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sábado, 20 de dezembro de 2014

Uma séria reflexão sobre o poder subestimado propositalmente do esporte no Brasil


Quantos brasileirinhos e brasileirinhas são campeões em algum esporte todo dia? Campeões só por estarem fora das ruas e ocupar o tempo de forma melhor. Por ganhar uma medalhinha de honra ao mérito de 50 centavos por "competir" com os coleguinhas e que faz essa criança se sentir a mais importante e maravilhosa criança do mundo mesmo sem ter nada...?!

Quantos homens e mulheres disputam competições dentro e fora do país nas mais variadas modalidades e vivem nas sombras, escondidos da nação?  Visíveis apenas para alguns poucos que se encontram próximos...

Somos um país rico em talentos em diversas áreas e o esporte sem dúvida é uma delas.

Quantas vidas se transformam através do vôlei, basquete, judô, handebol, atletismo, futebol, natação,  capoeira, ginástica, etc?

O esporte, seja qual for, transforma vidas pela inclusão e pela disciplina que o esporte. 

Infelizmente a vida de poucos se transforma financeiramente através do esporte.

Somos um país rico onde o esporte é apenas tratado como ferramenta social, mas poderia ser bem mais que isso. O esporte poderia ser fonte de renda e de vida, proporcionando não só a inclusão mas também o enriquecimento moral, financeiro e cultural. Poderia ser o sustento de muitos brasileiros.

Infelizmente não temos políticas públicas para os esportes.

O Brasil poderia se tornar o líder mundial no ranking de qualquer esporte, conquistar o topo em qualquer competição,  afinal temos a maior diversidade étnica do mundo, as mais variadas e valiosas valências físicas para o esporte que quiséssemos, SE QUISÉSSEMOS.

Temos o negro,  o índio,  o asiático,  o branco,  o pardo, o europeu... tudo isso em um só povo! 

Enquanto todos países no mundo  dos esportes lutam para naturalizar um atleta de outra nacionalidade por suas características físicas e fisiológicas,  nós produzimos naturalmente pessoas com todas as características que qualquer modalidade precisa. E o que fazemos? ESTAMOS JOGANDO FORA.

Imagine que o esporte é um supermercado que contém diversos produtos das mais variadas seções de utilidade e a modalidade esportiva é o consumidor. Em alguns países lá fora o mercado só tem o azeite fino, em outro pais o mercado tem apenas a carne de qualidade, em outro mercado existe apenas o melhor vinho. 

NO BRASIL O MERCADO TEM TODOS OS PRODUTOS pra qualquer consumidor/modalidade. É só entrar, escolher, levar pra casa e preparar...o resultado seria o sucesso!!!

O Brasil poderia ter Brasileiros mais saudáveis,  independentes financeiramente,  culturalmente mais ricos.  A economia poderia ser movimentada pelo esporte, produção de aparelhos e equipamentos da melhor qualidade e abastecer todo o mundo. Países pagariam para aprender como o Brasil faz esporte, as principias empresas de produtos esportivos do mundo estariam aqui, os brasileiros do esporte ganhariam o mundo,  conquistariam medalhas, respeito,  liberdade, qualidade de vida. Se sustentariam do esporte saindo do seu país apenas para competir,  mas podendo treinar com qualidade e dignidade aqui em sua casa, perto de sua família. 

A educação trabalharia inevitavelmente em torno do esporte e movimentaria graduações,  cursos, pós graduações em cursos de negócios do esporte,  treinamento, recuperação física. 

A medicina e os seus profissionais seriam os melhores do mundo, os negócios em torno do esporte seriam uma das 3 maiores fontes de renda do país. 

Teríamos centenas de duzias de Medinas, Martas, Vanessas, Ricardos, Eduardos, klebertons, Giovanias, Cristinas. 

A expectativa de vida seria maior e melhor, o índice de criminalidade seria um dos mais baixos do mundo, teríamos mais cidadãos, se gastaria menos com saúde e programas de governo para casa própria,  alimentação e remédios.  Não importaríamos médicos,  exportaríamos! Não iríamos ao exterior comprar os melhores produtos para treinar,  compraríamos aqui e o mundo viria comprar aqui também. 

O preço dos produtos dentro do país seria muito mais barato desde comida até vestuário. Quem pagaria mais imposto seria quem está la fora e compraria daqui.

O brasileiro não movimentaria milhões na economia de outros países por comprar pela internet por lá fora ser mais barato. O mundo que movimentaria milhões e bilhões na economia do Brasil! Nossa, teríamos bons empregos aos milhares!

O poder aquisitivo sairia da mãos de uns poucos e seria distribuída nas mãos de uns milhares.

Seríamos sem dúvida um país rico, melhor, mais justo e de primeiro mundo.

