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sábado, 19 de abril de 2014

Eduardo Pontes - "O CARA QUE CAIU DE PARAQUEDAS NA MODALIDADE"

Esta é uma das coisas que mais estou acostumado a ouvir a respeito de minha pessoa. As críticas são muitas, até mesmo de pessoas que vivem me chamando por inbox se fazendo quando precisam de algo, mas que falam mal e denigrem minha imagem por aí.

Pois bem, todos que entraram no Futebol Feminino, um dia, também "caíram de paraquedas". Assim que se começa, do zero e aí, aos poucos as coisas vão acontecendo.

E convenhamos que com caráter, bom senso e boa vontade muita coisa pode ser feita na modalidade. E estou aí... 6 anos, alguns meses e contando..rs

Talvez eu não agrade... ou melhor, eu sei que não agrado a pelo menos 90% dos profissionais da modalidade que estão hoje no mercado.

Jesus não agradou a todos, quem sou eu pra agradar? E nunca irei agradar muita gente, até porque, no futebol feminino, agradar é significado de "puxar saco" ou de apenas noticiar uma ou outra coisa que lhes é de interesse, ou que eleve seus nomes. Uma pena que os problemas da modalidade não sejam do interesse dessa maioria, talvez porque estas pessoas e seus atos e os problemas deste esporte estejam diretamente relacionados.

Talvez o que eu faço seja pouco pra muita gente, mas é muito mais do que não fazer nada. E não adianta trabalhar com futebol feminino a 10, 20 ou 30 anos... não é o tempo de trabalho que importa e sim as atitudes que se tem ao longo da caminhada, inclusive e principalmente quando não tem ninguém vendo.

Para enorme infelicidade do Futebol Feminino, o perfil dos nossos "profissionais" é o daqueles que apenas falam mal uns dos outros, destratam, coagem e assediam atletas, são arrogantes e egocentristas, fazem de tudo pra se dar bem e que são grandes hipócritas, se acham os melhores do mundo em suas funções e o trabalho de ninguém mais presta.

E existem também muitas atletas que não tem o menor profissionalismo e estão cagando e andando pra modalidade. Podem dar as mãos aos treinadores... ops...muitas já fazem isso, né?!

Talvez se nossos profissionais tomassem vergonha e parassem de tantas palhaçadas, intrigas e picuinhas idiotas, decidindo de fato fazer algo pelo futebol feminino, muita coisa mudaria para melhor, até a postura das atletas.

Graças a Deus eu, apesar de chateado por ver tanta coisa e gente errada, me sinto satisfeito com tudo que eu faço. Muitas coisas ninguém sabe e nem precisa saber, e assim vou fazendo uma coisinha aqui e outra ali e esperando ver um dia a modalidade caminhando melhor.

Já pensei em largar tudo porque eu brigo por uma modalidade "morta" cheia de pessoas acomodadas e relaxadas, mas sou persistente e teimoso com as coisas que desejo, e vou continuar a escrever e opinar sobre tudo aquilo que um monte de gente não gosta de ler porque a carapuça sempre serve.

Vou continuar me esforçando da melhor maneira possível e pra quem não gosta de mim, gosta de me criticar e me denegrir sem nem me conhecer, falem diretamente pra mim que é mais bonito né...

domingo, 6 de abril de 2014

Alteração e lambança no Brasileirão Feminino 2014

Sinto cheiro de lambança no ar ...
Ao que parece e pelo que já foi confirmado, até onde sei, a CBF está tentando trazer equipes de camisa para o brasileirão feminino, sendo assim ela mudou a forma de ranqueamento e também o regulamento da competição, porém não estou sabendo profundamente dos detalhes.

Pelo que li no site da Federação Maranhense de Futebol, e que algumas pessoas me confirmaram, a Sport Promotion tem novo critério, que foi discutido e aprovado pela CBF.

"O novo critério para a participação das vinte equipes para a temporada, de 10 de setembro a 22 de novembro, deverá ser este:

1ª chamada - os oito primeiros colocados no RNFF/2014: São José (SP), São Francisco (BA), Vitória (PE), Foz Cataratas (PR), ADECO (SP), Duque de Caxias (RJ), Kindermann (SC) e Vasco da Gama (RJ);
2ª chamada - para as 12 vagas restantes, os clubes que disputaram o Campeonato Brasileiro da Série A em 2013 (obedecendo ordem de classificação);
3ª chamada - caso as 20 vagas não sejam preenchidas nas primeiras duas chamadas, seguiremos com os clubes que em 2013 disputaram o Campeonato Brasileiro da Série B (obedecendo a classificação);
4ª chamada – se ainda houver vagas disponíveis, voltaremos a chamar os clubes do RNC/FF da nona colocação em diante.

