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quarta-feira, 16 de novembro de 2016

Futebol Feminino: De que adianta a presença equipes de camisa do masculino?

Desde que começou a se falar em reformular o futebol feminino sempre colocaram como fator necessário ao crescimento da modalidade a presença dos tradicionais clubes de camisa do futebol masculino.

A ideia veio sempre acompanhada do argumento de que times de camisa atraem torcida para a modalidade e ajudam a cativar um público que pode passar a ser consumidor do futebol feminino.

Sinceramente discordo e sempre disse que a preferência deve ser dada aos clubes que já fazem futebol feminino há anos.

O QUE OS TIMES DE CAMISA TROUXERAM AO FUTEBOL FEMININO ATÉ AGORA?

Na minha opinião a única coisa que os times de camisa trouxeram para a modalidade foram suas camisas e olhe lá.

Defendo piamente que esses ditos times de camisa tenham que investir e apresentar projetos de médio a longo prazo, tanto no feminino adulto quanto em no mínimo uma categoria de base feminina.

Clubes deveriam no mínimo primeiramente disputar o seu respectivo campeonato estadual para depois ter o direito se tentar pleitear a vaga para o Brasileirão Feminino, sendo que cada ano de atuação, títulos e manutenção de projetos de base valesse um peso diferencial,  logo a prioridade seria sempre das equipes tradicionais femininas que obviamente tem mais tempo de atividade na modalidade.

Enfim, muito poderia ser feito e pensado a esse respeito.

No fundo o que temos hoje são  times que utilizam apenas a camisa cedida pelos clubes do masculino e nada mais. Não há investimento em estrutura, pagamentos de atletas, manutenção de equipes, centros de treinamento ou atividades médicas.

Nem mesmo a torcida tem se aproximado do futebol feminino porque não depende apenas da camisa em campo, mas principalmente da qualidade não só do jogo apresentado pelas equipes mas pela experiência diferenciada que pode ser assistir um jogo de futebol feminino.

O brasileirão feminino está indo para sua  quinta edição e até hoje não alcançou o objetivo que é conquistar e fidelizar novos expectadores e a mídia e isso independe da cor da camisa ou escudo utilizado.

O problema do futebol feminino está muito além e não é colocando times de camisa sem cobrar nenhuma responsabilidade e sem nenhuma fiscalização que a coisa vai se resolver.

quarta-feira, 17 de agosto de 2016

DE QUATRO EM QUATRO ANOS

De quatro em quatro anos aparecem pessoas que acreditam estar aptas a julgar e criticar o futebol feminino. São aquelas pessoas que só acompanham a modalidade nos grandes eventos. 

Quem não conhece a precariedade de estrutura do futebol feminino, o quanto meninas e país de meninas pagam de seus bolsos (mesmo sem ter) para que elas possam treinar ou fazer uma peneira acreditando que poderão ir além. Aqueles que não sabem o tamanho da dificuldade em quebrar barreiras e preconceitos da família e amigos, muito menos a dificuldade de chegar a um clube e conseguir realizar o sonho de jogar futebol, NÃO TEM DIREITO DE FALAR NADA de nossas meninas. 

Só elas sabem o quão duro foi o caminho até a disputa de um bronze olímpico! 

Ao invés de querer falar o que não sabem de futebol feminino procurem valorizar suas esposas, observar como tratam suas filhas e avaliar se estão criando filhos homens ou apenas filhos tão manés quanto vocês pais, que acham que lugar de mulher não é no esporte, na engenharia, na física ou na presidência de empresas ou em qualquer outro lugar de destaque.

Vocês falam tanta besteira e reproduzem o machismo perpetuado pelas instituições sociais (família, escola, estado e igreja) são tão pouco esclarecidos que não percebem a incapacidade de pensar sozinhos e concluir coisas óbvias. Não sabem o porquê de nada, só sabem que aprenderam assim então é certo! 

Você lava louça em casa? Ajuda sua mulher a limpar a casa? Ajuda a cuidar dos filhos? Ou senta a bunda no sofá pra ver TV enquanto sua mulher se esforça pra fazer a janta ou almoço? Não fazer isso também é machismo... é achar que função doméstica é apenas da mulher! Vocês perpetuam preconceitos sem nem se dar conta. 

Deixem as mulheres ser o que quiserem e não venham falar pensando que de alguma forma entendem ou compreendem o que passa o futebol feminino e as meninas e mulheres inseridas nele. 

Bom dia!

segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Brasil deixa equação "esporte + educação" de lado e o reflexo está no quadro de medalhas

O Brasil no momento está em 30º lugar no quadro de medalhas.

Apesar dos 7 anos de preparação do país para as Olimpíadas, desde que o país foi eleito sede em 2009, aparentemente os investimentos (se é que houveram) nos atletas não foram suficientes. 

A grande verdade é que sabemos que esporte no Brasil não é algo valorizado e não existe estrutura e investimento adequado para que se cobre qualquer coisa em relação a conquista de medalhas. Só de participar os atletas são heróis.

Para começar, muito se investiu em estrutura física, valores até absurdos que levantam claramente as dúvidas sobre superfaturamento. Acredito que um investimento adequado aos atletas, em 7 anos, geraria melhoria e alcance de um número maior de medalhas do que o que temos até o momento, mas outro foco, ainda mais importante, aqui é totalmente deixado de lado.

Fica óbvio que a deficiência do Brasil nas conquistas esportivas, não são culpas dos atletas, mas da falta de políticas públicas para o esporte no país e um posicionamento melhor de ministérios como saúde, esporte e educação sobre a iniciação esportiva na escola.

Sinceramente, não entendo como o Brasil deixa de lado a equação "esporte + educação=país melhor". Falta de visão ou administração por parte de pessoas despreparadas ou que desprezam o poder do esporte como ferramenta de socialização e transformação?

Se o esporte fosse ferramenta dentro da escola, não necessitaríamos de aprovação automática para maquiar a situação da educação no país. A escola seria atraente, reduziríamos a evasão escolar, aumentaríamos os índices de aprovação e formação. Consequente teríamos cidadãos melhores e mais bem preparados para o mercado de trabalho, jovens com oportunidades de estudo de qualidade no nível superior através do esporte, adultos mais responsáveis, cidadãos mais saudáveis.

O sucesso dos brasileiros com o esporte tornaria estes jovens exemplos dentro de diversas comunidades, mostrando que é possível viver bem e ter um futuro através do esporte e da educação. Os bandidos e a vida no tráfico seria menos interessante diminuindo assim a violência e criminalidade.

Se o esporte fosse ensinado nas escolas, brigaríamos pelo topo do quadro de medalhas e sem dúvidas seríamos um país melhor.

Espero que depois das olimpíadas os responsáveis por educação, esporte, saúde e segurança no Brasil criem um plano adequado e insiram o esporte na formação escolar. Seria muito bom se nossos políticos se preocupassem menos em roubar ou enriquecer às custas do povo e focassem em tornar um Brasil melhor para todos e não apenas para si próprios.

sábado, 13 de agosto de 2016

O futebol feminino parou, mais uma vez, o país do futebol masculino

Foto GUSTAVO ANDRADE / AFP
Sexta-feira, dia 12 de agosto de 2016. 

Às 22 horas, a Seleção Brasileira de Futebol Feminino entraria em campo já sabendo que as seleções de França e EUA foram eliminadas por equipes consideradas azarões.

O Brasil, começou a tarde desta sexta sabendo que, caso passasse da seleção da Austrália, encararia o vencedor de EUA x Suécia. Logo, saber que a seleção americana havia sido eliminada e não teria a chance de ser nosso algoz nas semifinais já era um peso a menos nas costas de nossas atletas.

Iniciado às 22 horas, o jogo contra a Austrália foi uma mistura de tensão e responsabilidade, fatores que aparentemente pesaram muito e que geraram um nervosismo a cada minuto que se passava e a bola não entrava para que o placar ficasse à nosso favor.

No tempo normal, nada de gols. Então que venha a prorrogação!

Ela veio, com mais nervosismo e tensão ainda. Vale destacar que precisamos clonar a Formiga, pois essa jogadora é fora de série e ninguém joga como ela.

