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terça-feira, 26 de abril de 2016

O Flamengo perdeu muito mais que apenas um jogo de futebol

O que se passa na cabeça de alguns "jogadores de futebol" ao deixarem crianças inocentes que estão esperando para realizar o sonho de entrar em campo de mãos dadas com os jogadores do time do coração de fora do gramado e entrar com toda "marra" do mundo no gramado?

As atitudes tomadas pelos jogadores do Clube de Regatas Flamengo, de quebrar o protocolo, "invadir" o gramado e fincar uma bandeira no centro do campo, a meu ver, representam uma enorme falta de respeito: 
- primeiramente com todos os torcedores presentes no estádio, a torcida adversária, os jogadores adversários e as crianças que entrariam em campo e com seus pais; 
- Segundo, que tomar uma atitude como esta e ainda perder um jogo onde se tinha a vantagem do empate também é vergonhoso.

O pior de tudo é que a imagem que se prejudica é da instituição Clube de Regatas Flamengo que prestou um papelão no momento em que seus jogadores executaram tal decisão.

E a imagem dos patrocinadores agora associados a jogadores que magoam criancinhas? Parece engraçado e sensacionalista, mas não é! Todos saíram prejudicados com esse comportamento!

Creio que estes jogadores e todos os envolvidos nessa decisão, tanto os que aceitaram quanto os que se omitiram (isso inclui TODA a comissão técnica), devem ser multados, responsabilizados e deveriam dar uma coletiva de imprensa pedindo desculpas a todos.

Não interessa se o ato foi baseado em uma cerimônia da NFL (Liga Nacional de Futebol Americano), o fato é que foi uma atitude desrespeitosa e sem planejamento porque um planejamento levaria em conta todos os prós e contras que esta atitude poderiam trazer à imagem do clube!

O prejuízo ao Flamengo poderia ser muito maior

Imagine se todos os pais das crianças que não entraram em campo resolvem processar o clube por danos morais. Sim, danos morais, uma vez que um pai, ao saber que seu filho entrará em campo com o clube do coração ou um dos clubes de renome do país, divulga para todos os conhecidos e familiares, as crianças, por sua vez, contaram para todos os amiguinhos do bairro, do condomínio e da escola e agora viraram motivo de chacota. E ai? Quem paga essa conta?

Profissionalismo significa respeito e responsabilidade diante do seu contratante/empregador e da sua imagem no mercado, respeito às normas internas e aos colegas de trabalho, respeito aos colegas de profissão independente do clube. 

Tenho certeza absoluta que este ato foi de pouca inteligência e planejamento totalmente falho por parte de todos os envolvidos, e gostaria muito que os pais processassem o clube e que os atletas fossem responsabilizados tendo desta forma que pagar de seus bolsos os custos e penas dos processos, e ainda terem uma multa do clube de um "x" por cento.

Acredito piamente que a instituição Flamengo nada tem a ver com este ato desrespeitoso e nada inteligente dos jogadores e demais envolvidos.

Nenhum grupo de jogadores, seja do clube que for, do status que tiver, deverá cometer uma atitude como esta. Esse comportamento, a meu ver, não é nada profissional.

E pra finalizar... imaginem ainda se os jogadores do Vasco resolvessem então ter entrado em campo com as crianças do Flamengo esquecidas e ainda o Vasco soltasse uma nota de repúdio à atitude dos jogadores do Fla?

O Flamengo perdeu muito mais que um jogo de futebol!

Confira abaixo o vídeo e observe o rosto das crianças ao serem ignoradas pelos jogadores do flamengo

sexta-feira, 15 de abril de 2016

FIFA diz que 45 milhões de mulheres vão jogar futebol em 2019. E como estará o Brasil?

A Federação Internacional de Futebol (FIFA) estima que em 2019, ano de Mundial feminino, que 45 milhões de mulheres e crianças do sexo feminino estejam ativamente envolvidas no jogo. 

A previsão foi informada pela diretora do desenvolvimento do futebol feminino na FIFA, Mayi Cruz Blanco, justificando que "uma das principais prioridades" é o crescimento do futebol feminino no mundo.

