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domingo, 27 de julho de 2014

Profissionalização do Futebol Feminino talvez seja o último estágio a ser alcançado

FUTEBOL FEMININO: A profissionalização com direito à carteira assinada talvez seja um dos últimos fatores a serem alcançados na modalidade nesta busca por uma evolução. 

Este talvez seja apenas o terceiro estágio de uma reformulação que começa com outros detalhes necessários ao fomento da prática da modalidade e organização de clubes, instituições, competições e atletas.


Ter a carteira assinada neste momento significaria possivelmente dificultar ainda mais a situação da modalidade pois os clubes desestruturados e profissionais despreparados não teriam condição financeira de arcar com todos os tributos e impostos e se tivessem, os salários das atletas seria algo muito pequeno e talvez insuficiente para viver bem e atletas teriam ainda mais dificuldade em sobreviver do esporte. Por consequência a sobrevivência da modalidade estaria em risco.

O mais importante de tudo neste primeiro momento é a união e a consciência das mais experientes de que estão brigando por um futuro melhor para a modalidade e as próximas gerações. Talvez algumas ainda consigam usufruir destas melhorias, mas só irão de fato aproveitar se a união ocorrer de verdade.

A modalidade não precisa de interesses pessoais e individuais de atletas, muito menos de atletas e pessoas que em algum momento se dirão "pais" ou "mães" desta "criança". A modalidade precisa é de conscientização de que todos precisam melhorar, de que todos precisam fazer seu melhor para a modalidade crescer.

Não vai existir um pai ou mãe quando a coisa acontecer. Tanto se der certo como se não der, a responsabilidade é de todos e todas, sem exceções.

Que trabalhemos juntos e entendamos realmente quais são as necessidades do futebol feminino e suas prioridades, e que nunca pensemos que "eu fiz" ou que "vai ser bom pra mim". Pensemos que todos estamos em busca do que vai ser bom PARA A MODALIDADE e seu futuro!

Grande abraço a todos!
Eduardo Pontes

quarta-feira, 16 de julho de 2014

Os profissionais do esporte devem formar muito mais do que atletas

Os profissionais do esporte devem formar muito mais do que atletas. Sua função é também educar e formar o caráter dos jovens meninos e meninas com os quais trabalha.

Falando mais diretamente do Futebol, infelizmente muito me preocupo e no feminino ainda mais.

Me preocupo porque as crianças são "avaliadas"e treinadas por profissionais que:

Em primeiro lugar não compreendem e sabem trabalhar de forma a suprir as diferentes características de jovens no que diz respeito as diferentes bagagens motoras de cada indivíduo, taxando algus de "mongolóides", "antas" e "burros" ou rotulando como inadequado/incapaz para a prática do esporte, quando deveriam avaliar cada caso e realizar atividades na tentativa de nivelar ou amenizar estas diferenças.

Em segundo lugar me preocupa a formação moral de jovens que são preparados para serem malandros simulando situações, e mentindo em uma simples saída de bola na lateral ou linha de fundo para se beneficiar em ter a posse da bola quando esta deveria ser de seu adversário. O jovem deveria ser formado não nas malandragens e "jeitinho brasileiro" e sim pela ética e bons costumes sabendo o que é certo e o que é errado, aprendendo a respeitar o próximo e a vencer dando o seu melhor pois assim levará também tudo isso para a vida. A malandragem não faz parte do esporte, ela deveria ser substituída pela inteligência!

Em terceiro vem preocupação com a formação e compreensão psicológica do atleta, tendo então o profissional a função de entender o atleta e os motivos de suas possíveis dificuldades que interferem em seu rendimento e que podem ser causadas por fatores educacionais, sociais ou familiares e aí então após esta análise e compreensão saber a melhor maneira de reverter o quadro e retirar do indivíduo o seu melhor como pessoa antes de querer extrair dele o melhor como atleta.

Analisando estes pontos com os quais me preocupava e talvez hoje me preocupe e questione ainda mais eu pergunto: TEMOS PROFISSIONAIS DE FATO CAPACITADOS PARA TRABALHAR COM ESPORTE E FORMAÇÃO DE ATLETAS?

Infelizmente são raros os casos de profissionais com este perfil.