O jogo foi rolando, brasileiros na frente da TV e no estádio não conseguiam piscar. A sexta-feira chegou ao seu fim e "virou" sábado e o Brasil estava acompanhando!

Depois do empate na prorrogação, pênaltis! Haja coração!

E o Brasil parou! O país do futebol masculino, do preconceito contra as mulheres do futebol, mais uma vez - a exemplo de 2004 e de 2007- parou para assistir todo esse espetáculo. Um espetáculo de poucos lances bonitos, mas de muita entrega e vontade nítida de fazer acontecer diferente, afinal dessa vez é na nossa casa.

E a cada suspiro, corrida, chance, falta... o Brasil torceu junto! Homens na arquibancada vibravam e gritavam como se fosse uma final de copa do mundo! E para elas era! O jogo da vida! O maior, mais pesado e psicologicamente exigido até agora!

Nas cobranças de pênalti, se ali fossemos eliminados, sem dúvida aquele "Mineirão" lotado aplaudiria de pé e gritaria o nome de cada uma de nossas atletas... mas não esperávamos a derrota! Queríamos ir além!

Cobranças equilibradas, até que Marta, ela, o ícone do futebol feminino nacional, perdeu a sua chance de ajudar o Brasil e todas as mulheres do país a irem mais longe! Meu Deus! Logo você, Marta?!

Marta é mortal como nós! Erra, acerta, tenta... e ali ela errou! Ou mérito da goleira que pegou!

E agora? Lá vem a Austrália! O gol delas seria nossa despedida mais dolorida de todas... Ali o Brasil não respirava e o silêncio era ensurdecedor! (Não sei se o mundo parou, mas o país das mulheres do futebol, sim!)

E nossa goleira Bárbara foi lá e pegou a cobrança e manteve vivo o nosso sonho de viver a conquista olímpica dentro de casa! 

Essa mesma Bárbara, foi lá e pegou, depois de mais algumas cobranças, o pênalti que nos colocou nas semifinais das Olimpíadas do Brasil! 

E hoje não foi apenas um jogo! Foi o jogo em que o Brasil parou mais uma vez e que o preconceito contra as mulheres que jogam futebol foram esquecidos. Parecia até que sempre foi assim! Vibrações, gritos, choro, reza, sofrer junto e sorrir junto! Nada de comparação de homens ou mulheres nesse momento... era apenas o futebol do Brasil!

Estamos na semi! Vamos além! Mas garanto a vocês que trocaríamos, sem sombras de dúvida, a medalha de ouro no Brasil por acordar todos os dias sentindo que, como sentimos hoje, também somos o país do futebol feminino!

As empresas e dirigentes de futebol que afirmavam que não investem em futebol feminino porque não há mercado no Brasil ou visibilidade, terão que mudar de desculpa a partir de agora!


sexta-feira, 12 de agosto de 2016

Investimos em estádios. Mas e o esporte na escola?

Em Outubro de 2009 o Rio de Janeiro/Brasil foi escolhida como sede dos jogos Olímpicos 2016!

De lá para cá muito se gastou em estruturas esportivas, mas quanto investimos na formação de atletas, popularização do esporte e seu desenvolvimento dentro da escola através da educação física escolar?

Acho que investimos excessivamente em estrutura, até porque estão superfaturadas, e nada foi investido em quem movimenta o espetáculo: os atletas!

O Brasil tem muito potencial, mas o esporte aqui não é visto como investimento.

Esporte na escola significa:

- redução da violência;
- diminuição da evasão escolar por tornar a escola mais atrativa;
- melhoria de notas e do aprendizado;
- promoção de saúde;
- maior interação social;
- redução de casos de bulyng;
- melhoria da disciplina e educação (que as crianças não trazem mais de casa);
- melhoria cultural, social e na expectativa de vida dos jovens;
- formação de cidadãos melhores.

Defendo essa bandeira porque acredito que educação e esporte são o futuro do país em todos os sentidos.

Precisamos explorar o potencial do comercial e social do esporte.

Esporte no Brasil ainda é somente uma forma de enriquecer alguns poucos que dizem "administrar" o esporte e algumas modalidades esportivas.

quarta-feira, 10 de agosto de 2016

MARKETING, FUTEBOL FEMININO E MULHERES NO ESPORTE

Em 2010, se não me falha a memória, tive a oportunidade de participar do meeting de responsabilidade social do Instituto Bola pra Frente (do ex lateral Jorginho, hoje treinador).

Na ocasião, junto com Ale Amaral treinador de futebol com quem trabalhava no time Cabuçu FC, durante um debate tivemos a oportunidade de questionar o diretor de marketing da Nike Brasil (o qual infelizmente não recordo o nome agora) sobre o mercado do futebol feminino e o que a Nike pensava ou pretendia sobre este mercado no Brasil.

Falamos de possibilidades, quantidade de mulheres no país segundo senso do IBGE, estimativa do número de mulheres praticantes futebol e outros esportes, a dificuldade de achar produtos femininos para a prática de esportes, entre outros pontos.

O diretor da Nike desconhecia tudo que foi dito, se mostrou extremamente surpreso com as informações e só respondeu gaguejando "não, a Nike pensa nesse mercado sim. Pensa sim... " saindo pela tangente as pressas para responder qualquer outra pergunta.

Seis anos depois, eis que se faz grande polêmica sobre o mercado de produtos esportivos para mulheres devido a ausência de camisas da seleção brasileira de futebol de Marta Vieira e companhia levantado depois de um menino ser flagrado na rua com a camisa do Neymar com o nome riscado e escrito e caneta abaixo da rasura o nome "MARTA".

Infelizmente, jà estamos em 2016 e este mercado ainda é muito ruim ao ponto de você não encontrar nem a camisa da seleção brasileira feminina de futebol nas lojas físicas.

CAMISA DA SELEÇÃO BRASILEIRA!!! Convenhamos que deveria ser algo mais fácil de encontrar já que Marta é nada menos do que 5 vezes a melhor do mundo eleita pela FIFA(Federação Internacional de Futebol).

No me ponto de vista, compreendo que a Nike não precisa do lucro que o mercado de artigos esportivos voltado para mulheres que praticam esportes poderia gerar para a empresa se observarmos a receita de 7, 4 bilhões de dólares em 2015.

Porém, hoje, seis anos depois, se a Nike ou qualquer outra empresa tivesse decidido investir e criar as oportunidades neste mercado, fazendo este dar certo no Brasil focando não somente no futebol feminino mas em MULHERES NO ESPORTE, não tenho dúvidas de que esse mercado arrecadaria hoje grandes cifras e teria mudado o marketing esportivo no país, a cultura e o pensamento sobre mulher e esporte aqui no nosso limitado e machista "país do futebol" e dos homens no esporte.

Mulher não joga apenas futebol. Apesar do Brasil não ser um país de investimento em esportes e foco neste mercado temos mulheres praticando vôlei(quadra e praia), basquete, rúgbi, handebol, corrida de rua, atletismo, judô, natação, futsal, futebol society, ginástica, e tantos outros esportes.

Vocês já viram no Brasil comerciais de marcas esportivas com mulheres esportistas e ícones de suas modalidades na TV?

Ou já viram um pôster de alguma atleta mulher em loja de artigos esportivos?

O marketing esportivo no Brasil é atrasado com a cultura do país. Ainda acham que estamos em 1950 e que lugar de mulher é na cozinha ou cuidando da casa e dos filhos.

Lugar de mulher é no campo de futebol, na quadra de vôlei, na aula de muay tay, no treino de rúgbi, na corrida de rua, na academia e onde mais ela quiser.

Estamos em 2016 e já passou da hora de entenderem e respeitarem que lugar de mulher também é dentro do esporte!

sábado, 6 de agosto de 2016

Futebol Feminino ganhando destaque agora no youtube

Agora a polêmica e os assuntos sobre futebol feminino tem um novo espaço no YouTube!

Depois de muitos anos escrevendo aqui no blog e para o site VoaGoleiro.com, decidi fazer um canal no youtube para trazer, agora em vídeo, abordagens de questões sobre o futebol feminino e as dificuldades pertinentes à modalidade. 

Preconceito, gestão, seleção, polêmicas, novidades e muito mais.

