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Futebol Feminino - DEVEMOS PENSAR MAIS PROFUNDAMENTE SOBRE O PODER DA FORMAÇÃO DE BASE

É necessário que pensemos na formação da base indo muito além da formação de novas atletas. As atletas não podem ser o único foco pois há muito mais a mudar através do esporte e essas mudanças podem tornar o futebol feminino melhor e mais desenvolvido.

Ter um futebol feminino (ou qualquer outro esporte) começando a ser desenvolvido à partir dos 13 anos (ou ainda mais cedo), por exemplo, auxilia na formação/aperfeiçoamento moral e motor do atleta, mas também auxilia na formação dos profissionais do esporte e de um outro público. 

Um fato que quase ninguém leva em consideração quando falamos em formação de base, e talvez um dos principais, é a FORMAÇÃO DOS PAIS e da COMUNIDADE que vive em torno do esporte. 

Os pais precisam aprender a respeitar e compreender o tempo e a evolução dos filhos, entender melhor o trabalho dos treinadores/professores e acima de tudo aprender a respeitar o adversário da mesma maneira como deve respeitar sua filha/familiar. 

Essa formação, caso existisse em melhor escala, evitaria que ouvíssemos tantos xingamentos lamentáveis à beira das quadras e gramados proferidos à jogadoras adversárias. 

Um pai, mãe ou familiar, que chama uma outra atleta de "vagabunda", "piranha", "safada" e tantos outros lamentáveis "nomes" dá margem e não pode ficar chateado no momento em que sua filha/parente for também xingada. Abre-se precedentes e se torna um círculo vicioso que não tem fim.

A formação de base precisa aprender a atrair os pais para perto do esporte e desenvolver neles valores importantes para o desenvolvimento do esporte e das futuras atletas. 

O esporte tem papel maior do que formar atletas. Ele tem o poder de mudar a sociedade, desde que seja trabalhado da forma correta. 

Precisamos pensar na formação de atletas, profissionais, pais e familiares e de toda uma comunidade. Assim mudaremos a modalidade! Mas quem fiscaliza e trabalha para isso?

É preciso aproximar os pais, fazer trabalhos conjuntos e educativos, melhorar a didática e o contato entre esporte e família bem como o contato professor e família.

Ainda pensamos o esporte e sua função social/capacidade de forma extremamente limitada!

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