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No mundo de cliques, likes, impressões, visualizações e interesses, até onde acreditar no que se vê e se lê?

Cada dia mais as mídias alternativas se tornam importantes e ganham espaço como novas fontes de informação e conteúdo.

Seja sobre política ou esporte, cada vez mais vemos blogs, páginas de Facebook e sites que trazem uma enxurrada de conteúdo para qualquer um com acesso a Internet e que queira ler sobre qualquer assunto.

Eu, escrevendo há tanto tempo sobre esporte, gestão e marketing dentro dele, procuro expor a minha opinião sobre alguns assuntos dos quais tenho mais conhecimento e ontem me peguei pensando sobre a produção de conteúdo e como algumas pessoas se utilizam dela para disseminar informações que nem sempre condizem com a realidade.

Em um mundo de cliques, likes, visualizações, impressões de página, monetização de conteúdo e tantas outras métricas vemos em diversos textos, que deveriam até ser importantes e esclarecedores, muito marketing pessoal, pessoas trazendo ao seu público aquilo que querem que este público entenda e dissemine.

Nem sempre a intenção de quem produz o conteúdo é informar com qualidade e sim gerar tráfego e monetização, ou simplesmente provocar instabilidades seja em instituições, cargos ou relações. Não se trata apenas de visualizações mas de uma manipulação que nem sempre, e as vezes por descuido, o manipulado nem percebe.

Com a inclusão digital e a enxurrada de dados vindo de todos os lados, o leitor se tornou fácil de manipular e na maioria dos casos dá como inteira verdade algo que leu em um canal independente e acaba propagando inverdades, e as vezes é isso que se busca. 

Blogs e sites, e logo seus produtores de conteúdo, também são manipulados sem perceber e devem sempre se questionar sobre pautas e assuntos que as vezes são trazidos até seus conhecimentos.

Infelizmente é necessário ser analista e crítico e escolher bem em qual conteúdo acreditar e compartilhar.

É preciso pesquisar outras fontes, cruzar informações e tentar ao máximo analisar e interpretar tudo que está escrito tentando até mesmo identificar por trás de textos, vídeos e áudios quais seriam as intenções de quem publica algo e também a de quem concede entrevistas e proporciona conteúdo para esses meios.

A produção de conteúdo se tornou uma ótima ferramenta de manipulação da massa, de puxar o peixe pra si próprio, de fazer marketing pessoal ou criar uma influência através de palavras, imagens e situações.

Leitores, produtores de conteúdo, entrevistados e entrevistadores, devem tomar cada dia mais cuidado com a informação que querem passar.

As vezes o desejo é de fazer algo bacana, mas existe a possibilidade do sujeito estar sendo usado apenas para espalhar algo que vai beneficiar alguém de alguma forma.

Pesquise,  pergunte, busque ouvir todos os lados de uma mesma questão, interprete bem o que vem nas entrelinhas de uma pergunta, inteção ou de um texto.

Vamos tomar alguns exemplos: 
  1. Quantas pessoas que do nada aparecem em momentos "políticos" do futebol feminino brasileiro. 
  2. Quantos sites ou blogs de notícia que aparecem falando da política brasileira e acusando A ou B e que ninguém ouviu falar antes.
Nesses dois casos é possível gerar questionamentos: 
  1. Qual a real intenção da pessoa e do texto?
  2. Existe a chance disso ser uma "jogada de marketing" para tentar "cavar" um lugar dentro de uma instituição ou situação?
  3. O conteúdo parece ser mais uma chance de gerar ruído e talvez balançar ou "derrubar" alguém para que então assuma seu posto ou para que um "amigo", "chegado" ou "partidário" entre naquele lugar?
  4. Existe, direta ou indiretamente, benefício próprio com as "notícias" geradas?
Seja nas mídias alternativas, das quais eu e este blog fazem parte, ou seja de mídias oficiais e canais consolidados, sempre tenham atenção!

Em um país com educação de baixa qualidade, dificuldade de interpretar textos e contextos e pouco desenvolvimento cultural, fica cada dia mais fácil criar e plantar situações e fazer algo, alguém (pessoa ou instituição) parecer aquilo que não é.

Hoje, em grande parte dos casos, cada um traz ao seu público ou círculo social apenas aquilo que queiram que eles leiam, entendam e/ou acredite.

Então, cuidado com o que lê, o que escreve e o que você compartilha! 

Nem toda foto feliz no instagram é real, nem todo post de rede social ou texto de site e blog é verdadeiro.

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