A intenção é trazer um vídeo por semana no canal falando sobre assuntos pertinentes e sobre assuntos indicados por vocês nos comentários do youtube e também aqui do blog.

E já tem vídeo no canal!

Acesse e confira, e não esqueça de se inscrever para receber o conteúdo!


segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Futebol Feminino no Brasil: Quem pensa fora da caixa vira laranja podre

Já pararam para observar a quantidade de pessoas, atletas e profissionais do meio, que estão ou ficam fora de planos quando se pensa em um futebol feminino responsável e correto na busca pela profissionalização e por evolução.

A realidade é que a politicagem (política de interesses pessoais, troca de favores, amizades/Coleguismo) rege a maior parte das relações dentro do esporte.

O melhor profissional ou a melhor atleta é aquele indivíduo que se cala diante do errado, que pensa que mais importante é estar dentro de algo, errado ou não, se beneficiando daquilo de alguma forma onde as vezes há mérito, mas quase sempre associado aos interesses. E muitos questionam tudo isso até que passam a fazer parte de algo e se sujeitam para estar ali e alimentar o ego, a visibilidade ou o bolso, tornando esses fatores mais importantes do que a consciência.

Quem pensa fora da caixa, quem questiona e acredita que é possível fazer futebol feminino de uma forma diferente e alcançar evolução pelas vias normais é tido como "laranja podre" e esse tipo de pessoa fica fora de planos e oportunidades mesmo que tenha potencial para desempenhar ações e agregar valor dentro ou fora das quatro linhas ou salas de reunião.

Eu poderia citar aqui alguns nomes que, absurdamente, estão fora do esporte ou dentro dele porém invisíveis às oportunidades de atuar. Ocorre em todas as esferas, seja dentro ou fora dos gramados, seja em clubes, projetos ou federações estaduais ou nacionais, seja na parte técnica ou gerencial.

Então o que podemos esperar para o futuro de meninas que querem oportunidade de ver o futebol feminino grande e jogar/viver do esporte? O que oferecermos a elas? Daqui a 10 anos vamos oferecer algo diferente do que a modalidade vem fazendo nos últimos 30 anos?

Enquanto houver politicagem, a modalidade jamais crescerá como poderia.

Não podemos esperar resultados expressivos de evolução em um esporte onde bons profissionais ficam fora de algo por pensarem no futebol feminino justo e correto, onde o desempenho seja mais importante que a amizade ou do que status e o ego.

Engana-se quem acha que estamos evoluindo!

Mas, só acho...

quarta-feira, 29 de junho de 2016

Futebol Feminino: O que virá depois da carreira de Atleta?

Não é de hoje que venho pensando na importância do estudo e da preocupação com o durante e o depois da carreira de atleta. 

O futebol feminino no Brasil não oferece muito, mas é importante que as atletas tentem ao máximo retirar dos clubes aquilo que puderem!

Aproveitem suas carreiras e tentem cobrar de seus clubes oportunidades de estudo. Um salário mais "gordo" (se é que existe isso na modalidade) é atraente, porém mais importante que isso pode ser um salário modesto e uma bolsa de estudos para cursar uma faculdade de modo gratuito.

Parem e pensem: após a carreira de atleta, o que virá? 

Infelizmente a modalidade não lhe dá estabilidade e futuro financeiro garantido no dia em que você encostar suas chuteiras.

Claro que quem atua fora do país tem a oportunidade de ganhar um pouco mais e precisa também ter cabeça para saber investir aquilo que ganha para que se transforme em algo próprio, seu, quando chegar o dia de parar de jogar. Mas claro, que dadas as devidas proporções, é possível guadar uma graninha jogando no Brasil e se não for possível guardar, é possível estudar!

Futebol Feminino raramente dá carteira assinada, paga de forma equiparada à estrutura que possui, que é pouca!

Poder ter uma roupa nova é bacana! Ter um carro, curtir a vida com viagens, festas, tudo é bacana! Mas desde que seja feito com muita moderação!
Estudar é um dos maiores investimentos que uma atleta pode fazer pensando no seu pós carreira!


Lembrem-se que em 20 anos de futebol dificilmente vocês terão carteira assinada, recolhimento de INSS, Fundo de garantia, então a garantia para viver com dignidade será por meio do que você guardar e do que seus estudos lhe proporcionarão!

Não espere o fim da carreira para buscar  a chance de estudar, assim como não espere o fim da carreira para PAGAR SUA AUTONOMIA! 

A Marina Toscano Aggio (minha esposa) é um dos exemplos de atleta que aproveitou a chance que o futebol lhe ofereceu para estudar. Se graduou e pós-graduou através do futebol e ainda jogando, mas dessa vez com seus recursos, iniciou e concluiu seu mestrado. 

Ela, em 20 anos, nunca teve carteira assinada. Se não tivesse estudado, qual profissão teria hoje? Qual seriam seus planos de futuro? Não sei dizer, mas com certeza seriam limitados!

Conciliar estudos e futebol não é fácil, mas é possível!

Acredito até que os clubes de futebol feminino deveriam oferecer bolsas de estudos, no mínimo, a 30% do seu elenco. 

Acredito que os clubes também deveriam falar mais sobre futuro, carreira,  pagamento de INSS (Autonomia), mas já que não fazem, cabe a vocês atletas, se preocuparem com qual futuro querem pra vocês!


Que observemos alguns outros exemplos que temos como Isabela Vieira, ex- atleta, formada fisioterapeuta através do futebol, Priscila Rosseti e Daiane Bagé, empreendedoras que abriram seus negócios pensando no futuro e em aplicar seu dinheiro, Fabiane Nascimento, da academia F4 Fitness que estudou e abriu seu negócio com ajuda do que o feminino lhe ofereceu, dentre algumas outras atletas que aproveitaram o que o futebol feminino lhes deu para que o pós carreira fosse mais tranquilo.

Aproveite para estudar, aproveite para investir seu dinheiro! Depois que seu tempo no futebol feminino acabar, infelizmente não queira ficar vivendo apenas de passado e de seu nome, que aos poucos será esquecido pelo "país do futebol"!

sexta-feira, 24 de junho de 2016

CBF mais aberta ao Futebol Feminino

Foto de Rafael Ribeiro/CBF
Na última quarta-feira a CBF recebeu representantes do futebol feminino.


Representantes da CBF assistiram à apresentações de Ana Lúcia Gonçalves, do Valinhos FC, e Thaissan Passos, do Daminhas da Bola.


Ana Lucia falou sobre o projeto que desenvolve há mais de 20 anos na cidade de Valinhos-SP que tem foco no social até o alto rendimento.

Thaissan Passos, do projeto social Daminhas da Bola falou do seu projeto focado para meninas de 11 a 17 anos que são base da equipe sub-17 do Duque de Caxias-RJ.

Assim como declarou Thaissan na matéria no site da CBF, é bacana ver que a CBF está bem mais aberta para o futebol feminino e ouvindo o que representantes tem a falar. As pessoas do futebol feminino querem ver a modalidade crescer e nada melhor do que o interesse da CBF para incentivar ainda mais quem trabalha pelo esporte no Brasil.

O que todos esperam é que a CBF assuma com propriedade seu papel de Entidade máxima do Futebol Brasileiro e assim venha a cumprir seu papel de reguladora, fomentadora e investidora na modalidade (em tempo e recursos materiais/financeiros).

Todas as federações estaduais precisam ser cobradas, clubes,profissionais e dirigentes precisam ser ouvidos e também questionados/cobrados,

A CBF precisa também se aproximar do sindicado dos atletas e tentar resolver ou começar a pensar nas questões trabalhistas que são importantes e tão reclamadas pela modalidade.

sábado, 4 de junho de 2016

FALTA BASE: Futebol Feminino e as lesões de joelho

Nos últimos 3 anos foram aproximadamente 20 casos (depois tentarei enumerar) de atletas que tiveram sérias lesões de joelho no futebol feminino brasileiro. 

Eu acredito que isso é resultado de uma série de fatores, porém entre eles, o principal acredito ser a má formação de base, que sabemos ser praticamente inexistente no país. 
Meninas sem preparo chegam a equipes profissionais! O que acontece? 

Sobrecarga de trabalho em um corpo frágil que vem da ausência de trabalho adequado, alimentação ruim, dentre tantas outros detalhes que elas não tem. 