Talvez por isso não se invista em esporte no Brasil. O esporte anda inevitavelmente ao lado da educação e do desenvolvimento moral e decisório do brasileiro.

A escravidão acabou, a ditadura também,  mas ainda somos escravos de uma cultura que beneficia poucos e acorrenta a maioria.

Nunca fomos livres e não sei se um dia seremos e é uma pena saber que poderíamos mudar o mundo de tantos brasileiros simplesmente através do esporte!

sábado, 6 de dezembro de 2014

FUTEBOL FEMININO supera o masculino no Brasil. Entenda...


FUTEBOL FEMININO SUPERA O MASCULINO....Entenda

Falando só de 2014, as equipes da Ferroviária de Araraquara-SP e São José dos Campos-SP conquistaram títulos que muitos clubes de futebol masculino com muitos anos de atuação nunca conseguiram.

A Ferroviária conquistou a Copa do Brasil e o Brasileiro Feminino, São José conquistou a Copa Libertadores da América e o Mundial Feminino de Clubes no Japão.

E estamos falando só de 2014. Poderíamos falar dos clubes de futebol feminino que conquistaram os campeonatos estaduais em outros anos, além de Copa do Brasil, Libertadores e o Brasileiro.

A visibilidade alcançada com estes feitos é superior a visibilidade que muito clube masculino possui.

E digo mais: muitos clubes masculinos vão trabalhar por 10 anos, com investimentos de milhões de reais nestes 10 anos, e mesmo assim não alcançarão o patamar de prestígio e visibilidade que estes times femininos vem alcançando. Já o feminino alcança o topo do esporte com investimentos de 400 mil por ano! Chega a ser ridículo!

Quanto estes clubes femininos pagariam em publicidade/mídia para aparecer em TV, rádio, internet, jornais e revistas impressos e eletrônicos? Tem noção de como isso é grande?

E você, dirigente espertão e vivido, vai continuar dizendo que futebol feminino não dá retorno?

Acho melhor reverem seus conceitos e repensarem o poder do futebol feminino. É melhor investir 100 milhões de reais em 10 anos e não conquistar nenhum título de tamanha expressão ou investir no feminino e ter este inestimado retorno com MUITO menos?

É... vocês devem ter razão. Futebol feminino só dá prejuízo e nada de retorno!

A intenção com o texto e questionar a visão limitada dos gestores e dirigentes de clubes que sempre afirmam que não se investe no futebol feminino pela falta de retorno da modalidade, mostrando que a modalidade pode sim dar certo e que dá retorno de acordo com a forma que for trabalhada.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Futebol Feminino: onde está ?

Momento Edu Pontes - Especial de fim de ano 

OS ASSÉDIOS NO FUTEBOL FEMININO: todo assédio, moral e sexual, sofrido por atleta deveria ser banido sendo então o "profissional" impossibilitado de atuar novamente dentro de qualquer esporte além responder ao processo e a pena processual cabível para cada caso. 

Curioso é que muitos profissionais sabem dos casos de assédio,  mas nada fazem e acabam sendo coniventes com o crime. E não me venham com a desculpa de que o melhor para o crescimento da modalidade é que essas coisas não apareçam na mídia. 

CONTRATOS, ATRASOS E NÃO PAGAMENTOS: NO caso dos atrasos salariais ou não pagamentos, clubes deveriam sofrer os devidos processos trabalhistas. Mas abtes disso precisa haver o vínculo empregatício por contrato como exigência para inscrição da atleta em qualquer competição pela equipe.

E outra coisa... clube que argumenta que o contrato prejudica e que não fazem por medo da atleta processar o clube é desculpa esfarrapada.

O contrato bem feito dá segurança a ambas as partes, clube e atleta, e se cumprido da forma correta clube ou atleta podem ser obrigados a pagar a multa rescisória. 

Mas precisa ser algo bem feito mesmo. Porque já vi clube que pagava ajuda de custo (porque aquilo não podia ser chamado de salário) ter clausula rescisória onde em caso de ruptura por parte da atleta ela deveria pagar R$500.000, 00 (quinhentos mil reais).

A coisa não funciona e não anda porque tem muito idiota (isso mesmo... i-di-o-ta) à frente de equipes e muita atleta varzeana que quer fazer o que quer e tirar proveito do clube, e o idiota do clube quer se aproveitar da atleta e por ai vai.

São exemplos simples, mas que sua análise nos comprova que em muitos casos a culpa não é da CBF.

A CBF tem suas culpas em determinadas questões pois poderia fazer mais e melhor, mas O GRANDE, REAL E BRUTO PROBLEMA DA MODALIDADE ESTÁ NA POSTURA DAS PESSOAS QUE NELA ESTÃO INSERIDAS.