luta por seus sonhos!

Tudo bem que o mundo já machucou eles, os pais, algumas vezes, que as pessoas já lhes enganaram, se aproveitaram de uma ingenuidade e isso eles não querem para seus filhos.

Mas estes que hoje são os pais precisaram passar por aquelas situações para aprender. Precisaram sentir a dor para amadurecer e aprender a ver o mundo e as pessoas com outros olhos. Olhos que, por mais que recebessem dicas e recomendações de cuidado, eles não tinham até passar pela situação.

Se seu filho tem um sonho, seja seu amigo, aconselhe-o, mas deixe-o viver aquilo. E se ele se machucar, esteja de braços abertos para lhe confortar!

Eu sei muito bem do que estou falando, porque eu tive em casa um pai que nunca me apoiou muito nos esportes e que me falou coisas terríveis. E tenho uma mãe que SEMPRE esteve de braços abertos quando meus sonhos davam certo ou errado.

A dor de tentar e não dar certo é passageira e ajuda a amadurecer. Já a dor de ter tido a oportunidade e não ter arriscado, fica aberta e dói para sempre!

Eu já contrariei meu pai para tentar alcançar meus sonhos. Alguns não deram certo, e mesmo assim trouxeram resultados que nem eu imaginava. Outros deram "certo" dentro do que eu esperava, mas me mostraram outras coisas e outras oportunidades que eu não enxergava e que me mostraram que aquele ali não era meu real sonho.

Só aprendi porque tentei! Só amadureci porque errei tentando! E nunca terei o arrependimento de não ter tentado! 

Tentei e tento quantas vezes quiser, mesmo que só eu acredite no meu sonho! Sem medo de errar, sem medo de tentar!

Deixe seus filhos sonharem! Deixe seus filhos tentarem! Ganhe a admiração deles por deixá-los ir, e estar de braços abertos quando precisarem voltar!

Não os faça levar durante a vida o pensamento de que não deu certo porque O PAI ou A MÃE (ou os dois) não lhe deixou tentar! 

Mesmo sem apoio de um dos meus pais eu tentei, e não me arrependo, mas com certeza me dói não ter tido o apoio quando eu precisava e seu filho com certeza não quer levar isso com ele, assim como você não vai querer ser cobrado por isso lá na frente!

Se seu filho sonha, seja o porto seguro. Sua base onde ele sabe que pode partir, mas que poderá voltar sendo recebido com bandeiras e festa independente dele ter vencido ou perdido a batalha!

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

BASTA SABER OLHAR: Investir no Futebol Feminino gera retorno ao clube.

Mídia espontânea para patrocinadores e clubes
Os clubes e seus dirigentes precisam entender que investir no Futebol Feminino é investir na imagem do clube como um todo.

Comparando a grosso modo, criar um time de futebol feminino é como criar uma bela roupa de baixo custo e colocá-la na vitrine de uma loja. Quem compra (investe dinheiro) aquela roupa está comprando não uma roupa, mas uma marca. Nem precisaria dizer que para criar uma bela roupa é necessário planejar muito bem, fazer moldes, tirar medidas, escolher um bom tecido, etc... e no futebol feminino também é necessário buscar fazer sempre o melhor trabalho possível.

No exemplo citado acima a roupa é o Futebol Feminino, a marca da roupa (Grife/nome da etiqueta) é o clube e quem compra/investe é o patrocinador. (Lembrem-se: é uma "grosseira" comparação para exemplificar)

Então, quando você faz um bom e estruturado Futebol Feminino no seu clube, você não está apenas investindo na modalidade, mas também investindo em imagem, marketing e propaganda da instituição como um todo. Então paremos com o papo de que investir no futebol feminino não dá retorno, okay?! Isso é papo de dirigente que não enxerga um palmo à frente do nariz!

No começo os investidores/compradores desse seu produto (que representa sua marca/instituição) serão pequenos e modestos, mas se você fizer um bom trabalho, bem planejado, com qualidade, com certeza atrairá investidores maiores, com mais condições de comprar o produto que você os oferece.

O patrocinador não quer investir em um produto que está "implorando" migalhas. Esse coitadismo de "pelo amor de Deus, me patrocine porque é um time de futebol feminino e é tudo muito difícil" só afasta o investidor/patrocinador.

Você não tem que implorar ajuda e sim mostrar ao patrocinador que é interessante para ele associar seu nome à sua marca e ao seu produto. O clube não está pedindo patrocínio e sim vendendo espaço de publicidade que será realizada através dos espaços no uniforme do clube. no estádio e local de treino, além de redes sociais e de tantas outras formas que podem ser feitas.

É importante repetir e completar que no primeiro ano serão os patrocinadores modestos. Se os modestos gostarem de como o time rendeu você terá a fidelidade deles e gerará interesse de outros e assim a coisa começa a caminhar. De início QUASE no "zero a zero" (investimento = retorno), pois dificilmente se lucra com futebol feminino de cara, nos primeiros anos.  Porém, olhando de outra forma o investimento fica favorável ao clube, pois ao investir no futebol feminino, alcançar resultados, atrair patrocinadores o clube gera uma mídia espontânea sobre a sua marca (seu nome).