Uma menina de 15 anos muitas vezes já treina em equipe principal de muitos clubes até mesmo pela ausência de equipes de base, coisa que vem tendo certa melhora mas ainda está longe do adequado. 

Com a carga de trabalho nas equipes adultas e com um trabalho físico e avaliação não individualizado, somam-se estas "forças " ou "fatos" e o reflexo é esse: lesões e repetições de lesões graves que afetam mulher entre 20 e 35 anos. 

Nas equipes profissionais/adultas, não há como deixar de ressaltar a quantidade de atletas que tem reincidência de lesão em um curto espaço de tempo, o que sugere deficiência no processo de recuperação (fisioterapia e preparação física) e/ou necessidade de reavaliação e troca do profissional médico que realiza o procedimento cirúrgico.

Se fizermos um bom trabalho de base, não só amenizaremos os erros e consequentemente reduziremos o número de lesões, como possibilitaremos estudos de caso e produção de conteúdo científico sobre temas como a preparação física em todas as fases da atleta (da formação ao alto rendimento). 

O futebol feminino carece de base, de material científico e de profissionais que fiquem no estudo e desenvolvimento. 

A modalidade sem base é tão frágil quanto o joelho das atletas!

terça-feira, 31 de maio de 2016

Futebol Feminino: Falta de oportunidade e preconceito?

Recentemente recebi a ligação do meu pai. Falávamos de muitas coisas. O neto, a família, como andam as coisas, entramos no assunto futebol quando falávamos sobre o nosso “sofrido” Botafogo, até que meu pai me disse algo que não é novidade, mas me deu um estalo:

“Meu filho, eu até tentei dar a oportunidade pro futebol feminino esses dias. Estava assistindo um jogo do Brasileiro Feminino, mas não dá. Jogo tecnicamente ruins. Depois as pessoas reclamam de falta de oportunidade, preconceito ou falta de visibilidade, mas se quando vai pra TV e apresenta algo ruim, como espera que as pessoas assistam? ”.

Foi um tapa na cara que já está ficando costumeiro, porque está virando rotina ouvir coisas do gênero. Amigos meus já me questionaram com “esse é o tal futebol feminino que você defende? ”.

Sempre questiono isso que meu pai levantou. Tanta gente dentro da modalidade abre a boca para falar sobre o preconceito, machismo, falta de visibilidade, falta de espaço na mídia, entre outros, para o insucesso do futebol feminino no Brasil. Mas quando temos espaço na mídia apresentamos um produto ruim, então, o que fazer? Por que não vejo ninguém dizendo que a modalidade está apresentando um produto ruim e que precisa melhorar?

O machismo ainda existe e as dificuldades em relação à estrutura também! É óbvio! Mas o que todo mundo faz de conta que não vê e não comenta ou questiona com a intenção de trazer à tona uma reflexão é que o nível técnico vem caindo a cada ano que passa e que a modalidade precisa apresentar algo melhor sim, e para ontem!

Raros os jogos do Brasileiro feminino que apresentaram um nível técnico digno de uma nota 7 ou 8, e olhe lá! A maioria esteve abaixo da média e a culpa é de todos os envolvidos. 

Vejo treinadores satisfeitos com jogos ruins, atletas que declaram nas redes sociais que fizeram bom jogo, mesmo quando o jogo foi difícil de assistir. 

Ter espaço na televisão e apresentar um futebol ruim afasta o telespectador, o potencial consumidor da modalidade, aquele novo público que a modalidade sempre diz que quer conquistar.

O maior problema hoje não é o preconceito e sim o produto futebol feminino mal apresentado, que infelizmente gera uma imagem negativa, afasta o público e possíveis patrocinadores, porque ninguém quer investir em um produto mais ou menos ou ruim.

Estamos rotulando o futebol feminino como algo tecnicamente ruim e depois a modalidade terá que fazer um enorme esforço para retirar esse rótulo e construir uma imagem nova.

Se faz necessário qualidade e consistência! Constância! Mais jogos bons do que ruins! Mais acertos do que erros!

E não pensem em educar e moldar uma base desde já pra ver que tipo de produto teremos daqui a 10 anos.

sábado, 21 de maio de 2016

Futebol Feminino: Clubes precisam entender que se for feito o mínimo básico, o resultado vem

Na noite de ontem, o Clube de Regatas Flamengo se tornou Campeão Brasileiro de Futebol Feminino 2016 e assim, assegura sua participação na copa Libertadores da América.

Claro que se trata de uma parceria onde a Marinha levou a camisa do Flamengo até esta posição, mas mostra que se o mínimo for feito, por qualquer clube, em um projeto de base ou projeto de equipe adulta, o resultado vem.

O título de um time fora de São Paulo e de tradição dentro do futebol masculino é sim interessante e importante para a modalidade desde que saibam aproveitar esse momento para alavancar, mesmo que um pouco, a modalidade no Rio de Janeiro e consequentemente no Brasil. E isso vale para todo e qualquer clube!

A comunidade do futebol feminino espera que o título sirva não apenas para o clube comemorar, mas para que a partir de então invista em categorias de base de futebol feminino no estado do Rio de Janeiro.

Que seja feito todo um planejamento e, com a força que a camisa rubro-negra possui, possa buscar junto a outros clubes como Vasco da Gama, Botafogo de Futebol e Regatas, Fluminense Football Club e tantos outros a possibilidade de trabalhar idéias junto à Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro - Ferj e também de cobrar soluções para o que acham ser um problema. 

Os clubes do RJ e de outros estados, unidos, sejam de camisa ou não, já apresentaram juntos questionamentos e idéias à CBF?

Não basta ter time principal e disputar título, é necessário investir na formação de base! Essa é a engrenagem que fará o restante começar a se mover.

Passou da hora dos clubes, se querem mesmo fazer algo pelo feminino, se unirem e brigarem pelo esporte, por competições estaduais melhores, por profissionalismo dentro e fora de seus clubes e muito mais.

Os clubes femininos, se tiverem o esporte bem trabalhado, podem alcançar lugares que o futebol masculino não vai alcançar ou demorará muito para chegar! O masculino chega a competições onde fica pelo meio do caminho. No feminino eles tem a chance de voltarem com o título e dar expressão internacional à sua marca!

É comum ouvir frases como "Ah, mas futebol feminino não dá dinheiro"! Não dá dinheiro porque ninguém se preocupa em tornar a modalidade um produto rentável! É como abrir uma loja sem ter material pra vender, sem ter se planejado... o resultado será de DESPESA e sem retorno nenhum!

O futebol feminino é um produto de muito potencial e que precisa ser trabalhado para dar o retorno que os próprios clubes e dirigentes, muitas vezes por pouca visão e machismo, tanto utilizam como desculpa para não ter a modalidade!

Para o feminino render, financeiramente falando, e crescer no seu clube, clube/dirigentes precisam planejar, investir, trabalhar para ter o retorno. É igualzinho como acontece no masculino, porém hoje as cifras $ entre masculino e feminino são bem diferentes!

Se dentro da modalidade clubes e dirigentes forem mais unidos e inteligentes, a modalidade agradece, as atletas se dão bem, os clubes começam a se beneficiar e todo mundo sai feliz!

É difícil? Sim! 
É trabalhoso? Muito!
E os clubes que chegam que tanto reclamam das dificuldades? É porque ainda fazem muita coisa errada dentro de suas gestões e planejamentos e cada dirigente sabe bem do que eu estou falando aqui! Já vi clube saber que ia perder patrocinador 8 meses antes de acontecer e não fazer nada e depois ficar devendo atleta porque perdeu investidor! Então né...

Mas como de costume, é a minha opinião... só acho!

terça-feira, 17 de maio de 2016

Futebol Feminino - DEVEMOS PENSAR MAIS PROFUNDAMENTE SOBRE O PODER DA FORMAÇÃO DE BASE

É necessário que pensemos na formação da base indo muito além da formação de novas atletas. As atletas não podem ser o único foco pois há muito mais a mudar através do esporte e essas mudanças podem tornar o futebol feminino melhor e mais desenvolvido.

