Translate

quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

Futebol Feminino: O que espero de 2016?

Futebol Feminino: O que espero de 2016?

Eu gostaria de esperar um brasileirão feminino com um nível técnico bemmmm melhor! Mas isso depende de clubes, profissionais e atletas. Em alguns casos uns tem mais culpa, em outros menos, em outros fica empatado, mas todos tem SIM culpa.

É Triste quando é tão óbvio um comentário ou observação de jogo e mesmo assim atletas e profissionais se revoltem com eles. Me pergunto se não assistem seus jogos ou se não tem noção do que acontece em campo! Muitos jogos da temporada foram duros de assistir.

Outro fator preocupante de 2015 é que o Brasileiro feminino com 3 anos seguidos não consegue se consolidar e não vende, não porque é um coitadinho, mas em grande parte porque se mostra um produto ruim. Devemos nos preocupar e tentar fazer um 2016 que dê gosto de assistir. Organização, clubes, profissionais e atletas, todos devem se preocupar com isso, apesar de eu saber a dificuldade de alguns casos em fazer mais, mas mesmo com pouco, muito pode ser feito se cada parte envolvida quiser.

Me pergunto qual o legado do futebol feminino nos últimos 3 anos? Níveis de jogos ruins, pouco atraentes tecnicamente.Depois a culpa é só do machismo, e não, não é o machismo o único ou principal culpado. Tivemos competições, tivemos jogos na TV, mas isso não significa nada se o produto não chamar a atenção de quem assiste e quem investe.

Em 3 edições de campeonato mostramos ao mercado que o produto não está pronto. Afastamos mais o público do que aproximamos... Quem assiste futebol feminino é realmente quem gosta, amigos, parentes... E o foco de atrair outros públicos acaba que não funciona porque falta mostrar mais. Espero que nesses 3 anos o Brasileirão Feminino tenha servido ao menos para que se analisem deficiências e planejem soluções. Se não fazem isso, que em 2016 seja feito, por favor, ou continuaremos descendo a ladeira...

Muito me perguntei, baseado em tudo que vi, de como tornar a modalidade uma paixão nacional com jogos medianos ou ruins? Se o vôlei fosse fraco não estaria na TV, certo? Ah, Eduardo.. mas a seleção joga bem e faz grandes jogos e isso atrai público... tá bom, atrai, mas aí o público que assistiu a seleção acompanha um brasileirão e vê uma sequencia de jogos de baixo nível técnico, sem aquela atração, sem tanta ou nenhuma emoção. Lhes pergunto: Então do que adianta? Pensem nisso...

É necessário ter bons jogos para mostrar que futebol é feminino e em alto nível. Mas parece que as pessoas não se importam com isso. Ou não se importam, ou se importam, porém trabalham de forma incompatível com objetivos. Ou isso muda ou o FUTEBOL FEMININO nunca mudará, e o coitadismo durará mais 30 anos. Podemos e devemos melhorar muito.

Talvez o básico seria boa forma física, conhecimento tático, domínio de fundamentos, raciocínio e conhecimento do corpo. E isso falta muito, em parte por preguiça de quem joga, em parte por preguiça e prepotência de quem comanda e acha que sabe muito! Que em 2016 tenhamos humildade e foquemos mais nos fundamentos, tanto em aprender, quanto ensinar e muito mais em colocá-los em prática.

Nesses anos ainda não mudamos a forma de agir, pensar e trabalhar dentro da modalidade. Repetem-se sempre os mesmos erros e os mesmos discursos. Será que em 2016 a coisa continuará do mesmo jeito?

Aviso a todos que GANHAR A OLIMPÍADA não muda NADA na situação da modalidade. O problema não é nem nunca foi a falta de medalha ou resultados, porque baseado no investimento/estrutura do futebol feminino, ele sempre trouxe mais retorno. A única coisa que não trás como no futebol masculino é o DINHEIRO.

Não queremos ter os mesmos valores do masculino, não esperamos ganhar rios de dinheiro e sim viver do esporte de forma digna, mas pra atrair atenção e investimento é preciso mostrar que a coisa é técnica e bem jogada, que é interessante, que tem belos lances. E em tempos que o futebol masculino virou mais força do que técnica e jogadores que ganham rios de dinheiro não acertam 10 passes seguidos de 3 metros, fazer a bola rolar e o jogo feminino ter qualidade dentro das quatro linhas pode sim ser um grande diferencial.

E curiosamente textos que expus há anos atrás ainda são atuais! Quero que em 2016 isso mude e meus textos e contextos estejam velhos!

Coitadinho do Futebol Feminino. Somos isso.. . Somos aquilo... Nos ajude! Nos apoie! ERRADO... se ajudem!

Se ajudem para que o FUTEBOL FEMININO não precise viver de favores, migalhas ou coitadismo. Conquistem o espaço, não o implorem! 

Que o FUTEBOL FEMININO mude em 2016. 

Que seja um novo ano! Novos comportamentos! Mais consciência! Mais autocrítica! Mais trabalho! Mais resultado! Mais planejamento! Mais organização! Mais treino! Mais "modalidade" e menos "meu umbigo"! Menos enrolação e mais profissionalismo! Menos cara de pau e mais transparência!

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

3 anos de Brasileirão Feminino na TV e não mostramos que merecemos aquele espaço que tanto reclamamos

3 anos de Brasileirão Feminino na TV e não mostramos que merecemos aquele espaço que tanto reclamamos.

Os problemas são muitos e os fatores diversos!! 
Poucos clubes se programam com antecedência até porque tirando os de São Paulo são poucos os que tem calendário pra mais de 3 meses.

Quando chega o Brasileirão os times estão montados "em cima da hora" ou devido a falta de calendário em seus estados, ou também por falta de maior organização de seus dirigentes, não terão como apresentar um trabalho melhor e futebol mais vistoso.

Além desses fatores a falta de noção de quem gerencia a competição e escolhe os jogos de TV faz com que o futebol feminino tenha imensa dificuldade de conquistar novos expectadores e também faz com que a estigma de futebol ruim/produto ruim se reforce.

Adianta ter uma competição apenas por ter? O espaço de mídia pode alavancar uma imagem bem como pode derrubar qualquer coisa que apresente um material ruim.

Mas o que os clubes podem fazer além de se organizarem e tentarem apoios para começarem a trabalhar um pouco mais cedo e chegar mais fortes na competição? 
Difícil porque as jogadoras não conseguem viver de futebol feminino e precisam ter um emprego que divide espaço com o futebol. Muitos profissionais também precisam de outro trabalho.

A falta de calendário melhor é culpa de quem? 

A CBF é a mandatária do futebol nacional e a ela estão subordinadas as federações estaduais que são ALTAMENTE DEFICIENTES quando o assunto é futebol feminino.

Quem fiscaliza jogos sem ambulância, sem médico, sem segurança, locais sem condições básicas de jogo?

Em pleno 2015 isso ainda acontece... E NESSAS HORAS A CULPA NUNCA É DE NINGUÉM! 
ESTAMOS EVOLUINDO AONDE? me contem porque eu sinceramente não sei!

quinta-feira, 8 de outubro de 2015

Brasileirão Feminino: Cadê o nível Técnico?

O nível técnico dos jogos e das jogadoras no Brasileirão Feminino está de mediano baixo para ruim.

Atletas técnica e fisicamente mal, inteligência de jogo quase nenhuma.

