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E o juiz apita o fim do jogo: Este blog chegou ao fim.

FUTEBOL FEMININO: A grande diferença entre ser jogadora e ser atleta de futebol

Texto publicado no site VoaGoleiro.com no dia 26/06.


imagem meramente ilustrativa


Trago uma questão que acredito ser interessante, mas que vai ter muita jogadora questionando por aí. Mas eu quero é isso: Provocar a REFLEXÃO em cada uma que ler este texto.

A atual geração do FUTEBOL FEMININO precisa aprender muito ainda. E isso é um fato! E não falo das meninas que hoje estão começando a carreira entre os 15 e 20 anos, mas também se estende as jogadoras que já atuam há algum tempo na modalidade.

Poucas jogadoras sabem, mas existe uma enorme diferença em ser uma jogadora de futebol e uma atleta de futebol. Parece o slogan do projeto do meu amigo e preparador físico Jairo Porto que é criador e gestor do CETRAF, mas é a pura realidade. Citei Jairo e o Cetraf porque lá eles tem exatamente a função de mostrar aos atletas a diferença entre uma coisa e outra. (quem quiser conhecer mais sobre o trabalho, basta clicar nos links destacados acima.)

Ser jogadora de futebol é uma coisa, ser atleta de futebol é outra

A jogadora (ou jogador) é aquela que se veste com títulos do passado ou promessas de glórias vindas mais da soberba do que do empenho. Falta comprometimento com sua profissão, com seu corpo e sua imagem e o esporte é apenas uma diversão.

Já a atleta aparenta e se comporta como tal: a atleta se define pela forma como treina, como come, na forma como dá importância ao treino, ao corpo, ao descanso e aos fundamentos do seu esporte. A atleta fala com paixão e respeito pelo esporte que pratica, é consciente e tem a visão e compreensão de que ser atleta é um estado de espírito que se leva para a vida. A atleta sabe que ou você tem disciplina e trabalha duro para alcançar o seu melhor a cada dia, ou você não poderá se considerar uma atleta.

A atleta compete contra si mesma e nunca contra as outras, “porque a vitória é umas questão de mérito e não culpa de quem perdeu, mas é responsabilidade do atleta se ele não atingiu o máximo de si” (Paulo Muzy – RunnerSP). A atleta compete com a fome, o cansaço, com as futilidades, com a saudade, com o desânimo, com a falta de estrutura e contra seu próprio psicológico.

O que vemos das nossas atletas dentro de campo é que acham que jogam demais, talvez por isso conduzam demais a bola, correm demais sem necessidade, errem passes sem marcação, tem grande dificuldade no domínio de bola, joguem de cabeça baixa, driblem quando deveriam tocar e toquem quando deveriam driblar, treinam sem vontade e sem comprometimento, não encaram o esporte como trabalho sério e sim como brincadeira.

Fora de campo vemos a mesma falta de comprometimento que é vista dentro do campo. Afinal, o que a atleta leva pra dentro de campo, na maioria das vezes, é reflexo do que ela faz fora dele. É pouco ou nenhum cuidado com alimentação, com as horas de sono, com a recuperação/descanso e com a parte física e técnica.

A atleta pode se divertir e deve ter sim uma vida fora do esporte, mas ser atleta vai muito além das quatro linhas. Ser atleta é um estilo de vida que reflete diretamente em seu estilo de jogo, em sua imagem dentro e fora do campo e consequentemente reflete na carreira como um todo.

A atual geração precisa acordar! Tem muita menina de qualidade, mas qualidade sem compromisso faz dessas meninas e mulheres apenas jogadoras de futebol e não atletas.

O que “nossas meninas” querem: ser apenas jogadoras ou querem ser atletas de futebol?

E no futebol feminino, onde elas mesmo tanto utilizam a palavra profissionalismo e “cobram” a falta dele, o primeiro passo talvez seja tornarem-se a mudança que querem ver. Então se torna necessário que estas atletas compreendam o significado da palavra profissionalismo e do que é ser atleta, comportem-se como tais dentro e fora dos campos para poder então cobrar dos demais que exista este mesmo comportamento.

Mas, só acho…

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