Mayi disse que, "uma parte crucial nas reformas da FIFA é a determinação em assegurar que cada criança e mulher tenham a oportunidade de ser participantes ativas no futebol". 

A FIFA, presidida pelo suíço Gianni Infantino, revelou também que o último ano teve um registo recorde de 130 federações a beneficiarem de programas de desenvolvimento para o futebol feminino, além da realização de 451 atividades na área. "Em 2008, apenas 22 federações tinham integrado iniciativas", acrescentou a responsável, mostrando que, comparativamente, 2015 teve um "forte crescimento" no setor.


Baseado nisso, algumas perguntas ficam: 

1- E COMO ESTARÁ O FUTEBOL FEMININO NO BRASIL EM 2019? 

2- Qual o planejamento da modalidade para os próximos 20 anos?
3- Quem vai investir e desenvolver a modalidade? 
4- Ministério do Esporte e CBF se entenderão sobre o futebol feminino?
5- ou Cada entidade fará sua parte de forma individual sem analisar se seu trabalho auxiliará e amplificará o trabalho do outro?
6- O ministério do esporte, o da educação, o CONFEF, CREF e CREs (Conselho Federal de Educação Física, Conselhos Regionais de Educação Física, Conselhos Regionais de Educação) serão acionadas para que a escola se torne uma das responsáveis pela iniciação esportiva de meninos e meninas?
7- Como faremos para desenvolver atletas de base de qualidade daqui para 2026 (10 anos)?
8- O Futebol feminino irá conquistar espaço e realmente se destacar por qualidade e de forma consciente e responsável aproveitar o espaço de TV/Mídia?
9- Como ficarão os direitos trabalhistas no futebol feminino daqui a 10 anos?
10- Qual a estrutura básica obrigatória aos clubes formadores de futebol feminino?
11- Clubes terão divulgação de transparência em seus sites sobre ganhos e gastos?
12- A observação de atletas será feita em clubes de todo país e também fora do país?
13- As convocações ocorrerão por mérito dentro das observações?
14- As seleções adultas e de base trabalharão de forma integrada a todos os clubes do Brasil com diretrizes básicas?
15- Treinadores e preparadores de clubes terão opções de cursos de formação/desenvolvimento para desenvolverem melhor seus trabalhos e suas atletas?
16- As seleções continuarão tendo que fazer o trabalho básico de desenvolvimento de fundamentos e condicionamento físico em atletas convocadas em todas as categorias?
17- O que será feito para que o trabalho dos clubes seja melhor e assim o nível do futebol feminino melhore?
18- Membros de comissões técnicas de clubes serão convocados para acompanhar uma semana de trabalho das seleções de suas respectivas categorias?

Essas e muitas outras perguntas precisam ser respondidas para realmente sabermos qual será o futuro da modalidade aqui no "país do futebol". Hoje não existe uma perspectiva de longo prazo nem planejamento da modalidade como um todo.

Torcemos e queremos o melhor para o esporte, seus praticantes e as pessoas que tentam viver da modalidade no país, mas precisamos responder e criar soluções para questionamentos para que o futuro, de médio para longo prazo, seja melhor.

segunda-feira, 11 de abril de 2016

O futebol feminino é muito parecido com muitas empresas.


O futebol feminino é muito parecido com muitas empresas. 

No mundo empresarial, algumas instituições prosperam enquanto outras lutam apenas para sobreviver no mundo dos negócios. Outras acabam decretando falência, fechando portas ou fazendo fusões para se manter ativas, mesmo que isso se torne um ciclo vicioso onde a sustentabilidade da empresa nunca é alcançada.


Essa é a dança do mercado onde os fortes, espertos e bem administrados prosperam e os outros são apenas os outros.