A intenção não é criticar e sim alertar porque pra dizer coisa bonita tem um monte, já pra apontar onde precisamos melhorar... 

O pior é que isso, essa deficiência, é um retrato do futebol feminino brasileiro como um todo (quase que generalizado mesmo... quase) que luta contra profissionais de clubes que acham que são muito bons e perpetuam essa mediocridade de nível porque não corrigem quando devem e não cobram mais e mais a cada dia de suas atletas.

O futebol feminino luta também contra as jogadoras, que por sua vez, acham que jogam muito mais do que elas realmente jogam. (Por favor, assistam os VTs de seus jogos!)

Jogadoras ou atletas? Ao que parece uma maioria de jogadoras despreocupadas com o seu baixo domínio de fundamentos básicos.

Nem mesmo jogadoras de seleção estão escapando e apresentando algo diferenciado.

Nos últimos jogos era triste olhar e não ter nenhuma atleta que apresentasse algo que fizesse pensar: "nossa, diferenciada! Precisa estar na seleção pra ontem!"

Todo esse cenário apresentado precisa mudar com urgência. Mais consciência, mais humildade e trabalho duro com disciplina dentro e fora de campo pra talvez nos fazer felizes em ver o futebol feminino na TV.

Hoje, o que estamos apresentando, não tem diferencial nenhum nem atrativo para garantir que deve ganhar espaço e ficar de vez na grade de programação das emissoras. 

E a culpa é de todo mundo...

quarta-feira, 7 de outubro de 2015

Futebol Feminino: faltam peças de qualidade hoje e continuarão faltando daqui a 20 anos

O futebol feminino brasileiro passa por momentos de dificuldade principalmente quando o assunto é formação de base e reposição de talentos.

Raríssimos os clubes que tem algum trabalho nesse sentido. Logo os reflexos são vistos na dificuldade de localizar peças de reposição para a seleção brasileira de futebol feminino.

As atletas das categorias adultas refletem bem a nossa cultura que pouco se preocupa em como e onde são  formadas nossas jogadoras.

Mas como refletem?  Refletem quando vemos dificuldades físicas, táticas e técnicas nos jogos. Erros de passe, batida na bola pouco polida, dificuldade de domínio, grande dificuldade em jogar de cabeça erguida, a dificuldade de raciocínio e identificação da melhor opção para um passe em progressão, entre outras coisas.

Além da enorme dificuldade por estas meninas terem ficado dos 10 aos 16 ou 17 anos sem um trabalho mais adequado focado no básico que qualquer jogadora necessita, enfrentamos o problema de haver poucos trabalhos em categorias adultas onde profissionais tenham a paciência,  percepção, didática e conhecimentos necessários para trabalhar e corrigir essas deficiências que as jogadoras possuem e que não são poucas.

Claro que devemos pensar também que um clube não tem todo tempo do mundo para corrigir uma atleta que aprendeu e desenvolveu seu estilo de jogar de forma pouco eficiente durante 6 anos seguidos e agora precisa corrigir. O clube ainda encontra a dificuldade de lidar com meninas moral, comportamentalmente formadas de acordo com o meio em que viviam e com as pessoas que as treinavam passando a imagem de postura e comportamento que elas levam, querendo ou não,  como espelho e absorvem. Para conseguir "corrigir" isso é algo complexo e onde deve haver muito tato.

Um clube levaria pelo menos uns 6 meses para começar a ver resultados em um trabalho de "ajuste fino" ou "polimento" destas meninas e como citei antes, raros os clubes e profissionais que, além de ter tal capacidade e estarem também moralmente aptos a isso,  tem a paciência necessária para retirar em meio aquele monte de pedras e lama que é a jogadora crua ou mal formada e descobrir e moldar aquilo tudo escavando e lavando até encontrar a pedra que ele possa transformar em um  diamante.

O nível técnico das atletas nos clubes não vem se apresentando dos melhores e isso dificulta até  para seleção que não tem lá  muitas opções,  muito menos tem a obrigação de corrigir o resultado do processo de formação que aquela atleta passou e levou até  chegar ali.

O correto seria que estas jogadoras chegassem prontas na seleção e pudessem apresentar seu melhor para defender a modalidade e seu país,  mas a realidade é bem diferente.

A Seleção pode não ter a obrigação de formar atletas, coisa que realmente não tem, mas a CBF como entidade máxima, gestora e responsável pelo futebol brasileiro tem, A MEU VER, a função e obrigação de identificar, analisar, pensar na solução e, junto à federações estaduais, clubes e até do ministério do esporte, aplicar as medidas necessárias para que estas lacunas que refletem na qualidade do futebol nacional na imagem da seleção e dos clubes que aparecem na TV no Brasileirão, deixem de existir.

Não adianta dizer simplesmente que o futebol feminino é difícil,  um produto ruim, sem visibilidade quando se sabe onde começa o problema e nada é feito para saná-lo. Construir errado e depois tentar reformar é mais demorado e mais carro do que fazer certo na primeira vez.

Ou tomamos vergonha na cara e olhamos com muito carinho para nosso atual processo de formação de base e todas as suas deficiências e desafios focando em que futebol feminino queremos ter daqui a 15 ou 20 anos, ou continuaremos a chorar, andando em círculos,  reclamando como coitadinhos que nunca pararam para realmente tentar resolver o problema e conseguir fazer a modalidade andar com as próprias pernas... e pior, que dizem que a culpa é sempre do outro e não sua.

Somos todos um pouco culpados.

Mas, só acho...

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

CBF - ALELUIA, camisas da seleção feminina no mercado?! Demorou eihn! Mas ainda não basta!

Finalmente parece que a CBF pretende conversar com a NIKE para colocar no mercado as camisas da seleção feminina de futebol. Essa era uma das maiores reclamações das mulheres em relação a material esportivo da seleção. A maior reclamação, claro, continua sendo a falta de apoio.

Os discursos que temos visto são de investimentos, apoio, mudanças e assim esperamos que seja feito porque não basta dar um almoço depois da conquista de um ouro Panamericano pra dizer que a coisa está mudando. O buraco é mais embaixo.

Infelizmente a situação do futebol feminino, por seu histórico é o VER PRA CRER.

- Ainda estamos absurdamente longe de uma modalidade estruturada e auto suficiente. A formação de atletas é precária, a estrutura dos clubes e as questões trabalhistas são quase nulas.

- Clubes de camisa entram na modalidade com um planejamento tão bem pensado que saem no mesmo ano ou logo no ano seguinte. Em estados como o Rio de Janeiro, por exemplo, "times de aluguel", como o da Marinha que só falta vestir a camisa do fluminense em 2016, são comuns. Isso não contribui muito (ou quase nada) para a modalidade.

- Não vemos ninguém brigar pela base, se unir pra ir em federação. 

- Não vemos a CBF prestar assessoria aos clubes e traçar diretrizes para modalidade e dada a falta de organização em federações e clubes, ninguém melhor do que a entidade máxima para bater o pé e dizer o que será feito e como será feito. Mas pra isso, deve ser tudo pensado e bem definido.

- É preciso escutar a todos, entender todos os pontos de vista (o que não significa segui-los) e se preocupar em escutar mais aqueles que falam mais em modalidade e menos em si próprios.