O time de futebol feminino será sempre associado ao nome do clube que defende, então isso é um excelente retorno ao clube que ganha mídia espontânea e visibilidade em jornais, revistas, mídias sociais, e em diversos veículos de comunicação. E se o clube fosse calcular quanto teria que pagar para aparecer tantas vezes na mídia, quanto gastaria?

Mídia espontânea é um dos parâmetros mais utilizados para justificar o retorno de um patrocínio esportivo, onde se consideram todas as inserções (aparições) de uma marca em veículos de comunicação, sem que se pague diretamente por isso.

Em resumo: Futebol Feminino dá retorno sim e é uma excelente ferramenta de marketing para um clube de futebol se seus dirigentes pensarem e prestarem atenção no que estão fazendo. Essa imagem do futebol feminino tem o poder de alavancar também o futebol masculino da instituição, desde que se faça um trabalho associativo entre masculino e feminino, até porque os clubes precisam começar a pensar no FUTEBOL como um só onde o gênero feminino pode ajudar o masculino, assim como o masculino também pode ajudar o feminino.

Futebol Feminino gera um grande retorno aos clubes, mas nossos dirigentes, muitas vezes "despreparados" enxergam como retorno apenas aquilo que lhes enche os bolsos, também conhecido como dinheiro.

É necessário parar de pensar em GANHAR DINHEIRO e pensar em todas as outras formas de retorno que oferece o Futebol Feminino!

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Beach Soccer Feminino Carioca ganhando espaço e força

Matéria publicada no site VoaGoleiro.com na última quinta-feira.
Bom dia amigos e amigas do VoaGoleiro.com e do Futebol Feminino!
O futebol feminino tem suas faces em “modalidades irmãs” que são o futebol society, o futsal, o futebol de areia.
Esse último, o futebol de areia, vem fazendo grande sucesso no Rio de Janeiro e um projeto chama atenção não só por estar investindo no beach soccer, como também por estar mexendo com outros estados e atletas que estão se interessando cada dia mais pela prática e desenvolvimento desse esporte.
A Nova Federação de Beach Soccer do Estado do Rio de Janeiro (FEBSERJ) está buscando o desenvolvimento do Futebol de Areia Feminino do Estado do Rio de Janeiro e recentemente convocou as SELEÇÕES CARIOCA FEMININA DE BEACH SOCCER sub-17 e sub-20, sob comando do Diretor Anderson Gomes Ribeiro e o Coordenador Carlos Dreux, para um período de treinamentos para avaliação e aperfeiçoamento técnico das atletas e conta com um trabalho integrado de profissionais de diversos clubes do beach soccer carioca como o Rangel, Josué Estrela, Bruno Oliveira, Luís Simões, Sérgio Galocha e Hilda Hindriches.
Foram convocadas atletas dos clubes: América, Botafogo, Criciúma, Duque de Caxias,  Fluminense e Paulinho Pereira.
Esse trabalho só está sendo possível graças ao apoio da FEBSERJ, seu Presidente Rodrigo Royo (Cação) e seu vice-presidente Marcus Garrido. Estes abraçaram a ideia e estão acreditando no trabalho. Sem este apoio e crédito de que a ideia não só é importante para a modalidade como também pode dar certo, que vem diretamente da Federação esta ideia ainda estaria no papel.
Atletas e comissão técnica se apresentam para os treinamentos com o uniforme de seus respectivos clubes, o que visa dar destaque a cada um dos clubes e mostrar que estes estão unidos por um futebol feminino de areia forte,
O que se vê nos treinos na quadra do posto 3, na praia de Copacabana, são profissionais que mesmo de clubes diferentes estão unidos por um ideal, auxiliando um ao outro, interagindo de forma a acrescentar e não deixar nenhum detalhe na formação das atletas escapar. Tudo sempre pensando nas atletas, nos resultados, nos objetivos, no que é melhor para o todo.
E dentro das quadras o que vemos são atletas empenhadas em fazer o seu melhor, em aceitar todas as críticas e toques que são dados por suas comissões, sem vaidade. Elas enxergam o momento atual do beach soccer carioca como uma grande oportunidade para essa fatia de mercado do futebol feminino ganhar espaço.
O legal é que em pouco tempo dessa iniciativa da FEBSERJ, sr. Rodrigo Royo (Cação), Marcus Garrido, Anderson Gomes, Carlos Dreux e demais envolvidos essa marca “BEACH SOCCER FEMININO” vem ganhando outra visibilidade e perspectiva de promissor futuro.
Se continuar no caminho que está, o futebol feminino brasileiro ganha mais uma opção neste leque de faces/modalidades irmãs e principalmente, de forma organizada, centrada e bem trabalhada.
Gostaria muito de ver no campo toda essa parceria entre os profissionais envolvidos que estou vendo no Beach Soccer. Em pouco tempo, já está fazendo a diferença.
Parabéns aos envolvidos!