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Mostrando postagens de Agosto, 2016

DE QUATRO EM QUATRO ANOS

De quatro em quatro anos aparecem pessoas que acreditam estar aptas a julgar e criticar o futebol feminino. São aquelas pessoas que só acompanham a modalidade nos grandes eventos. 
Quem não conhece a precariedade de estrutura do futebol feminino, o quanto meninas e país de meninas pagam de seus bolsos (mesmo sem ter) para que elas possam treinar ou fazer uma peneira acreditando que poderão ir além. Aqueles que não sabem o tamanho da dificuldade em quebrar barreiras e preconceitos da família e amigos, muito menos a dificuldade de chegar a um clube e conseguir realizar o sonho de jogar futebol, NÃO TEM DIREITO DE FALAR NADA de nossas meninas. 
Só elas sabem o quão duro foi o caminho até a disputa de um bronze olímpico! 
Ao invés de querer falar o que não sabem de futebol feminino procurem valorizar suas esposas, observar como tratam suas filhas e avaliar se estão criando filhos homens ou apenas filhos tão manés quanto vocês pais, que acham que lugar de mulher não é no esporte, na engen…

Brasil deixa equação "esporte + educação" de lado e o reflexo está no quadro de medalhas

O Brasil no momento está em 30º lugar no quadro de medalhas.
Apesar dos 7 anos de preparação do país para as Olimpíadas, desde que o país foi eleito sede em 2009, aparentemente os investimentos (se é que houveram) nos atletas não foram suficientes. 
A grande verdade é que sabemos que esporte no Brasil não é algo valorizado e não existe estrutura e investimento adequado para que se cobre qualquer coisa em relação a conquista de medalhas. Só de participar os atletas são heróis.
Para começar, muito se investiu em estrutura física, valores até absurdos que levantam claramente as dúvidas sobre superfaturamento. Acredito que um investimento adequado aos atletas, em 7 anos, geraria melhoria e alcance de um número maior de medalhas do que o que temos até o momento, mas outro foco, ainda mais importante, aqui é totalmente deixado de lado.
Fica óbvio que a deficiência do Brasil nas conquistas esportivas, não são culpas dos atletas, mas da falta de políticas públicas para o esporte no país e um…

O futebol feminino parou, mais uma vez, o país do futebol masculino

Sexta-feira, dia 12 de agosto de 2016. 
Às 22 horas, a Seleção Brasileira de Futebol Feminino entraria em campo já sabendo que as seleções de França e EUA foram eliminadas por equipes consideradas azarões.
O Brasil, começou a tarde desta sexta sabendo que, caso passasse da seleção da Austrália, encararia o vencedor de EUA x Suécia. Logo, saber que a seleção americana havia sido eliminada e não teria a chance de ser nosso algoz nas semifinais já era um peso a menos nas costas de nossas atletas.
Iniciado às 22 horas, o jogo contra a Austrália foi uma mistura de tensão e responsabilidade, fatores que aparentemente pesaram muito e que geraram um nervosismo a cada minuto que se passava e a bola não entrava para que o placar ficasse à nosso favor.
No tempo normal, nada de gols. Então que venha a prorrogação!
Ela veio, com mais nervosismo e tensão ainda. Vale destacar que precisamos clonar a Formiga, pois essa jogadora é fora de série e ninguém joga como ela.
O jogo foi rolando, brasileiros…

Investimos em estádios. Mas e o esporte na escola?

Em Outubro de 2009 o Rio de Janeiro/Brasil foi escolhida como sede dos jogos Olímpicos 2016!

De lá para cá muito se gastou em estruturas esportivas, mas quanto investimos na formação de atletas, popularização do esporte e seu desenvolvimento dentro da escola através da educação física escolar?

Acho que investimos excessivamente em estrutura, até porque estão superfaturadas, e nada foi investido em quem movimenta o espetáculo: os atletas!

O Brasil tem muito potencial, mas o esporte aqui não é visto como investimento.

Esporte na escola significa:

- redução da violência;
- diminuição da evasão escolar por tornar a escola mais atrativa;
- melhoria de notas e do aprendizado;
- promoção de saúde;
- maior interação social;
- redução de casos de bulyng;
- melhoria da disciplina e educação (que as crianças não trazem mais de casa);
- melhoria cultural, social e na expectativa de vida dos jovens;
- formação de cidadãos melhores.

Defendo essa bandeira porque acredito que educação e esporte são o futu…

MARKETING, FUTEBOL FEMININO E MULHERES NO ESPORTE

Em 2010, se não me falha a memória, tive a oportunidade de participar do meeting de responsabilidade social do Instituto Bola pra Frente (do ex lateral Jorginho, hoje treinador).
Na ocasião, junto com Ale Amaral treinador de futebol com quem trabalhava no time Cabuçu FC, durante um debate tivemos a oportunidade de questionar o diretor de marketing da Nike Brasil (o qual infelizmente não recordo o nome agora) sobre o mercado do futebol feminino e o que a Nike pensava ou pretendia sobre este mercado no Brasil.
Falamos de possibilidades, quantidade de mulheres no país segundo senso do IBGE, estimativa do número de mulheres praticantes futebol e outros esportes, a dificuldade de achar produtos femininos para a prática de esportes, entre outros pontos.
O diretor da Nike desconhecia tudo que foi dito, se mostrou extremamente surpreso com as informações e só respondeu gaguejando "não, a Nike pensa nesse mercado sim. Pensa sim... " saindo pela tangente as pressas para responder qua…

Futebol Feminino em destaque na mídia. E depois da Olimpíada?? [Desafio à Mídia]

Futebol Feminino ganhando destaque agora no youtube

Agora a polêmica e os assuntos sobre futebol feminino tem um novo espaço no YouTube!
Depois de muitos anos escrevendo aqui no blog e para o site VoaGoleiro.com, decidi fazer um canal no youtube para trazer, agora em vídeo, abordagens de questões sobre o futebol feminino e as dificuldades pertinentes à modalidade. 
Preconceito, gestão, seleção, polêmicas, novidades e muito mais.
A intenção é trazer um vídeo por semana no canal falando sobre assuntos pertinentes e sobre assuntos indicados por vocês nos comentários do youtube e também aqui do blog.
E já tem vídeo no canal!

Acesse e confira, e não esqueça de se inscrever para receber o conteúdo!

Futebol Feminino no Brasil: Quem pensa fora da caixa vira laranja podre

Já pararam para observar a quantidade de pessoas, atletas e profissionais do meio, que estão ou ficam fora de planos quando se pensa em um futebol feminino responsável e correto na busca pela profissionalização e por evolução.

A realidade é que a politicagem (política de interesses pessoais, troca de favores, amizades/Coleguismo) rege a maior parte das relações dentro do esporte.

O melhor profissional ou a melhor atleta é aquele indivíduo que se cala diante do errado, que pensa que mais importante é estar dentro de algo, errado ou não, se beneficiando daquilo de alguma forma onde as vezes há mérito, mas quase sempre associado aos interesses. E muitos questionam tudo isso até que passam a fazer parte de algo e se sujeitam para estar ali e alimentar o ego, a visibilidade ou o bolso, tornando esses fatores mais importantes do que a consciência.

Quem pensa fora da caixa, quem questiona e acredita que é possível fazer futebol feminino de uma forma diferente e alcançar evolução pelas vias …