Muitos questionam e falam em reformulação, profissionalismo e mudança. Mas como mudar se em muitos dos casos estas pessoas que trabalham com o esporte não se preocupam com a formação do indivíduo e de seus valores morais, e as vezes não se preocupam nem com uma formação esportiva de qualidade?

Muito que se dizem "profissionais" erram em diversos pontos exatamente por se esquecerem ou por não saberem do real papel do profissional do esporte na formação do atleta como um todo.

Para uma evolução precisamos de humildade, percepção da necessidade de aprender mais a cada dia e a compreensão do que significa ser profissional do esporte.

Assim como temos mais jogadoras do que atletas, sem dúvida alguma temos mais pessoas que trabalham no esporte do que de profissionais do esporte. E O CONCEITO GERAL DO TEXTO VALE PARA AS MAIS VARIADAS MODALIDADES.

Mas, como de costume, só acho...

domingo, 13 de julho de 2014

Futebol Feminino é um produto mal gerenciado e por isso "não vende"

Nos negócios o público é criado pelas ações realizadas pela empresa que é dona do produto, seja ele um bem material ou um esporte.

Somos um povo apaixonado por esportes e que gosta de assistir qualquer modalidade.

Se eu tenho uma empresa de chinelos, quero vender para todo o país mas não faço um planejamento estratégico, nunca conseguirei fazer meu produto ser desejado e gerar lucro/retorno financeiro.

O Futebol Feminino é da mesma forma. Não conseguirei vendê-lo e conquistar público se mantenho meu produto escondido ou abandonado à própria sorte.

Querer que a modalidade se desenvolva debaixo para cima é como ter um produto que eu não divulgo e mesmo assim querer que os clientes procurem e comprem o produto.

Quando leio certas "justificativas" vindas de integrantes da empresa gestora do futebol feminino brasileiro concluo que ou não entendem nada de negócios ou que existe extrema má vontade e/ou preconceito.

Trabalhar para desenvolver a seleção é apenas criar um telhado para uma casa. Mas qualquer casa precisa de um alicerce, vigas fortes e paredes capazes de sustentar o telhado. Logo, se o telhado é forte mas a estrutura é fraca você nunca manterá seu telhado onde ele precisa estar e consequentemente ele nunca realizará sua principal função que é proteger e dar maior durabilidade à estrutura que está abaixo dele.

Da mesma forma, construir alicerces firmes sem construir um telhado para proteger a casa do sol e da chuva danificará a estrutura e não tornará possível residir lá dentro. O morador lá ficará enquanto o clima estiver bom, mas se esquentar demais ou chover a casa ficará vazia.

Então se queremos ver um futebol feminino se destacando deve haver harmonia entre a estrutura, o telhado e os moradores.

Se queremos vender o produto precisamos trabalhar este produto pois ele dificilmente se venderá sozinho e aí está a necessidade da empresa tomar as rédeas.

O futebol feminino é um grande produto e está diretamente relacionado com três paixões nacionais: o esporte, o esporte futebol e a mulher. Como não conseguimos vender este produto?

A resposta é simples: não vendemos porque não sabemos como administrá-lo ou porque não gostamos do produto e não queremos ver seu crescimento.

O Futebol Feminino não só é um grande produto como está relacionado a um grande nicho de outros produtos que geram lucro, muito lucro.

O espaço no mercado para o seu produto é você quem cria, e as dificuldades para o negócio não andar também é você quem cria a partir do momento que não trabalho para vencer possíveis barreiras.

A mudança mais importante deveria vir de cima porque força toda estrutura a mudar para a melhor, mas como de costume, só acho...

sábado, 12 de julho de 2014

FUTEBOL FEMININO: Por quê não se debatem soluções para a modalidade?

É extremamente comum ouvir ou ler a seguinte declaração:"Ah, sempre discutem os problemas do Futebol Feminino e ninguém debate soluções..."

Por qual motivo as pessoas não debatem melhorias?

Um dos grandes problemas está nos próprios profissionais do meio só querem falar do seu trabalho e de seu potencial e esquecem da modalidade.  A grande maioria não procura soluções e sim oportunidades e vaguinhas aqui e ali só pra bater no peito e dizer que são algo. Só querem apresentar soluções se estiverem em alguma boa situação,  caso contrário pra que dar soluções para beneficiar alguém que não sou eu?! SANTA IGNORÂNCIA!