Ter um futebol feminino (ou qualquer outro esporte) começando a ser desenvolvido à partir dos 13 anos (ou ainda mais cedo), por exemplo, auxilia na formação/aperfeiçoamento moral e motor do atleta, mas também auxilia na formação dos profissionais do esporte e de um outro público. 

Um fato que quase ninguém leva em consideração quando falamos em formação de base, e talvez um dos principais, é a FORMAÇÃO DOS PAIS e da COMUNIDADE que vive em torno do esporte. 

Os pais precisam aprender a respeitar e compreender o tempo e a evolução dos filhos, entender melhor o trabalho dos treinadores/professores e acima de tudo aprender a respeitar o adversário da mesma maneira como deve respeitar sua filha/familiar. 

Essa formação, caso existisse em melhor escala, evitaria que ouvíssemos tantos xingamentos lamentáveis à beira das quadras e gramados proferidos à jogadoras adversárias. 

Um pai, mãe ou familiar, que chama uma outra atleta de "vagabunda", "piranha", "safada" e tantos outros lamentáveis "nomes" dá margem e não pode ficar chateado no momento em que sua filha/parente for também xingada. Abre-se precedentes e se torna um círculo vicioso que não tem fim.

A formação de base precisa aprender a atrair os pais para perto do esporte e desenvolver neles valores importantes para o desenvolvimento do esporte e das futuras atletas. 

O esporte tem papel maior do que formar atletas. Ele tem o poder de mudar a sociedade, desde que seja trabalhado da forma correta. 

Precisamos pensar na formação de atletas, profissionais, pais e familiares e de toda uma comunidade. Assim mudaremos a modalidade! Mas quem fiscaliza e trabalha para isso?

É preciso aproximar os pais, fazer trabalhos conjuntos e educativos, melhorar a didática e o contato entre esporte e família bem como o contato professor e família.

Ainda pensamos o esporte e sua função social/capacidade de forma extremamente limitada!

terça-feira, 26 de abril de 2016

O Flamengo perdeu muito mais que apenas um jogo de futebol

O que se passa na cabeça de alguns "jogadores de futebol" ao deixarem crianças inocentes que estão esperando para realizar o sonho de entrar em campo de mãos dadas com os jogadores do time do coração de fora do gramado e entrar com toda "marra" do mundo no gramado?

As atitudes tomadas pelos jogadores do Clube de Regatas Flamengo, de quebrar o protocolo, "invadir" o gramado e fincar uma bandeira no centro do campo, a meu ver, representam uma enorme falta de respeito: 
- primeiramente com todos os torcedores presentes no estádio, a torcida adversária, os jogadores adversários e as crianças que entrariam em campo e com seus pais; 
- Segundo, que tomar uma atitude como esta e ainda perder um jogo onde se tinha a vantagem do empate também é vergonhoso.

O pior de tudo é que a imagem que se prejudica é da instituição Clube de Regatas Flamengo que prestou um papelão no momento em que seus jogadores executaram tal decisão.

E a imagem dos patrocinadores agora associados a jogadores que magoam criancinhas? Parece engraçado e sensacionalista, mas não é! Todos saíram prejudicados com esse comportamento!

Creio que estes jogadores e todos os envolvidos nessa decisão, tanto os que aceitaram quanto os que se omitiram (isso inclui TODA a comissão técnica), devem ser multados, responsabilizados e deveriam dar uma coletiva de imprensa pedindo desculpas a todos.

Não interessa se o ato foi baseado em uma cerimônia da NFL (Liga Nacional de Futebol Americano), o fato é que foi uma atitude desrespeitosa e sem planejamento porque um planejamento levaria em conta todos os prós e contras que esta atitude poderiam trazer à imagem do clube!

O prejuízo ao Flamengo poderia ser muito maior

Imagine se todos os pais das crianças que não entraram em campo resolvem processar o clube por danos morais. Sim, danos morais, uma vez que um pai, ao saber que seu filho entrará em campo com o clube do coração ou um dos clubes de renome do país, divulga para todos os conhecidos e familiares, as crianças, por sua vez, contaram para todos os amiguinhos do bairro, do condomínio e da escola e agora viraram motivo de chacota. E ai? Quem paga essa conta?

Profissionalismo significa respeito e responsabilidade diante do seu contratante/empregador e da sua imagem no mercado, respeito às normas internas e aos colegas de trabalho, respeito aos colegas de profissão independente do clube. 

Tenho certeza absoluta que este ato foi de pouca inteligência e planejamento totalmente falho por parte de todos os envolvidos, e gostaria muito que os pais processassem o clube e que os atletas fossem responsabilizados tendo desta forma que pagar de seus bolsos os custos e penas dos processos, e ainda terem uma multa do clube de um "x" por cento.

Acredito piamente que a instituição Flamengo nada tem a ver com este ato desrespeitoso e nada inteligente dos jogadores e demais envolvidos.

Nenhum grupo de jogadores, seja do clube que for, do status que tiver, deverá cometer uma atitude como esta. Esse comportamento, a meu ver, não é nada profissional.

E pra finalizar... imaginem ainda se os jogadores do Vasco resolvessem então ter entrado em campo com as crianças do Flamengo esquecidas e ainda o Vasco soltasse uma nota de repúdio à atitude dos jogadores do Fla?

O Flamengo perdeu muito mais que um jogo de futebol!

Confira abaixo o vídeo e observe o rosto das crianças ao serem ignoradas pelos jogadores do flamengo

sexta-feira, 15 de abril de 2016

FIFA diz que 45 milhões de mulheres vão jogar futebol em 2019. E como estará o Brasil?

A Federação Internacional de Futebol (FIFA) estima que em 2019, ano de Mundial feminino, que 45 milhões de mulheres e crianças do sexo feminino estejam ativamente envolvidas no jogo. 

A previsão foi informada pela diretora do desenvolvimento do futebol feminino na FIFA, Mayi Cruz Blanco, justificando que "uma das principais prioridades" é o crescimento do futebol feminino no mundo.

Mayi disse que, "uma parte crucial nas reformas da FIFA é a determinação em assegurar que cada criança e mulher tenham a oportunidade de ser participantes ativas no futebol". 

A FIFA, presidida pelo suíço Gianni Infantino, revelou também que o último ano teve um registo recorde de 130 federações a beneficiarem de programas de desenvolvimento para o futebol feminino, além da realização de 451 atividades na área. "Em 2008, apenas 22 federações tinham integrado iniciativas", acrescentou a responsável, mostrando que, comparativamente, 2015 teve um "forte crescimento" no setor.


Baseado nisso, algumas perguntas ficam: 

1- E COMO ESTARÁ O FUTEBOL FEMININO NO BRASIL EM 2019? 

2- Qual o planejamento da modalidade para os próximos 20 anos?
3- Quem vai investir e desenvolver a modalidade? 
4- Ministério do Esporte e CBF se entenderão sobre o futebol feminino?
5- ou Cada entidade fará sua parte de forma individual sem analisar se seu trabalho auxiliará e amplificará o trabalho do outro?
6- O ministério do esporte, o da educação, o CONFEF, CREF e CREs (Conselho Federal de Educação Física, Conselhos Regionais de Educação Física, Conselhos Regionais de Educação) serão acionadas para que a escola se torne uma das responsáveis pela iniciação esportiva de meninos e meninas?
7- Como faremos para desenvolver atletas de base de qualidade daqui para 2026 (10 anos)?
8- O Futebol feminino irá conquistar espaço e realmente se destacar por qualidade e de forma consciente e responsável aproveitar o espaço de TV/Mídia?
9- Como ficarão os direitos trabalhistas no futebol feminino daqui a 10 anos?
10- Qual a estrutura básica obrigatória aos clubes formadores de futebol feminino?
11- Clubes terão divulgação de transparência em seus sites sobre ganhos e gastos?
12- A observação de atletas será feita em clubes de todo país e também fora do país?
13- As convocações ocorrerão por mérito dentro das observações?
14- As seleções adultas e de base trabalharão de forma integrada a todos os clubes do Brasil com diretrizes básicas?
15- Treinadores e preparadores de clubes terão opções de cursos de formação/desenvolvimento para desenvolverem melhor seus trabalhos e suas atletas?
16- As seleções continuarão tendo que fazer o trabalho básico de desenvolvimento de fundamentos e condicionamento físico em atletas convocadas em todas as categorias?
17- O que será feito para que o trabalho dos clubes seja melhor e assim o nível do futebol feminino melhore?
18- Membros de comissões técnicas de clubes serão convocados para acompanhar uma semana de trabalho das seleções de suas respectivas categorias?