A exemplo de 2013, os 20 clubes participantes não terão custo de transporte (aéreo – acima de 500 km, e terrestre – até 500 km, para delegação de até 25 pessoas), hospedagem e alimentação. Na condição de mandante, haverá ainda ajuda de custo no valor de R$ 7.000,00 (sete mil reais) por jogo para cobrir suas despesas com arbitragem, ambulância, gandulas, maqueiros, água e gelo para a equipe visitante.

Na condição de visitante, ajuda de custo no valor de R$ 5.000,00 (cinco mil reais) para cobrir eventuais despesas complementares. (leia aqui http://www.fmfma.com.br/noticias/lernoticia/347)"

Não sou contra a participação de equipes de camisa na competição, mas primeiro deveriam criar equipes, jogar seus estaduais, para talvez poder participar. Isso movimentaria os estaduais, que são fracos ou inexistentes em alguns estados e daria outra visão para a modalidade.

Porém, dar chance primeiramente a equipes que nem ao menos possuem times femininos formados, excluindo assim equipes que trabalham e fazem boas competições em seus estaduais e copa do Brasil beira o cúmulo do ridículo.

Acho que deve-se buscar maneiras de atrair os clubes de camisa, porém deve-se valorizar quem já vem fazendo um trabalho e se esforçando para disputar competições, contratar atletas e que suam para custear/manter suas equipes.

Com tudo isso tem dirigente revoltado, e com certa razão, e que pretende fechar as portas e abandonar o futebol feminino.

Eu, particularmente, entendo que fechar as portas não seja o melhor caminho porque boa parte destas equipes que podem ficar de fora do Brasileirão 2014 vem fazendo um grande trabalho ao longo de alguns anos, trabalho este que tem grande valor social pelo que transforma e representa na vida das atletas e de suas comunidades.

Além disso, o Brasileiro é uma competição apenas. As equipe tem o estadual que dá vaga na Copa do Brasil que por sua vez dá a equipe campeã a vaga na Copa Libertadores da América.

Imaginem só uma equipe excluída do Brasileirão, vencer o estadual, conseguir ser campeão da Copa do Brasil e conquistar a vaga na libertadores? Seria só um tremendo "tapa sem mão" na entidade de administração do futebol e organizadora do brasileiro feminino ao provar que a melhor equipe do país e representante do Brasil na Copa Libertadores é uma daquelas que havia sido excluída do campeonato brasileiro.

Ou será possível que a maior preocupação de muitos clubes e dirigentes em disputar o Brasileirão está no dinheiro que podem ganhar como mandante e visitante, que deve ser utilizado para custear taxas e dar o melhor para as atletas, e que geralmente os clubes não utilizam todo e ninguém sabe pra onde vai o que sobra?

Independente do motivo de querer jogar a competição, é justo deixar clubes que batalham tanto fora do Brasileirão Feminino? Não, não é! Isso é fato e na minha humilde opinião acredito que as instituições que promoveram esta alteração no Brasileiro no mínimo não entendem nada de futebol feminino ou não estão preocupadas em, de fato, desenvolver o esporte. Muito pelo contrário!

E vendo coisas como essa acontecerem me pergunto: até quando atletas e dirigentes vão continuar fazendo de conta que não tem responsabilidades nisso tudo com a habitual omissão de tantos e tantos anos?

Muitos clubes, dirigentes e atletas irão se calar porque não estão vivendo a dificuldade da situação, mas e se ficarem de fora por uma nova mudança de regulamento ou ranqueamento em 2014 mesmo ou 2015? Aí soltariam os cachorros, certo?!

Se a lambança se concretizar teremos um Brasileirão Feminino sem as equipes de Iranduba-AM, Caucaia-CE, Pinheirense-PA, Viana-MA, Rio Preto-SP, Tiradentes-PI, Tuna Luso-PA, Mixto-MT, ASCOOP-DF, Francana-SP e Aliança-GO.

Já vejo muitas pessoas criticando e cobrando quem nada tem a ver com isso, o que já é um padrão aqui no Brasil, assim como já pressinto o silêncio daqueles que tem força suficiente dentro da modalidade para criar uma "revolução" com uma única declaração simplesmente cobrando seus direitos.

Aplausos a todos pela lambança promovida no Brasileirão Feminino!

OPÇÃO

Já que a CBF quer clubes de camisa, porque não promover uma competição de acesso ao Brasileiro Feminino 2015?

Seria muito melhor criar uma "série B" onde os clubes de camisa que não tem equipes e estão fora do ranking pudessem participar e assim conquistar o acesso à competição nacional da série A.

Claro que neste caso a CBF deveria investir do próprio bolso nessa "série B", já que ela não investe nada no Brasileirão Feminino.