- Seleção permanente é importante para objetivos da CBF e para a seleção, mas não muda a situação do futebol feminino no Brasil. E pra quem alega que ajuda na visibilidade, essas meninas já conquistaram medalhas e chegaram longe demais em competições com muito esforço e pouca estrutura, então não me venham com papo de que é a medalha de ouro que faz a diferença.

O que faz diferença é a vontade de fazer a coisa andar, fator que infelizmente é visto em poucas pessoas e organizações. Pra ser sincero, em praticamente nenhuma porque as pessoas estão preocupadas é com elas e com o próprio bolso, com a oportunidade de aparecer e dizer que fizeram algo, que participaram daquilo, mesmo que não tenha mudado nada para a modalidade.

Enfim, vamos ver no que vai dar.

Espero que as pessoas tenham realmente bom senso e que a vontade de fazer o futebol feminino andar seja muito maior do que o orgulho de postar no facebook dizendo que seu trabalho é diferenciado, que seu clube é o mais estruturado ou que tem história no meio do futebol, porque o que eu vejo são pessoas que batem no peito e falam muito mas que em 10, 20, 30 ou 40 anos de futebol feminino mais fazem mal com suas atitudes dentro e fora das quatro linhas do que bem e infelizmente não mudaram muita coisa dentro da modalidade em todos os anos que afirma e demonstram estar "trabalhando por ela".

"Ah, mas eu me preocupo, Eduardo" - Acho que dá pra contar nos dedos das mãos e sobra dedo ainda quem realmente discursa assim e age assim, porque muita gente diz se preocupar porém demonstra com atitudes varzeanas e reprováveis que, se por acaso realmente se preocupam, ainda estão longe de enxergar o que realmente é preciso.

Respeito a todos, mesmo aqueles que sei de histórias cabeludas, mas espero que as pessoas do meio, de atletas a dirigentes, passando por todos os treinadores e preparadores, tenham muito mais consciência e bom senso para fazer o que precisa ser feito pela modalidade.

Ainda estamos anos luz de melhorar a situação e isso é culpa de todos!


Boa semana!

sábado, 11 de julho de 2015

A formação no FUTEBOL (e no esporte) BRASILEIRO

Nosso futebol se preocupa tanto com a altura, a força e a velocidade que esqueceu coisas extremamente importantes como a inteligência, percepção do espaço de jogo, do sistema de jogo e do próprio corpo, a excelência nos fundamentos básicos, desenvolvimento motor, equilíbrio...

Se trabalha o físico em excesso e se esquece do básico. Querem meninos de 16 anos fortes e velozes para ganhar dinheiro rápido em cima deles, sem se preocupar com quantas cirurgias de joelho ou quantas lesões ele vai ter até seus 25 anos muito menos em quantas deficiências técnicas o indivíduo terá.

No futebol feminino então, nem se fala, porque não existe base e as meninas de 16 anos chegam carregadas de deficiências básicas e só conseguem evoluir tecnicamente aos 25 a 28 e até lá terão sofrido pelo menos 2 a 3 lesões de joelho. E as pessoas querem falar de crescimento e evolução sem levar em consideração nenhum desses fatores e como de costume, estão fazendo besteira.

Os nossos "profissionais" precisam voltar ao conceito de formação dentro de tudo que é necessário dentro da modalidade, sem queimar etapas, e formando jovens com consciência sobre a necessidade de cuidar de seu corpo, sua mente e sua técnica. 

Querem atletas perfeitos, mas não querem o trabalho de formá-los e ensinar o certo, o errado, trabalhar o psicológico, demorar o tempo necessário para que aquele indivíduo "descartado(a)" possa se tornar um fenômeno. 

O esporte no Brasil, e acredito que sejam quase todos, são hoje mais exclusivos do que inclusivos, e tudo porque as pessoas esquecem tudo que estudaram e viveram e pensam de forma imediatista e imprudente.

Mas, só acho...

segunda-feira, 6 de julho de 2015

Mais uma copa chega ao fim e ainda choramos pelas mesmas coisas

É, na noite deste domingo chegou ao fim a Copa do Mundo de Futebol Feminino do Canadá.

A seleção dos EUA se consagrou tri campeã ao bater o Japão por 5 x 2.

Uma linda festa, estádio cheio, alguns bons jogos ao longo da competição outros nem tanto... e o Brasil...

Para nossa tristeza, mas com nenhum espanto, não chegamos à final. Torcemos muito por isso, é verdade, mas o insucesso era algo totalmente dentro do cronograma de um país que conduz a modalidade da forma como faz... ou melhor, que não conduz.

Apesar do esforço da CBF em fazer a seleção permanente, com toda estrutura possível, e com o questionamento de contestadíssimas convocações e críticas de clubismo, a coisa não andou e nem andaria de forma perfeita. Eu mesmo já havia dito muito antes da copa que o Brasil poderia aproveitar a copa para se "balizar" em relação a outras equipes e pensar na olimpíada de 2016. Pra mim o mundial nunca foi objetivo de pódio, mesmo torcendo pra que, quem sabe, acontecesse.

Além do mais, a seleção permanente não resolve nem 10% dos problemas da modalidade no país que está muito longe de se resumir à seleção, seja principal ou de base, mas é a tentativa de melhora

O que mais me deixa chateado é que Copa após Copa, Olimpíada após Olimpíada, choramos os mesmos problemas, questionamos as mesmas coisas, e a postura das pessoas que trabalham com futebol feminino não muda.

Muita gente fala, muita gente critica, e o que impressiona é ver que o foco real do questionamento não é o andamento da modalidade. O problema é sempre do "eu não estar no futebol feminino", "eu não estar dentro da CBF", "eu não fazer parte da seleção". Poucos os que se preocupam com a coisa realmente como ela é sem se questionar estar dentro ou fora disso ou daquilo.

No meu ponto de vista a CBF pode, deve e precisa, como entidade máxima do futebol brasileiro, organizar a bagunça que é a modalidade no Brasil. Se depender de esperar que clubes, profissionais e federações estaduais, por si sós, resolvam a coisa, continuaremos na "era das cavernas" do futebol feminino. Tem poder? Então ouça, mapeie, planeje as ações,  baixe resoluções, mande fazer e pronto.

Se não me engano, por volta de 2008 o Japão fez um planejamento para que em 10 anos se tornasse uma das referências mundiais na modalidade. Em Pequim 2008 disputou a medalha de bronze nas olimpíadas contra a Alemanha e perdeu. Com 5 anos de trabalho o Japão chegou a final do mundial em 2011 ganhando dos EUA. E em 2012 chegou à final da olimpíada de Londres ficando com a prata diante dos EUA.

Agora, 7 anos depois, o Japão chegou na final de mais um campeonato mundial e hoje é uma das referências mundiais ao lado de EUA, Alemanha, Acho que alcançaram os objetivos. Não sei o que fizeram, como fizeram, como está, mas só posso supor que está dando certo!


E por que no Brasil a coisa não anda? 

O Brasil figurou entre os 4 melhores nas Olimpíadas em Atlanta 96 (4º), Sidney 2000 (4º), Atenas 2004 (2º) e Pequim 2008 (2º). Esteve entre os melhores 3 melhores também nas Copas dos EUA 99 (3º) e China 2007 (2º).

Nos campeonatos Sul Americanos o Brasil conquistou títulos em 1991, 1995, 1998, 2003, 2010 e 2014, foi vice em 2006.

