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Mostrando postagens de Novembro, 2017

Futebol feminino - O Brasil de muitas Thayannes

Rumo à profissionalização - Lei Pelé regulamentará Futebol Feminino em 2018?

Com as mudanças no registro de transferência de atletas que será feito pelo FIFA TMS , a partir de 2018 clubes e atletas serão "obrigados" a terem relação mais profissional.

Em teoria, acaba a dança das cadeiras de atletas jogando em 10 clubes no mesmo ano e também é gerada maior confiança e segurança ao clube que contrata uma atleta.
Hoje é muito comum observar atletas jogando 2 meses em um time, 3 semanas em outro, mais 5 meses em mais outro clube.
Essa constante mudança de equipes em apenas uma temporada, empréstimos e retornos ao time anterior só  para jogar uma competição, provavelmente estarão com os dias contatos a partir de janeiro de 2018.
Toda essa dança das cadeiras acontece é exatamente pela falta de organização e profissionalismo do futebol feminino brasileiro, que é considerado "futebol não profissional" e então se permite número indiscriminado de transferências ao longo do ano.
Por não ser tratado como profissional, existe grande insegurança jurídic…

Em jogo decisivo time feminino entra em campo no lugar do time masculino

Já imaginou uma final de campeonato e na após a escalação você ver o time feminino entra do em campo no lugar da equipe masculina que disputaria a final?
Pode parecer loucura, mas seria uma genial jogada de marketing e promoção do futebol feminino!
É apenas uma ideia hipotética mas que tambem mostra o quanto os clubes brasileiros são muito limitados ou pouco criativos quando o assunto é futebol feminino e marketing.
Parte das reclamações de que a modalidade não tem visibilidade ou é comercialmente atraente é sim culpa dos clubes de futebol e seus gestores e profissionais.
Oportunidades de promover todas as modalidades do clube e aproximar a torcida da sua equipe feminina (ou de outras modalidades do clube) existem aos montes.
Vamos pegar como exemplo o jogo de ontem entre Flamengo e Junior Barranquilla pela Sulamericana.
Se eu trabalhasse com o marketing do clube rubro negro carioca, faria essa ação bem inusitada levando à campo meu time de futebol feminino.
Loucura? Acho que não!
An…

Brasileirão Feminino com mais clubes, criação da Série C (A3), volta da Copa do Brasil e direitos trabalhistas

A partir de 2019 os clubes de futebol masculino que tiverem a pretensão de disputar a Copa Sul Americana e a Libertadores da América precisarão ter equipes de Futebol Feminino.
A notícia é antiga e a abordagem também, mas não podemos deixar de falar sobre isso.
Com a aproximação dessa "obrigatoriedade" não há como não pensar nos desdobramentos positivos e negativos que isso pode trazer ao futebol feminino nacional.
Os pontos positivos ou negativos dependem, basicamente, da forma como quem gerencia a modalidade ou as competições nacionais femininas, pensa e age referente à modalidade.
FUTEBOL FEMININO INFLADO E MAL PENSADO PODE CAUSAR INJUSTIÇAS
Se a partir do ano de 2018 os clubes brasileiros com equipes masculinas, que estão hoje na zona de Libertadores e Copa Sul Americana fossem obrigados a ter equipes femininas teríamos a presença de, ao menos, mais 13 times no Brasileirão Feminino.

Da forma como hoje é feito (clubes masculinos que tem ou que montam equipes femininas tem p…

Aline Pellegrino no comando do Departamento de Futebol Feminino da CBF

Em reunião realizada na última semana a CBF recebeu novamente o Comitê de Desenvolvimento de Futebol Femininovação para debater algumas questões.
Nesta reunião a ex atleta e atualmente gestora de futebol feminino da Federação Paulista de Futebol, Aline Pellegrino, foi indicada pelas ex atletas que compõe o grupo como nome para diretoria de futebol feminino da entidade.
Além de Pelle, foram indicadas também os nomes de "Dilma Mendes, profissional que tem grande respeito na modalidade e hoje é técnica e coordenadora de futebol feminino na Prefeitura de Camaçari, na Bahia; Renata Capobianco, ex-jogadora, formada em Marketing, com cursos de gestão no esporte; e Eduarda Luizelli, ex-jogadora da seleção e atual coordenadora de futebol feminino do Internacional", confore  Publicado pelo ESPNW em reportagem de Gabriela Moreira.

