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FALTA BASE: Futebol Feminino e as lesões de joelho

Nos últimos 3 anos foram aproximadamente 20 casos (depois tentarei enumerar) de atletas que tiveram sérias lesões de joelho no futebol feminino brasileiro. 

Eu acredito que isso é resultado de uma série de fatores, porém entre eles, o principal acredito ser a má formação de base, que sabemos ser praticamente inexistente no país. 
Meninas sem preparo chegam a equipes profissionais! O que acontece? 

Sobrecarga de trabalho em um corpo frágil que vem da ausência de trabalho adequado, alimentação ruim, dentre tantas outros detalhes que elas não tem. 

Uma menina de 15 anos muitas vezes já treina em equipe principal de muitos clubes até mesmo pela ausência de equipes de base, coisa que vem tendo certa melhora mas ainda está longe do adequado. 

Com a carga de trabalho nas equipes adultas e com um trabalho físico e avaliação não individualizado, somam-se estas "forças " ou "fatos" e o reflexo é esse: lesões e repetições de lesões graves que afetam mulher entre 20 e 35 anos. 

Nas equipes profissionais/adultas, não há como deixar de ressaltar a quantidade de atletas que tem reincidência de lesão em um curto espaço de tempo, o que sugere deficiência no processo de recuperação (fisioterapia e preparação física) e/ou necessidade de reavaliação e troca do profissional médico que realiza o procedimento cirúrgico.

Se fizermos um bom trabalho de base, não só amenizaremos os erros e consequentemente reduziremos o número de lesões, como possibilitaremos estudos de caso e produção de conteúdo científico sobre temas como a preparação física em todas as fases da atleta (da formação ao alto rendimento). 

O futebol feminino carece de base, de material científico e de profissionais que fiquem no estudo e desenvolvimento. 

A modalidade sem base é tão frágil quanto o joelho das atletas!

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