E esta série B não seria exclusiva aos times de camisa, mas deveria ter 10 times de camisa e 10 times que estão abaixo dos 20 primeiros do ranking feminino. Assim seria promovido ascenso e descenso onde 2 clubes da série A cairiam e 2 da série B subiriam.

E se colocarem a cabeça pra funcionar podem surgir muitas outras possibilidades, mas pensar, ainda mais quando se trata de futebol feminino, não é o forte dos envolvidos, daí um dos motivos para tantas lambanças.

sexta-feira, 4 de abril de 2014

Profissionais do FUTEBOL FEMININO

Postei isto no meu facebook, assim como no VoaGoleiro.com, mas é sempre bom destacar então estou postando também no meu blog.

LIBERDADE DE EXPRESSÃO:

Atenção profissionais, seja de clube ou de seleção…



As atletas tem direito de curtir, compartilhar e conversar o que e com quem quiserem no dia a dia e nas redes sociais.


Se vocês convocam ou não, ou escalam ou não atletas porque essas jogadoras conversam sobre o que ou com quem vocês não gostam, recomendo que cuidem e se preocupem mais com a qualidade de seus trabalhos como profissionais e de suas condutas.

Até porque fica bem feio se doer por situações em que nenhum nome geralmente é citado, simplesmente porque você se encaixa dentro do que é criticado: tipo esse post!

Esse post, por exemplo, é apenas um alerta a vários “profissionais” que se encaixam neste perfil e que acham que tem o direito de controlar da vida pessoal de suas atletas.

Posição de treinador ou de membro de comissão técnica não te dá este direito!

Boa sexta!

terça-feira, 1 de abril de 2014

Elas Não Merecem Ser Estupradas

Vivemos em uma sociedade em que os meninos são tratados por seus pais, em sua grande maioria, como "comedores", machos alpha, que podem tudo, que devem pegar todas e isso é tido como lindo!

As mulheres, criadas para serem submissas, cuidar da casa, da família, se darem ao respeito, zelarem por sua imagem, ter cuidado pra não ficar com fama disso ou daquilo.

Um  menino pode namorar todas, mesmo que tenha apenas 12 anos. Já a menina, mesmo que tenham mais idade e mais maturidade, não podem falar de sexo, não podem namorar vários, não podem ir a um motel... já menino pode né?!

Minha mãe sempre pregou o respeito a todos independente da cor, sexo ou religião. Sempre pregou igualdade para com as mulheres, batia nessa tecla sempre, e sempre exemplificou para que eu entendesse que eu não podia fazer o que quisesse com as mulheres. Eu tenho uma irmã, eu tenho uma mãe e então devia respeitar as demais "da mesma forma" que as respeito, tratá-las como um ser e não como um pedaço de carne sem sentimentos e sem família.

Já meu pai e meus tios, assim como a maioria dos homens do círculo social e familiar sempre, desde que eu tinha meus 5 anos me perguntavam: E aí, muitas namoradinhas na escola? Tem que pegar todas mesmo.

Quando fiz 11 anos, ganhei de presente um pacote de camisinha! "Pode comer geral, só não vai ter filho eihn".

A sociedade BABACA e MACHISTA cria homens pensando que podem tudo, que é normal, que são os maiorais por pegar todas, por trair. Se o homem pega todas ele é o maioral, se ela pega todos é "vagabunda" ou "piranha".

Se o homem não pega uma mulher que "dá mole" ele é chamado de "viado", já a mulher se recusa ficar com alguém está de charme ou fazendo "cú doce". 

O homem pode tudo, a mulher nada pode! Se o homem faz, ele é o "fodão", se a mulher faz é "cachorra".

Se o homem aparece em um vídeo ou foto íntimo com uma mulher, é o FODA, a mulher é a "vadia".

E a sociedade continua assim e depois não sabem porquê homens fazem o que querem e mulheres são estupradas a todo instante no país. 

Uso a roupa que quero, vou onde quero, e não sou estuprado por causa disso, não sou julgado por ser homem, e to cansado de ver um monte de gente justificar as coisas com a frase: "Ah, tá certo! Ele é homem e tem mais que "fazer isso" ... ou "pegar mesmo"..."

Homem não pode fazer o que quiser...  

Nenhuma mulher é culpada por ser estuprada. A culpa não é da roupa, a culpa não é da sua atitude. Elas podem ter um corpo bonito, elas podem sair, ir e vir a hora que quiser, pra onde quiser, como quiser e com quem quiser. 

Podem elas andar com roupas curtas, pouca roupa ou ainda poderiam andar sem roupa alguma! 

Nada dá direto a homem algum de violentar e abusar sexualmente de uma mulher!

ELAS NÃO MERECEM SER ESTUPRADAS!