No Pan conquistamos o título em 2003 e 2007, ficamos com o vice em 2011.

O que nos difere de EUA, Alemanha, Japão, Noruega, Suécia, Canadá, França? 

Temos títulos e pódios, figuramos entre as melhores do mundo, e vocês acham mesmo que o problema é a falta de uma medalha de ouro? Ela mudaria tudo? Vocês só podem estar brincando!

Não é o ouro que faz a estrutura, mas a estrutura que permite conquistar o ouro e então o lugar mais alto do pódio. O trabalho continuado e planejado nos faz nos manter no topo, basta olhar ao redor.

Talvez um de nossos maiores problemas seja a falta de união, porque (já falei sobre isso) vejo muitas ações individuais ou de grupos que querem fazer A SUA MUDANÇA do futebol feminino, mas não vejo união para fazer O FUTEBOL FEMININO. Vejo desunião entre atletas e profissionais do meio. A maioria pensa em si, em aparecer, em estar na vitrine, mas não pensa no esporte afinal algumas atitudes inacreditáveis provam isso.

"Ai, mas tem gente que faz, Você está dizendo que eu não faço?" - apesar do generalismo que como de costume eu emprego nos textos e vocês ainda não aprenderam a interpretar, quem faz algo sabe o que faz e não precisa do tapa nas costas porque vai continuar fazendo, então não me venham reclamar porque se você se esforça você sabe disso e ponto.

O fato é que ano após ano choramos pelas mesmas coisas faz tempo! O fato é que não é a seleção permanente que vai mudar o rumo da modalidade! Se os que se dizem profissionais não buscarem fazer mais do que apenas querer puxar o tapete de outros a modalidade nunca vai andar.

Se queremos estar entre as 3 melhores seleções do mundo na copa de 2023 e na olimpíada de 2024, só um planejamento nacional de desenvolvimento e fomento da modalidade vai resolver seguido de trabalho duro, muito duro por pelo menos uns 10 anos. E me questiono se temos realmente profissionais qualificados e dispostos a isso. É triste!

Em maio de 2013, em evento no Museu do Futebol, em SP, as ex atletas da seleção americana de futebol, Julie Foudy e Brandi Chastain contaram que o caminho da Seleção Americana não foi fácil nessa caminhada rumo a excelência, e que as atletas enfrentaram muitas dificuldades, porém a união das atletas americanas e a postura das mais velhas, que tomavam a frente deste grupo UNIDO e rebatiam, questionavam e cobravam melhoria ou deixavam claro os descontentamentos fez toda a diferença. Se alguma atitude ou ação não as agradava, elas simplesmente chegavam e diziam "Isso não é bom pra gente e a gente não concorda" "isso não pode ser assim..." e essa postura ajudou muito no crescimento e respeito às atletas e modalidade.

Aqui no Brasil nenhum dos profissionais fala "não está bom, vamos unir pra mudar". É sempre um apontamento de dedos e erros e de busca de culpados quando os culpados são TODOS!

Ainda não sei qual o sexo do bebê que minha esposa espera, mas se for uma menina e quiser futuramente jogar futebol, gostaria que ela tivesse, daqui uns 10 anos, uma estrutura melhor para poder fazer isso se ela assim quiser.

O futebol feminino no Brasil está longe do ideal, muito longe. A modalidade ainda é um bebê querendo ganhar força nas pernas e braços para aí então começar a engatinhar... um bebê de 30 anos negligenciado e mal tratado pela grande e larga maioria das pessoas que dizem se preocupar com ele, mas só querem mesmo é ver ele crescer do nada, dizer que são os pais e querer ganhar dinheiro em cima do filho crescido.

segunda-feira, 22 de junho de 2015

Futebol Feminino Brasileiro - Ah, mas o ouro mudaria tudo!

Uma das coisas mais erradas que podem existir no futebol feminino brasileiro é o pensamento de que só o ouro mudará as coisas. 

Será que vocês não percebem que o problema não é nem nunca foi o ouro?

Eu, particularmente acredito que são as coisas que precisam mudar para que um dia conquistemos o ouro e não o contrário. É como a busca desesperada da modalidade por mídia quando não temos ainda um produto completo para apresentar ao mercado.
Hoje, meninas de 10, 11 anos, de todo Brasil, não tem onde jogar se assim quiserem.

Não temos competições de base, os profissionais e clubes sempre esperam que alguém ajude, mas eles mesmos (em sua maioria) não buscam trabalhar para se sustentar e manter o ritmo.

Claro, existem outros clubes e profissionais que se esforçam sim. Mas ainda falta o espírito coletivo de pensar no bem na modalidade.

Ainda pensamos no meu bem, no bem do meu projeto, que eu deveria estar na seleção, que o meu trabalho é melhor que o de A ou B, mas em nenhum momento pensamos em: "poxa, vamos unir forças, pensamentos, debater, discutir, pontuar, pautar e trabalhar juntos pra coisa andar".

Não é o ouro, definitivamente, que mudará algo.

O Futebol Feminino é relativamente novo no Brasil se comparado a tantos outros países no mundo. Aqui, a história de proibições das mulheres em tantas atividades, se mistura à história da modalidade. Caminham lado a lado. 

As mulheres tem direito a votar, trabalhar fora, serem independentes financeiramente ou socialmente, há pouco tempo. As mulheres do futebol estão buscando seus direitos no futebol há exatos mesmo pouco tempo que todas as outras situações.

O machismo ainda vive impregnado dentro do futebol feminino, nas frases e atitudes de treinadores e profissionais, no comportamento de dirigentes, na postura de presidentes de federações. E não é o ouro que muda isso.

É o tempo, é a postura de quem faz, é a postura de quem pode mandar lá do topo da pirâmide, é a postura de quem está vindo de baixo para cima. Quando falo de baixo para cima, me refiro à postura de atletas e profissionais da modalidade.

A modalidade vive de disse me disse, paparicação ou babação de ovo, críticas quando estou fora da situação, elogios quando estou dentro, muito achismo de um monte de gente. O ouro não muda isso!

Não são 10 ouros olímpicos e mundiais que vão resolver. O que vai resolver são atitudes em cima de atitudes. Atitudes que demonstrem que cada um quer fazer com que a coisa mude, começando por MUDAR A SI MESMOS. E é preciso mudar a si mesmo, porque a coisa está feia demais!

Na gestão da modalidade, pra ter eficiência, é preciso mapear os problemas, definir como atacar e resolver cada um deles, montar um plano de ação para o esporte desde o esporte de participação, o educacional, e o de rendimento, buscar formas de avaliar resultados do trabalho. Tem que ser algo de pelo menos 10 anos!

Dentro do esporte, as palavra chave, tanto para atletas, profissionais, dirigentes e instituições precisam ser: união, planejamento, postura, profissionalismo, seriedade, respeito, transparência.

É necessário, diariamente, muita autoavaliação, ouvir muito, falar pouco e fazer tudo possível. E até hoje, o que mais vemos é apenas um fazendo tudo possível para falar mal ou atacar o trabalho do outro. Isso o ouro não muda!

O ouro mudaria tudo? Não, não mudaria nem mudará! 

sexta-feira, 19 de junho de 2015

A modalidade não cresce porque Brasileiro não gosta de Futebol Feminino! É mesmo?

foto meramente ilustrativa retirada de google.com
Olá amigos! O blog anda parado, mas de vez em quando, sempre que tiver algo a dizer, darei uma passada por aqui.

