Translate

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Desligamento do Grupo de Trabalho do Ministério do Esporte

Eu, Eduardo Pontes, venho por meio desta nota comunicar meu desligamento do Grupo de Trabalho da Comissão Geral do Futebol Feminino - Ministério do Esporte Ministério do Esporte do Brasil.

Foi um grande prazer fazer parte do grupo desde a primeira reunião, antes mesmo de sua formação, em fevereiro de 2012.

Estes 3 anos foram um período de grande aprendizado, amadurecimento e evolução. Oportunidade de contato com muitas pessoas de idéias, ideais e pensamentos variados, mas sempre focados no Futebol Feminino. Foram reuniões, projetos, planejamentos, emails, ligações, opiniões, idéias expostas e debatidas para tentar tornar o futebol feminino brasileiro melhor e acredito que uma ou algumas sementes foram plantadas, mas ainda há muito pela frente.

Agradeço ao Sr Ministro Aldo Rebelo pela oportunidade e atenção dispensada, agradeço à coordenadora de Futebol Feminino do Ministério do Esporte, Sra. MJackson Dos Santos pela confiança, assim como a todos os que fizeram e/ou fazem parte deste grupo (Regina Nunes, Lu Castro, Rene Rodrigues Simões, Claudia Rodrigues, Emily Lima, Daiane Bagé, Formiga Mota, Sr. Toninho Nascimento, Erika Cristiano, Melissa Foster, entre outros) e a todos que sempre confiaram suas ideias e pensamentos.

Vesti a camisa, defendi o grupo e o futebol feminino da melhor maneira possível, mas a vida toma novos rumos e por isso solicitei meu desligamento, e encerro assim meu ciclo junto ao grupo de trabalho.

Desejo a todos ainda mais sucesso na caminhada em busca de um Futebol Feminino melhor!

sábado, 17 de janeiro de 2015

Um brasileiro executado na Indonésia. E os brasileiros executados todo dia pela política no Brasil?

Um Brasileiro foi executado hoje na Indonésia! Comoção, comentários, e tudo mais. Indignação política!

Mas me digam: Quantos brasileiros são executados todos os dias aqui mesmo, no Brasil?

Todos os dias brasileiros e brasileiras são executados porque, apesar de continuarem vivos, seus sonhos, seus direitos e suas esperanças são dilaceradas, esquartejadas, e assim estes brasileiros morrem gradativamente, pouco a pouco. É uma morte a longo prazo!

Talvez seja complicado comparar a pena de morte à pena da escravidão imposta pela forma como a política é conduzida no país, mas esta é apenas uma expressão de pensamento meu, uma reflexão.

Policiais executados, inocentes executados, inocentes encarcerados.

Jovens, o futuro do país, escravizados por uma educação básica precária que é assim exatamente para deixá-los ignorantes, sem poder raciocínio e logo sem poder de decisão.

Acho muito curioso o governo se preocupar com o cidadão brasileiro executado na indonésia. Este é o cúmulo da hipocrisia em um país onde os políticos aprovam seus aumentos de salários - que já são altíssimos - mas se recusam a dar um digno aumento aos trabalhadores que de fato fazem o país andar.

O Brasil não é um país de todos. A cada dia percebo que é um país ainda colonizado, escravizado, onde os colonizadores se tornaram os senhores de terra, que por sua vez evoluíram para políticos e encontraram na má administração pública e no não investimento no que é básico ao povo e deveria ser garantido pela constituição, uma forma de manter o povo escravizado.

Tudo é feito da mesma forma como o se fazia com o escravo no Brasil. Ele era liberto, passava a trabalhar para o seu senhor, comprava seus itens de consumo dentro da venda da fazenda a preços exorbitantes e então continuava escravo pois o que ganhava no mês não pagava o que devia na venda, então sua forma de pagar era cada dia com mais trabalho.

É diferente do que é feito com nossos impostos e a gigantesca carga tributária? Boa parte da população (60% dela para ser mais exato) vive com menos de um salário mínimo segundo o IBGE.

Para deixar mais claro em números: 50 milhões de pessoas vive com menos de um salário mínimo, 16,2 milhões vivem com menos de R$ 70 por mês e quase cinco milhões não têm renda alguma. Apenas 1% da população ganha acima de 20 salários.

Charge de A hora do Coiote
O povo continua escravo. O salário mínimo recebe reajustes abaixo de mínimos, mas o povo tem suas contas reajustadas. O salário aumenta 20 reais, mas a luz aumenta 15, a água 20, o alface aumenta mais 1 real, o arroz mais 2, e no fim das contas o brasileiro prova que faz malabarismo para sobreviver. Continua, assim como o "escravo liberto" tendo que trabalhar para pagar os exorbitantes valores dos produtos que necessita consumir. Isso somado à educação que não forma indivíduos pensantes, cria indivíduos passivos que se contentam com qualquer migalha.

O Brasil executa os brasileiros com a falta de saúde, educação, com a falta do esporte para socialização e tantas outras coisas que o esporte é capaz de promover. O país executa seu cidadão - que nem sabe o que significa cidadania - com a falta de dignidade diária, com a justiça que falha sempre para o pobre e sempre acerta para o rico.

O Brasil executa os brasileiros com a necessidade diária de sobreviver nessa "casa de vidro de formigas" que vivem presas em seu mundinho achando que são livres e recebem migalhas como alimento, migalhas que vem das mãos dos governantes que agem como donos dessas formigas.

Já que houve a comoção pelo brasileiro na Indonésia deveria acontecer aqui todo dia contra a política que impede seu povo de viver e que o executa dia a dia vendo até onde ele consegue ir recebendo tão pouco.

Mas como sempre, só acho...