Translate

quarta-feira, 17 de agosto de 2016

DE QUATRO EM QUATRO ANOS

De quatro em quatro anos aparecem pessoas que acreditam estar aptas a julgar e criticar o futebol feminino. São aquelas pessoas que só acompanham a modalidade nos grandes eventos. 

Quem não conhece a precariedade de estrutura do futebol feminino, o quanto meninas e país de meninas pagam de seus bolsos (mesmo sem ter) para que elas possam treinar ou fazer uma peneira acreditando que poderão ir além. Aqueles que não sabem o tamanho da dificuldade em quebrar barreiras e preconceitos da família e amigos, muito menos a dificuldade de chegar a um clube e conseguir realizar o sonho de jogar futebol, NÃO TEM DIREITO DE FALAR NADA de nossas meninas. 

Só elas sabem o quão duro foi o caminho até a disputa de um bronze olímpico! 

Ao invés de querer falar o que não sabem de futebol feminino procurem valorizar suas esposas, observar como tratam suas filhas e avaliar se estão criando filhos homens ou apenas filhos tão manés quanto vocês pais, que acham que lugar de mulher não é no esporte, na engenharia, na física ou na presidência de empresas ou em qualquer outro lugar de destaque.

Vocês falam tanta besteira e reproduzem o machismo perpetuado pelas instituições sociais (família, escola, estado e igreja) são tão pouco esclarecidos que não percebem a incapacidade de pensar sozinhos e concluir coisas óbvias. Não sabem o porquê de nada, só sabem que aprenderam assim então é certo! 

Você lava louça em casa? Ajuda sua mulher a limpar a casa? Ajuda a cuidar dos filhos? Ou senta a bunda no sofá pra ver TV enquanto sua mulher se esforça pra fazer a janta ou almoço? Não fazer isso também é machismo... é achar que função doméstica é apenas da mulher! Vocês perpetuam preconceitos sem nem se dar conta. 

Deixem as mulheres ser o que quiserem e não venham falar pensando que de alguma forma entendem ou compreendem o que passa o futebol feminino e as meninas e mulheres inseridas nele. 

Bom dia!

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Deixe seu comentário, opinião, dúvida ou sugestão! Um abraço, Edu Pontes!