Hoje ficou mais fácil porque estou de folga e entre uma coisa e outra parei rapidamente para escrever.

Quando muitos dirigentes de clubes, federações, representantes da TV e até pessoas da CBF ou Ministério do Esporte falam das dificuldades do futebol feminino, citam a falta de interesse do brasileiro pela modalidade como uma das barreiras que impedem a modalidade de crescer. 

Eu discordo totalmente desta afirmação tão comum. 

Já disse outras vezes e repito: BRASILEIRO AMA ESPORTE! e não interessa qual esporte seja.

Amigos, o brasileiro (e quando falo brasileiro, me refiro ao povo brasileiro, homens, mulheres, crianças, adultos e idosos) assiste qualquer esporte na TV ou no estádio. Basta um mínimo de divulgação. 

Durante a semana, na partida entre Inglaterra e Colômbia, pelo mundial de futebol feminino, saí da empresa para fazer um lanche e parei na lanchonete ao lado da empresa. A TV já estava ligada no jogo DE FUTEBOL FEMININO e haviam pessoas assistindo, em sua maioria homens.

E as pessoas iam passando na rua e viam a TV ligada. E foram entrando para assistir. E as mulheres de uma faculdade que fica ao lado também assistiam enquanto lanchavam e a lanchonete foi ficando CHEIA!

Muitas pessoas pararam só pra ver o jogo! 

E não rolaram comentários preconceituosos ou machistas, muito pelo contrário. Até porque quando eu estou em um ambiente assim e qualquer comentário contrário é feito, eu me intrometo, converso, exponho ponto de vista e provo por A + B que estão equivocados em seus comentários (SIM, EU SOU CHATO).

O futebol feminino não precisa de shorts curtos ou roupas coladinhas para mostrar a silhueta feminina para crescer. Ele precisa apenas de espaço e de pessoas que saibam o que falam e como abordar a modalidade, seja na TV, no rádio ou na internet.

A gestão da modalidade não se resume à seleção brasileira, Vai muito além. Vai do clube que investe R$100.000,00 (cem mil reais) por mês até o que investe R$50.00 (cinquenta reais) com muita dificuldade. 

É sim responsabilidade da confederação brasileira de futebol fazer mais pela modalidade. Claro que cabe a todos que trabalham com o futebol feminino trabalhar sério por uma modalidade melhor, mas se a coisa viesse de cima, ficava muito mais fácil.

Se a CBF cobrasse clubes, federações e impusesse diretrizes a serem seguidas para o desenvolvimento da modalidade sob pena de multa ou qualquer outra medida educativa ou punitiva, a coisa andava!


Porque esperar que quinhentas mil pessoas mudem um comportamento que elas tem faz 30 anos não é tão simples. 


Você tem uma atleta que é consciente em meio a 200. E você tem um gestor de clube que é realmente ético e profissional em meio a 30. E as federações estaduais? São todas umas bagunças e podemos dizer que raríssimas pensam no futebol feminino.

Mais fácil é a CBF tomar rédea de tudo, se envolver com TV, se aproximar da educação e do esporte (sem a necessidade de empresa privada e governo misturarem as coisas), criar planos de ação, cobrar federações para que as federações estaduais cuidem dos clubes e junto aos sindicatos façam a engrenagem rodar. E digo que é mais fácil porque quando a ordem vem de cima, ou você se adéqua a ela ou você se adéqua a ela e pronto. Não tem pra onde correr, gostem as pessoas ou não.

A CBF está errada? Olha, acho que pode acertar no cuidado de seleção, erra em muitas outras coisas e ainda faz muito aquém do que poderia.

E o Ministério do esporte? Esse aí eu não sei bem o que quer e como quer, mas acho que poderia chegar em um denominador comum com a CBF e definirem quem cuida do que, e onde um ajuda o outro ou não. 

O que falta de tudo isso é organização e coragem de fazer algo que é bem trabalhoso, pois o povo brasileiro não é desculpa para o não crescimento da modalidade. Porque ele assiste, acompanha e torce, desde de que a modalidade, seja qual for, apareça!

Então, que as entidades responsáveis trabalhem em prol do esporte, façam o futebol feminino atingir todas as camadas, todos os estados, todas as regiões.

Porque não adianta fazer reuniões aqui e acolá com meia dúzia de representantes que NÃO TEM A CAPACIDADE, por toda diferença cultural, financeira, geográfica, climática e afins, de falar pela modalidade. 

É preciso ouvir o primeiro clube do ranking nacional, assim como o último, e assim como os que nem no ranking aparecem. Não se pode falar de futebol feminino e criar ações ouvindo uns poucos.

E digo que para a modalidade mudar é preciso ouvir quem acompanha, critica quando tem que criticar, elogia quando tem que elogiar, que discorda, que pensa diferente afinal não se melhora nada com pessoas batendo palmas para qualquer coisa que seja dita. É preciso divergir, debater, ouvir, entender o que é dito, entender a posição do outro, entender as realidades que são diferentes de pessoa para pessoa, clube para clube, estado para estado e região para região. Ouvir puxador de saco é sem dúvida a receita para o fracasso!

E para encerrar digo: ATENÇÃO GALERA!!! A MEDALHA DE OURO NO MUNDIAL NÃO MUDA NADA, afinal ela dá a entender que as coisas estão certinhas.

Hoje, uma menina de 11 anos no RJ, SP, MG ou AC não tem onde jogar e desenvolver seu futebol se ela quiser ser uma atleta, clubes mal tem competições, os profissionais (além de acharem que já sabem tudo) não tem onde debater e estudar sobre pontos específicos da preparação, fisiologia, psicologia, biomecânica e tudo mais que envolve o mundo EXCLUSIVO do futebol feminino. Ou seja, muitas lacunas e questionamentos sem resposta que mostram que ainda estamos longe do caminho do desenvolvimento e sustentabilidade do esporte.

Brasileiro gosta de futebol feminino SIM, como de qualquer outro esporte, o que falta para a nossa modalidade é apenas organização e um plano de ação de verdade que crie melhorias gradativas e permanente e não "operações tapa buracos" ou "apaga incêndio". 

Abraço a todos!

terça-feira, 2 de junho de 2015

INSATISFAÇÃO NO TRABALHO - ALERTA VERMELHO

A insatisfação no trabalho é um grande problema que afeta milhares de pessoas em todo o país e no mundo.

O funcionário insatisfeito pode utilizar a insatisfação como combustível para aprender, crescer e até criar ações ou projetos que solucionem problemas dentro do setor/empresa. PORÉM, o mais comum é que as pessoas insatisfeitas passem a render cada dia menos.

Na maioria dos casos, a pessoa insatisfeita deixa de enxergar as oportunidades e passa a ver somente os problemas e então passa a apontá-los diariamente. E quando você apenas aponta problemas, sem tentar solucioná-los ou sem enxergar neles oportunidades, você deixa de crescer. Você involui e se torna O CHATO DA EMPRESA.

Os sintomas são clássicos:
1- o seu salário que é menor que o de todo mundo;
2- você trabalha mais que todos e não é reconhecido;
3- tudo para você é mais difícil;
4- ninguém te compreende;
5- você tem sempre razão.