Pontos comuns em empresas que não crescem: 

- Aquele que aponta os problemas é o reativo ou o negativo da empresa e não é bem quisto;
- Todo mundo sabe onde estão os problemas, mas todos fazem de conta que eles não existem, e mascaram ou inibem indicadores;
- Muitos pensam que o importante não é solucionar problemas que auxiliem no crescimento da empresa e sim que, importante é estar empregado e ganhando dinheiro (mesmo que pouco)... "melhorias, progresso, isso não é um problema meu!";
- As pessoas querem soluções mas nunca apresentam idéias, mas querem que outras pessoas apresentem essas soluções;
- Quem apresenta soluções é taxado como o que quer aparecer e a opinião dos outros é de que as idéias nunca são boas, já foram apresentadas (e ninguém nunca se mexeu pra tentar) ou nunca darão certo;
- Ajudar outras pessoas, se unir a equipes/setores pra resolver coisas? Nunca! Cada um no seu quadrado e meu dinheiro na conta, por favor!.

O que poucas pessoas entendem é que:

- Não reconhecer os erros e problemas, torna impossível resolver qualquer problema;
- Não resolver problema não permite crescimento;
- Acomodar-se e não pensar no futuro "da empresa", não apresentar soluções, criticar qualquer atitude ou iniciativa que vise mudança e não unir forças com outras "equipes" e pessoas são exatamente os pontos que levam grandes marcas ao fracasso e à perda de valor de mercado.

Se a empresa não cresce, perde ou não agrega nenhum valor comercial, não aumenta ou perde força de sua imagem, ela não vai prosperar.

No máximo será uma empresa mediana que luta para se manter no mercado e nunca para ser líder de segmento.

O Futebol Feminino luta há mais de 30 anos por espaço, crescimento, mudança, melhorias... e por acaso não prospera e não é autossustentável. Vive de migalhas e dependendo sempre de ajudas externas porque não tem força própria para se vender e ser lucrativo sozinho.

Este é um caso clássico de má administração e gestão ineficiente!

Mas, como de costume, esse é apenas o meu ponto de vista!

segunda-feira, 4 de abril de 2016

Exemplo? Jogadoras dos EUA processam a Federação por discriminação salarial

Cinco das principais estrelas da seleção feminina de futebol dos Estados Unidos estão processando a federação de futebol do país (US Soccer) por discriminação salarial, revelou o jornal The New York Times desta quinta-feira. A ação foi impetrada na comissão de igual oportunidade de emprego – a agência federal que regulamenta os direitos trabalhistas – na última quarta.

Nela, Carli Lloyd, Becky Sauerbrunn (as duas capitãs), Alex Morgan, Megan Rapinoe e Hope Solo dizem que a equipe nacional das mulheres é quem comanda financeiramente a US Soccer, mas elas recebem bem abaixo dos homens.

A seleção feminina dos EUA é “somente” três vezes campeã mundial e em quatro oportunidades medalha de ouro nos Jogos Olímpicos. Já a masculina…

“Nós fomos muito pacientes durante os anos com a confiança de que a federação faria a coisa certa e nos compensaria justamente”, disse Carli Lloyd, atual melhor jogadora do mundo, em um comunicado divulgado pelas jogadoras e pelo advogado Jeffrey Kessler.

A goleira Hope Solo foi muito mais direta em sua reclamação: “Os números falam por si só. Nós somos as melhores do mundo, tem três Copas do Mundo, quatro Jogos Olímpicos, e a federação paga mais apenas para mostrar-se do que nós somos pagas por ganhar os principais campeonatos”.

Já na MLS, a liga masculina, o salário mínimo é de US$ 60 mil. E o mais bem pago, o brasileiro Kaká, fatura US$ 7,1 milhões (mais de R$ 26 milhões).

“Este é o caso mais forte de discriminação contra atletas femininas em violação de lei que eu já vi”, afirmou o advogado Jeffrey Kessler.

De acordo com as contas de 2015, a US Soccer conseguiu produzir US$ 20 milhões em receita, e as jogadoras querem receber igual à seleção masculina.

Em comunicado, a US Soccer disse que “apenas de nós não termos visto essa reclamação e não podermos comentar sobre tais especificações, estamos decepcionados quanto a essa ação. Nós temos sido a líder mundial no futebol feminino e estamos orgulhosos do comprometimento que nós temos tido para construir o esporte feminino nos Estados Unidos nos últimos 30 anos”.