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quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

Futebol Feminino: O que espero de 2016?

Futebol Feminino: O que espero de 2016?

Eu gostaria de esperar um brasileirão feminino com um nível técnico bemmmm melhor! Mas isso depende de clubes, profissionais e atletas. Em alguns casos uns tem mais culpa, em outros menos, em outros fica empatado, mas todos tem SIM culpa.

É Triste quando é tão óbvio um comentário ou observação de jogo e mesmo assim atletas e profissionais se revoltem com eles. Me pergunto se não assistem seus jogos ou se não tem noção do que acontece em campo! Muitos jogos da temporada foram duros de assistir.

Outro fator preocupante de 2015 é que o Brasileiro feminino com 3 anos seguidos não consegue se consolidar e não vende, não porque é um coitadinho, mas em grande parte porque se mostra um produto ruim. Devemos nos preocupar e tentar fazer um 2016 que dê gosto de assistir. Organização, clubes, profissionais e atletas, todos devem se preocupar com isso, apesar de eu saber a dificuldade de alguns casos em fazer mais, mas mesmo com pouco, muito pode ser feito se cada parte envolvida quiser.

Me pergunto qual o legado do futebol feminino nos últimos 3 anos? Níveis de jogos ruins, pouco atraentes tecnicamente.Depois a culpa é só do machismo, e não, não é o machismo o único ou principal culpado. Tivemos competições, tivemos jogos na TV, mas isso não significa nada se o produto não chamar a atenção de quem assiste e quem investe.

Em 3 edições de campeonato mostramos ao mercado que o produto não está pronto. Afastamos mais o público do que aproximamos... Quem assiste futebol feminino é realmente quem gosta, amigos, parentes... E o foco de atrair outros públicos acaba que não funciona porque falta mostrar mais. Espero que nesses 3 anos o Brasileirão Feminino tenha servido ao menos para que se analisem deficiências e planejem soluções. Se não fazem isso, que em 2016 seja feito, por favor, ou continuaremos descendo a ladeira...

Muito me perguntei, baseado em tudo que vi, de como tornar a modalidade uma paixão nacional com jogos medianos ou ruins? Se o vôlei fosse fraco não estaria na TV, certo? Ah, Eduardo.. mas a seleção joga bem e faz grandes jogos e isso atrai público... tá bom, atrai, mas aí o público que assistiu a seleção acompanha um brasileirão e vê uma sequencia de jogos de baixo nível técnico, sem aquela atração, sem tanta ou nenhuma emoção. Lhes pergunto: Então do que adianta? Pensem nisso...

É necessário ter bons jogos para mostrar que futebol é feminino e em alto nível. Mas parece que as pessoas não se importam com isso. Ou não se importam, ou se importam, porém trabalham de forma incompatível com objetivos. Ou isso muda ou o FUTEBOL FEMININO nunca mudará, e o coitadismo durará mais 30 anos. Podemos e devemos melhorar muito.

Talvez o básico seria boa forma física, conhecimento tático, domínio de fundamentos, raciocínio e conhecimento do corpo. E isso falta muito, em parte por preguiça de quem joga, em parte por preguiça e prepotência de quem comanda e acha que sabe muito! Que em 2016 tenhamos humildade e foquemos mais nos fundamentos, tanto em aprender, quanto ensinar e muito mais em colocá-los em prática.

Nesses anos ainda não mudamos a forma de agir, pensar e trabalhar dentro da modalidade. Repetem-se sempre os mesmos erros e os mesmos discursos. Será que em 2016 a coisa continuará do mesmo jeito?

Aviso a todos que GANHAR A OLIMPÍADA não muda NADA na situação da modalidade. O problema não é nem nunca foi a falta de medalha ou resultados, porque baseado no investimento/estrutura do futebol feminino, ele sempre trouxe mais retorno. A única coisa que não trás como no futebol masculino é o DINHEIRO.

Não queremos ter os mesmos valores do masculino, não esperamos ganhar rios de dinheiro e sim viver do esporte de forma digna, mas pra atrair atenção e investimento é preciso mostrar que a coisa é técnica e bem jogada, que é interessante, que tem belos lances. E em tempos que o futebol masculino virou mais força do que técnica e jogadores que ganham rios de dinheiro não acertam 10 passes seguidos de 3 metros, fazer a bola rolar e o jogo feminino ter qualidade dentro das quatro linhas pode sim ser um grande diferencial.

E curiosamente textos que expus há anos atrás ainda são atuais! Quero que em 2016 isso mude e meus textos e contextos estejam velhos!

Coitadinho do Futebol Feminino. Somos isso.. . Somos aquilo... Nos ajude! Nos apoie! ERRADO... se ajudem!

Se ajudem para que o FUTEBOL FEMININO não precise viver de favores, migalhas ou coitadismo. Conquistem o espaço, não o implorem! 

Que o FUTEBOL FEMININO mude em 2016. 

Que seja um novo ano! Novos comportamentos! Mais consciência! Mais autocrítica! Mais trabalho! Mais resultado! Mais planejamento! Mais organização! Mais treino! Mais "modalidade" e menos "meu umbigo"! Menos enrolação e mais profissionalismo! Menos cara de pau e mais transparência!