A verdade é que a insatisfação faz com que você trabalhe menos do que muitas pessoas ao seu redor porque está preocupado demais em apontar problemas e achar erros para justificar sua insatisfação. E as vezes isso é algo inconsciente. Você nem percebe que está fazendo.

Escrevo isso com grande conhecimento de causa, pois trabalhei por 5 anos em uma empresa em que eu poderia ter aprendido mais, me desafiado mais, mas preferi apontar os problemas e esqueci de cuidar da evolução do profissional Eduardo Pontes. A empresa tinha sim muitas coisas questionáveis no seu modelo de gestão, porém tinha muito conhecimento que eu poderia extrair e me fazer crescer, mesmo com as limitações nas questões de aprendizado do setor por conta do trabalho mecânico e osmótico.

Sabe o que aconteceu? Apenas fui visto como um reativo, "reclamão" e insatisfeito. E sim, eu era assim. Crescia profissionalmente, mas não tanto como poderia. Na verdade, nem de longe crescia o que poderia crescer.

Mas são coisas que somente o tempo pode nos mostrar e a maturidade nos torna capaz de enxergar os erros cometidos no passado. Mas se você está aqui, lendo este texto, FIQUE ATENTO!

Hoje, sou um outro profissional e aprendo absurdamente mais do que eu aprendia na empresa anterior. E os problemas? Eles continuam lá, pois toda empresa os tem, mas eu mudei o foco e a atitude.

Dediquei alguns minutos da minha manhã para escrever sobre isso porque vejo, diariamente, pessoas que preferem culpar a empresa e o trabalho por sua insatisfação e improdutividade.

A insatisfação não é culpa exclusiva da empresa, é mais um problema seu e que você tem que solucionar.

Aprendi com o tempo que, se em um determinado momento você pesar "a insatisfação x a satisfação" e a insatisfação for maior do que sua motivação, então, é chegada a hora de mudar de ares.

Porém, buscar uma empresa ou emprego novo não é tão fácil, porque quando estamos insatisfeitos deixamos de evoluir já há algum tempo e nossos conhecimentos técnicos/profissionais podem não ser suficientes para abrir novas portas para você no competitivo e dinâmico mercado de trabalho.

Se você está desmotivado, então é hora de avaliar:
1- Você tem feito realmente tudo que poderia no seu trabalho?
2- Você olha mais para o trabalho dos outros do que para o seu?
3- Você tem aproveitado as oportunidades que aparecem, ou você não enxerga nenhuma oportunidade?
4- Quando você acorda você pensa "nossa, tenho que ir pra empresa de novo..." e trabalhar lá já é "um fardo"?
5- O seu salário é sempre motivo de reclamação porquê você acha que ganha menos que todos?
6- Que diferencial você tem, o que de especial você faz, para que receba um aumento ou seja promovido na empresa?

Dependendo das suas respostas SINCERAS, provavelmente está na hora de você buscar novos rumos e horizontes para a sua vida profissional, o que pode ocorrer dentro da própria empresa, mas provavelmente se torne muito mais fácil de buscar fora dela.

O problema não está na sua empresa e sim em como você age e em como enxerga as oportunidades. Oportunidade existem em todo lugar e a todo momento, mas nem sempre estamos receptivos e então não as enxergamos, principalmente se olhamos mais o trabalho dos outros e focamos menos em nós mesmos e no trabalho em si.

Quem se desmotiva e deixa este sentimento vencer seu ímpeto de crescimento, deixa de ver tudo ao seu redor e deixa de olhar de forma crítica e construtiva para o próprio trabalho.

Então, NÃO DEIXE A SUA INSATISFAÇÃO SER MAIOR QUE SUA MOTIVAÇÃO. 

E se realmente estiver desmotivado ao ponto de questionar as coisas que exemplifiquei aqui neste texto, é hora de se reinventar e buscar novos ares.

A sua insatisfação, se mau administrada, apenas lhe levará até a porta da rua e só então você vai entender que ser mandado embora foi a melhor coisa que aconteceu na sua vida, pois só assim você voltará a crescer em outro trabalho e empresa e verá que o problema, a todo tempo, era você!

Bom dia a todos e ótima semana!

sexta-feira, 15 de maio de 2015

É chegada a hora do adeus

Olá amigos e amigas que há tanto tempo acompanham o blog e os textos publicados aqui e em minhas redes sociais.

Hoje venho lhes comunicar que não estarei mais dando continuidade neste trabalho em escrever sobre a modalidade Futebol Feminino.

Foram muitos anos de dedicação, estudo, pesquisa e esforço, mas é chegado um momento em minha vida no qual é preciso focar em prioridades maiores como minha vida pessoal e profissional.

Como bem sabem, o futebol feminino nunca me deu nada além de alguns bons amigos. Renunciei por anos a mim mesmo e a meu futuro pessoal e profissional, me esforçando e cobrindo gastos do próprio bolso para acompanhar jogos e competições, investir em projetos de futebol feminino, além de demandar tempo, muito tempo, para trazer informações e expor meu ponto de vista sobre muita coisa.

Me orgulho de tudo que fiz até aqui... mas é hora de dar tchau!

É então chegada a hora do adeus!

Foram cerca de 8 anos acompanhando a modalidade e 5 a 6 anos escrevendo sobre. Muitas amizades, muitos conhecidos, muitas lembranças, muitos problemas e cobranças, muitos elogios, muitas críticas pelas costas, muito aprendizado e muitas conclusões.

Poderia escrever um livro com tantas coisas passadas, que vi, ouvi, presenciei ou aprendi, mas quero ser "breve".

A mudança da modalidade depende do comportamento, das atitudes e pensamentos de pessoas que sabem o que é certo e o que é errado, mas preferem fazer o errado. Estão acostumadas porque sempre fizeram as coisas da forma mais fácil e mais cômoda.

Que meus textos tenham servido e, quem sabe, ainda possam servir para alguma coisa ajudando vocês nessa caminhada de alguma forma. Eles continuarão disponíveis para leitura e consulta de quem assim quiser.

Os amigos de verdade feitos ao longo da caminhada, permanecerão e quem quiser me encontrar ou contatar, sabe como me encontrar.

Agradeço a todos que apoiaram, criticaram, me ajudaram e até prejudicaram ao longo dessa caminhada, porque tudo que passei nos últimos anos me ajudou a amadurecer e me tornar uma pessoa melhor, com uma visão mais ampla e capaz de pensar mais e melhor sobre muitas coisas.

Quem me conhece sabe do meu caráter, e ele sempre foi o mesmo, e assim continuará inalterado com os valores e princípios que cresci graças a educação dada por meus pais. Caráter do qual muito me orgulho porque, ao londo dessa jornada, com tantas coisas que vivi, posso dormir com a cabeça tranquila todos os dias com a certeza de que fiz o melhor que pude, com as ferramentas que tinha e com o tempo e grana que foi possível.

Desisto de querer mudar um mundo e pessoas que não querem ser mudadas. Não posso nem devo obrigá-las a mudar e fazer o que pela lógica e soma dos fatores, seria o correto e o melhor para aquilo que sempre militei que é o crescimento da modalidade. 

Preciso cuidar de mim porque ninguém nunca cuidou e nem vai cuidar. Este é o grande ponto... cuidar de mim!

Hoje tenho maiores objetivos. Desisto de querer mudar o mundo e vou aplicar toda energia e foco que tinha com o futebol feminino para mudar a minha vida!