Se analisarmos e observarmos posturas temos raros casos de quem pensa na modalidade. 

Se tudo está assim a culpa é da inércia, comodismo, egoísmo e  falta de atitude de todos. De atletas a treinadores e dirigentes.

Alguém mais culpado do que outro? Não,  todos com a mesma parcela de culpa!

Mas vamos fazendo o que dá,  da melhor forma com alguns raros que pensam em um mundo além do próprio umbigo! 

A caminhada é longa e dura, mas ao longo da jornada vamos encontrando algumas peças que querem ajudar a fazer girar as engrenagens dessa grande máquina enferrujada chamada FUTEBOL FEMININO!

Mas, só acho...

quarta-feira, 9 de julho de 2014

Debate sobre Futebol Feminino e o legado da Copa para a modalidade

Olá amigos! Imaginem um debate sobre Futebol Feminino abordando o tema O Futebol Feminino que queremos para o Brasil e debatendo com representantes do Ministério do Esporte e CBF sobre profissionalização e legado da Copa de 2014 para as mulheres que jogam futebol. 

Pois este evento acontece amanhã, QUINTA FEIRA, dia 10 às 18h, no Rio de Janeiro!

Abaixo reproduzo parte do e-mail que recebi da organização do evento:

"O Espaço Futebol para a Igualdade inaugurado em 04 de junho de 2014, no Museu da República (RJ), busca divulgar os principais fatos, dificuldades, conquistas e personagens, que escreveram a história e caracterizam a trajetória do futebol feminino no país.

Organizado pela Redeh (Rede de Desenvolvimento Humano) e sfw (streetfootballworld),o Espaço Futebol para Igualdade, com entrada franca, promove a exposição multimídia “Mulheres em Campo driblando Preconceitos”, atividades educativas, debates, seminários e filmes, tendo como principal objetivo oportunizar reflexão sobre a desigualdade de gênero, a invisibilidade e a falta de acesso e oportunidades que acabam excluindo ou abrindo escassos espaços para que o futebol feminino seja reconhecido e fortalecido no país.

Como parte da programação, acontece no próximo dia 10 de julho, às 18hs (quarta-feira), o Bate-Bola: O Futebol Feminino que queremos para o Brasil, onde representantes da Secretaria de Políticas para Mulheres da Presidência da República (SPM/PR) e o Ministério do Esporte (ME) foram convidados a apresentar seu projeto para o desenvolvimento e profissionalização do futebol feminino no país. Complementando esta apresentação a CBF foi convidada a apresentar o que entende como legado da Copa do Mundo para o futebol feminino no país."

Este é um debate de grande importância para o Futebol Feminino brasileiro e em que a presença de profissionais e atletas do meio é fundamental. Nada melhor do que quem entende e vive os problemas da modalidade para estar presente e ouvir e também participar do debate em busca de respostas e soluções para a modalidade no país.

Eu estarei presente no evento e espero contar com a presença de todos que puderem comparecer a este grande momento para a modalidade!


sexta-feira, 4 de julho de 2014

SELEÇÃO FEMININA SUB-15 na IberCup


A Seleção Feminina Sub-15 vem sendo testada na IberCup 2014 que acontece em Portugal e vem se desempenhando bem na competição.

A Seleção teve na fase de grupos 3 vitórias em 3 jogos, 14 gols marcados e nenhum gol sofrido.

Resultados na fase de grupos:

Brasil 1 x 0 RCD Espanyol Barcelona (Espanha)
Brasil 4 x 0 PK 35 (Finlândia)
Azahar CF (Espanha) 0 x 9 Brasil

Hoje as meninas do Brasil, sob comando da treinadora Emily Lima e sua comissão enfrenta a equipe do SU Sintrense (Portugal) pelas quartas de final, às 15hs (horário de Brasília) e você pode acompanhar pelo link http://www.ibercup.com/pt/matches/playoffs/223.

Passando à Semi-final, a Seleção Brasileira aguarda o resultado de Olympique Lyon (França) e PK 35 (Finlândia).

Na outra chave das quartas, teremos os confrontos de Atlético Madrid x Azahar CF e RCD Espanyol Barcelona x Huddinge IF (Suíça).