Translate

segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

Para ser reconhecido o Futebol Feminino precisa de um pódio ou medalha de Ouro?

Talvez a falta de investimento seja porquê faltam pódios ao futebol feminino brasileiro.

Talvez em algum momento que ninguém nunca viu tenha sido realizado um investimento bilionário para poucas medalhas e por isso não vale investir mais.

Talvez nenhum Ouro ou pódio valha a pena e justifique investir se não for o pódio Olímpico ou Mundial.

Talvez, somar todos os pódios das seleções de base e adulta de futebol feminino não seja o suficiente para justificar uma estruturação adequada da modalidade por parte confederação e federações estaduais, das secretarias de esporte, das prefeituras, do ministério do esporte, dos CREFs e afins.

Talvez, alcançar tantos resultados SEM TER estrutura, campeonatos adequados e devidamente formulados, sem ter um projeto de formação de atletas e fomento nacional da modalidade, não justifique começar a fazer a coisa direito.

Talvez ninguém se importe porque não podem ganhar rios de dinheiro em cima do futebol feminino ou porque terão muito trabalho e tempo para a coisa começar a dar lucros.

Talvez, mesmo depois de um OURO olímpico ou do lugar mais alto do pódio em uma Copa do Mundo dirão que ainda falta um OURO de campeonato do Universo pra que algo seja feito.

Talvez tudo que ouvimos não seja apenas mais uma desculpa fiada.

Não faz diferença a cor da medalha!
Não faz diferença o lugar no pódio! 
Não faz diferença bolas, luvas e chuteiras de ouro!

O que faz diferença são atitudes, planejamentos e ações reais e inteligentes/bem pensadas.

Talvez ainda não tenhamos visto nenhuma...

NO BRASIL O ESPORTE MAIS EXCLUI DO QUE INTEGRA

Quantos jovens, meninos e meninas, tentam realizar o sonho de tornarem-se atletas, mas não conseguem?

O esporte brasileiro hoje não está nem um pouco interessado em formar atletas. Querem apenas lapidar aqueles que estão, aparentemente, mais preparados e que serão RETORNO RÁPIDO.


É o "mercado da bola", que mais exclui do que inclui.

Alguns atletas chegam em testes despreparados ou ainda com muitas deficiências porque não temos uma estrutura focada na formação e desenvolvimento daquele menino ou menina desde cedo. E aí ele chega em uma peneira de vôlei, basquete, handebol, futsal ou futebol e é eliminado.

Os jovens não são eliminados porque não tem qualidade e sim porque são observados pelo ângulo errado. Não são levadas em consideração suas características físicas e fisiológicas. Não é levado em consideração que, por falta de conhecimento ou influência leiga, aquele jovem talento está na posição ou no esporte errado....

E aí, nossos "profissionais" não avaliam e direcionam o jovem. Eles não oportunizam que ele possa fazer parte do grupo e aprender mais, se desenvolver mais...

Corrigir ou suprir deficiências é "chato", é trabalhoso... e a grande maioria dos "sabidos" do esporte apenas querem os jovens talentos com os quais será mais fácil trabalhar...  Culpa do sistema, mas culpa também dos profissionais que aceitam tudo do jeito que está e dane-se o resto.

Seria um sonho se o Brasil fosse diferente e formasse atletas tendo uma política nacional bem definida para o desporto.

Em primeiro lugar o foco seria formar cidadãos, desenvolver suas capacidades de interação, comunicação, desenvolvimento motor e psicológico. Teríamos grandes cidadãos... e eventualmente, muitos desses bons cidadãos se tornariam atleta.

Os que não se tornassem atletas, seriam pessoas do bem, semeando valores e oportunidades e tornando o Brasil um país melhor!

Mas, só acho...

sábado, 9 de janeiro de 2016

Vai começar o Brasileirão Feminino 2016

Times de camisa "desistindo da vaga" em cima da hora... padrão isso até pela ideia limitada de que só clubes de camisa atrairia torcida e público. Lembrem que time de camisa montado de qualquer jeito e apresentando futebol ruim tem efeito pior ainda pro esporte viu... temos que valorizar e respeitar os times feminino que há anos vem nessa luta. Deixá -los de fora é burrice e injustiça.

Das coisas boas temos o Corinthians/Osasco e a reformulação da gestão do Iranduba.

2016 poderá ser bom pra modalidade. Depende de vocês que estão aí dentro.

No geral espero ver jogos de melhor nível técnico do que na temporada 2015, que foi bem ruim.

Que os jogos da TV nos deem prazer de assistir porque é isso que atrai público e mídia.

E a premiação do Feminino 2016 poderia ocorrer junto do Masculino. Porque chamaria muita atenção e incentivará muita gente a conhecer atletas e equipes por pura curiosidade no início. Mas aí precisaríamos de bons jogos e bons lances pra que ao pesquisar ou decidir acompanhar os expectadores vissem algo bom.

Se fizermos apresentações ruins e jogos de nível técnico baixo, só fortaleceremos o estigma de que futebol feminino é feio, ruim, etc.

O Brasileiro Feminino vem para seu quarto ano e ainda não conquistou 10% do que poderia. Em 2016 isso pode e deve mudar (assim esperamos) pra que a visão da modalidade, até como produto comercial, mude e interesse.

Não podemos viver de migalhas, favores, medidas provisórias e decretos que "salvem" o coitadinho do futebol feminino.

A modalidade não é coitada e sim um produto mal gerenciado e mal trabalhado em todas as esferas campo e extra campo.

Vocês tem o poder de fazer 2016 um ano melhor pro futebol feminino. Paremos de por apenas culpa nos outros.