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Clube aplicará dinheiro do masculino para o Futebol Feminino e negocia outras questões com patrocinadores e direitos de TV

Imagine só:

"Um clube de futebol enorme tradição definiu multas ao seu time profissional masculino em uma série de situações onde faltas, atrasos, indisciplina, cartões e ações que consideradas prejudiciais à equipe irão resultar em multas de até 25% no salário dos atletas e comissão técnica de acordo com gravidade e reincidência dos casos, que podem até gerar demissões de atletas e pagamento da multa contratual pela rescisão em casos extremos.

Dirigentes do clube informaram que esses valores serão convertidos para o Departamento de Futebol Feminino (DFF) do clube para investimento em futebol feminino profissional e futebol feminino de base.

A ideia revolucionária no mundo do futebol não é a única tomada pelo clube que também negocia aporte de cada patrocinador do cube ao futebol feminino onde se espera ter um valor de 700 mil a um milhão e duzentos mil por ano para o Departamento de Futebol Feminino onde haverão ações de marketing envolvendo as partes e inovações no meio e nas experiencias para os torcedores do clube que as vivenciarão com futebol masculino e feminino do clube.

Alem dos tradicionais patrocinadores buscará também aporte de patrocinadores envolvidos com o mundo feminino, como industrias de roupas, cosméticos e itens de consumo desse enorme e pouco explorado universo feminino.

Dos direitos de transmissão pagos ao clube, um percentual de 1 a 2% também será destinado ao DFF, para projetos focados em capacitação e outras ações necessárias ao longo da temporada, e haverá rigoroso controle de todos os valores do departamento para garantir que o futebol feminino tenha o melhor gastando somente o que é necessário para cada situação e onde não serão admitidos superfaturamentos ou quaisquer irregularidades e beneficiamentos financeiros.

O clube declarou ainda que em pleno século 21 existe muita diferenciação entre os gêneros e que o clube mostrará ao mundo da bola e a seus torcedores que o futebol do clube é um só, independente se são homens ou mulheres que estarão dentro do campo".

Este é mais um dos casos como os que postei ou comentei essa semana em minhas redes sociais (Twitter - Facebook - Instagram) e que demonstram que muitas coisas podem ser feitas pelos clubes caso tenham realmente vontade de manter equipes de futebol feminino, de forma que os investimentos e fundos destinados à modalidade não afetarão em nada a vida do clube e de suas demais responsabilidades. Pode ser trabalhoso, porém não é impossível e nem tão difícil quanto possa parecer.

Com a obrigatoriedade imposta aos clubes que necessitarão ter equipes femininas como critério para assegura o direito de disputar competições da Conmebol a partir de 2019, nossos engessados dirigentes necessitarão ver o futebol feminino de forma diferente, fato que irá precisar mudar dentro da Confederação Brasileira de Futebol, Federações estaduais e clubes.

Muito pode ser feito e o futebol feminino pode ser lucrativo de várias formas trazendo retorno ao clube e sua imagem, mas depende da forma como as entidades decidem abordar e trabalhar o futebol das mulheres.

Que tenhamos uma chuva de boas idéias e ações práticas ao longo de 2018 e 2019, e que daí para frente, não pare nunca mais.

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