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Exemplo? Jogadoras dos EUA processam a Federação por discriminação salarial

Cinco das principais estrelas da seleção feminina de futebol dos Estados Unidos estão processando a federação de futebol do país (US Soccer) por discriminação salarial, revelou o jornal The New York Times desta quinta-feira. A ação foi impetrada na comissão de igual oportunidade de emprego – a agência federal que regulamenta os direitos trabalhistas – na última quarta.

Nela, Carli Lloyd, Becky Sauerbrunn (as duas capitãs), Alex Morgan, Megan Rapinoe e Hope Solo dizem que a equipe nacional das mulheres é quem comanda financeiramente a US Soccer, mas elas recebem bem abaixo dos homens.

A seleção feminina dos EUA é “somente” três vezes campeã mundial e em quatro oportunidades medalha de ouro nos Jogos Olímpicos. Já a masculina…

“Nós fomos muito pacientes durante os anos com a confiança de que a federação faria a coisa certa e nos compensaria justamente”, disse Carli Lloyd, atual melhor jogadora do mundo, em um comunicado divulgado pelas jogadoras e pelo advogado Jeffrey Kessler.

A goleira Hope Solo foi muito mais direta em sua reclamação: “Os números falam por si só. Nós somos as melhores do mundo, tem três Copas do Mundo, quatro Jogos Olímpicos, e a federação paga mais apenas para mostrar-se do que nós somos pagas por ganhar os principais campeonatos”.

Já na MLS, a liga masculina, o salário mínimo é de US$ 60 mil. E o mais bem pago, o brasileiro Kaká, fatura US$ 7,1 milhões (mais de R$ 26 milhões).

“Este é o caso mais forte de discriminação contra atletas femininas em violação de lei que eu já vi”, afirmou o advogado Jeffrey Kessler.

De acordo com as contas de 2015, a US Soccer conseguiu produzir US$ 20 milhões em receita, e as jogadoras querem receber igual à seleção masculina.

Em comunicado, a US Soccer disse que “apenas de nós não termos visto essa reclamação e não podermos comentar sobre tais especificações, estamos decepcionados quanto a essa ação. Nós temos sido a líder mundial no futebol feminino e estamos orgulhosos do comprometimento que nós temos tido para construir o esporte feminino nos Estados Unidos nos últimos 30 anos”.

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