Além disso foi sugerida a criação de uma terceira divisão do futebol feminino nacional para ampliar a participação de mulheres e equipes femininas de todo o …

A partir de janeiro transferência de atletas do futebol feminino gerará dinheiro para clubes que tiverem contratos profissionais

Tem novidade muito boa para o futebol feminino! A CBF publicou em seu site que "a partir de janeiro de 2018 as transferências internacionais do futebol feminino passarão a ser registradas no TMS da FIFA (Transfer Match System). Mas, os clubes brasileiros só se beneficiarão dessa novidade se os contratos com as jogadoras forem profissionais, assim poderão vender e emprestar suas atletas". Em resumo,  os clubes brasileiros que tiverem, a partir de agora, contratos profissionais com suas atletas estarão mais protegidos pois atletas somente poderão se transferir para clubes nacionai e internacionais durante as janelas de transferencia, que terão data definida em breve pela FIFA. Além disso, os clubes poderão vender ou emprestar atletas e serão remunerados por isso. Atualmente sos clubes de futebol feminino nada ganham com a transferência /saída de suas atletas quando procuradas por clubes e agentes estrangeiros. Os clubes fazem apenas uma proposta salárial as atletas e elas ace…

Sinto em informar: não são as medidas do campo, tamanho do gol ou as regras que atrapalham o futebol feminino

Muito se fala, em pleno século XXI, que o futebol feminino é pouco atraente por conta do campo ser muito grande, os gols largos e altos, e o tempo de jogo ser muito grande.

Eu escuto isso constantemente até porque sempre que posso insiro o futebol feminino em contextos e ambientes "masculinos" para tentar desconstruir a visão limitada - e culturalmente construída - de que o futebol é coisa para homem e mulher não sabe jogar.

Para a surpresa dos desavisados, posso afirmar que se essa redução de medidas e alteração de regras fosse a solução para a evolução e  para que o país,  os consumidores e investidores passassem dar atenção para a modalidade então o futsal feminino seria o maior esporte feminino do país,  mas não é... fato que coloca por terra todo e qualquer comentário dos desconhecedores da realidade e estrutura social, cultural e esportiva que enfrentam as mulheres do esporte.

Além da interferência social que está cheia de violência simbólica e dominação masculina que…

No mundo de cliques, likes, impressões, visualizações e interesses, até onde acreditar no que se vê e se lê?

Cada dia mais as mídias alternativas se tornam importantes e ganham espaço como novas fontes de informação e conteúdo.
Seja sobre política ou esporte, cada vez mais vemos blogs, páginas de Facebook e sites que trazem uma enxurrada de conteúdo para qualquer um com acesso a Internet e que queira ler sobre qualquer assunto.
Eu, escrevendo há tanto tempo sobre esporte, gestão e marketing dentro dele, procuro expor a minha opinião sobre alguns assuntos dos quais tenho mais conhecimento e ontem me peguei pensando sobre a produção de conteúdo e como algumas pessoas se utilizam dela para disseminar informações que nem sempre condizem com a realidade.
Em um mundo de cliques, likes, visualizações, impressões de página, monetização de conteúdo e tantas outras métricas vemos em diversos textos, que deveriam até ser importantes e esclarecedores, muito marketing pessoal, pessoas trazendo ao seu público aquilo que querem que este público entenda e dissemine.
Nem sempre a intenção de quem produz o co…

Caso da atleta do Beach Soccer brasileiro indicada a melhor do mundo e casos de descaso com mulheres no futebol

Texto editado às 14:34h

A atleta Letícia Villar foi surpreendida há aproximadamente 10 dias quando descobriu que estava entre as 3 atletas indicadas a melhor jogadora do mundo na modalidade que foi realizado em Dubai no último dia 04/11/2017, sábado. Surpresa maior ainda foi descobrir isso através das redes sociais.
A atleta entrou em contato com a CBSB (Confederação de Beach Soccer do Brasil) teve o pedido de pagamento de sua passagem de ida e volta negado pois a instituição afirmou que não teria dinheiro para financiar tal ação, pelo que a própria atleta alegou em entrevista ao site ESPNW.com.br em matéria de Bianca Daga.
Letícia, graças a Deus e à compaixão de uma empresa norte-americana que custeou sua passagem, foi ao evento (ocorrido no dia 04/11/2017). A hospedagem foi por conta dos organizadores do evento e o visto foi custeado pela academia onde ela treina e o restaurante onde faz suas refeições, conforme publicado também no EspnW.
Os jogadores brasileiros indicados ao prêmio…