Essas e muitas outras perguntas precisam ser respondidas para realmente sabermos qual será o futuro da modalidade aqui no "país do futebol". Hoje não existe uma perspectiva de longo prazo nem planejamento da modalidade como um todo.

Torcemos e queremos o melhor para o esporte, seus praticantes e as pessoas que tentam viver da modalidade no país, mas precisamos responder e criar soluções para questionamentos para que o futuro, de médio para longo prazo, seja melhor.

segunda-feira, 11 de abril de 2016

O futebol feminino é muito parecido com muitas empresas.


O futebol feminino é muito parecido com muitas empresas. 

No mundo empresarial, algumas instituições prosperam enquanto outras lutam apenas para sobreviver no mundo dos negócios. Outras acabam decretando falência, fechando portas ou fazendo fusões para se manter ativas, mesmo que isso se torne um ciclo vicioso onde a sustentabilidade da empresa nunca é alcançada.


Essa é a dança do mercado onde os fortes, espertos e bem administrados prosperam e os outros são apenas os outros.




Pontos comuns em empresas que não crescem: 

- Aquele que aponta os problemas é o reativo ou o negativo da empresa e não é bem quisto;
- Todo mundo sabe onde estão os problemas, mas todos fazem de conta que eles não existem, e mascaram ou inibem indicadores;
- Muitos pensam que o importante não é solucionar problemas que auxiliem no crescimento da empresa e sim que, importante é estar empregado e ganhando dinheiro (mesmo que pouco)... "melhorias, progresso, isso não é um problema meu!";
- As pessoas querem soluções mas nunca apresentam idéias, mas querem que outras pessoas apresentem essas soluções;
- Quem apresenta soluções é taxado como o que quer aparecer e a opinião dos outros é de que as idéias nunca são boas, já foram apresentadas (e ninguém nunca se mexeu pra tentar) ou nunca darão certo;
- Ajudar outras pessoas, se unir a equipes/setores pra resolver coisas? Nunca! Cada um no seu quadrado e meu dinheiro na conta, por favor!.

O que poucas pessoas entendem é que:

- Não reconhecer os erros e problemas, torna impossível resolver qualquer problema;
- Não resolver problema não permite crescimento;
- Acomodar-se e não pensar no futuro "da empresa", não apresentar soluções, criticar qualquer atitude ou iniciativa que vise mudança e não unir forças com outras "equipes" e pessoas são exatamente os pontos que levam grandes marcas ao fracasso e à perda de valor de mercado.

Se a empresa não cresce, perde ou não agrega nenhum valor comercial, não aumenta ou perde força de sua imagem, ela não vai prosperar.

No máximo será uma empresa mediana que luta para se manter no mercado e nunca para ser líder de segmento.

O Futebol Feminino luta há mais de 30 anos por espaço, crescimento, mudança, melhorias... e por acaso não prospera e não é autossustentável. Vive de migalhas e dependendo sempre de ajudas externas porque não tem força própria para se vender e ser lucrativo sozinho.

Este é um caso clássico de má administração e gestão ineficiente!

Mas, como de costume, esse é apenas o meu ponto de vista!

segunda-feira, 4 de abril de 2016

Exemplo? Jogadoras dos EUA processam a Federação por discriminação salarial

Cinco das principais estrelas da seleção feminina de futebol dos Estados Unidos estão processando a federação de futebol do país (US Soccer) por discriminação salarial, revelou o jornal The New York Times desta quinta-feira. A ação foi impetrada na comissão de igual oportunidade de emprego – a agência federal que regulamenta os direitos trabalhistas – na última quarta.

Nela, Carli Lloyd, Becky Sauerbrunn (as duas capitãs), Alex Morgan, Megan Rapinoe e Hope Solo dizem que a equipe nacional das mulheres é quem comanda financeiramente a US Soccer, mas elas recebem bem abaixo dos homens.

A seleção feminina dos EUA é “somente” três vezes campeã mundial e em quatro oportunidades medalha de ouro nos Jogos Olímpicos. Já a masculina…

“Nós fomos muito pacientes durante os anos com a confiança de que a federação faria a coisa certa e nos compensaria justamente”, disse Carli Lloyd, atual melhor jogadora do mundo, em um comunicado divulgado pelas jogadoras e pelo advogado Jeffrey Kessler.

A goleira Hope Solo foi muito mais direta em sua reclamação: “Os números falam por si só. Nós somos as melhores do mundo, tem três Copas do Mundo, quatro Jogos Olímpicos, e a federação paga mais apenas para mostrar-se do que nós somos pagas por ganhar os principais campeonatos”.

Já na MLS, a liga masculina, o salário mínimo é de US$ 60 mil. E o mais bem pago, o brasileiro Kaká, fatura US$ 7,1 milhões (mais de R$ 26 milhões).

“Este é o caso mais forte de discriminação contra atletas femininas em violação de lei que eu já vi”, afirmou o advogado Jeffrey Kessler.

De acordo com as contas de 2015, a US Soccer conseguiu produzir US$ 20 milhões em receita, e as jogadoras querem receber igual à seleção masculina.

Em comunicado, a US Soccer disse que “apenas de nós não termos visto essa reclamação e não podermos comentar sobre tais especificações, estamos decepcionados quanto a essa ação. Nós temos sido a líder mundial no futebol feminino e estamos orgulhosos do comprometimento que nós temos tido para construir o esporte feminino nos Estados Unidos nos últimos 30 anos”.

quarta-feira, 30 de março de 2016

"Série": Escrevi no Twitter... Esporte e mais em 144 caracteres

Estou começando hoje uma "série" de textos novos que vão trazer para o blog exatamente postagens que publiquei no meu twitter naquele pequeno espaço de 144 caracteres, cheio de abreviaturas e alguns termos do internetês nosso de cada dia. 

No twitter geralmente eu faço diversos comentários sobre diversas coisas, mas a principal é sempre o futebol. 
Então, se você estiver interessado, segue lá twitter.com/Edu_pontes e acompanhe e resenhe comigo por lá!

Esta "série" não terá dia fixo! Vou trazê-la de acordo com o que eu for escrevendo!

Então, acompanhem algumas das postagens de hoje:

O problema de alguns clubes brasileiros hoje é que pagam aos atletas muito mais do que boa parte merece receber pelo futebol apresentado!

Sempre disse aqui que sou a favor de uma gestão onde clubes tenham piso e teto salarial e pequenls bônus por metas alcançadas!

De que adianta ter base e não revelar atletas para o time principal. Do que adianta vender camisa e o gasto com atletas ser absurdo?

Outro problema é q, no Brasil, 90% ou + dos profissionais do futebol não tem conhecimentos adequados p/ serem avaliadores ou formadores!

Qualquer ex atleta acredita que tenha as características e conhecimentos necessários para serem bons treinadores. Não é bem assim!

Seja em qual área atuar, seja no esporte ou não, o profissional precisa obrigatoriamente se atualizar.

Outro problema do meio esportivo são as panelas e máfias que existem por trás de cada modalidade!

Qnto ao futebol brasileiro masc e fem, percebem como a qualidade técnica e a inteligência de jogo diminuiu drasticamente na última década?

Onde estão os profissionais que não percebem isso? E onde está o bom senso dos atletas que também não veem sua própria deficiência?

A geração atual vem de um vício de 10 a 15 anos dessa geração esportiva "- tapa nas costas - não ouça as críticas, vc tá jogando muito!"

Some isso a um sistema esportivo politicamente contaminado por gestores do interesse próprio e não do clube e pronto, fudeu-se tudo!

Sem falar que essa é a geração "quem ta de fora não entende nada do que passamos aqui dentro"-Sinto informar que alguns de nós sabem sim!

Sobre o futebol: pessoal... domínio, passe, cabeceio, saber usar bem a direita e a esquerda, ler o jogo, jogar de cabeça em pé É BASICÃO!

Antes o básico bem feito do que a firuleira sem sentido. O feijão com arroz bem feito SEMPRE DÁ CERTO!

