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E o juiz apita o fim do jogo: Este blog chegou ao fim.

Obrigatoriedade de equipe própria deve separar Audax e Corinthians. O futebol brasileiro está pronto para essa obrigação?

Imagem de: Bola Brasil Mulher
Apesar de uma parceria de sucesso no futebol Feminino entre Audax e Corinthians, vice campeões bradileiros da serie A1 e Campeões da Libertadores 2017, as equipes devem se separar a partir da temporada 2018.

Conforme publicado na Gazeta Esportiva a diretoria do Corinthians teria declarado que “Com a obrigatoriedade, vamos ter que nos separar em 2018. Foi um casamento que deu certo e rendeu frutos. Nós vamos ficar ligados eternamente pela modalidade. Em 2018, vai ser Corinthians e Audax vai continuar sendo Audax. Em competições, serão adversários. Porém, amando o futebol feminino do mesmo jeito” - (você pode ler na íntegra aqui).

Pra quem ainda não está por dentro, a CONMEBOL criou uma obrigação onde os clubes que quiserem disputar competições sulamericanos da entidade deverão ter equipes de futebol feminino próprias com estrutura e investimento dos clubes.

Atualmente os clubes tradicionais do futebol masculino brasileiro podiam apenas se vincular a uma equipe já existente que isso lhe dava direito de participar de competições como o Brasileiro Feminino e a Libertadores da América de Futebol Feminuno. Agora a coisa mudará de figura.
Mas o Futebol Feminino Brasileiro estaria preparado para essa mudança e a entrada de times feminino próprios dos então "clubes de camisa" do futebol masculino?

Desde o relançamento do Campeonato Brasileiro de Futebol Feminino em 2013, nem clubes, federações e a própria CBF estiveram ou estão nesse momento (5 anos depois) preparadas para tal mudança.

O aumento de competições não é o suficiente para suprir necessidades da modalidade que vão desde o combate d violência simbólica contra a mulher, passando por formação de base e consequente melhora no desenvolvimento técnico, tático e físico para atrair público.

Os clubes de camisa entraram e em nada agregaram para a modalidade. Não houve aumento de público nem lucratividade, afinal nem mesmo a organização da competição preparou um plano de desenvolvimento e marketing com a finalidade de transformar a modalidade em um produto que fosse despertar interesse e atrair, mídia, público e investidorés.

Hoje, com a obrigatoriedade dos clubes terem sua propria equipe feminina como critério para a participação de suas equipes masculinas em competições como a Copa Sulamericana ou a Libertadores, ainda não sabemos como as coisas acontecerão.

Ainda mais forte do que o machismo e a violência simbólica contra a mulher na sociedade e no esporte, existe a reticência de clubes e federações de investir em um esporte que não dá retorno.

Esse retorno não acontece exatamente pela falta de visão e investimento dos clubes e seus gestores que não querem investir na modalidade e trabalhar para desenvolver o produto. É trabalhoso e no futebol se espera retorno rápido com pouco investimento.

Outra questão que preocupa é exatamente a falta de estrutura e planejamento da CBF e dos gestores das competições nacionais que ainda não apresentaram soluções para uma integração dos clubes de tradição do futebol feminino com essa entrada dos clubes de camisa e tradição do futebol masculino.

No modelo atual parece que a intenção é priorizar os clubes do maculando e cada vez mais deixar de lado os tradicionais femininos, o que seria uma injustiça com aqueles que há anos lutam para manter de alguma forma e com toda dificuldade e falta de respaldo, o futebol das mulheres.

Não há legislação para o futebol feminino, não há interação com outras áreas sociais e educacionais, não há respaldo de nenhum sindicado, não há fiscalização alguma, bem como não exsite nenhum planejamento estratégico ou de marketing.

Falta postura da CBF, que não se preocupa com essas questões e se atém a dizer que sua responsabilidade é apenas a Seleção Feminina e nada mais.

Uma opção interessante pode ser a criação de uma liga de futebol feminino, aproveitando o gancho da criação do comitê gestor de desenvolvimento da modalidade, aceito pela CBF talvez como estratégia para acalmar ânimos e cobrança da mídia, que foi estimulada por canais e veículos e independentes somado à cobrança das ex atletas quanto uma maior representatividade da mulher dentro dos setores da entidade máxima do futebol brasileiro.

Mesmo com essa obrigação imposta pela CONMEBOL, o futebol brasileiro ainda não se organizou ou pensou em como pode ser maravilhoso para o crescimento do futebol feminino como poduto o aumento de equipes tendo clubes tão tradicionais do masculino e feminino envolvidos.

Me pergunto quando a CBF se sentará com essas partes envolvidas e tentará trazer uma solução é finalmente focar no que pode ser o novo futebol feminino no Brasil.



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