Muito obrigado e grande abraço a todos! Boa sorte!



segunda-feira, 11 de maio de 2015

Futebol Feminino

Se o futebol feminino fosse um produto bom, organizado e bem desenvolvido (pesquisa, promoção, bem planejado e projetado, diferenciado) os clubes "de camisa" do futebol masculino já teriam entrado faz tempo.

Querer a entrada dos clubes de camisa sem avaliar bem e cobrar determinadas coisas é querer colocar a carroça à frente dos bois e esperar que ela ande no caminho certo ou na velocidade correta. Minha opinião! A camisa é legal, o público é legal, mas a mentalidade dos clubes de camisa em relação ao futebol feminino é a pior possível!

Precisamos nos preocupar com o formato do produto, em como torná-lo sustentável, interessante, atraente, na base, na escola. Aí sim as coisas começarão a andar! Precisamos pensar nos clubes que já fazem o futebol feminino e não estamos pensando neles em momento algum até agora, ou estou enganado?

A MP do futebol pode até parecer legal, mas pode se tornar um enorme problema para o desenvolvimento da modalidade baseado no meio sujo, corruptível e de interesses que é o Futebol Masculino, futebol esse que tentamos trazer para dentro do feminino sem muitas precauções.

Estamos realmente avaliando todas as possibilidades pensando no bem do Futebol Feminino?

Acho que estamos querendo pegar qualquer ingrediente da geladeira, bater no liquidificador e levar ao forno esperando sair um bolo lindo e gostoso. Pode ficar razoável, mas pode também ficar uma massa "paçocada" que ninguém vai suportar "comer".

NÃO SOU CONTRA A ENTRADA DE TIMES DE CAMISA porque alguns poucos já tem história na modalidade. Me preocupo é com a entrada de clubes do masculino sem maiores critérios podendo vir a tirar o lugar dos clubes que já trabalham e investem na modalidade há anos. Essa entrada precisa ser muito bem pensada e ter muitos poréns para que aconteça sem prejudicar nenhum time que já trabalhe com a modalidade.

E FRISO que a entrada de clubes de camisa do masculino no futebol feminino não muda em nada a organização e a falta de uma base desse produto que tentam vender.

Todas as jogadoras da Seleção merecem estar por lá?

Todas as jogadoras da Seleção merecem estar por lá?

Se questionem MUITO SOBRE ISSO!

Acho que precisam pensar que muitas outras queriam e poderiam estar ali, então elas tem que treinar e jogar como se cada jogo fosse impedir a destruição do mundo, a morte dos pais, a morte do animal de estimação. .. sei lá! Jogar tudo que podem!

Porque dá pra melhorar e MUITO!

Não importa se joga no Brasil, na Europa, se já disputou mundial, olimpíada ou se só jogou o campeonato do bairro... São todas iguais, ninguém maior que ninguém e acho que se não rende, se estiverem acomodadas, com história ou sem, devem ficar de fora das importantes competições que vem por ai.

A preocupação de muitos é com o Pan, o mundial e a Olimpíada.

A minha preocupação é com renovação de atletas e do tesão em vestir a amarelinha (coisa que muitas meninas já não tem como antes), qualidade, futuro e a sustentabilidade da modalidade que depende em muito das atitudes de quem trabalha e de quem joga (além das outras de gestão que sabemos ser deficitárias).

E ISSO VALE PRAS JOGADORAS EM SEUS CLUBES TAMBÉM. .. aquelas que não estão na Seleção.

Vocês merecem estar em seus clubes? Vocês fazem por onde? Se empenham dentro e fora do campo?

Se fossemos "inspecionar" com critério, seriedade e profissionalismo que é preciso existir em todas as esferas e que falta em muitas delas, acho que ia ter muita jogadora sem clube.

domingo, 10 de maio de 2015

Futebol Feminino: Temos que educar a base para ter atletas melhores

Estamos sempre muito preocupados em profissionalizar a modalidade e criar competições, geralmente, tendo o pensamento sobre "profissionalismo" estando associada a categoria adulta.

Precisamos pensar em formar e moldar o pensamento, as características e estilo de vida do profissionalismo das meninas mais novas também porque elas são o futuro da modalidade.

Hoje as meninas novas apenas reproduzem/copiam os maus comportamentos e exemplos que vem de jogadoras mais velhas e de profissionais do meio.

Se não dermos atenção à nova safra do futebol feminino não mudaremos nada.

É preciso fazer entender, por conceitos e principalmente pelo exemplo, desde muito cedo, o que significa ser profissional.

Pelo menos é meu ponto de vista.

Futebol Feminino: Antes de cobrar, seja exemplo.



FUTEBOL FEMININO... é comum ouvir:

"Temos que ter uma liga...
Temos que ter TV...
Temos que ter espaço na mídia...

A mídia nos odeia... 
Os patrocinadores são preconceituosos e não gostam do futebol feminino..."

Acho as questões do que devemos ter até bacana, até compreendo as reclamações sobre mídia e patrocinadores... mas ando refletindo muito.

Vamos raciocinar: que produto temos a oferecer? O futebol feminino tem potencial? O produto é bom?

Atletas fisicamente mal preparadas, tecnicamente muito abaixo do que podem render, clubes e profissionais que não podem ser chamados exatamente de profissionais, organização e logística precárias.

Estamos trabalhando corretamente para ter um produto realmente interessante?

O produto, hoje, não é nada bom. Tem potencial, mas não é bom porque peca nos detalhes mais importantes.


Não podemos levar à TV um futebol de passes errados, chutões, falhas básicas de marcação, posicionamento e leitura de jogo, pouco domínio dos fundamentos básicos do jogo. 
Jogadoras lentas, ou por falta de preparo, ou por preparo inadequado. Jogadoras que caem, rolam, esperneiam e saem de maca por qualquer contato mais forte.

Cobrar espaço, estrutura, investimento e visibilidade vindo de cima pra baixo é mole. Mas como cobro algo que eu quero, porém não faço?

A preocupação tem que começar com o próprio trabalho antes de cobrar investimentos.

Se pegarmos vídeos de 90% dos clubes de futebol feminino para rever as deficiências são bem visíveis.

Profissionais, vocês realmente assistem os seus jogos? Será que vocês olham e nao enxergam o que se sucede?

Não dá pra colocar a carroça na frente dos bois, sem rodas e esperar que ela ande, afinal é mais fácil que os bois arrastem a carroça para o lado errado, a danifiquem e até se machuquem no processo. Isso acontecendo você pode até arrumar a carroça, colocar rodas, mas até os bois se recuperarem o processo será mais demorado.

Há décadas o futebol feminino espera que a carroça puxe os bois.

Antes de pedir ou reivindicar qualquer coisa reflitam muito bem, muito mesmo, sobre tudo isso.

O futebol profissional não precisa continuar ou recomeçar. Ele precisa ser despido de todas as vaidades, erros, achismos e egos e ser construído do zero!

Existem problemas externos em relação à postura de federações, confederação que podem e precisam melhorar? SIM! 

Mas quem de fato vive o futebol feminino, profissionais e atletas, precisam fazer sua parte antes de cobrar.


segunda-feira, 13 de abril de 2015

FUTEBOL FEMININO: Por que dirigentes, clubes e federações não querem investir na modalidade?