No futebol brasileiro aquele(a) atleta que domina fundamentos e fisicamente vem bem, chega na seleção fácil! Ao menos deveria né...

No feminino por exemplo, vejo atletas errarem 90% dos fundamentos nos jogos, mas bater no peito e gritar "eu sou foda" quando marca gol...

Sinto informar que: 1- vc não é foda! 2-quem fala isso pra vc é só um baba ovo! 3- vc precisa rever seus jogos URGENTEMENTE!

Ainda sobre futebol: enquanto o mundo toca bola, brasileiros e brasileiras CARREGAM EM EXCESSO!Um dois, triangulação, sair e jogando? Não!

sábado, 19 de março de 2016

Utilize o futebol feminino como ferramenta e não esqueça de pagar sua autonomia

O futebol feminino no Brasil ainda está muito longe de ser uma profissão e meio de vida estável e que proporciona à grande maioria que pratica a oportunidade de viver do esporte.

Porém, a modalidade, pode ser uma ferramenta para auxiliar em outras questões como por exemplo, a ponte de ligação com os estudos.

O futebol de campo não tem espaço nas escolas e grande parte das universidades, porém o futebol de salão pode ser uma possibilidade. Lembrem-se também que existe o Brasileiro Feminino Universitário e as Olimpíadas Universitárias - Universíades. Mesmo apesar de sabermos que a Universíade é um castelo de cartas marcadas, o que torna mais difícil ainda uma seleção real e meritocrática de atletas para participar das competições.

O futebol/futsal pode lhe proporcionar bolsas de estudos de até 100% em escolas e universidades brasileiras e essa é uma das coisas que você atleta deve levar em consideração e buscar: a educação através do esporte.

Existem ainda a possibilidade de jogar fora do país, onde universidades americanas são o melhor e mais claro caminho para quem deseja estudar e jogar fora do país.

É a oportunidade de aquisição de conhecimento, enriquecimento cultural e vislumbre de uma vida melhor através do esporte.

PAGUE A SUA AUTONOMIA

Você atleta, paga seu INSS? Você contribui para a Previdência Social?

Imagine trabalhar por 20, 30 anos e ao fim da sua vida não ter direito a se aposentar?

O futebol feminino, infelizmente, ainda é muito atrasado em suas questões trabalhistas, então as atletas em sua enorme maioria, trabalham sem carteira assinada. Ao pararem de jogar futebol após anos e anos de serviços prestados não lhes resta nada a não ser recordações, talvez alguma grana que foi possível guardar (isso pra quem consegue viver e não sobreviver do esporte) e aí, ao encerrar a carreira você atleta se torna uma pessoa “recém-nascida” para o mercado de trabalho.

Imagine, 38 anos de idade, sem carteira assinada, “sem experiência” comprovada… o que lhe restará?

Lhe restará começar a vida do zero e trabalhar (contribuindo para o INSS) por mais 30 anos para se aposentar, talvez recebendo apenas 1 salário mínimo, isso aos seus 68 anos de idade. Justo? Não!

O que é a Previdência Social?

A Previdência Social é um seguro que garante uma aposentadoria ao contribuinte quando ele pára de trabalhar.

Para ter direito a esse benefício, o trabalhador deve pagar uma contribuição mensal durante um determinado período ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

O tempo de contribuição varia de acordo com o tipo de aposentadoria. O INSS administra o recebimento dessas mensalidades e paga os benefícios aos aposentados que contribuíram e que se aposentaram.

Esse salário substitui a renda do trabalhador que contribuiu quando ele pára de exercer sua função, seja por doença, idade avançada ou condições de trabalho prejudiciais à saúde (como locais com excesso de barulho ou poeira)

Como pagar a Previdência Social para se aposentar?

As empresas são responsáveis por descontar a contribuição dos funcionários contratados. No caso de autônomos e empregados domésticos, são os próprios interessados que devem fazer o pagamento, usando um carnê.

Os carnês ou Guias da Previdência Social (GPSs) para começar a pagar o INSS podem ser impressos no site da Previdência ou comprados em papelarias e livrarias. O pagamento das mensalidades ao INSS pode ser feito em qualquer agência bancária ou casas lotéricas.

O pagamento das contribuições ao INSS pode ser feito por meio de bancos credenciados. As informações sobre quais são eles podem ser obtidas pelo telefone 135, de segunda a sábado, das 7 às 22 horas (exceto domingos e feriados nacionais).

Como começar a contribuir para a aposentadoria pelo INSS?

Para os trabalhadores com registro em carteira de trabalho, cabe às empresas fazer o pagamento das prestações do INSS.

Já outros contribuintes, que trabalham por conta própria ou são empregados domésticos podem fazer sua inscrição pelo telefone 135, de segunda a sábado, das 7 às 22 horas (exceto domingos e feriados nacionais), ou pelo site.

Os postos do INSS funcionam de segunda a sexta, mas os horários de atendimento variam de acordo com a cidade. Alguns abrem das 7h às 17h, outros das 8h às 18h e, também, há locais com horário reduzido, como, por exemplo, das 7h30 até 15h. Para localizar o endereço e em que período funciona o posto de atendimento de sua cidade, clique no link do site da Previdência.

Aposentadoria por tempo de contribuição

A aposentadoria por tempo de contribuição pode ser integral ou proporcional (variando de acordo com o tempo e o valor da contribuição). Para ter direito à aposentadoria integral, os homens devem contribuir por pelo menos durante 35 anos, e as mulheres, por 30 anos.

Para ter direito a aposentadoria proporcional, o trabalhador tem que ter tempo de contribuição e idade mínima. Os homens podem requerer a partir dos 53 anos de idade e 30 anos de contribuição. As mulheres devem ter a idade mínima de 48 anos e 25 anos de contribuição.

Quem tem direito a aposentadoria?

Empregados: trabalhadores com carteira assinada, trabalhadores temporários (como bóias-frias), quem presta serviços a órgãos públicos, como ministros e secretários e pessoas nomeadas para exercerem funções de servidores públicos, mas sem serem concursadas, brasileiros que trabalham em empresas nacionais instaladas no exterior, multinacionais que funcionam no Brasil, organismos internacionais como a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), a Organização Internacional do Trabalho (OIT) e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) e embaixadas e consulados instalados no país.

Empregados domésticos: trabalhadores que prestam serviços na casa de outra pessoa ou família, desde que essa atividade não tenha fins lucrativos para o empregador. São empregados domésticos: governanta, enfermeiro, jardineiro, motorista, caseiro, doméstica e outros.

Trabalhadores avulsos: trabalhadores que prestam serviços a empresas, mas são contratados por sindicatos. Nessa categoria estão os trabalhadores de portos: estivador, carregador, amarrador de embarcações, quem faz limpeza e conservação de embarcações e vigia. Na indústria de extração de sal e no ensacamento de cacau e café, também há trabalhadores avulsos.

Contribuintes individuais: nessa categoria, estão as pessoas que trabalham por conta própria e os trabalhadores que prestam serviços a empresas, sem vínculo empregatício. São considerados contribuintes individuais, entre outros, os sacerdotes, os diretores que recebem remuneração decorrente de atividade em empresa urbana ou rural, os síndicos remunerados, os motoristas de táxi, os vendedores ambulantes, as diaristas, os pintores, os eletricistas, os associados de cooperativas de trabalho e outros.

Segurados facultativos: nessa categoria, estão todas as pessoas com mais de 16 anos que não têm renda própria, mas decidem contribuir para a Previdência Social. Por exemplo: donas-de-casa, estudantes, síndicos de condomínio não-remunerados, desempregados e estudantes bolsistas.

Contribuição

Os valores de contribuição variam conforme os salários e o tipo de trabalhador.

Para os trabalhadores com carteira assinada, os valores de contribuição variam conforme os salários, sendo que a alíquota é maior quanto mais elevado for o recebimento mensal.