A coisa é bem simples: a dificuldade de se investir na modalidade por parte de dirigentes, clubes e federações é porque é barato, o custo de patrocínio é pequeno, logo não dá pra embolsar aquela grana gorda e comprar um carrão zero.

Na verdade, o Futebol Feminino pode sim dar lucro, mas o problema é que ninguém quer fazer o que é necessário e que demanda tempo.

Investir no masculino é mais fácil porque é um produto mais ou menos onde se ganha alguns milhões com venda de atletas embolsando uma grana em acordos obscuros de patrocínio, contração e venda, coisa que não acontece no futebol feminino, então melhor ainda sendo em clubes de renome né?

Por que NENHUM DIRIGENTE tenta abrir um clube novo e começar do zero? Porque não querem ter trabalho pra encher o bolso.

O futebol feminino tem espaço, basta ser trabalhado porque com muito pouco é possível muito! Não é difícil ou impossível, é apenas trabalhoso! (O vôlei, por exemplo, é uma prova de que trabalhar gera resultados)

Se a modalidade rendesse milhões, todo mundo queria estar dentro!

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Beach Soccer Feminino do Botafogo permanece. Masculino também.


Com as recentes notícias do fim da equipe de Basquete feminino do Botafogo, existia grande receio que o Beach Soccer Feminino do clube também seguisse o mesmo caminho.

Após diversas reuniões a Diretoria do Botafogo Futebol e Regatas decidiu pela permanência da modalidade (masculino e feminino) com o atual Coordenador Geral Carlos Dreux. 

O Beach Soccer do Botafogo retomará as atividades oficialmente no dia 19 de fevereiro.

Fico triste pelo basquete feminino glorioso do botafogo, mas feliz pelo beach soccer. Que o clube, se reestruturando, retome as atividades em outras modalidades. 

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Desligamento do Grupo de Trabalho do Ministério do Esporte

Eu, Eduardo Pontes, venho por meio desta nota comunicar meu desligamento do Grupo de Trabalho da Comissão Geral do Futebol Feminino - Ministério do Esporte Ministério do Esporte do Brasil.

Foi um grande prazer fazer parte do grupo desde a primeira reunião, antes mesmo de sua formação, em fevereiro de 2012.

Estes 3 anos foram um período de grande aprendizado, amadurecimento e evolução. Oportunidade de contato com muitas pessoas de idéias, ideais e pensamentos variados, mas sempre focados no Futebol Feminino. Foram reuniões, projetos, planejamentos, emails, ligações, opiniões, idéias expostas e debatidas para tentar tornar o futebol feminino brasileiro melhor e acredito que uma ou algumas sementes foram plantadas, mas ainda há muito pela frente.

Agradeço ao Sr Ministro Aldo Rebelo pela oportunidade e atenção dispensada, agradeço à coordenadora de Futebol Feminino do Ministério do Esporte, Sra. MJackson Dos Santos pela confiança, assim como a todos os que fizeram e/ou fazem parte deste grupo (Regina Nunes, Lu Castro, Rene Rodrigues Simões, Claudia Rodrigues, Emily Lima, Daiane Bagé, Formiga Mota, Sr. Toninho Nascimento, Erika Cristiano, Melissa Foster, entre outros) e a todos que sempre confiaram suas ideias e pensamentos.

Vesti a camisa, defendi o grupo e o futebol feminino da melhor maneira possível, mas a vida toma novos rumos e por isso solicitei meu desligamento, e encerro assim meu ciclo junto ao grupo de trabalho.

Desejo a todos ainda mais sucesso na caminhada em busca de um Futebol Feminino melhor!

sábado, 17 de janeiro de 2015

Um brasileiro executado na Indonésia. E os brasileiros executados todo dia pela política no Brasil?

Um Brasileiro foi executado hoje na Indonésia! Comoção, comentários, e tudo mais. Indignação política!

Mas me digam: Quantos brasileiros são executados todos os dias aqui mesmo, no Brasil?

Todos os dias brasileiros e brasileiras são executados porque, apesar de continuarem vivos, seus sonhos, seus direitos e suas esperanças são dilaceradas, esquartejadas, e assim estes brasileiros morrem gradativamente, pouco a pouco. É uma morte a longo prazo!

Talvez seja complicado comparar a pena de morte à pena da escravidão imposta pela forma como a política é conduzida no país, mas esta é apenas uma expressão de pensamento meu, uma reflexão.

Policiais executados, inocentes executados, inocentes encarcerados.

Jovens, o futuro do país, escravizados por uma educação básica precária que é assim exatamente para deixá-los ignorantes, sem poder raciocínio e logo sem poder de decisão.

Acho muito curioso o governo se preocupar com o cidadão brasileiro executado na indonésia. Este é o cúmulo da hipocrisia em um país onde os políticos aprovam seus aumentos de salários - que já são altíssimos - mas se recusam a dar um digno aumento aos trabalhadores que de fato fazem o país andar.

O Brasil não é um país de todos. A cada dia percebo que é um país ainda colonizado, escravizado, onde os colonizadores se tornaram os senhores de terra, que por sua vez evoluíram para políticos e encontraram na má administração pública e no não investimento no que é básico ao povo e deveria ser garantido pela constituição, uma forma de manter o povo escravizado.

Tudo é feito da mesma forma como o se fazia com o escravo no Brasil. Ele era liberto, passava a trabalhar para o seu senhor, comprava seus itens de consumo dentro da venda da fazenda a preços exorbitantes e então continuava escravo pois o que ganhava no mês não pagava o que devia na venda, então sua forma de pagar era cada dia com mais trabalho.

É diferente do que é feito com nossos impostos e a gigantesca carga tributária? Boa parte da população (60% dela para ser mais exato) vive com menos de um salário mínimo segundo o IBGE.

Para deixar mais claro em números: 50 milhões de pessoas vive com menos de um salário mínimo, 16,2 milhões vivem com menos de R$ 70 por mês e quase cinco milhões não têm renda alguma. Apenas 1% da população ganha acima de 20 salários.

Charge de A hora do Coiote
O povo continua escravo. O salário mínimo recebe reajustes abaixo de mínimos, mas o povo tem suas contas reajustadas. O salário aumenta 20 reais, mas a luz aumenta 15, a água 20, o alface aumenta mais 1 real, o arroz mais 2, e no fim das contas o brasileiro prova que faz malabarismo para sobreviver. Continua, assim como o "escravo liberto" tendo que trabalhar para pagar os exorbitantes valores dos produtos que necessita consumir. Isso somado à educação que não forma indivíduos pensantes, cria indivíduos passivos que se contentam com qualquer migalha.

O Brasil executa os brasileiros com a falta de saúde, educação, com a falta do esporte para socialização e tantas outras coisas que o esporte é capaz de promover. O país executa seu cidadão - que nem sabe o que significa cidadania - com a falta de dignidade diária, com a justiça que falha sempre para o pobre e sempre acerta para o rico.

O Brasil executa os brasileiros com a necessidade diária de sobreviver nessa "casa de vidro de formigas" que vivem presas em seu mundinho achando que são livres e recebem migalhas como alimento, migalhas que vem das mãos dos governantes que agem como donos dessas formigas.

Já que houve a comoção pelo brasileiro na Indonésia deveria acontecer aqui todo dia contra a política que impede seu povo de viver e que o executa dia a dia vendo até onde ele consegue ir recebendo tão pouco.

Mas como sempre, só acho...