Sempre que há mudança no salário mínimo, ocorre modificação na tabela. Os valores de salário e suas respectivas alíquotas podem ser encontradas no site da Previdência Social.

sexta-feira, 18 de março de 2016

Futebol Feminino - Meninas do Sub-17 do Brasil se classificam para o mundial

Foto: Divulgação/Conmebol
Nesta quinta-feira (17/03) as meninas da Seleção Brasileira de Futebol Feminino sub-17 bateram a Colômbia pelo placar de 2 x 0, em jogo válido pela segunda rodada da última fase do Sul-Americano sub-17, e garantiram assim a vaga no Mundial da Jordânia que acontece entre os dias 30 de setembro e 21 de outubro de 2016.

Esta é a primeira competição feminina realizada em um país árabe.

Com o resultado alcançado as meninas do Brasil chegaram ao quadrangular final com seis pontos e liderando parcialmente o grupo. 

O próximo compromisso da Seleção Feminina será no domingo, dia 20, às 10h30, diante das anfitriãs Venezuelanas.

Boa sorte meninas e parabéns pela classificação.

Futebol Feminino - Vasco, Bangu, Karanba e mais na Taça Cidade de Nova Iguaçu 2016

Mais duas equipes confirmaram participação na Taça Cidade de Nova Iguaçu de Futebol Feminino em 2016 que terá inicio no dia 02 de abril próximo. Projeto Karanba que vai disputar nas categorias de adulto e sub 17 e o SEVEN que esta garantida no adulto.

O Projeto Karanba desde o ano de 2012 vem participando da Taça Cidade de Nova Iguaçu de Futebol Feminino disputando quatro finais, sendo uma na categoria sub 17 em 2012, e chegando nos últimos três anos consecutivos na decisão da categoria adulto (2013 a 2015).

Outras três equipes já haviam confirmado participação na competição, CR Vasco da Gama, Bangu e EC Nova Cidade.

A Liga de Desportos de Nova Iguaçu aguarda até o dia 18 de março a confirmação das equipes que manifestaram interesse em disputar a Taça Cidade em 2016 para divulgação da tabela e do regulamento que irá acontecer na próxima semana.

Futebol Feminino - Brasil encara Canadá em amistosos para a Olimpíada

Foto: CBF
A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) anunciou que a Seleção Brasileira de Futebol Feminino realizará dois amistosos com o Canadá em preparação para os Jogos Olímpicos de 2016.

Os jogos serão nos dias 4 e 7 de junho nas cidades de Toronto e Ottawa. 

Boa sorte meninas do Brasil e que esses amistosos auxiliem na preparação rumo ao objetivo do ouro na Rio 2016.

Futebol Feminino - Meninas da sub-20 do Brasil tem adversárias definidas no Mundial

Foto: Rafael Ribeiro/CBF
A seleção brasileira sub-20 de futebol feminino já tem seu grupo e adversários definidos no mundial da categoria.

O Mundial de Futebol Feminino sub-20 será disputado em Papua Nova-Guiné, de 13 de novembro a 13 de dezembro. Nesta quinta-feira, foram sorteados os grupos, na sede da Fifa, em Zurique. 

Brasil fará a abertura contra a seleção de Papua Nova-Guiné. 




Grupo A
Papua-Nova Guiné
Brasil
Suécia
Coreia do Norte

Grupo B
Espanha
Canadá
Japão
Nigéria 

Grupo C
França
Estados Unidos
Gana
Nova Zelândia

Grupo D
Alemanha
Venezuela
México
Coreia do Sul

quinta-feira, 17 de março de 2016

Times têm dificuldades de incentivar futebol feminino

Foto de Fábio Guimarães
Li em matéria do jornal O EXTRA que "a exigência do incentivo financeiro ao futebol feminino para a permanência no programa de modernização da gestão e de responsabilidade fiscal do futebol, o Profut, desafia a capacidade de os clubes cariocas se adaptarem à lei".

Infelizmente não é um desafio à capacidade dos clubes cariocas não! É um desafio a capacidade de todos os clubes "de camisa" do futebol masculino do Brasil e ainda de alguns clubes tradicionais do futebol feminino.

Segundo declarou o vice-presidente das categorias infantojuvenis do Vasco "é muito caro manter uma equipe profissional feminina, e acho difícil a categoria decolar, mesmo com o Profut".

Essa é uma declaração que surpreende pois gostaria muito de entender como é "mais barato" manter nas equipes de futebol Brasil a fora jogadores com salários mensais que variam de 50 a 150 mil reais, em que estes jogadores pouco acrescentam tecnicamente a seus clubes, sem contar o que recebem de direitos de imagem, mais as "luvas" e os "bichos", o que torna um único jogador muito mais caro que uma equipe inteira de futebol feminino.

O que acontece na maioria dos clubes de futebol do país é que não se torna interessante manter o futebol feminino porque ele não dá dinheiro! E não é um problema somente do futebol feminino. Existe uma grande resistência em manter qualquer modalidade esportiva que não seja o futebol de campo masculino.

Falta posicionamento das federações estaduais (e possivelmente uma cobrança que venha de cima) em relação ao incentivo e investimento ao futebol feminino.

Também falta por parte dos dirigentes dos clubes e federações a visão de que é importante desenvolver o futebol feminino porque ele é capaz de gerar um retorno em exposição de marca e imagem em âmbito estadual, reginonal, nacional e internacional que talvez em anos e anos suas equipes masculinas sejam incapazes de alcançar, mas pra isso é necessário trabalho!

Ainda sobre custos: quantos clubes por aí "sofrem" com os "funcionários fantasmas" os apadrinhados que somente comparecem ao clube para receber salários? Quantos profissionais recebem muito além do que deveriam, o que onera o clube?

Os clubes poderiam sim, e muito bem, ao negociar com seus patrocinadores das equipes masculinas, apresentar projetos que englobassem esportes olímpicos, futebol feminino, até mesmo projetos sociais e educacionais ligados à iniciação esportiva e desenvolvimento social, com metas de curto, médio e longo prazo agregando ainda mais valor ao patrocinador.

Porém... talvez a maioria dos dirigentes dos clubes de futebol não se interessem por aquilo que não dá retorno financeiro rápido. Esquecem que as equipes femininas tem a capacidade de trazer para o clube títulos que suas equipes masculinas dificilmente conquistariam como campeonatos estaduais, regionais, nacionais, e internacionais como Copa Libertadores e até Mundial de clubes. Isso porque nem falamos aqui do número de atletas convocadas para uma seleção, o que também valoriza a imagem do clube e patrocinadores.

Vamos lá: Quantos jogadores de futebol masculino recebem muito além do futebol que apresentam? Sou totalmente a favor de que, uma vez que o futebol masculino é considerado uma profissão, exista uma margem definida de piso e teto salarial e que outros ganhos sejam definidos unicamente baseados em bônus por desempenho da equipe e alcance de objetivos que seriam fases de competições e títulos alcançados ao longo da temporada. Assim seria mais fácil garantir uma saúde financeira dos clubes de futebol, diminuiriam-se então suas dívidas, maximizariam seus rendimentos e conseguiriam investir em futebol feminino e quaisquer outros esportes olímpicos com muita facilidade.

O futebol feminino tem um poder de agregar valor e visibilidade à marca do clube e isso não é levado em consideração, talvez por ignorância, talvez por ganância excessiva dos clubes e seus dirigentes.

Será que 600 mil reais por ano não permite manter uma equipe de futebol feminino competitiva? Esse pode facilmente ser o custo de um jogador ruim de futebol masculino pensando somente em seus salários!

Ah, mas o problema é que não existem competições atraentes! - Não! O problema é, na verdade, a falta de interação entre os clubes que poderiam facilmente junto à federação e CBF desenvolver competições estaduais ou regionais em formatos interessantes e que possibilitariam a exposição da marca dos clubes participantes e seus patrocinadores. Sabem como é... farinha pouca, meu pirão primeiro... ou aquele dane-se o trabalho do outro.

O erro dos clubes tradicionais do futebol masculino talvez esteja em querer que, do dia para a noite, o futebol feminino dê um retorno próximo ao do futebol masculino, ou pior, que dê retorno sem que seja feito nenhum planejamento ou sem que se tenha trabalhado arduamente para a coisa dar certo. Ninguém quer ter trabalho para desenvolver algo que pode dar dinheiro. Queremos dinheiro sem precisar desenvolver nada! Talvez o erro seja a visão limitada de muitos!

Mas como de costume, é apenas meu ponto de vista!